domingo, 9 de janeiro de 2011

DIÁCONOS TOCAM OS ÓRGÃOS GENITAIS DO PAPA COMO PROVA DA MASCULINIDADE DO SUMO PONTÍFICE

 
Imagem da internet


Embora a Igreja não aceite oficialmente que uma mulher tenha sido papisa, a história está aí para confirmar esse fato que macula a história do catolicismo. O feito se deu por volta de meados do século nono. Trata-se da papisa Joana, que se camuflou sob vestes masculinas e conseguiu enganar não somente os "representantes" do Céu como as grandes autoridades da Terra - pois a papisa chegou a coroar um imperador.

A papisa Joana chegou a dar à luz uma criança em plena praça pública, próximo ao Coliseu, sob a presença das altas dignidades católicas e do grande público, uma vez que o nascimento se deu enquanto ela participava de uma procissão que acontecia anualmente.

O acontecido foi visto, na época, como um escândalo sem precedentes, digno de ser abafado (tanto que os historiadores eclesiásticos trataram de ocultar o feito em seus relatos), de modo que foram tomadas algumas medidas preventivas para que algo parecido não voltasse a acontecer.

A principal delas foi submeter o candidado ao papado a um rigoroso teste de masculinidade. Depois de escolhido o papa, este estava obrigado a se sentar em uma cadeira furada, em cujo assento deveria proferir o versículo bíblico que dizia: "Deus eleva do pó o humilde, para fazer assentar-se acima dos príncipes".

Após, conduzido por religiosos, tinha que se sentar sobre outra cadeira furada, que estava localizada na Capela de São Silvestre, no Vaticano.

Nesta última cadeira, porém, ocorria a prova final da masculinidade do papa. Este deveria ficar nu, com as pernas um pouco abertas, de modo que seus órgãos genitais pudessem ficar visíveis - e caídos por dentro do buraco da cadeira -, para que os assistentes e diáconos constatassem o esperado.

Para que não caíssem novamente em uma cilada, os diáconos deveriam apalpar os órgãos genitais do papa e, verificado que não se tratava de um embuste, o diácono gritava: "Temos um papa!". Em seguida o povo comemorava, e a festa terminava com a distribuição de dinheiro aos frades e aos religiosos.

O uso da cadeira furada foi constatado até o século 16 (portanto durou sete séculos), cujo motivo para o fim de tal tradição é alvo ainda de dúvidas. No final do século 17 um padre que viajou à Itália chegou a vislumbrar uma dessas cadeiras, quando fez detalhada descrição do modelo e do material usado na fabricação da referida cadeira.

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

JESUS NÃO NASCEU NO DIA 25 DE DEZEMBRO


Tradicionalmente é aceito que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de dezembro, o que teria dado início às comemorações do Natal, cuja etimologia nos remete à palavra nascer. Historicamente falando, não é possível dizer qual o dia e o mês de nascimento desse personagem (alguns estudiosos dizem que ele nasceu em março; outros, em setembro), embora seja possível explicar a origem do Natal, que, por sinal, tem tudo a ver com uma tentativa da Igreja Católica de cristianizar o paganismo romano. Abaixo, os detalhes desse embuste.

A Igreja Católica Apostólica Romana nasceu, oficialmente, no século 4 d.C. Desde que o cristianismo surgiu (depois da morte de Jesus) o paganismo romano se viu fadado ao desaparecimento, principalmente a partir do século terceiro, mesmo sabendo que vários imperadores tentaram sufocar de vez o cristianismo e reerguer as crenças pagãs.

Havia, no Império Romano, por parte de muitos, a veneração ao Sol, então visto por muitos como um deus, como um elemento de valor espiritual.

No início do século 3, Heliogabalo, imperador de Roma, deu o título religioso de Deus Sol Invictus a um grupo de divindades romanas. Algumas décadas depois, através do imperador Aureliano (270 - 275), foi oficializado o culto ao Sol Invictus (sol invencível), que se tornou patrono de todo o Império, uma clara tentativa de reerguer o paganismo, que, naquele momento, vivia ameaçado pelo rápido aumento do cristianismo.

Ocorre que o dia 25 de dezembro foi a data escolhida para as comemorações do deus Sol, festa pagã que atraía a atenção dos não cristãos (e até dos cristãos, que se sentiam incomodados).

A transição do século 3 para o século 4 foi de grandes disputas entre cristianismo e paganismo. Diocleciano (284-305), imperador autoritário, empreendeu uma das maiores perseguições ao povo cristão de que se tem notícia. Fez questão de difundir ainda mais a festa do 25 de Dezembro, então uma comemoração pagã, como assinalamos acima.

Em 313, Constantino concedeu liberdade de culto em todo o Império. Em 325, Império e Igreja põem as alianças de noivado, cujo casamento vem ocorrer oficialmente em 381, com o Concílio de Constantinopla I.

Foi exatamente neste século que a Igreja Católica cria o Natal, e passa a afirmar que Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, a mesma data em que era comemorada a festa do Sol Invictus.

Em outras palavras, o 25 de Dezembro foi uma tentativa da Igreja de afogar a festa pagã ao deus Sol, numa época em que estava ocorrendo a cristianização do paganismo. Ou seja, o Natal surgiu de um desejo de vingança, de destronação do paganismo. O Natal, portanto, não é a data do nascimento de Jesus Cristo.

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domingo, 19 de dezembro de 2010

OS PRIMEIROS ANOS DA MEDICINA NO BRASIL

A primeira escola de medicina no Brasil foi criada em 1808, em Salvador (Bahia). A assinatura do ato se deu assim que D. João VI chegou de Portugal (vinha fugindo de Napoleão Bonaparte), em direção ao Rio de Janeiro. Embora criada no referido ano, somente sete anos depois é que passou de fato a funcionar. Em 1813, foi a vez do Rio de Janeiro ganhar a segunda escola de medicina do país.

No início do século 19 a Europa já revelava alguma preocupação em matéria de saúde pública, tanto que já praticava a vacinação coletiva.

No dia 6 de julho de 1829, o governo brasileiro apresentou à Câmara um projeto em que regulamentava o sistema de vacinação permanente em todo o Brasil. Abaixo, leiamos um trecho do projeto, cujo conteúdo é rico em informações históricas:

"A vital instituição vacínica veio da Europa para a Bahia em 1804, e passou dali no mesmo ano para esta Corte, aonde foi cuidadosamente conservada até que o alvará de 4 de abril de 1811 criando uma junta denominada de Instituição Vacínica, deu a este importante instituto forma regular; e pede a verdade que se confesse que tem resultado imenso benefício público dos seus trabalhos: quarenta e nove mil, quatrocentos e sessenta e um indivíduos vacinados, desde aquele ano até o fim de 1828 na casa de suas sessões, além de outros muitos em casas particulares."

Há registros de que, em São Paulo, já ocorrera vacinação no ano de 1805 (portanto 24 anos antes do projeto acima citado e, obviamente, antes do Brasil se tornar Império). Embora houvesse muitas mortes por epidemias, a população se mostrava relutante em relação à vacina. Confiava mais nas receitas caseiras, nos remédios caseiros, muitos dos quais eram ensinados pelos índios.

Havia inclusive médicos que optavam pela medicina popular. Um conhecido médico dos Estados Unidos publicou, em 1829, um livro defendendo o uso de medicamentos caseiros. Na referida obra sustentava que a criança deveria se alimentar de muito leite materno, usar roupas folgadas e limpas, comer pão, fazer muitos exercícios físicos e respirar ar puro. Dizia que a febre (doença mais comum no Brasil do início do século 19) "é somente um esforço da Natureza para se libertar de uma causa ofensiva".

Em 1826, José Bonifácio defendeu, em discurso feito na Câmara, que houvesse, "em cada capital das províncias, e nas vilas principais, um facultativo médico ou cirurgião pago pelos cofres das províncias quando as respectivas câmaras não tenham para isso, os quais serão obrigados a vacinar duas vezes por semana no palácio do governo, ou na sala da câmara a todos os indivíduos que se apresentarem em circunstâncias a serem vacinados...".

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O JÚLIO CÉSAR QUE NÃO É DESCRITO NOS LIVROS CONVENCIONAIS

O famoso general romano certa vez viajou ao sul da Espanha e encontrou, num templo de Hércules, uma estátua de Alexandre, o Grande e, diante do ídolo, chegou a lamentar e confessou que sentia fraqueza pelo fato de nada ter ainda feito algo de memorável, numa idade em que Alexandre já havia dominado parte do mundo.

Em seguida pediu autorização para, em Roma, realizar as maiores façanhas no menor tempo possível. Na véspera havia sonhado que estuprava sua mãe. Consultou os áugures (os romanos eram altamente supersticiosos), que o informaram de que ele seria o árbitro do mundo, de modo que sua mãe - no sonho -, nada mais seria do que a Terra. Saiu de lá muito esperançoso.

Em outra ocasião já vimos que os romanos associavam a virtude aos grandes feitos, daí a preocupação em deixar para a posteridade algo memorável.

Preocupado com a diminuição da população italiana, determinou, por lei, que nenhum cidadão entre 20 e 40 anos de idade deveria sair da Itália por mais de 3 anos seguidos.

Nos últimos anos de vida costumava desmaiar e tinha terríveis pesadelos.

Vaidoso, mantinha os cabelos sempre curtos e raspava a barba constantemente (somente deixu a barba crescer uma voz, em cumprimento a um voto de vingança). Embora calvo - o que o tornava sujeito ao escárnio -, adquiriu o vício de puxar para a testa os poucos cabelos que lhe restavam.

Durante as expedições sempre levava consigo pavimentos de mosaico para enfeitar o chão de sua tenda. Gostava de homens e de mulheres. Não media esforços para comprar escravos bonitos.

Quando morreu, seu sucessor, Augusto - que em matéria de superstição nada tinha a dever a Júlior César -, viu em um fenômeno natural a prova de que o velho César fora recebido no Céu: a passagem de um cometa que brilhou no Cosmo por algum tempo, cujo fenônemo chamou a atenção de muitos.

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