sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O NOME "JEOVÁ" (DEUS DA BÍBLIA) FOI ADULTERADO NO PERCURSO DA HISTÓRIA

O tetragrama são as quatro letras hebraicas para o nome "Senhor", que veio a ser extremamente sagrado ainda antes de Jesus, fato este que motivou os judeus a não pronunciarem aquele nome (Senhor), com medo de cometerem pecado e infrigirem um dos dez mandamentos, caso houvesse uma associação a algo que fosse considerado pecaminoso.

O nome Jeová, tão usado nos dias de hoje, originalmente não se escrevia assim. Antes, seria Javé.

Ocorre que tornou-se costume substituir o nome Senhor pelo nome Javé, dada a justificativa acima. Os massoretas (estudiosos que deram ao texto do A.T. sua forma final), com a intenção de destacar a necessidade da aludida substituição, intercalaram vogais de Senhor (em hebraico) nas consoantes de Javé (também em hebraico).

Na época da renascença europeia, quando o hebraico passou a ser amplamente estudado nos círculos europeus, os estudiosos, de posse da incompreensão com relação à pronúncia, supunham que esta seria Jeová e não Javé, de modo que a tradição sancionou essa mudança.

Eis, portanto, o motivo da errônea pronúncia e da forma equivocada de se escrever Jeová.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

DIFERENTES RITUAIS CRISTÃOS LIGADOS À CRUZ DE CRISTO NOS QUATRO PRIMEIROS SÉCULOS

Por incrível que pareça, não era a cruz o símbolo do cristianismo, no século em que viveu Jesus. Era o peixe.

Aos poucos ela ganhou notoriedade, ao ponto de ser costumeiramente visualisada de forma sobrenatural, nas narrativas cristãs, até o IV séc. d.C., como no famoso relato do Imperador romano Constantino, que afirmou ter visto uma cruz nos céus, o que o teria levado a aderir posteriormente ao cristianismo.

Nos primeiros séculos da nossa era, os cristãos tinham o hábito de pintar uma cruz na parede oriental das casas, com o objetivo de fazer oração na direção do Oriente, sete vezes ao dia.

Posteriormente, a cruz deixou de ser pintada na parte oriental da casa e passou a ser pintada ou pregada em qualquer espaço do lar, sem levar em consideração a direção.

Ainda, hoje, principalmente no Nordeste brasileiro, é comum algumas pessoas fazerem o sinal da cruz com os dedos com o objetivo de desviar o curso de uma ventania (ou redemoinho, como é chamado aqui).

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

IMPERADOR ROMANO ORDENAVA A AMARRAÇÃO DE PÊNIS COMO FORMA DE PUNIÇÃO

Tibério César (governou no período de 14 d.C. - 37 d.C.) - então Imperador de Roma quando Cristo foi crucificado - era fanzaço por crueldades, suplícios.

Dentre os mais variados métodos de punição aplicados aos condenados, havia um que nos chama bastante a atenção: ele ordenava que o réu ingerisse bastante vinho e água e em seguida mandava que os carrascos amarrassem o pênis dos infelizes, de modo que estes pudessem sofrer as dores das amarras e a vontade reprimida de urinarem.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

A ORIGEM DA EXPRESSÃO: "FULANO PARECE QUE VIU PASSARINHO VERDE"

Essa expressão surgiu no Brasil, no século XIX.

Hoje virou moda ter como animal de estimação um cachorro, seja ele grande ou pequeno. Na época do Brasil-Império, era moda uma mocinha ter como animal de estimação um papaguaio ou mesmo um periquito.

Era chique também a mocinha ficar com o periquito na janela olhando os transeuntes passar.

Quando ela se engraçava de um jovem e quando entre eles havia um certo contato, um pré-namoro, e quando ele a convidava para se encontrarem às escondidas, ela dizia que o sinal para o encontro dar certo ou não seria o seguinte: quando rapaz passasse em frente à casa dela, se ela estivesse com o periquito na janela era sinal de que o encontro iria dar certo. Caso contrário, não daria.

Quando o rapaz via a moça e seu respectivo periquito, geralmente dava um sorriso e saía todo contente. Alguns amigos que já sabiam da proeza, ao notarem o rapaz sorridente, geralmente diziam assim:

"Você parece que viu passarinho verde."

Ou seja, fulano viu o periquito ou o papaguaio (ambos também chamados, à época, de passarinho verde, principalmente pelos estrangeiros) da moça, sinal inequívoco de um encontro às escondidas.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A 1ª PRISIONEIRA POLÍTICA DO BRASIL CAMINHOU MAIS DE 600 KM A PÉ E ACORRENTADA

Bárbara de Alencar é o nome dela. Avó do famoso escritor cearense, José de Alencar. Ela nasceu em 1760, na cidade de Exu, Pernambuco.

Tinha a política nas veias. Na Revolução Pernambucana, de 1817, foi uma das peças principais, juntamente com seus filhos, dentre eles o futuro padre e pai de José de Alencar, Martiniano de Alencar.

Na época da referida Revolução ela já residia na cidade do Crato, Ceará.

Condenada, foi obrigada a viajar a pé, de Crato para Fortaleza, acorrentada, sob o sol escaldante cearense.

Ficou em calabouços, em Fortaleza, Recife e Salvador. Três anos depois fora libertada e em 1824 participou ativamente da Revolução do Equador, que intentava proclamar a República no Brasil.

Morreu em 1832 sem ver seu sonho consumado. Nesse mesmo ano seu filho, Martiniano, se tornara Senador da República.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

CONHEÇA A ORIGEM DA EXPRESSÃO "CHÁ DE CADEIRA"

Dizem que os britânicos são bastante pontuais, ao contrário dos brasileiros, que carregam a fama de deixar tudo para a última hora.

No Brasil, em pleno século XIX, muitos nobres se achavam superiores à grande parcela da população.

Segundo os tais, esperar era tarefa para os subalternos, para os súditos, para os empregados, ao passo que fazer esperar, era sinônimo de elegância, de poder.

Não foi por menos que, ao agendarem alguma audiência para falar com um membro da classe superior, os pobres (literalmente) esperavam muito tempo até que o homem "superior" aparecesse.

Até lá, eram servidos chás e mais chás, enquanto o convidado (no caso o súdito) esperava em uma cadeira.

Essa prática foi tão comum no referido século que surgiu a expressão "chá de cadeira".

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

DADOS POUCO DIVULGADOS SOBRE A BASTILHA E SUA QUEDA EM 14 DE JULHO DE 1789

Oficialmente a queda da Bastilha deu início à Idade Contemporânea. A Bastilha era uma fortaleza militar francesa. Até aqui nada de novidades.

Poucos sabem, porém, que a queda se deu exatamente às 17h do referido dia. Que 6 horas e meia antes desse horário, começou-se a negociação entre a população revoltosa (em torno de 800 pessoas, que tencionavam adquirir munição) e o diretor da fortaleza.

No dia da queda, a Bastilha continha 7 prisioneiros: 1 nobre, 2 loucos e 4 falsários.

Na referida prisão, havia celas muito pequenas, onde o prisioneiro ficava basicamente em pé e celas grandes, com camas e cadeiras.

Cinco meses depois da insurreição, a construção fora totalmente destruída, por ordem de um empresário, que contratou 100 operários para o serviço.

Hoje, em Paris, existem placas que sinalizam o local onde funcionou a Bastilha, que, por sinal, empresta seu nome a um bairro parisiense.

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terça-feira, 20 de outubro de 2009

PLANETA TERRA NÃO REGISTRA NASCIMENTOS E NEM MORTES DURANTE 10 DIAS DA EXISTÊNCIA HUMANA

Não estamos falando de um episódio bíblico ou algo do gênero. Nada disso. O relato a seguir é científico e está amparado segundo informações históricas.

Nos dias 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13 e 14 de outubro de 1582 não houve nascimentos e nem mortes de seres humanos simplesmente porque tais dias nunca existiram no calendário gregoriano.

O motivo dessa inexistência se deve exatamente pela mudança do calendário juliano para o gregoriano. Ao fazer os ajustes necessários, percebeu-se que dez dias deveriam ser excluídos da contagem uma única vez.

Foi o que ocorreu. Do dia 4 de outubro de 1582 "pularam" diretamente para o dia 15 de outubro do referido ano.

Mas atenção: levamos em conta somente o calendário gregoriano. Pelo calendário judeu, por exemplo, tais dias existiram oficialmente, assim como em outros calendários. Quanto ao calendário muçulmano, tais datas ainda não chegaram, vez que para eles o ano 1 começa em 622 da nossa era.

Portanto, seria muita pretensão da nossa parte dizer que não houve nascimento e mortes nesse curto período.

O certo é que, para aqueles que adotam o calendário gregoriano (a grande maioria dos países do mundo) de fato não há registros de nascidos e mortos em tais datas.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

AMOR INCONTROLADO POR PROSTITUTA FEZ CHEFE DE ESTADO REGISTRAR ATO DE SONEGAÇÃO EM LIVROS OFICIAIS

Vespasiano foi imperador romano entre os anos 69 e 79 d.C. Conseguiu "enxugar" a máquina pública.

No seu governo, o Império Romano conseguiu notável progresso econômico. Porém, não escapou ao famoso "jeitinho" na hora de angariar para si benefícios de origem pública.

Veja o que aconteceu:

Depois de ser vencido pelos assédios de uma prostituta, que se mostrava apaixonada por ele, Vespasiano deu a ela uma vultosa quantia em dinheiro retirada dos cofres públicos.

Quando o "contador" perguntou ao imperador como deveria lançar nos livros o gasto financeiro doado à dita prostituta, respondeu-lhe: "Por Vespasiano, sinceramente amado".

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

1ª DAMA VENCEU OLIMPÍADA DE SEXO

Messalina é o nome da 1ª dama. Foi a terceira esposa do Imperador Cláudio (41 a 54 d.C.), a quem traiu por diversas vezes. Em uma das viagens do marido, chegou a se casar com outro homem. Antes do marido retornar, se separou.

Ela era tão desesperada por sexo que certa vez convidou uma famosa prostituta, de nome Scylla, para uma competição de sexo durante 24 horas.

A concorrente (Scylla) desistiu quando cada uma já havia feito sexo com 25 homens.

Messalina só parou quando o tempo acabou.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O ESPINAFRE E O MARINHEIRO POPEYE: CONHEÇA A ORIGEM DESSE CASAMENTO E O QUE ESTÁ POR TRÁS DELE

Frases do tipo "Macacos me mordam!", "Pelas barbas do camarão!", "Ventos me levem!", "Eu sou Marinheiro Popeye!" e algumas outras são muito conhecidas mundialmente, graças ao desenho animado "Popeye".

O que poucos sabem é a data em que esse personagem foi criado e sua finalidade.

Ele foi criado em 1929, por um americano. Posteriormente, ainda na década de 30, chegou ao Brasil.

Na época em que ele foi criado, acreditava-se que o espinafre possuísse grande valor calórico, sem falar da crença de que o mesmo pudesse transformar crianças fracas em meninos fortes. Hoje se sabe que isso não é verdade, sem falar que o consumo exagerado pode intoxicar o consumidor.

Outro fator relevante foi a propaganda do espinafre enlatado, assim como o feijão e o milho, que também eram enlatados nos Estados Unidos. No referido país houve um aumento de 30% nas vendas do espinafre, graças ao Popeye.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

ORIGEM DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E DA MATRÍCULA PARA ADVOGADOS

Quem nunca ouviu falar de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)?

Você já contratou algum advogado para resolver alguma querela judicial?

Pagou quanto por esse serviço?

Você observou a matrícula dele?

Impossível não se estudar a história do Direito e não se estudar o Direito Romano.

No governo do imperador Cláudio (41 d.C. a 54 d.C.) foi estabelecido que os advogados tivessem direito a honorários dentro de certos limites (no máximo 10.000 sestércios) por ação onde o mesmo atuasse.

Também ficou estabelecida a obrigatoriedade do advogado se inscrever (matrícula) na corporação (por sinal, também criada no governo do referido imperador), cujo nome era Colégio ou Corporação Advocatícia.

Observe-se que o valor máximo não era calculado a partir de dados percentuais (como é o caso do Brasil - 20% sobre o valor da causa), e sim através de um teto ordinário máximo.

Eis, portanto, como surgiram os limites dos honorários, as matrículas dos advogados e a corporação que regeria internamente a dita classe.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

D. PEDRO II E MARECHAL DEODORO TROCARAM INSULTOS E PIADAS EM PLENA REUNIÃO DURANTE A CRISE DO IMPÉRIO BRASILEIRO

Marechal Deodoro da Fonseca, sucessor de D. Pedro II, interessado no fim do Império, passou a tratar o então imperador com certo desdém, mesmo quando ainda estava subordinado ao herdeiro Português.

Certa vez os dois se encontraram em uma reunião, juntamente com outos convidados, a fim de tratarem acerca da crise do Império.

Nessa ocasião, Marechal Deodoro deixou que sua espada caísse no chão, o que gerou um susto no imperador, vez que este estava cochilando em plena reunião.

Assustado, ao perceber a espada caindo, teria dito ao Marechal:

"Deodoro, na guerra não se pode deixar a espada cair!"

Na mesma hora, Deodoro respondeu:

"E na governança de uma nação, não se pode cochilar, D. Pedro!"

O imperador cochilou e os militares tomaram o poder.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

IMPERADOR ROMANO MORREU EM PÉ, COM MUITA DOR DE BARRIGA E DIARREIA

Estava o imperador Vespasiano no leito de morte, ainda despachando - pois o mesmo defendia que o chefe de Estado não poderia se escusar de cumprir com o seu dever - quando, acometido de uma repentina diarreia, sentiu-se desfalecer.

No entanto, Vespasiano percebendo aquela cena deplorável a que estava sujeito, sentindo que ia morrer - agravada pela a forte diarreia - resolveu declarar o seguinte: "Um imperador deve morrer em pé!".

Ao se levantar, com diarreia e tudo, fez um esforço tão medonho que faleceu nos braços daqueles que o ampararam..........não muito cheiroso, claro!

O referido imperador governou de 69 a 79 d.C. e foi responsável por grande perseguição aos judeus e por moralizar a administração pública em Roma.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

VARAS JUDICIAIS: CONHEÇA A ORIGEM DA PALAVRA "VARA" ASSOCIADA À JUSTIÇA

No período do Brasil colonial havia basicamente três ou quatro tipos de juízes de Direito que atuavam em nossa terra.

Dois, porém, tinham símbolos que o identificavam: Juiz Ordinário e o Juiz de Fora, cujas competências se diferenciavam claramente.

O primeiro deles era escolhido na própria comunidade e tinha poderes mais ligados às questões políticas, ao passo que o segundo era nomeado por Portugal e tinha poderes mais ligados às questões comerciais.

O cargo de Juiz de Fora foi criado por Portugal no século 14.

Quando o Juiz de Fora chegava a uma cidade da Colônia brasileira, a competência do Juiz Ordinária cessava.

Cada um deles tinha por símbolo uma vara e deveriam conduzi-la quando fossem atuar.

A cor da vara do Juiz Ordinário era vermelha, enquanto a vara do Juiz de Fora era branca, que simbolizava a paz.

Portanto, guardadas as devidas proporções, o Juiz de Fora seria uma espécie de Tribunal em relação ao Juiz Ordinário.

A tradição não morreu e a palavra "varas" passou a ser o que modernamente determina a competência dos juízes, em razão da distribuição ou da matéria.

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

NA GRÉCIA ANTIGA AMARRAVA-SE O TESTÍCULO DO HOMEM PARA COMPROVAR TEORIA ACERCA DO SEXO DO BEBÊ

Acreditava-se, na Grécia Antiga (no tempo de Aristóteles), que o sexo da criança era determinado unicamente pelo testículo do homem.

Também criam que, ao ejacular, o homem já lançava o bebê pronto e acabado no útero da mãe, no mesmo formato quando nasce, cabendo à mãe apenas alimentá-lo e dar as condições para que crescesse e nascesse saudável.

Os gregos antigos acreditavam também que o testículo direito era responsável pelo sexo masculino do bebê e o testículo esquerdo pelo sexo feminino. Ou seja, se nascesse um homem, é porque o bebê havia sido lançado do testículo direito do pai. Se nascesse mulher, do testículo esquerdo.

Para se comprovar a veracidade dessa crença, fizeram o seguinte: selecionaram alguns casais, que passaram a fazer sexo, cujo testículo do homem era amarrado de modo que impedisse a passagem dos espermatozoides.

Assim, o homem que tinha o testículo direito amarrado, nasceu um bebê do sexo masculino. De igual modo, homens que tiveram o testículo esquerdo amarrado, nasceu-se mulher.

Verificaram, portanto, que a tese era completamente furada e caiu por terra um mito, uma tese até então aceita entre os próprios estudiosos da época.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PUNIÇÃO CÔMICA E CRUEL NA ROMA ANTIGA

Na Roma antiga havia punição para todo gosto, digo, para diversos crimes. Não era estranho o exílio, o açoite por varas, o estrangulamento, o lançar o réu contra rochas, o decapitar os condenados, a pena de morte, etc.

Mas havia uma punição deveras cômica e cruel (como se as anteriores não fossem cruéis, com exceção do exílio, onde o apenado tinha grande liberdade) e tal punição era aplicada nos casos de parricídio (assassinar o próprio pai).

Os condenados por parricídio eram lançados na água, amarrados dentro de um saco. Isso já seria cruel por si só.

O lado cômico?

Juntamente com o infeliz condenado, os algozes colocavam neste mesmo saco um cachorro, um macaco, uma cobra e um galo. Concluída a desgraça, amarravam a boca e precipitavam o maldito saco água abaixo, pois dentro desse saco era colocado um objeto pesado, capaz de fazer afundá-lo sem mais delongas.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

HOMEM SOBREVIVEU MAIS DE 24 HORAS DENTRO DE UMA BALEIA

O fato aconteceu no mês de fevereiro de 1891*, perto das Ilhas Falkland. O baleeiro 'Star of the East' circulava próximo às referidas Ilhas, quando o vigia viu uma baleia grande a 4 Km de distância.

Capturada a baleia, após a perda de um dos escaleres e após o desaparecimento de um dos tripulantes, cujo nome era James Bertley, a tripulação restante, armada de machados e de pás começaram o trabalho de abertura e remoção da gordura.

Decorrido um dia inteiro de serviço, e parte do período noturno, abandonaram temporariamente a tarefa, deixando o serviço remanescente para o novo dia que se avizinhava.

Chegado o dia seguinte, ergueram a baleia em ganchos e a levaram para o convés. Quando os marinheiros olharam para o interior da baleia (meio aberta) constataram que havia um objeto semelhante a um ser humano. O nome dele: James Bertley.

Isso mesmo. Era o marinheiro que havia desaparecido por ocasião da captura da baleia e do naufrágio de um dos escaleres.

Os marinheiros notaram então que o 'alimento' estava desmaiado e encolhido. Retirado do estranho local, foram realizados os cuidados para que tentassem reaver a saúde do sr. James Bertley.

Êxito na empreitada. O tripulante que fora engolido pela baleia teve as suas forças recompostas, bem como a lucidez.

Seu rosto, pescoço e suas mãos tinham sido alvejados até ficarem com um branco doentio. Quando perguntado, Bertley afirmou que provavelmente continuaria a viver dentro daquele ambiente sombrio até morrer de fome, porque seu desmaio foi causado por medo e não por falta de ar.

Prova científica:

O fato fora constatado após meticulosa investigação científica de dois cientistas, um de nome M. de Parville, redator científico do Journal des Debats, de Paris.
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*Há mais dois casos semelhantes, um ocorrido no ano 1758 e o outro em 1771, quando os homens engolidos foram vomitados pelas baleias comilonas, algum depois.

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