segunda-feira, 31 de maio de 2010

PERSEGUIÇÃO À IGREJA: DOIS NOBRES ABANDONAM O CRISTIANISMO E DELATAM SUAS RESPECTIVAS NAMORADAS PORQUE ELAS NÃO NEGARAM A FÉ CRISTÃ

Até o final do império romano muitas foram as perseguições ao cristianismo. Não foram poucos os mortos pelo simples fato de serem cristãos, pela simples razão de se negarem a abraçar o paganismo romano.

Em 257 d.C., Valeriano, imperador de Roma, deu início a uma grande perseguição aos cristãos. Muitos são os registros de crueldades praticadas contra esses religiosos.

Havia duas jovens que se destacavam pela beleza, pela formosura, as duas filhas de um eminente cavalheiro romano.

As irmãs namoravam dois homens muito ricos, que também eram cristãos. Deflagrada a perseguição aos seguidores de Cristo, os dois rapazes temeram as crueldades e deliberaram pela renúncia ao cristianismo, pois temiam, ainda, que suas fortunas lhes fossem tiradas à força.

Os dois exigiram que suas respectivas namoradas também renunciassem à fé cristã. Ambas se negaram, mesmo diante da relutância dos pretendentes.

Resultado: os dois denunciaram as donzelas ao império, o que resultou na prisão das mesmas, que tiveram que comparecer perante o governador de Roma.

As duas foram mortas, e não negaram a fé em Cristo.

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domingo, 30 de maio de 2010

A EMANCIPAÇÃO DOS HOSPITAIS

Não se sabe ao certo a origem do primeiro hospital. Comumente é aceito que ele surgiu na Idade Média.

Sidartha Gautama (Buda), criou o primeiro protótipo de um hospital. Consta que ele mandou construir instalações ao lado dos mosteiros budistas, com o fim de cuidar das pessoas que apresentavam problemas de saúde.

A invenção de Buda não vingou. Somente no começo da Idade Média, na Roma Antiga, é que teriam surgido os primeiros hospitais do Ocidente, cuja administração competia aos sacerdotes católicos.

Lentamente é que a administração dos tais estabelecimentos saiu do poder dos religiosos e passou ao domínio dos médicos.

A partir da Renascença a igreja perdeu esse monopólio para as autoridades municipais.

Enquanto estavam sob o poder dos sacerdotes, era comum rezas e rituais litúrgicos com o fim de restabelecer a saúde do doente.

Com a emancipação, não desapareceu de todo essa prática - tanto que hoje ainda se admite, inclusive por força de lei.

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sábado, 29 de maio de 2010

NERO E SUAS TENTATIVAS DE SUICÍDIO. ENFIM, SUICIDOU-SE.

Nero é retratado como um homem cruel, grande perseguidor do cristianismo, e ao mesmo tempo um amante das artes. Governou o Império Romano de 54 a 68 d.C.

Nos últimos dias de seu governo foi declarado inimigo público pelo senado romano, que deu ordens para prendê-lo, bem como julgá-lo segundo o costume dos antigos.

Foragido, Nero passou fome e sede. Para não perecer de sede, sentiu-se forçado a beber água de um lamaçal.

O imperador não sabia em que consistia a punição dos antigos. Perguntou a seu secretário a forma de tal suplício. Foi informado de que uma forquilha era atada ao pescoço do condenado.

Ao saber, pegou dois punhais que trazia consigo e tentou enfiá-los na garganta. Não teve coragem, pois sentiu que seria muito doloroso. Justificou dizendo que sua hora ainda nao havia chegado.

Quando soube que um soldado romano estava a sua procura para o entregar ao senado, pediu a seu secretário que o ajudasse a perfurar um dos punhais em sua garganta.

Assim foi feito. Antes de morrer ainda teria dito:

"Tarde demais! Isto é que é fidelidade."

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

CHEFE DE ESTADO PENSOU EM LEGITIMAR A SOLTURA DE PUM EM CERIMÔNIAS OFICIAIS

Quem nunca sentiu vontade de soltar um pum no trabalho, no ônibus, num almoço, numa reunião . . . que atire a primeira pedra!

Esse conhecido constrangimento não é novo. Há registros de famosos que, de um modo ou de outro, estão envolvidos em episódios parecidos.

Um caso inusitado aconteceu na Roma Antiga e envolveu um conhecido imperador.

Cláudio, que reinou de 41 a 54 d.C., chegou a pensar em preparar um édito permitindo soltar puns em qualquer lugar, mesmo enquanto se estivesse fazendo uma refeição, não importanto quem fossem os presentes.

Tal medida de Cláudio se deu porque ele soube que um dos seus convidados esteve em perigo de vida quando, na presença do imperador, sentiu vontade de liberar os gases e se conteve, a fim de manter o protocolo e a educação pessoal.

O imperador se conteve e não publicou o édito.

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

PROFESSOR OBRIGA ALUNO DE 12 ANOS DE IDADE A COMER FEZES HUMANAS COMO FORMA DE CASTIGO

O fato foi presenciado por ninguém menos do que Erasmo de Rotterdam, famoso humanista.

Em outra ocasião relatamos a forma cruel como alunos eram tratados por padres no início da Idade Moderna, sendo que o próprio Rotterdam serviu de testemunha.

Relatou o dito humanista que testemunhou um aluno de 12 anos de idade, filho de pais de elevado padrão social, ser submetido a mais degradante humilhação que se possa imaginar.

A fim de castigar o aluno, seu professor deu ordens a um carrasco para que colocasse fezes humanas na boca da criança. Assim foi feito.

Consta que, não podendo mais expelir as fezes, o garoto foi obrigado a engoli-las.

Depois, totalmente despido, foi suspenso com cordas pelas axilas, quando passou a sofrer outras formas de castigos físicos e psicológicos.

Quanto mais o garoto se dizia inocente, mais eram aumentados tais castigos.

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terça-feira, 25 de maio de 2010

O FILÓSOFO BRIGÃO, MENTIROSO E ESPERTALHÃO

Muito provavelmente você já ouviu falar de Voltaire (1694 - 1778), conhecido filósofo iluminista francês.

Poucos devem saber, no entanto, que ele era dado à estupidez, à arrogância, do tipo que partia para a briga.

Tinha uma "língua afiada", e não gostava de levar desaforo para casa. Certa vez foi chantageado por um corretor e como resposta o agarrou pela garganta e o jogou no chão.

Candidatou-se para a Academia Francesa, em cuja oportunidade ele se disse católico (quando na verdade era deísta), elogiou vários jesuítas poderosos, enfim, mentiu como se faz hoje para angariar altos cargos.

Voltaire devia uma conta a um livreiro, e, ao que tudo indica, não tinha a pretensão de pagar a dívida. Certa vez o tal livreiro o encontrou e cobrou a conta atrasada. Voltaire ficou furioso e acabou dando um soco no ouvido do livreiro. O secretário do filósofo tentou consolar o pobre cobrador: "Senhor, acabais de receber no ouvido um soco de um dos maiores homens do mundo."

Foi convidado por Frederico II, rei da Prússia, a residir no palácio real, tamanha era a admiração do monarca pelo filósofo.

No palácio, entrou em muitos atritos com o rei. Certa vez Frederico II convidou um grande matemático conterrâneo de Voltaire a residir na corte (pois Frederico II foi um grande amante das letras e da ciência).

Num certo dia tal matemático entrou em atrito com um matemático subordinado acerca de uma interpretação sobre Newton. Frederico puniu pelo matemático "superior", ao passo que na mesma hora Voltaire correu em favor do "inferior".

Outra vez o filósofo compôs um poema sobre Frederico. Lendo o rascunho, o rei passou a noite rindo. Não sabia ele que o poema já havia sido enviado para ser publicado. Depois que soube, Frederico ficou furioso e mandou prender Voltaire.

Inegavelmente foi um grande pensador.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

PADRE FLAGRA REI SENDO MASTURBADO E RECEBE COMO PUNIÇÃO A TRANSFERÊNCIA PARA UM PAÍS AFRICANO

O caso inusitado aconteceu no Brasil e envolveu o pai de D. Pedro I.

D. João VI vivia separado da mulher, a espanhola Carlota Joaquina, desde 1805, de cuja data em diante passaram a conviver em ambientes diferentes. Não há registros de que, no Brasil, o rei português tivesse tido encontros amorosos com mulheres.

Com homens já foi diferente. D. João VI manteve um relacionamento amoroso com seu camareiro predileto, a quem concedeu vários títulos honoríficos enquanto esteve no Brasil.

Tal camareiro dormia num quarto ao lado do rei e, dentre suas obrigações para com o monarca, estava inclusa a tarefa de masturbá-lo regularmente.

Certa vez, numa casa de fazenda, o casal fora flagrado por um padre, que os encontrou em momentos íntimos.

O padre foi transferido para Angola, provavelmente como uma forma de abafar o caso. Mas não foi suficiente. Antes de ser transferido, o padre deixou, por escrito, o registro do que presenciara.

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domingo, 23 de maio de 2010

SAIBA QUEM FORAM AS ACUSADAS DE CRIMES QUE DEVERIAM SER CONDUZIDAS AO TRIBUNAL SUSPENSAS EM TÁBUAS PARA EVITAR O CONTATO COM O INFERNO

Estamos falando das bruxas da Idade Média. Ou melhor: das mulheres acusadas de bruxaria.

Provavelmente você vai se surpreender.

Quando uma mulher acusada de bruxaria era capturada, havia uma série de cuidados especiais para neutralizar seus poderes satânicos.

Temendo que elas mantivessem contato com o solo - e através dele tivessem contato com as regiões infernais - elas deveriam ser conduzidas em tábuas ou em cestas até os tribunais e até a prisão.

As bruxas estavam proibidas, ainda, de se apresentarem de frente perante o juiz, pois o olhar delas poderia enfeitiçar o magistrado. Assim, ficavam de costas para o julgador.

Tanto o juiz como aqueles que a conduziam para o tribunal não deveriam deixar-se tocar pela bruxa, sob pena de serem enfeitiçados.

Os juízes ainda usavam correntes no pescoço, uma espécie de amuleto, bem como ervas bentas e sal consagrado no Domingo de Ramos, a fim de se protegerem das forças do inferno que emanavam das bruxas.

Apesar dos inquisitores desfrutarem de imunidade contra os ataques das referidas bruxas, os tais não queriam correr o risco de uma possível exceção.

Tal comportamento mostra o quanto a Idade Média valorizou a crença divulgada pela Igreja Católica - e hoje pelas igrejas evangélicas - de que o capeta está à solta, agindo a todo instante.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

AOS 10 ANOS DE IDADE DOM PEDRO I FOI OFERECIDO EM CASAMENTO A UMA PRINCESA DA FAMÍLIA DE NAPOLEÃO BONAPARTE

Em 1807 o imperador francês havia dado ordens para que Portugal aderisse ao Bloqueio Continental, a fim de dificultar o comércio inglês, seu maior rival.

Dom João VI, de Portugal, até o último dia antes de sua vinda para o Brasil fez Napoleão acreditar que estaria do seu lado, embora fizesse planos secretos com a Inglaterra, um dos quais consistia na fuga da família real para o Brasil, com o apoio dos ingleses.

Como última tentativa de convencer Napoleão a voltar atrás ou pelo menos convencê-lo de que estaria sendo fiel a ele, enviou um embaixador a Paris, com propósitos claros.

Dom João enviou de presente uma caixa de diamantes ao imperador francês e ainda sugeriu que seu filho mais velho, D. Pedro I (então com 10 anos), se casasse com uma das princesas da família de Napoleão.

A resposta de Bonaparte foi imediata: prendeu o embaixador e mandou um ultimatum a Portugal.

O resto já sabemos: às pressas Portugal fugiu para o Brasil e aos 19 anos D. Pedro I se casou com Dona Leopoldina.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

HOMEM QUE FICOU 60 HORAS FALANDO SEM PARAR AFIRMOU QUE SEU MÉDICO PARTICULAR ERA UM DOS MEMBROS DA TRINDADE SANTA

O rei surtou!

George III, que reinou a Inglaterra no século XIX, passou a se comportar de forma estranha a seus ofícios de rei.

Comumente era visto de camisolas no corredor do palácio real, carregando um travesseiro enrolado nos braços, como se carregasse um bebê.

Chegou a passar 72 horas sem dormir, das quais 60 falando sem parar.

Certa vez reuniu a corte para anunciar que havia concebido uma nova doutrina acerca da trindade santa.

Disse que tal trindade era composta por Deus, por seu médico particular e por uma amiga de sua esposa.

Foi declarado louco por médicos, um dos quais era padre.

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

O TERREMOTO QUE DEU O QUE FALAR: IGREJA ACUSA PECADO DO POVO COMO CAUSA E DOIS RENOMADOS FILÓSOFOS TROCAM INSULTOS ENTRE SI

A culpa foi do terremoto ocorrido em novembro de 1755, mais precisamente no Dia de Todos os Santos. . . logo nesse dia.

Tal desastre é elencado como um dos maiores já ocorridos em Lisboa e deu o que falar na época.

A estimativa de mortos varia de 15.000 a 30.000 mortos. 85% das casas desabaram. 35 das 40 igrejas de Lisboa foram ao chão e 54 dos 66 conventos desmoronaram.

Naquela manhã as igrejas estavam lotadas, o que aumentou o número das vítimas. Depois do ocorrido, o clero francês se pronunciou oficialmente: a culpa é do povo de Lisboa, porque eles estavam cheios de pecado.

Ou seja, as igrejas caíram por causa do pecado dos fiéis.

Indignado com a resposta dada pelo clero francês, o famoso iluminista Voltaire compôs um dos seus mais célebres poemas, através do qual expressava um velho dilema: ou Deus pode evitar o mal e não quer, ou deseja evitá-lo e não consegue.

O poema se espalhou e chegou ao conhecimento de outro conhecido filósofo: Rousseau, que rebateu as críticas de Voltaire em uma nota pública, na qual fazia constar que o próprio homem (e não seus pecados) devia ser culpado pelo grande número de mortos, porque, segundo ele, se os homens vivessem nos campos, a céu aberto, o desastre teria sido bem menor, exemplificou.

Tal atitude de Rousseau levou Voltaire a chamá-lo de "o escárnio de Voltaire".

Pois é, pouca gente sabe, mas os dois grandes iluministas andaram se desentendendo por causa de um terremoto.

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terça-feira, 18 de maio de 2010

O POVO DO ORIENTE MÉDIO QUE SOLTAVA PUM COMO FORMA DE ADORAR SEU DEUS

Estamos falando dos moabitas, que habitaram o leste do Mar Morto.

Um de seus deuses se chamava Belphegor, geralmente visualizado com uma longa barba, com a boca sempre aberta, cuja língua tinha a forma de um longo pênis

Seus adoradores acreditavam que embora ele tivesse uma boca fedida, zelava pelo sistema digestivo de seus fiéis.

Para tanto, o deus Belphegor gostava de receber puns, muitos puns.

Os moabitas que o adoraravam se dirigiam ao templo e, lá, aguardavam o momento mais esperado de todo o ato litúgico: baixar as calças e soltar pum na boca do deus.

Fazendo isso, estariam livres de problemas intestinais, de hemorroidas e de úlceras.

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

BRASIL: ASSINATURA FALSIFICADA CONTRIBUIU PARA QUE PRESIDENTE DECRETASSE A PRISÃO DE EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA

O fato aconteceu em 1922 e envolveu Epitácio Pessoa, Artur Bernardes e Hermes da Fonseca, três nomes que já passaram pela Presidência da República.

O referido ano foi o último em que Epitácio Pessoa esteve na presidência, tendo sido sucedido por Artur Bernardes, a quem apoiou como candidado ao governo.

Naquele tempo, o ex-presidente Hermes da Fonseca (que governou de 1910 a 1914) era presidente do Clube Militar.

Tentanto colocar os militares contra Artur Bernardes (candidado da situação), um político opositor falsificou a assinatura do referido candidato em uma nota publicada no jornal O Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, em cuja nota chamava Hermes da Fonseca de "sargentão grosso e ignorante", sem falar que chamava outros militares de "canalhas e corruptos".

Em reação, os tenentes passaram a pregar abertamente o golpe, caso o candidato da situação fosse eleito. O próprio presidente Epitácio Pessoa foi chamado de ladrão e de bandido pelos tenentes.

Com a vitória do candidado da situação, Artur Bernardes, os tenentes se revoltaram.

Resultado: Epitácio Pessoa mandou prender o ex-presidente da República, Hermes da Fonseca e ainda mandou fechar o Clube Militar.

Esse é o único caso de que se tem notícia de falsificação de assinatura, cuja consequência (mesmo indireta) tenha resultado na prisão de um ex-presidente de República.

O caso mostra, ainda, o enorme poder que têm os meios de comunicação.

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domingo, 16 de maio de 2010

O BARULHO MAIS ALTO JÁ PRODUZIDO NO PLANETA TERRA

O fato aconteceu em agosto de 1883, na Indonésia. Trata-se da explosão do vulcão Krakatoa (ou Krakatão).

O barulho pôde ser ouvido a 5 mil km de distância. Isso mesmo: 5.000 quilômetros.

Quem estava a um raio aproximadamente de 10 km teve os tímpanos estourados. O estrondo refletiu no planeta durante 9 dias.

Produziu ondas de até 40 metros de altura e atirou pedras a 27 km de altitude. Há registros de que um navio de guerra que se encontrava na área da explosão foi arrastado terra a dentro a uma distância de 3 km.

Matou milhares de pessoas. Barômetros que se encontravam nos Estados Unidos enlouqueceram

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sábado, 15 de maio de 2010

A PRIMEIRA ESTRADA DE FERRO DO BRASIL

A primeira estrada de ferro do mundo foi construída na segunda década do século XIX (por volta de 1814, na Inglaterra, mas a data marcante da história das ferrovias aconteceu em setembro de 1825, também na Iglaterra).

O Japão só teve sua ferrovia a partir de 1867. África, Ásia e Oceania somente depois de 1850. Índia, depois de 1870.

E no Brasil?

A primeira estrada de ferro no Brasil se deu em 1854, a Estrada Barão de Mauá, por ter sido ele o concessionário para a construção de uma rodovia ferroviária brasileira.

O trecho tinha 14 km, que ia da Praia da Estrela, no Rio de Janeiro, à raiz da Serra de Petrópolis.

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

O CHEFE DE ESTADO QUE ADOECIA COM MEDO DE TROVÃO E DE RELÂMPAGOS

É bem provável que os antigos romanos fossem os povos mais supersticiosos de que se tem notícia. A estatística vale para plebeus, soldados e para a velha elite.

Dos imperadores romanos, Otávio Augusto foi um marco nessa estatística.

Quando percebia que uma tempestidade se aproximava, costumava se retirar para um lugar secreto e muito protegido.

Tinha pânico de relâmpago e de trovão, que geravam tanto medo nele a ponto de se sentir fraco das pernas.

Carregava sempre consigo pele de animal marinho, uma espécie de amuleto para ele.

Tanto medo se justificava, segundo seus próximos, depois que Otávio Augusto presenciou um grande zigue-zague de um raio.

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

A CONVERSÃO DE CONSTANTINO: FALSA OU VERDADEIRA?


A dúvida é a seguinte: Constantino converteu-se mesmo ao cristianismo ou foi apenas um cristão de fachada?

John Fox (1517-1587), um escritor do período da Reforma Protestante, trouxe à tona uma carta* que o imperador enviou ao rei persa, cuja parte do teor você lerá abaixo. O documento é uma preciosidade histórica, que pode resolver, em definitivo, essa inquietação até os dias de hoje. Para quem não sabe, até os dias atuais os historiadores discutem sua conversão. O texto abaixo é pouco conhecido, mesmo nos meios acadêmicos. Você, leitor e leitora, está com a chance de conhecer esse texto pouco explorado.

Eis a carta:

"Somente pela minha fé em Cristo Jesus é que os subjuguei. Por isso, Deus foi meu ajudador, deu-me a vitória na batalha e faz-me triunfar sobre meus inimigos. Da mesma maneira me tem ampliado os limites do Império Romano, de modo que se estende desde o Oceano Ocidental até quase os confins do Oriente. E nestes domínios não tenho oferecido sacrifícios às antigas divindades, nem usado os encantamentos ou adivinhações: só tenho oferecido orações ao Deus Onipotente, e seguido a cruz de Cristo. Muito me regozijaria se o trono da Pérsia achasse também glória e abraçasse os cristãos, de modo que tu comigo, e eles contigo, pudéssemos gozar a verdadeira felicidade".

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*A carta fora publicada pelo dito escritor (John Fox) em sua preciosa obra O livro dos mártires, cuja primeira publicação se deu em latim, em 1554. A publicação em inglês se deu nove anos depois.


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terça-feira, 11 de maio de 2010

A COMPLETA FALTA DE HIGIENE NO COTIDIANO DO BÁRBARO MEDIEVAL

Os bárbaros foram apontados como os grandes invasores do Império Romano, que oficialmente foi desfeito em 476 d.C.

E os ditos invasores tinham hábitos estranhos para os dias de hoje.

Há descrições de que os hunos, por exemplo, tinham o hábito de perfurar a face dos jovens com um ferro, para se evitar nascer pelos no rosto.

Tinham pouca necessidade de fogo e de comida temperada, pois viviam se alimentando de vegetais, inclusive de raízes selvagens.

A carne era comida semicrua. O bárbaro huno tinha o costume de se sentar sobre a carne enquanto andava a cavalo, mesmo quando fazia cocô. Ao descer do animal, retirava-se a carne (com cheiro de cocô e tudo), que logo era devorada.

Vestiam-se de pano e de peles de rato dos campos. Não tinham casas; dormiam em cavernas e no meio do mato.

Há relatos ainda de que não tinham religião e nem superstição de nada.

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

A COR DA ROUPA DOS NOIVOS NA IDADE MÉDIA

Dizem que toda mulher deseja um dia se casar, ter filhos e entrar na igreja vestida de branco, com véu e grinalda.

A mulher medieval também tinha esse sonho, mas ela estava subordinada aos costumes da época. E não só a mulher mas o homem também.

O véu já (ou ainda) existia.

E a cor do vestido da noiva? Nada de branco!

As cores das roupas dos noivos eram diferentes das cores de hoje: ambos deviam usar cores iguais, no caso o vermelho.

Para completar, a moça deveria estar com os cabelos soltos, uma prova de sua virgindade.

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domingo, 9 de maio de 2010

REMÉDIO PARA LIBERAR "INTESTINO PRESO" PODE TER CONTRIBUÍDO COM O HOLOCAUSTO PROVOCADO PELO NAZISMO

Ainda hoje há quem diga que o Holocausto nazista não aconteceu, embora há incontáveis provas de sua existência. Adolf Hitler é o nome do grande carrasco nazista... todos sabemos disso.

Hitler sofria de sérias privações de gases e era vítima constante de cólicas intestinais. Quando ia ao banheiro, eram frequentes seus berros histéricos por causa das dores e porque não conseguia liberar os famosos gases.

Durante oito anos foi recomendado a tomar um remédio com doses diárias para se tentar amenizar seu sofrimento.

O problema é que esse remédio provocava crises de euforias e irritações, sem falar que proporcionava inquietações, surtos de delírio e violência, tudo isso somado a ataques de alucinações.

Não podemos dizer que um remédio para soltar gases foi a causa da II Guerra Mundial e nem do Holocausto, mas se bem que pode ter sua contribuição.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

UM CASO HILÁRIO DE NEPOTISMO NA HISTÓRIA DO BRASIL DO SÉCULO XX

Faustino de Albuquerque e Sousa foi governador do Ceará de 1947 a 1951. Foi também Juiz de Direito e Promotor de Justiça.

Quando promotor, um amigo lhe deu um filho para ser batizado e ainda emprestou o mesmo nome do padrinho.

Quando governador, o afilhado entrou no palácio com uma carta do compadre, na qual pedia um emprego para o filho. Faustino, não querendo negar o pedido, descobriu que somente havia uma vaga para professor de grego.

Na mesma hora o afilhado retrucou dizendo que não sabia grego. Imediatamente o governador respondeu que ele não se preocupasse, pois não havia aluno de grego.

Despediu o rapaz e disse que ele não causasse problemas. Deu ordens para que o futuro professor passasse no Liceu todo fim de mês para receber seu salário.

O improvável aconteceu: surgiu um seminarista e se matriculou no curso de grego. O professor nomeado correu à presença do padrinho e pediu para ser despedido, pois agora tinha um aluno de grego.

Novamente o governador mandou o afilhado se retirar e disse que ele não se preocupasse porque ele resolveria o problema.

No final do mês, quando foi receber seu ordenado, o medroso professor perguntou ao diretor o destino do aluno matriculado. O diretor disse que não sabia, mas que algo horrível deveria ter acontecido, pois certo dia quando se encontrava na Biblioteca, a polícia apareceu e o levou.

E nunca mais o aluno apareceu!

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quinta-feira, 6 de maio de 2010

CONHEÇA A HISTÓRIA DO PEIDO QUE GEROU MUITAS VÍTIMAS FATAIS

Não é história de pescador não, aconteceu de verdade: mais de dez mil pessoas morreram por causa de um peido.

O fato aconteceu no ano 44 a.C., na cidade de Jerusalém. Naquele ano os judeus estavam comemorando a festa da Purificação, o que proporcionou a presença de milhares de pessoas nas ruas da cidade.

Naquele ano a Judeia estava sob o domínio dos romanos, o que explica a presença de muitos soldados de Roma vigiando a referida festa judaica.

Ocorre que um dos soldados romanos se virou para os fiéis e soltou um pum altamente volumoso e prolongado, gerando automaticamente a fúria da população que se encontrava presente.

Foi o suficiente para uma luta entre soldados e judeus, de modo que houve grande correria, assassinatos e pessoas pisoteadas pelo enorme tumulto gerado.

Os judeus fizeram, por longos anos, luto pelas mais de 10.000 pessoas mortas, cuja causa primeira foi um pum solto pelos odiados romanos.

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

A JUSTIFICATIVA RELIGIOSA QUE VÁRIOS MONGES ENCONTRARAM PARA SE BANHAREM APENAS CINCO VEZES POR ANO

Quem nunca tomou conhecimento de alguma forma de fanatismo (religioso, político, ideológico) que atire a primeira pedra!

A religião reúne, sem a menor dúvida, muitos e curiosos exemplos de atos fanáticos, ainda que o conceito de fanatismo seja subjetivo.

Há relatos entre os evangélicos, por exemplo, de membros que se negavam a passar perfume porque diziam que o crente tem que ter o cheiro de Jesus. Isso em pleno século XX.

São Jerônimo (347 a 420 d.C.) dizia que aquele que aceitou a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida e se lavou no sangue do Cordeiro (Jesus), não precisava mais aguar o corpo.

Pelo visto vários monges medievais levaram a sério tal apologia, porque há registros de que muitos deles tomavam banho cinco ou seis vezes por ano.

É bem verdade que a Idade Média registrou altos índices de falta de higiene pessoal, mas poucos são os casos comparáveis aos ensinamentos de São Jerônimo . . . por puro fanatismo, claro!

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terça-feira, 4 de maio de 2010

AS CAÇADAS NOTURNAS FORAM CRIADAS PARA PROPORCIONAREM DIVERTIMENTO E ACABARAM SE TORNANDO UM PODEROSO SINÔNIMO DE STATUS SOCIAL

Você já assistiu ao filme Tristão e Isolda? O referido filme mostra, além de tantas outras cenas, o rei da Cornuália deixando sua bela esposa no castelo para praticar aquilo que era uma tradição entre os europeus da época (século 12): caçar à noite acompanhado de amigos.

Segundo Caio Suetônio, historiador do segundo século d.C., foi Júlio César (100 a 44 a.C.), membro do Primeiro Triunvirato romano, o criador dessa prática, que tinha por objetivo gerar divertimento para seus praticantes.

E virou moda mesmo, sinônimo de status social.

Os membros da nobreza e da realeza na Idade Média se sentiam no dever de levar o costume adiante, e faziam isso com alegria, pois convidar os amigos mais chegados para uma boa caçada noturna era um hábito bastante sedimentado.

Tais práticas, no entanto, possibilitaram alguns encontros amorosos proibidos, como aquele mostrado em Tristão e Isolda, que mostrou a esposa do rei se encontrando com seu sobrinho (do rei).

Antes de Júlio César há registros da prática de caçadas entre os gregos clássicos, mas com fins educacionais para jovens.

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

EM 1808 UM MERCADOR DE ESCRAVOS CEDEU SUA CASA RESIDENCIAL PARA A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA RESIDIR E TERMINOU POR PERDÊ-LA DE VEZ

Quando a Família Real Portuguesa se arranchou no Rio de Janeiro, em 1808, recebeu uma das casas mais belas da então capital federal para residir.

O presente fora dado por um dos mais ricos mercadores de escravos que residiam no Brasil. Na verdade o imóvel sequer poderia ser chamado de casa e sim de um palácio, tamanha sua imponência.

D. João gostou e não mais entregou o imóvel. Em 1816, quando D. Pedro I se casou, resolveu ampliar o palácio, que acabou se tornando de vez a sede do governo imperial.

Em troca o mercador recebeu vários títulos e condecorações da Família Real. Foi nomeado tabelião, corretor, escrivão e deputado da Real Junta de Comércio.

Foi no mesmo palácio que nasceu e cresceu D. Pedro II, que na sua gestão mandou ampliar os jardins que embelezaram ainda mais aquele ambicioso local.

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domingo, 2 de maio de 2010

BRASIL: ESCARRAR, ASSOAR O NARIZ E CUSPIR JÁ SERVIRAM DE RESPOSTA PARA PEDIDOS DE NAMORO

Já vimos que no Brasil do século XIX o periquito já serviu de sinal para encontros amorosos escondidos.

Mas outros sinais esquisitos também foram registrados no Brasil.

Quando um rapaz estava interessado em alguma jovem, ele acertava com ela que apareceria próximo de sua casa (dela) e emitiria alguns sinais como prova de que ele queria sair com ela.

Geralmente o rapaz escarrava ou assobiava. Outras vezes se passava por vendedor e passava em frente à casa da moça anunciando um determinado produto.

Há casos - acreditem - de moças que se apaixonavam pela forma como o rapaz cuspia, pois o cuspe também servia de sinal.

Outros ainda ficavam assoando o nariz, outros fungando.

Se a moça respondesse com o mesmo gesto era sinal de que o encontro daria certo. A cuspideira, as tosses e as fungadeiras poderiam durar vários minutos ou horas, até que a moça se posicionasse. O silêncio da pretendida seria um "não".

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