domingo, 22 de abril de 2012

SÁBADO OU DOMINGO? DOCUMENTOS HISTÓRICOS REVELAM A CRENÇA DO CRISTIANISMO PRIMITIVO


Devemos guardar o sábado ou o domingo? A igreja primitiva guardava um dos dois dias? O que nos dizem os documentos históricos? O que podemos extrair da história do cristianismo nos seus primeiros séculos de existência? Constantino foi mesmo o grande responsável pela mudança do sábado para o domingo?
Essa velha disputa entre sabatistas e dominicais tem pelo menos o marco cronológico em que não se questionava a guarda do sábado como sendo o dia sagrado, conforme os termos bíblicos. Pode-se dizer, seguramente, que antes da morte (e ressurreição) de Jesus Cristo não se reivindicava a utilização do domingo com essa finalidade. A questão estaria, pois, a partir de sua morte (e ressurreição), quando deu início a saga cristã.

Quando, enfim, o cristianismo primitivo passou a adotar o domingo em substituição ao sábado?

Os sabatistas alegam que foi a partir de Constantino, notadamente porque a fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen White (1827 – 1915), sustentou que foi o referido imperador romano o grande vilão, sendo o falsário e o maior responsável por esse embuste.

Uma coisa pelo menos é certa: Constantino deu a palavra final, decididamente capaz de manter, no seio da nova igreja, o costume de se guardar o domingo e não mais o sábado. No entanto, parece ser, do ponto de vista histórico, uma acusação precipitada no que concerne à afirmação de que ele teria sido seu grande inventor, ainda que movido pelas muitas razões políticas e religiosas da época – a exemplo da criação do Natal em 25 de dezembro, uma clara tentativa de sufocar a festa pagã do culto ao Sol Invictus, patrono oficial de todo o Império romano a partir do governo de Aureliano (270 – 275).

Assim, antes mesmo de trazermos alguns textos históricos, fica a observação de que a questão da adoção do domingo como dia sagrado e a adoção do dia 25 de dezembro como sendo o dia de nascimento de Cristo têm contextos próprios, e não se sujeitam às mesmas bases históricas, de modo que se pode assegurar que, em relação ao primeiro questionamento, temos documentos que sustentam essa tese (a de que muito antes de Constantino os cristãos já guardavam o domingo), ao passo que em relação ao segundo, nada se sabe, do ponto de vista documental, acerca da real data de nascimento de Cristo, sendo, portanto, seguro afirmar, até aqui, que se trata de uma invenção da Igreja Católica quando a mesma ainda sequer havia sido oficializada.

Quais são, enfim, os textos documentados que corroboram a tese de que ainda no primeiro século os cristãos já observavam o domingo e não mais o sábado?

Preliminarmente vamos citar um trecho de Plínio, o Jovem, escrito por volta de 112 d.C. Vale ressaltar, no entanto, que nesta passagem não fica evidenciado o dia da semana, mas já nos mostra que havia um dia específico para as práticas litúrgicas em questão:

“... tinham os cristãos o hábito de reunir-se em um dia fixo antes de sair o sol, quando entoavam um cântico a Cristo como Deus e se comprometiam, mercê de solene juramento, a não praticar nenhum ato mau, a abster-se de toda fraudulência, furto e adultério, a jamais quebrar a palavra empenhada ou deixar de saldar um compromisso em chegando a data do vencimento, após o quê era costume separarem-se e reunir-se novamente para participar do banquete comum, servindo-se de alimento de natureza ordinária e inocente”.

Inácio de Antioquia (68 – 107) escreveu:

“Aqueles que estavam presos às velhas coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o sábado, porém vivendo de acordo com o dia do Senhor (domingo)”.

Tertuliano de Cartago (160 – 220) também abordou o presente tema:

“Nós (os cristãos) nada temos com o sábado, nem com outras festas judaicas, e menos ainda com as celebrações dos pagãos. Temos nossas próprias solenidades: O Dia do Senhor...”

Justino, o Mártir, escreveu, por volta de 150 d.C., uma carta ao imperador Antonino Pio, na qual ele faz uma enfática apologia à fé cristã. Consta, do referido documento, um trecho que disserta, em palavras esclarecedoras, sobre o costume dos primeiros cristãos quanto a guarda do domingo e não mais do sábado, como pretendem os sabatistas. Leiamos o valioso texto, que mostra, ainda, outros costumes litúrgicos dos primeiros cristãos.

No dia que se chama do sol, celebra-se uma reunião de todos os que moram nas cidades ou nos campos, e aí se leem, enquanto o tempo o permite, as Memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas. Quando o leitor termina, o presidente faz uma exortação e convite para imitarmos esses belos exemplos. Em seguida, levantamo-nos todos juntos e elevamos nossas preces. Depois de terminadas, como já dissemos, oferece-se pão, vinho e água, e o presidente, conforme suas forças, faz igualmente subir a Deus suas preces e ações de graças e todo o povo exclama, dizendo: 'Amém'. Vem depois a distribuição e participação feita a cada um dos alimentos consagrados pela ação de graças e seu envio aos ausentes pelos diáconos. Os que possuem alguma coisa e queiram, cada um conforme sua livre vontade, dá o que bem lhe parece, e o que foi recolhido se entrega ao presidente. Ele o distribui a órfãos e viúvas, aos que por necessidade ou outra causa estão necessitados, aos que estão nas prisões, aos forasteiros de passagem, numa palavra, ele se torna o provedor de todos os que se encontram em necessidade. Celebramos essa reunião geral no dia do sol, porque foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, fez o mundo, e também o dia em que Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Com efeito, sabe-se que o crucificaram um dia antes do dia de Saturno e no dia seguinte ao de Saturno, que é o dia do Sol, ele apareceu a seus apóstolos e discípulos, e nos ensinou essas mesmas doutrinas que estamos expondo para vosso exame”. [Destaques de nossa autoria]

Vimos, pelos textos acima transcritos, especialmente neste de Justino, que o domingo já era observado pelos cristãos do primeiro século, e não mais o sábado. Não é pretensão assinalar, assim, que havia no seio da Igreja primitiva o hábito de adotar o domingo como o dia sagrado, de modo que atribuir a Constantino a substituição aqui mencionada nos parece um tanto sem base histórica, ainda que o dito imperador tenha oficializado tal prática litúrgica.

Vale dizer ainda, para se evitar eventual especulação, que a oficialização nada tem a ver, em sua essência, com a adoção abrupta de um ato litúrgico. Em outras palavras, o que Constantino fez foi apenas confirmar, formalmente, uma antiga prática cristã, nascida muito provavelmente a partir da morte dos apóstolos Pedro e Paulo.

Ao se afirmar que o imperador cristão ratificou uma velha tradição, não se está dizendo, no entanto, que ele o fez movido somente por intenções tendenciosas. Falamos assim porque, da mesma forma como ocorreu em relação à invenção do Natal em 25 de dezembro, nos termos já dissertados nesta matéria, pode-se deduzir que os planos de Constantino eram exatamente eliminar toda e qualquer data especial das festas pagãs.

A primeira refutação se concentra no fato de que o dito imperador não era, declaradamente, inimigo do paganismo, do qual ele próprio foi seguidor antes de se julgar cristão. Depois, a reiterada utilização da expressão “Dia do Sol” se deve por razões históricas, cronologicamente localizadas. Ou seja: os escritores que se referiram a essa prática cristã (a adoção do domingo) o fizeram se utilizando de uma terminologia bastante conhecida da época, ainda que ela tenha ligação direta com o paganismo. O mesmo fenômeno é observado, por exemplo, quando o historiador Cornélio Tácito, em 115 d.C., se referiu a Pôncio Pilatos como sendo procurador, embora na época o título correspondente fosse de prefeito. A expressão “Dia do Sol” era muito conhecida e empregada entre os século II e V, razão por que os apologistas cristãos adotavam-na em seus escritos.

Conclui-se, portanto, que a substituição do sábado para o domingo não é uma invenção da Igreja Católica, muito menos de autoria do polêmico imperador Constantino, ainda que temos razões de sobra para afirmar que a referida igreja inventou dogmas que, no decorrer dos séculos, revelaram o afastamento de vários ensinamentos bíblicos. Conforme vimos, é altamente provável que a adoção do domingo como o dia consagrado para os cristãos, em detrimento do sábado, tenha tido sua origem ainda no final do primeiro século do cristianismo.

NOTA DO AUTOR DO BLOG*: A presente matéria não é, como é de se ver, uma análise teológica da questão, mas unicamente histórica. Pelos relatos dos textos canônicos do NT, embora esteja evidente a abolição da obrigatoriedade de se guardar o sábado. Quanto à guarda do domingo, frequentemente são utilizadas as seguintes passagens do Novo Testamento: Atos 20:7 e I Coríntios 16:1-2.

*O presente texto sofreu algumas alterações em 30.04.2016.
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Leia também:

Jesus não nasceu em 25 de dezembro:


A conversão de Constantino:


A relação entre Constantino e a Igreja Católica:

http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com.br/2012/02/cartas-de-constantino-mostram-estreita.html.

25 comentários:

  1. Olá para um estudo mais profundo desse assunto recomendo uma tese doutoral de samuelle bachiochi. Tese esta defendida numa universidade católica.

    Pesquise no google Do sabado para o domingo e baixe o pdf

    Graça e paz

    Nalva

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    1. cara até os fariseus sabia sobre a guarda do sábado e voçes insistem nessa bobagem de domingo. Domingo é um dia pagão, dia usado no passado para adorarem a deuses pagãos, quem guarda o sábado ta seguindo mandamento de Deus,que é poderoso e está vivo! quem guarda o domingo ta seguindo mandamento de homem, constatino que ja está morto e enterrado e nada sabe. jesus guardou o sabado, maria guardou, os dicipulos guardaram, mas voces é são o meslhores de todos, vai contra tudo e todos, e domingo e pronto. dawwwww

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    2. O maior defensor do Sábado realmente foi Samuelle Bachiochi, que descansou no Sábado, que em Hebreus 4 é um símbolo do descanso da salvação pela graça!

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  2. Cristo ressuscitou no sábado, não no Domingo!
    A ressurreição no Domingo é uma grande mentira

    http://luzdosabado.jimdo.com/

    Markus

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  3. A biblia é bem clara e, se alguem deseja altera-la, lhe será aumentado os seus flagelos no juizo final! portanto nossa única regra de fé deve ser a palavra de Deus e nao as tradições...
    E se vc buscar em toda a biblia não vai encontrar uma unica passagem que indica a mudança do dia de guarda! O sabado será o sinal que fará a distinção entre os verdadeiros e falsos Cristãos!

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  4. JEsus e o Senhor do Sabado

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  5. Deus santificou o sabado quando criou o mundo, portanto nos dez mandamento que foi escrito por ele, ele diz:Lembra-te do dia de sabado para santificar. Se nao devemos quardar o sabado, nao devemos quardar os mandamentos de Deus, podemos matar, roubar , adulterar etc?

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  6. Pouco me importa quem burlou a bíblia e alterou o dia de guarda, o que me importa eh que o dia correto santificado por Deus eh o Sábado!

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    1. Isso ai, é um monte de baboseira essa questão de querer pegar esses escritores com nomes romanos "Tertuliano de Cartago, Justino, Inácio de Antioquia, e usarem eles como sendo referencias da bíblia, quem podia mudar o sábado para domingo era Jesus, ninguém mais poderia fazer isso, se agora houverem cristãos que guardarem a quarta,e depois isso vira moda, logo isso é válido que a quarta é o dia santo, acredito que não! voçe pode ir guardar qualquer dia, mas na bíblia é só o sábado.+

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  7. acredito eu que o santificado pelo senhor é o sabado a creditem nas palavras do filho do homem que é o salvador dos ceus e a terra

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  8. Amigo, caso o Sábado não tenha mais validade, lhe pergunto: Porque então devolver dízimo (está no A.T), porque seria errado mentir, adulterar e etc.. uma vez que estão no mesmo texto sobre o sábado? O que faço com Tiago 2:10 e I João 2: 4 - 6, que por sinal foram escritos muitos anos depois de Cristo????

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    1. Cai a mascara dos sabatistas

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  9. nao fosse pra guarda o sabado pq Jesus morreu vamos falar na nossa linguagem de hj na sexta feira antes do por do sol e ressucitou no domingo ate na sua morte ele guardou o sabado maria e marta so foram ao sepuclo no terceiro dia pra fazer todo o preparativo do corpo ele curou no sabado pra nos mostrar que devemos ajudar o nosso proximo tbm a colheita q ele fez tbm nos incentiva isso que nao importa o dia da semana nos podemos ajudar o nosso proximo como assim nao somente ama-los.Irmaos e irmaos acordem Jesus estas as portas e estamos debatendo com um questao q o inimigo quer desviar nossa atençao da verdade se o proprio deus descansou no setimo dia pq ainda duvidarem e o domingo é´o primeiro dia da semana pq a biblia se referem como como o dia setimo e nao o primeiro dia da semana pra se guarda.Nos dia atuais eu tenho ouvido relatos e presenciados pastores e cristaos de outras denominaçoes q nao sao adventistas q guardam o sabado pena q sao poucos mas creio que seram muitos em breve.Fiquem na paz de Cristo e abram os olhos pra vdd divina e nao pelo q os homens dissem

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  10. Caro autor... Seus argumentos foram bem colocados e as fontes devidamente escolhidas. Estais certo quando vc diz que o domingo já era guardado antes, e era mesmo, porém pelo povo do império romano e outros povos, que eram chamados de pagãos. O tinha como venerável dia do Sol (pra eles O venerável Deus Sol).Entretanto há um certo erro quando você conclui que a igreja católica não substituiu o sábado para o domingo e muito menos que tal substituição o seja de autoria de Constantino. Se vc é um Historiador de verdade deveria entender que há um confronto de fontes sobre o assunto: 1. a bíblia católica e o catecismo como documento, 2. os cânones da igreja católica, 3. os relatos da história oral, são alguns exemplos sobre o tema abordado. Se és um historiador, nunca deveria bater o martelo como se o assunto estivesse encerrado, um verdadeiro historiador não faria isso. Se fazes isso, não passa de um mero fiel querendo defender os dogmas de sua igrejas. Mas afinal, se Constantino ou a igreja católica mudou ou não o dia de guarda, por que a bíblia recomenda o sábado e não o domingo como único santo dia de guarda? Se ela não mudou antes por que continua persistindo no erro ainda hoje? Não deveria retornar à Bíblia?

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    1. Prezado José Carlos,
      1 - As transcrições trazidas na matéria não deixam dúvida de que o domingo, embora guardado por pagãos, era também separado pelos primeiros cristãos, séculos antes de Constantino. Você pode até discordar do ponto de vista teológico, mas está demonstrado que nos primeiros séculos após a crucificação de Cristo o domingo era, sim, guardado pelos primeiros cristãos.
      .
      2 - O que Constantino e a Igreja Católica fizeram nada foi além do que manter essa tradição, ainda que coincidente com a tradição pagã. É irrelevante, pelo menos nesse momentos, discutir se os pagãos guardavam ou não o domingo. O que nos interessa, pelo menos do ponto de vista das fontes históricas, é saber se bem antes de Constantino os cristãos guardavam o domingo sem a imposição oficial dos concílios. Foi o que ocorreu.
      .
      3 - Não entendi bem o que quis dizer com "historiador de verdade". Entretanto, darei minha opinião sobre o que seria um historiador de verdade. Aquele que, interpretando as fontes, emite opiniões sobre os fatos em discussão. Cabe a um historiador emitir seu parecer sobre o caso levantado (seja qual for). Na questão aqui discutida, a minha interpretação a partir de fontes primárias é a de que bem antes da Igreja oficializar o domingo como dia sagrado os primeiros cristãos já o faziam livremente, sem imposições oficiais.
      .
      4 - Sobre a análise teológica, tenho a dizer o seguinte: no Velho Testamento, o sábado era indiscutivelmente separado para o Senhor, constando inclusive como mandamento expresso. No Novo Testamento, essa imposição deixou de existir. E sabemos que já não devemos viver debaixo da Lei, mas da Graça que há em Cristo, pelo menos é assim que ensina o NT.

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    2. Deut 4-12,13,2 e Lc 16-17/O q é pecado?Pecado é a transgressão da Lei-1Jo 3-4/ Sem lei não há pecado-Rom 5-13/Haveremos de pecar(ou seja;haveremos de transgredir a lei)pq ñ estamos debaixo da lei e sim da graça? De modo nenhum ! - Romanos 6-15 -O.Caro irmão vc leu somente Rm 6-14 (Ñ importa o q disse fulano e sim o q diz a Bíblia

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    3. Daniel 7-25 diz q surgiria 1 poder politico religioso(Vaticano), q mudaria os tempos e a lei (quem mudou a lei Moral? Agostinho) O próprio Vaticano reconhece q o dia bíblico de guarda é o SáBADO.O teólogo Samuele Bacchiocci - defendeu a sua tese de DOUTOURADO na Pontificia Univ.de Roma(Vaticano) s/ a legitimidade do SÁBADO e foi condecorado Doutor pelo Papa João Paulo II

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  11. AS SETE VERDADES BÍBLICAS SOBRE O SÉTIMO DIA_parte1de5

    Esse escrito é dirigido exclusivamente aos cristãos de todos os seguimentos. Se você for um deles, leia, pois é curto , mas bem interessante.

    A maioria cristã faz uma tremenda confusão a respeito de sábados e domingos. Os cristãos, em minoria, julgam corretamente que o Criador, que nunca muda, jamais aceitaria que uma só de suas leis fundidas nas Rochas Sagradas pudesse ser “lixada” pelos homens, portanto, creem firmemente que o Sábado é o Dia do Senhor. Outra parte considerável crê que Jesus teria revogado todas as dez leis a favor da religião da graça e da liberdade. Uma terceira parte, bem maior, prefere crer que pela ressurreição de Jesus ele teria revogado o Quarto Mandamento a favor do domingo, permanecendo, então, como válidos, os demais mandamentos (nove).

    ONDE ESTÁ, ENTÃO, DE FATO E DE DIREITO, A VERDADE BÍBLICA? Ora, vamos colocá-la aqui, resumidamente, mas de modo tão legítimo, tão cristalino e conclusivo que não dará chance alguma a qualquer refutação, sem se ingressar no farisaísmo religioso (o que é pior do que não ser cristão).

    Vamos às Sete Verdades que não têm como ser desmentidas, pois Está Escrito:

    1) O Mandamento do Sétimo Dia foi instituído na Criação do mundo (Gênesis 2:3), não para o próprio Criador, pois em sua perfeição jamais criaria um Mandamento para si próprio, não tem como e, como Espírito Perfeito jamais se cansa, então o Mandamento do sábado foi criado para o homem, pois ele, sim, necessita de um dia de descanso na semana. O próprio Jesus legitimou isso no Evangelho ao reger:

    “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é, também, o Senhor do sábado”. Jesus Cristo, em Marcos 2:28. Se o Filho de Deus afirmou que o sábado foi criado para o homem, então o sábado foi criado para a Humanidade, assim como os castigos promulgados contra Adão e Eva foram, também, dirigidos à Humanidade.

    Quanto a ser o Senhor do sábado, Jesus também afirmou que é maior que o Templo (Mateus 12:6, maior que Abraão (João 8:57), maior que Jonas (Lucas 11:32), maior que Salomão (Mateus 12:42) e mais importante que Jacó, sem desmerecer qualquer um deles, portanto, também não desmereceu o santo sábado, pois é o Senhor de Tudo, pois está Escrito que Deus lhe deu toda a autoridade sobre tudo o que existe:

    “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. Jesus, em Mateus 28+18,

    2) A maioria evangélica, católicos e ortodoxos julgam, temerariamente, que a Ressurreição de Jesus teria anulado, teria riscado das Rochas de Deus o Mandamento do Sétimo Dia, dando lugar ao primeiro dia da semana, o tal domingo, mas isso é absolutamente impossível, pois não há uma só linha no Evangelho que autorize tal mudança, mesmo porque Está Escrito que Deus Nunca Muda em suas Promulgações à Humanidade:

    “Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do Senhor. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”. Isaías 40:7.

    “Porque toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada”. I Pedro 1:24. CONTINUE LENDO

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  12. AS SETE VERDADES BÍBLICAS SOBRE O SÉTIMO DIA_parte2de5

    Então, segundo as Escrituras, o sábado é para sempre, e se teria havido mudança a respeito, essa foi criada pelo homem e nunca por Deus. Quanto a isso, num descuido, o clero católico confessa, por escrito, o seu gravíssimo erro ao atentar violentamente contra o Sétimo Dia.:

    “A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado”. Catecismo católico, Edição2, Editora Vozes, Petrópolis, RJ. 1962.

    3) Uma parte dos cristãos julga que Jesus acabou com as leis a favor da graça e da liberdade, mas Jesus fez tudo exatamente ao contrário, pois legitimou TODAS as leis do Decálogo em sua primeira pregação à Humanidade, no Sermão do Monte e ainda amentou o grau de observação em algumas das 10 leis (Mateus, 5:21 a 32.

    “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei sem que tudo seja cumprido”. Jesus, em Mateus 5:17 a 37. Está Escrito que tudo será cumprido na Consumação dos Séculos, no Grande Dia de Jesus, quando os Portais do Reino de Deus serão abertos aos mortais de Jesus, antes fechados desde Adão e Eva (João 14:1 a 3, como também em 1 Tessalonicenses 4:13 a 17).

    Se Jesus Cristo afirmou que das leis de Deus Pai nem mesmo um simples til se poderá retirar, é absolutamente impossível atentar contra a lei do sábado, pois o Quarto Mandamento contém 80 palavras ou 433 caracteres. E assim, pelo menos até o Grande dia da Volta de Jesus, o sábado é para sempre!

    4) A ampla maioria cristã alega que em sua vida pública Jesus teria violado os sábados ao trabalhar nesse dia, mas quem o acusou de violar os sábados foram os fariseus, os filhos do diabo, assim como Jesus Cristo os nomeou em João 8:44. A respeito dessa acusação dos filhos de Satanás, vamos ver que Jesus respondeu a eles que apenas APARENTAVA que ele desrespeitava os santos sábados:

    “Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim, porque no sábado curei de todo um homem? Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”. Jesus, em João 7:23 a 24

    “E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga (filho do diabo acusador), indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de sábado. Respondeu-lhe, porém, o Senhor, e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, e não o leva a beber? E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?”. Lucas 13:14-16, Jesus revela que o amor de caridade tem preponderância sobre qualquer lei (1 Coríntios 13:13)..

    “E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles (os fariseus do diabo), para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por consequência, lícito fazer bem nos sábados. Então disse àquele homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra. E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem”. Mateus 12:10-14. CONTINUE

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  13. AS SETE VERDADES BÍBLICAS SOBRE O SÉTIMO DIA_parte3de5

    “E os escribas e fariseus (filhos do diabo) observavam-no, se curaria no sábado, para acharem de que o acusar. Mas ele (Jesus) bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus”. Lucas 6:7-11.

    “E dizia-lhes Jesus: Invalidais o Mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição”. Jesus, em Marcos 7:9

    5) O sábado é o ÙNICO Mandamento chamado por Deus de Santo e Bendito e o Único estabelecido como UM SINAL entre ele e a Humanidade: “Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR, vosso Deus”. Ezequiel 20:20.

    Ora, se o sábado foi estabelecido por Deus como UM SINAL entre ele e a Humanidade, de modo algum jamais sairá dessa condição divina. Quanto aos que julgam que esse Sinal foi dado apenas aos israelitas, então, nesse caso, nós não podemos nos servir de nenhum livro do Velho Testamento, nem dos Salmos, etc. e nem mesmo de Malaquias, muito usado para legitimar os dízimos. É ou não é? Dois pesos e duas medidas não vale! Além disso, abaixo, no capítulo 7, Está Escrito que nós somos os legítimos herdeiros dos israelitas e que Jesus, de todos nós, fez UM SÓ POVO.

    6) Dizem os sábios que um bom exemplo vale mais que mil palavras. É ou não é? É claro que é! então, vamos ver os vários exemplos de Jesus e de sua Igreja Primitiva santificando os sábados (que valem mais que milhões de palavras) até mesmo décadas após a Ressurreição? Essa parte ANULA completamente as pretensões dos que defendem erradamente o domingo “substituindo” o Sábado Santo, solene e Abençoado do Senhor:

    “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, (Jesus) entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler”. Lucas 4:16. Jesus, nos concedendo o exemplo, pois segundo o Mandamento e a Tradição israelita, guardou o sábado por toda a sua vida.

    Antes da ressurreição de Jesus, os cristãos faziam do sábado um dia de louvor, em local sem teto e sem paredes:
    Vejamos a Igreja Cristã aos tempos de Paulo, mesmo depois da ressurreição de Jesus os cristãos de Paulo faziam do sábado um dia de culto e louvor, na Igreja de Deus, sem teto e sem paredes:
    “No dia de sábado, saímos fora da porta, junto ao rio, onde julgávamos haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido”. Atos dos Apóstolos 16:13.
    Esse preceito revela, com toda clareza, um culto de louvor aos sábados pelos cristãos. As mulheres cristãs sempre trabalhavam, só não aos sábados. Então, segundo o preceito acima, estavam em dia de descanso, santificando os sábados assim como os homens!

    “No sábado seguinte, concorreu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus, mas os judeus, vendo aquela concorrência, encheram-se de inveja...”. Atos 13:41 - 44.
    Se os judeus encheram-se de inveja não se tratava de uma reunião judia aos sábados, pois aconteceu ao ar livre, junto a um rio, pois é evidente que, quase toda CONTINUE LENDO

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  14. AS SETE VERDADES BÍBLICAS SOBRE O SÉTIMO DIA_parte4de5
    a cidade não caberia num salão ou num templo, então, está claro que essa reunião, para adoração, no santo dia do Senhor, foi realizada ao ar livre.
    Tratou-se de um culto cristão sem teto, nem paredes, que reuniu quase toda a cidade para louvar no sábado. A Palavra Escrita registrou essas duas revelações e várias outras idênticas colocadas a seguir como veremos, exatamente para revelar-nos que o sábado sempre será o Dia do Senhor, não importa que no catecismo católico, como também na maioria dos seguimentos evangélicos esteja completamente diferente da Proclamação do Deus Imutável

    “E todo o sábado, ensinava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos”. Atos 18:4.

    Os defensores do domingo, inventado, argumentam, falsamente, que Paulo comparecia às sinagogas dos judeus aos sábados, porque era nesse dia que podia encontrá-los, mas não é o caso aqui, pois, pela sua tradição, os judeus jamais aceitariam que gentios pagãos - no caso presente os gregos - participassem de cerimônias em seus templos, em simples reuniões e nem mesmo jamais aceitariam permanecer com eles ou com outros pagãos no mesmo ambiente. Sabemos que o santo em vida Paulo não ensinava somente aos judeus, mas principalmente aos demais pagãos. Quanto a isso, se os primeiros cristãos guardavam o sábado mesmo após a ressurreição de Jesus, só isso prova a Grande Mentira do tal domingo, um feito gigantesco de Satanás, segundo o Apocalipse 13:7.

    Em Atos dos Apóstolos, conforme a tradição dos apóstolos de santificarem os sábados, um preceito é usado como referência ao Quarto dos Mandamentos:

    “Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a uma jornada de sábado...”. Atos 1:12. Ora, ao se referirem a uma jornada de sábado como exemplo pelos apóstolos de Jesus, é certo que se tratava de um preceito em uso.

    “Orai para que vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.
    Jesus Cristo, em Mateus 24:20, ressalta, novamente, a grande importância do sábado (nem no inverno que é muito frio, o que dificultaria a fuga dos inimigos romanos (na terrível carnificina, no massacre contra os judeus nos anos 70, no episódio Masada), nem nos sábados porque é o Dia Santo de Deus, consagrado para descanso e louvor.

    7) Os cristãos, em parte, alegam, altamente equivocados, que o Decálogo do Monte Sinai, no qual o sábado está intrínseco, teria sido dado apenas aos israelitas, e não a nós do Evangelho, por isso, alegam que “nós não temos obrigação de guardar”. Mas vejamos que a Verdade do Evangelho de Deus que nos faz herdeiros dos israelitas:
    “E todos os profetas, a começar por Samuel, assim como todos os que depois falaram, também anunciaram estes dias. Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da Terra”. Atos dos Apóstolos 3:24 - 25. Os herdeiros não herdam apenas as bênçãos, mas também as obrigações.

    Novamente, a Verdade do Evangelho faz dos cristãos e de Israel um só povo:

    “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Leia a parte final

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  15. AS SETE VERDADES BÍBLICAS SOBRE O SÉTIMO DIA_parte-final
    já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus”. Efésios 2:14 a 19.

    “...na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em ordenanças...”. Esse verso, retirado do preceito acima, nada tem a ver com a derrocada do Decálogo, pois sendo isso impossível, o apóstolo Paulo, sempre dirigido pelo Espírito Santo de Deus, se refere às ordenanças e leis antigas, provindas de Levítico, criadas numa época para regular as ações dos israelitas nos difíceis 40 anos de deserto, mas que de forma alguma tiveram lugar no Evangelho de Jesus. E isso Está Escrito em Lucas 16:16, que revela:

    A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele. E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei. Lucas 16:16 e 17 Esses dois preceitos nos mostram a derrocada (no Evangelho) das leis que escravizavam, que amaldiçoavam e até poderiam nos matar, se tivessem sido integradas no Evangelho. Em seguida a essas colocações, a Palavra de Deus novamente legitima o Decálogo de Deus (as 10 leis).

    “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é, também, o Senhor do sábado”. Jesus Cristo, em Marcos 2:28, respondendo à irritação dos judeus quando permitiu que seus amigos colhessem espigas (Mateus, 12:1), com o objetivo de mostrar que o amor de caridade tem de sobrepor-se a toda e qualquer lei, pois é maior que a fé (1Coríntios 13:13) e, por isso, tem de sobrepor-se até mesmo ao mandamento do Sábado, pois seus amigos estavam com fome pelas longas caminhadas. Da mesma forma, Jesus citou Davi que, com fome, ele e os seus amigos avançaram e comeram dos pães sagrados do templo, coisa proibida até para o rei, pois em ambos os casos não se poderia transferir a solução para o dia seguinte. Essa é a regra do sábado santo.
    Nesse mesmo preceito, Jesus legitima o sábado mais uma vez: o sábado foi criado pelo Deus Imutável por causa do homem. Portanto, enquanto existir o homem na Terra os sábados terão de ser observados, pelo menos pelos cristãos. E inegavelmente é mais uma Verdade do Senhor Deus que não pode ser contestada por ninguém, e de modo algum!

    Para aquele que julga que todos os dias são de Deus, isso é verdade, mas só um ele elegeu como Um SINAL entre ele e o homem e o único dia que nomeou como Santo e Bendito.


    Quem precisa de mais que isso para inteirar-se de que O SÁBADO É PARA SEMPRE??? PONTO FINAL!

    Waldecy Antonio Simões.

    walasi@uol.com.br

    www.segundoasescrituras.com.br

    Nesse site, temos um escrito que completa perfeitamente esse presente escrito, de nome
    O Tratado sobre as leis de Deus, no qual nos mostra como o sábado de Deus foi corrompido e porquê.

    Veja, também, o arquivo 137 de nome AS SETE VERDADES SOBRE O SÉTIMO DIA

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  16. muito bom artigo do sétimo dia. só não achei este arquivo 137 de nome AS SETE VERDADES SOBRE O SÉTIMO DIA

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  17. Os cristãos comemoravam o dia da ressurreição de Jesus Cristo. E por esta razão se reuniam no primeiro dia da semana (Atos 20:7). Este, o dia da ressurreição foi profetizada pelo Salmista Davi em Salmos 118:14. Nem Jesus e nem os apóstolos nunca levaram o mandamento para guardar os sabados, aos gentios.Haja visto que os gentios viviam sem Lei, mas que agora foram incluidos na familia de Deus, necessario se fez que os apostolos levassem o mandamento aos gentios. Pòrem, não foi isto que aconteceu.

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