quinta-feira, 29 de abril de 2010

PAI TINHA ATÉ CINCO DIAS DEPOIS DO NASCIMENTO DO FILHO PARA DECIDIR SE O MATARIA

Na Grécia Antiga o pai tinha plenos poderes sobre o filho (e mesmo sobre a esposa). Tanto o aborto como a exposição de filhos recém-nascidos eram meios legítimos para os genitores se livrarem dos filhos indesejados.

Depois de nascida, a criança tinha a sorte lançada nos cinco primeiros dias de vida, em cujo período o pai decidia se aceitaria o filho ou se o rejeitaria.

Se aceito, decorridos os cinco dias, era iniciado o culto da família. A cerimônia constituía de festas e de um ritual um tanto peculiar: a ama de leite segurava o bebê e os pais e convidados faziam voltas em torno do altar doméstico. Em seguida o bebê recebia uma unção de óleo e depois era levado à água lustral.

A mãe cumpria o resguardo pelo tempo de 10 dias, e, depois desse tempo, estava liberada para as práticas habituais.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

BORDEL CRIADO POUCO ANTES DA SEGUNDA GRANDE GUERRA MUNDIAL TINHA OBJETIVOS CLAROS

Quando se fala em bordel, é natural se pensar em prazer, sexo, prostitutas . . .

Mas um bordel criado em 1939 pelo Serviço de Segurança da Alemanha tinha objeticos claros: oferecer entretenimento e descobrir segredos políticos dentro e fora da Alemanha nazista.

Prostitutas foram criteriosamente selecionadas (pela beleza e grau de confiança) para se deitarem com "homens importantes" a fim de se descobrir segredos políticos.

Microfones e gravadores foram cuidadosamente escondidos de modo que qualquer sussurro era ouvido entre quatro paredes.

O Bordel chegou a receber a visita de condes e ministros estrangeiros. Mas o objetivo não foi alcançado, segundo um dos homens de confiança de Hitler e mentor do projeto, que chegou a afirmar "Estou surpreso como tão pouca coisa foi revelada. Talvez seja um mito essa ideia de que segredos são revelados entre quatro paredes e em cima de uma cama".

O bordel ficou tão famoso que na década de 70 foi criado um filme chamado Salon Kitty, contando sua história.

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

A ORIGEM DOS ÓCULOS, DA CAMISA COM BOTÃO, DA CALÇA COMPRIDA . . .

Muito se tem criticado a Idade Média por ter sido um período sombrio, de regresso (ou de estagnação). Mas devemos a ela o surgimento de muitos feitos dos quais usufruímos na atualidade.

Os óculos, por exemplo, surgiram em 1285, a partir de experiências de Roger Bacon (famoso frade e filósofo medieval).

A calça comprida, como a concebemos hoje, foi inventada por volta do século quinto d.C. A colher, por sua vez, surgiu no século XI.

A ferradura de animais, no século X; o carrinho de mão surgiu no século treze d.C.

Já a camisa com botão foi uma invenção do começo do século XIII, por volta de 1204 d.C.

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domingo, 25 de abril de 2010

A RELIGIÃO QUE PRESTA CULTO AO PÊNIS

Estima-se que oficialmente mais de cem milhões de pessoas no mundo prestam culto ao pênis.

Falicismo é o termo usado para tal prática. Essas pessoas creem que o pênis é digno de reverência e adoração porque, segundo eles, o dito órgão genital representa as portas de entrada e saída dos seres humanos, símbolo de poder e força ativa no mundo.

No ato litúrgico, os fiéis se dobram em frente de um pênis representado, quando rezam em sua homenagem.

São símbolos do falicismo a figa, o canhão, a serpente, a cobra, a linguiça, dentre outros.

A Ásia e a África são os continentes onde mais existem praticantes do falicismo.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

NO COMEÇO TUDO SÃO FLORES: NERO, CONHECIDO POR SUAS ATROCIDADES, JÁ FOI HUMILDE, COMPLACENTE E DADO À INTELECTUALIDADE

Hoje, no Brasil, geralmente um político costuma ser bonzinho no começo e no fim de sua gestão, deixando para mostrar suas garras no meio do pleito.

Nero, que se tornou historicamente conhecido por suas loucuras e crueldades, era, no princípio de sua gestão, um político cheio de bons exemplos.

Era dado ao estudo de filosofia e artes, sem falar que era amante da música e gostava de compor versos poéticos. Costumava frequentar teatros e concursos de poesia.

Inventou novos estilos de imóveis, mais protegidos contra incêndios, uma constante no começo do Império Romano.

Certa vez, como imperador, fora chamado para assinar uma condenação capital. Fiel à lei, disse: "Queria não saber escrever!"

Quando o Senado lhe endereçava ações de graça, humildemente dizia: "Quando eu as tiver merecido".

Quando presidia as audiências, costumava atender pela ordem de chegada, para evitar favoritismo.

Também tinha o hábito de cuidar do corpo, física e mentalmente.

Mas tudo mudou depois.

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

22 DE ABRIL, DIA DO DESCOBRIMENTO DO BRASIL: CARTA DA ÉPOCA NARRA OS PRIMEIROS CONTATOS DE PEDRO ÁLVARES CABRAL COM OS ÍNDIOS

Oficialmente o Brasil foi descoberto no dia 22 de abril de 1500. Há quem defenda ter sido em data anterior. Mas não é isso o que interessa aqui.

Logo que chegou ao Brasil, a caravana de Cabral ficou admirada com os índios, não somente pela aparência física como também pelos costumes.

Pero Vaz de Caminha, que narrou os primeiros contatos, contou que um dos tripulantes carregava sobre os ombros um papagaio, entregue aos índios, que por sua vez apontaram para a terra, dando a entender que existiam muitos no Brasil.

A tripulação mostrou-lhes um carneiro e os índios nada fizeram; foi-lhes entregue uma galinha e tiveram medo dela; pão e peixe cozido foram oferecidos e os índios não quiseram comer. Nem água quiseram beber.

Alguns dormiram nos navios, nus como de costume, o que gerou grande admiração por parte dos portugueses.

Ficaram encantados ainda com as partes íntimas das índias, as quais disseram ser "tão cerradinhas e tão limpas", que "muitas mulheres da nossa terra, vendo-lhes tais feições, fizeram vergonha por não terem as suas [partes íntimas] como elas."

Já em matéria de religião, definiram os índios como sendo fáceis de conversão ao cristianismo, pois, segundo os portugueses, os silvícolas não tinham crença nenhuma.

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

BRASÍLIA, 50 ANOS: A ORIGEM QUE POUCOS CONHECEM

Em 2010 faz 50 anos da fundação de Brasília, mais precisamente no dia 21 de abril.

A primeira capital do Brasil foi Salvador, que perdeu a titularidade para o Rio de Janeiro, em 1763. A ideia de se criar uma nova capital surgiu por volta do começo do século XIX, com José Bonifácio, o Patricarca da Independência.

Ele havia sugerido que o nome da nova capital fosse Petrópolis ou Brasília. Venceu o segundo nome. Mais tarde, ainda no mesmo século, o historiador Francisco Adolfo de Vanhagem (que faleceu em 1878) engrossou as vozes que defendiam tal ideia.

Em 1892 foi criada a Comissão Exploradora do Planalto Central para estudar o local onde seria a nova capital. A referida Comissão fora liderada por um astrônomo belga, amigo de D. Pedro II, com quem gostava de conversar sobre estrelas e cometas.

Decidiu-se que o Distrito Federal teria 160 por 90 quilômetros. O local foi chamado de Quadrilátero Cruls, em homenagem ao sobrenome do astrônomo belga.

Mas o projeto não vingou. Somente em 1954 formou-se uma nova comissão, chamada de Missão José Pessoa, para estudar o exato local onde seria Brasília. A segunda comissão escolheu exatamente o mesmo local que a primeira.

É fato, também, que várias décadas antes de Brasília, antes mesmo de Juscelino subir ao poder, já havia plantas que representavam os projetos de construção da capital.

Para completar, 100 anos antes de Brasília ser criada, um padre italiano, Giovanni Bosco, havia tido um sonho, no qual afirmara que no exato local onde hoje está Brasília corria leite e mel.

E Juscelino teve conhecimento disso.

Mas por que mesmo JK criou Brasília? Um dos motivos pode ter sido porque queria fugir do Rio, com medo de que lá fosse deposto.

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terça-feira, 20 de abril de 2010

21 DE ABRIL: AS MENTIRAS EM TORNO DE TIRADENTES

No dia 21 de abril são comemoradas, no Brasil, a fundação de Brasília e a morte de Tiradentes.

Até hoje, por tradição, não somente os livros didáticos como os discursos proferidos Brasil afora costumam exaltar o mártir da luta pela independência do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier.

O primeiro erro diz respeito ao retrato que se tem de Tiradentes: barbudo, cabelo nos ombros.

Quando foi crucificado, ele estava com a barba raspada e com o cabelo cortado. Mesmo assim, em 1893, o pintor Pedro Américo o retratou esquartejado, barbudo e com os cabelos nos ombros, com a face muito parecida com a face de Jesus. E para variar, tal pintura é a que mais se tornou conhecida e amplamente divulgada nos livros didáticos.

Uma mentira.

Mas havia um plano nisso: a partir de aproximadamente 1840 o Brasil precisava de heróis, porque depois da criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em outubro de 1838, o Império buscava construir a história oficial do Brasil.

Com a consolidação do Positivismo no Brasil, criou-se, de vez, a necessidade institucional de nominar heróis nacionais que servissem de referência para outros brasileiros. Não foi por menos que o feriado nacional 21 de Abril surgiu em 1890, num contexto altamente favorável a esses tipos de invenções.

Outro ponto intrigante diz respeito à postura de Tiradentes até pouco tempo antes da conspiração: lutou e relutou para alcançar altas patentes militares, mas jamais logrou êxito, o que o deixou revoltado com o governo.

E se ele tivesse conseguido tais propósitos, teria morrido em nome do Brasil?

E mais: há quem defenda que ele fosse um beberrão, do tipo que conversava besteira nos bares quando bebia.

Esse é o Tiradentes que os livros não contam.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

SEXO E PRAZER: NA IDADE MÉDIA PROPAGOU-SE A IDEIA DE QUE A SATISFAÇÃO SEXUAL ERA PECADO

Não restam dúvidas de que o cristianismo teve enorme influência na forma de pensar e de agir dos europeus medievais, cujos resquícios ultrapassaram continentes e chegaram até nós.

Esta postagem não é uma crítica a esse costume; visa, antes, à publicação do costume de um tempo histórico muito curioso.

Ainda hoje existem casais brasileiros que declaram ter feito sexo vestidos. Melhor esclarecendo: quando iam fazer sexo, a mulher se cobria com um pano e fazia apenas um buraco no referido pano (exatamente no local onde ficam os órgãos genitais) e ficavam todos em escuridão total.

Era pecado ver o corpo da mulher e tocá-lo por inteiro.

Havia quem acreditasse que se a moça se sentasse no assento onde o namorado estava, e se tal assento estivesse quente, ela engravidaria.

Outras, só em pensar em se agarrar com o namorado, também engravidariam.

O sexo era visto como um grande pecado e algo ruim para a mulher. Ela, a grande vítima, não tinha o direito de desfrutar do prazer no sexo, unicamente cumprir seu dever.

As mães evitavam conversar com suas filhas e os mitos e crenças perduravam século após século. O século XX, no Brasil, ainda colheu muito do que foi plantado nesses longos anos e em longínquas terras.

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domingo, 18 de abril de 2010

A ORIGEM DAS FÉRIAS DE JUÍZES E DOS RECESSOS FORENSES

Hoje os juízes de Direito são privilegiados porque, além de outros motivos, têm direito dois meses de férias por ano.

Até bem pouco tem atrás, no Brasil, os recessos forenses eram desfrutados em dois meses: julho e janeiro. Atualmente o recesso forense ocorre no final de dezembro e começo de janeiro, durante 15 dias.

Mas foi no governo do imperador romano, Otávio Augusto (27 a.C. — 14 d.C.), que os juízes ganharam o direito de usufruírem férias.

Ganharam um ano inteiro de férias. O motivo é porque não havia quem quisesse exercer a magistratura no início do Império. Otávio concedeu, mesmo a contragosto, tal privilégio.

Além do mais, criou o recesso forense, que deveria ocorrer nos meses de novembro e dezembro, em cujo período suspendia-se a tramitação dos processos.

Naquele tempo 30 juízes atuavam em Roma. Otávio Augusto aumentou para 40, a fim de desafogar a Justiça.

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

A RELAÇÃO DAS VIAGENS COM A ERUDIÇÃO: NO SÉCULO DAS LUZES, A MODA ERA PEGAR A ESTRADA E VIAJAR PARA SE TORNAR MAIS CULTO

O século XVIII ficou conhecido como O Século das Luzes, por causa do Iluminismo.

No referido século era moda pegar a estrada e viajar para outros países. O principal destino era a Itália. As cidades de Roma e outras onde prosperaram o Renascimento eram as mais procuradas.

Propagou-se, naquele tempo, a ideia de que viajar para lugares historicamente famosos tornava o viajante mais culto, mais erudito.

Goethe, conhecido poeta alemão, foi um deles. Aos 37 anos saiu do seu país com destino a Roma graças à tradição da época. Na ocasião ele levou - além dos acessórios básicos - livros de história e manuscritos sobre arte.

Como a fotografia ainda não existia, muitos iam acompanhados pintores, a fim de que fossem registrados os lugares famosos.

A moda, no entanto, não fora criada no Século das Luzes; surgiu 100 anos antes, mas foi no referido século que atingiu seu auge. Hoje, no entanto, a moda ainda persiste firmemente.

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

BRASIL: O PAPEL QUE AS VARANDAS TIVERAM NO PROCESSO DE LIBERTAÇÃO DAS MULHERES EM RELAÇÃO AOS COSTUMES DO SÉCULO 19

Ainda no século XIX, aqui no Brasil, a mulher branca era orientada a não circular pelas ruas das cidades. Mulher nas ruas, principalmente desacompanhada, ou seria escrava ou prostituta.

As saídas de mulheres brancas se limitavam às idas à igreja.

Foi somente no final do referido século que elas passaram a ganhar certa liberdade. Podiam ir às ruas para fazer as compras, cuja atividade era considerada um lazer pelos homens.

Quando ainda viviam enclausuradas, o principal contato com o mundo exterior era feito por meio de frestas das varandas, que eram, na maioria delas, fechadas. Foi D. João VI quem ordenou a retirada dos muxarabiês (que fechavam as brechas nas varandas), cuja ordem só foi cumprida depois da intervenção da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

As varandas (depois chamadas de sacadas) passaram a ser usadas mais frequentemente pelas mulheres, embora timidamente, somente quando havia eventos públicos. Mulheres que ficavam nas sacadas não eram bem vistas, mesmo depois dessa mudança.

Só aos poucos é que as sacadas se tornaram o meio das mulheres brasileiras se exporem e serem cortejadas pelos homens.

Segundo Gilberto Freire, as varandas "marcaram vitórias da mulher sobre o ciúme sexual do homem".
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

PADRE BRASILEIRO QUE ABUSAVA SEXUALMENTE DE SEUS ESCRAVOS FOI DENUNCIADO E CONDENADO PELO TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO A PENAS CRUÉIS

Muitos padres brasileiros eram "donos" de escravos no Brasil-Colônia. José Ribeiro Dias foi um deles.

Era padre em Minas Gerais, no século XVIII. Gostava de ouro e possuia dezenas de escravos.

Sua conduta sexual em relação aos escravos e a outros rapazes era vexatória e conhecida nas rondondezas. O referido padre gostava de fazer sexo com os escravos masculinos, sem falar que "dava em cima" de outros rapazes.

Não suportando mais a conduta do sacerdote, um de seus escravos o denunciou ao Santo Ofício, quando um dos representantes da Inquisição esteve em Sabará, Minas Gerais.

A pena foi cruel: levado a Portugal, além de perder o ofício, o padre foi obrigado a percorrer as ruas de Lisboa (1747) em um auto de fé, espetáculo público onde os condenados ouviam suas sentenças enquanto percorriam as ruas da capital portuguesa.

Teve os bens confiscados e obrigado a trabalhos forçados, por dez anos, nas galés do rei.

Decorridos sete anos pediu que fosse perdoado, pois se lamentava de exaustão e de doença.

Foi perdoado, mas morreu pobre e doente.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

ALUNO QUE SE APAIXONOU POR UMA CONHECIDA PROFESSORA RECEBEU UM DOS PANOS USADOS NA MENSTRUAÇÃO DA REFERIDA PRECEPTORA

Hipatia (ou Hipácia), que viveu entre 355 e 415 d.C., é considerada a última grande intelectual da Antiguidade.

Foi morta drasticamente por instigação de um bispo católico que se achava enfurecido com a filósofa.

Hipatia dava aulas para alunos interessados em filosofia, cujos estudantes eram somente homens.

Certa vez foi cortejada por um de seus alunos que se achava encantado por ela. Recebeu de presente um pano sujo de sangue que ela usava para limpar sua menstruação.

Além do estranho presente, a filósofa - e matemática - teria dito: "É isto que tu amas na verdade e não a beleza por si mesma."

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

A PRIMEIRA ORDEM DOS ADVOGADOS QUE SURGIU NO MUNDO

No Brasil existe a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), criada oficialmente no início da década de 30, no governo de Getúlio Vargas.

Hoje, não só no Brasil, os advogados têm matrículas pessoais nas suas respectivas Ordens.

O registro mais antigo da criação de um Instituto representativo da classe dos advogados aponta para o governo de Cláudio, imperador romano (41 a 54 d.C.).

Consta que ele instituiu a Corporação dos Advogados (ou Colégio dos Advogados). Exigiu ainda que todos os advogados militantes no Império tivessem uma matrícula individualizada.

Além do mais, o mesmo imperador autorizou a criação de um estatuto que tratasse dos interesses da classe

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

POR QUE ADVOGADOS E MÉDICOS SÃO CHAMADOS DE "DOUTOR" SE ESTE É UM TÍTULO ACADÊMICO SOMENTE PARA QUEM TEM DOUTORADO?

Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, somente deverá ser chamado de doutor quem concluiu satisfatoriamente o curso acadêmico de doutorado. Ou seja, doutor é um título acadêmico e não um pronome de tratamento.

Então por que advogados, juízes, promotores e médicos são assim chamados, mesmo quando não têm doutorado?

A raiz etimológica da referida palavra está ligada, de algum modo, à pessoa que ensina. Tanto no Brasil como em Portugal existe uma longa tradição de chamar os profissionais acima mencionados pelo título de doutor, ainda que os mesmos só tenham bacharelado.

A primeira universidade a empregar o referido título foi a de Bolonha, na Itália, por volta do século XII d.C.

No Brasil imperial, em agosto de 1827, foi promulgada uma lei que instituía dois cursos de Direito no Brasil, um em Olinda e o outro em São Paulo. Ficou acertado que o título de doutor seria concedido aos advogados que tivessem bacharelado e que posteriormente defendessem uma tese. Mas somente seria chamado de doutor se o advogado atuasse na profissão e se defendesse uma tese. Se apenas concluísse o curso seria chamado apenas de bacharel.

Nas mais variadas situações do dia a dia tornou-se um incômodo e, portanto, constrangedor ter que perguntar se o advogado tinha ou não defendido uma tese e se era militante. Imaginemos, para uma melhor compreensão, que um cidadão graduado em Direito comparecia a uma reunião e, numa roda de amigos, ao se dirigir ao graduado, a pessoa teria que primeiro perguntar se ele era militante e se tinha defendido uma tese, para, em seguida, chamá-lo de doutor. Este inconveniente fez com que a tradição passasse a chamar todo graduado em Direito pelo título de doutor, cujo tratamento ainda está presente nos dias atuais com bastante força.

E com relação aos juízes, promotores e médicos?

Ora, se advogados já eram chamados de doutor sem o correspondente título acadêmico, o que dirá de juízes e promotores, que, na visão popular, são autoridades maiores* do que os advogados? Seria, pela lógica, uma afronta, na época, não chamá-los de doutor. Da mesma forma a tradição sancionou o mesmo tratamento.

Com relação aos médicos (que somente foram chamados de doutor no século XIX) a explicação pode estar na força etimológica da palavra doutor com a associação ao ensino, ao magistério, que pressupõe uma função que exige notório conhecimento.

Como a função de médico (mesmo sem exercer o magistério) sempre foi vista como uma função que exige grande conhecimento, fica fácil entender o porquê de serem chamados de doutor: exatamente pela presunção do alto nível de conhecimento. Assim, médicos são chamados de doutor graças ao significado etimológico da palavra, que se sobrepôs ao que deveria ser o correto.

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* NOTA: Inserimos, neste parágrafo, a seguinte expressão "que, na visão popular". O texto original não a continha, de modo que alguns comentários questionaram o fato da postagem definir juízes e promotores como autoridades superiores a advogados. Acreditamos, agora, pacificar este ponto especificamente.

Leia também:

A primeira OAB da história
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A primeira Defensoria Pública da história 

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

SORRIR, BOCEJAR, CUSPIR E TOSSIR: NO INÍCIO DA IDADE MODERNA AS CRIANÇAS RECEBIAM AULAS DE ETIQUETA

No início da Idade Moderna as crianças recebiam aulas de etiqueta. O objetivo era adquirir comportamentos nobres, os quais eram comumente invejados. Abaixo, veja o que Erasmo de Rotterdam sugeria para as crianças.

Riso: ensinava que a criança deveria evitar as risadas que mexiam todo o corpo, bem como aquelas em que se abre muito a boca. Dizia ainda que rir de tudo é coisa de bobalhão e não rir de nada é estupidez. Para ele, somente os tolos dizem que morrem de rir.

Bocejo: ensinava que se o bocejo vier repentinamente, que a boca seja coberta com um lenço ou com a palma da mão e após, seja feito o sinal da cruz.

Cuspir: segundo ele deve-se cuspir num lenço, que todos deverão portar para eventuais necessidades. Se por acaso alguém cuspir no chão, ensinava que deveria cobrir o cuspe imediatamente, para evitar náuseas em quem o olhasse.

Tossir: dizia ele que se alguém tosse enquanto fala está mentindo. O correto seria tossir sem expelir o ar no rosto de quem está perto. E a referida tosse deverá ocorrer enquanto se ouve e não enquanto se fala.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

O FILÓSOFO QUE FOI TRATADO COMO ESCRAVO

Diógenes de Sínope (404 a.C – 323 a.C.), famoso filósofo cínico, é o nome dele.

O referido filósofo ficou conhecido por sua irreverência e aversão aos valores da sociedade da qual fazia parte.

Certa vez foi capturado pelos epigetas e conduzido ao mercado, para ser vendido como escravo.

Os leiloeiros perguntaram-lhe sob que rótulo deveria ser anunciado para os prováveis compradores.

Diógenes teria dito: "Anuncia se interessa a alguém adquirir um homem que entende do comando de pessoas livres."

Feito o pregão, os ouvintes riram da situação. Houve, no entanto, quem percebeu nele um homem apto a instruir seus filhos, de sorte que o filósofo foi vendido com o objetivo de educar a prole daquele que arrematou o irreverente pensador grego.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

A ORIGEM DA DEFENSORIA PÚBLICA

A Defensoria Pública é o órgão estatal cuja finalidade central é prestar a assistência jurídica integral e gratuita a todos aqueles que não têm condições de pagar as despesas com advogado em um processo judicial.

No Brasil ela foi criada em maio de 1897, no Rio de Janeiro, então Capital do país.

Mas a origem mundial remonta a outro tempo e a outro lugar. Teria surgido no governo de Valentiniano (364–375 d.C.), conhecido imperador romano.

Quando Valentiniano foi imperador de Roma, o cristianismo estava bem sedimentado no Império, o que não estranha o fato dele ter sido cristão.

Além de evitar se posicionar oficialmente em questões doutrinárias da época (muito comum naquele tempo histórico), o imperador ordenou a criação, em cada município, de defensores públicos para que defendessem os pobres nas disputas judiciais, quando a outra parte era um rico ou um nobre.

Ao que tudo indica, se dois pobres fossem os litigantes, a Defensoria não atuava, porque o objetivo era livrá-los das injustas disputas com nobres e ricos.

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domingo, 4 de abril de 2010

OS SETE PECADOS SOCIAIS SEGUNDO O PACIFISTA E LÍDER INDIANO MAHATMA GANDHI

Mahatma Gandhi (1869–1848 d.C.), líder e pacifista indiano, que se tornou conhecido por liderar uma revolução de seu país contra o domínio inglês, elaborou, provavelmente inspirado nos Sete Pecados Capitais, os Sete Pecados Sociais.

Segundo Gandhi, são eles:

1 - Política sem princípios;

2 - Riqueza sem trabalho;

3 - Comércio sem moralidade;

4 - Ciência sem humanidade;

5 - Colaboração sem sacrifício;

6 - Prazer sem consciência e

7 - Conhecimento sem caráter.

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sábado, 3 de abril de 2010

A ORIGEM DA EXPRESSÃO "RUA DA AMARGURA"

Diz-se que alguém está na "rua da amargura" quando se encontra numa situação de desamparo, de sofrimento, de aflição.

A expressão teve origem na Paixão de Cristo.

O pai dessa conhecida expressão é o padre português Pantaleão de Aveiro. Em 1563 ele percorreu as ruas onde Jesus Cristo teria caminhado seus últimos passos em direção ao Gólgota.

Ao voltar para Portugal teria cunhado a referida expressão.

Como Jesus teria passado pela rua da Amargura e consequentemente teria sido crucificado, caso alguém se encontrasse na mesma rua teria um fim indesejado. Daí a associação.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

O CHEFE DE ESTADO QUE ERA TARADO POR SEXO E FANÁTICO POR SOFRIMENTOS ALHEIOS

Ivan, o Terrível, era o nome dele. Nasceu em 1530 e morreu em 1584. Herdou o trono russo e se tornou o primeiro czar da Rússia.

Desde pequeno tinha hábitos estranhos: gostava de soltar gatos e cachorros da torre do palácio só para vê-los sofrer.

Insaciável sexualmente, teve oito esposas e relações extraconjugais, cujas travessuras lhe renderam uma grave doença sexual.

Tinha ataques de fúria e chegava a espumar pela boca e arrancar os próprios cabelos.

Frequentemente ordenava execuções de desafetos e depois de ouvir os gritos dos prisioneiros, entrava em desespero, rezava pelos condenados e batia a cabeça na parede, como forma de autopenitência. Mas voltava a fazer tudo de novo.

Quando completou 35 anos tinha a aparência de um ancião.

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