quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O JÚLIO CÉSAR QUE NÃO É DESCRITO NOS LIVROS CONVENCIONAIS

O famoso general romano certa vez viajou ao sul da Espanha e encontrou, num templo de Hércules, uma estátua de Alexandre, o Grande e, diante do ídolo, chegou a lamentar e confessou que sentia fraqueza pelo fato de nada ter ainda feito algo de memorável, numa idade em que Alexandre já havia dominado parte do mundo.

Em seguida pediu autorização para, em Roma, realizar as maiores façanhas no menor tempo possível. Na véspera havia sonhado que estuprava sua mãe. Consultou os áugures (os romanos eram altamente supersticiosos), que o informaram de que ele seria o árbitro do mundo, de modo que sua mãe - no sonho -, nada mais seria do que a Terra. Saiu de lá muito esperançoso.

Em outra ocasião já vimos que os romanos associavam a virtude aos grandes feitos, daí a preocupação em deixar para a posteridade algo memorável.

Preocupado com a diminuição da população italiana, determinou, por lei, que nenhum cidadão entre 20 e 40 anos de idade deveria sair da Itália por mais de 3 anos seguidos.

Nos últimos anos de vida costumava desmaiar e tinha terríveis pesadelos.

Vaidoso, mantinha os cabelos sempre curtos e raspava a barba constantemente (somente deixu a barba crescer uma voz, em cumprimento a um voto de vingança). Embora calvo - o que o tornava sujeito ao escárnio -, adquiriu o vício de puxar para a testa os poucos cabelos que lhe restavam.

Durante as expedições sempre levava consigo pavimentos de mosaico para enfeitar o chão de sua tenda. Gostava de homens e de mulheres. Não media esforços para comprar escravos bonitos.

Quando morreu, seu sucessor, Augusto - que em matéria de superstição nada tinha a dever a Júlior César -, viu em um fenômeno natural a prova de que o velho César fora recebido no Céu: a passagem de um cometa que brilhou no Cosmo por algum tempo, cujo fenônemo chamou a atenção de muitos.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MAIS DE SEIS MIL SOLDADOS FORAM EXECUTADOS PORQUE SE NEGARAM A MATAR CRISTÃOS

Os fatos narrados abaixo estão entre os mais notáveis nos anais da Igreja. Trata-se da execução de seis mil seiscentos e sessenta e seis (6.666) soldados romanos porque os mesmos se negaram a cumprir ordens do imperador para sacrificar cristãos da Gália.

O feito se deu no ano de 286 d.C., quando Maximiniano era imperador. Curiosamente toda a legião era constituída por cristãos. A Legião Tebana (porque haviam sido recrutados em Tebas) recebeu ordens do imperador para que se dirigisse à Gália, para enfim receber as últimas determinações.

Sem saber do que se tratava, a legião seguiu firmemente até o local combinado. Ao chegarem, foram informados de que tinham uma missão muito especial: sacrificar os cristãos daquele lugar. Como todos os soldados eram também cristãos, unanimente disseram um sonoro "não" às ordens imperiais.

Enfurecido, o imperador ordenou que dez por cento dos soldados fossem selecionados e mortos à espada. Assim aconteceu. O plano de Maximiniano era fazer com que os outros noventa por cento refizessem a decisão tomada. Mas não surtiu efeito, uma vez que todos se mantiveram firmes em seus propósitos.

Novamente enfurecido, o imperador ordenou que dez por centos dos restantes fossem dizimados da mesma forma. Missão cumprida: outra legião providenciou a matança dos soldados cristãos.

O segundo castigo não mudou a opinião dos soldados sobreviventes, de modo que eles continuaram firmes em seus ideais, mas a pedido de seus superiores imediatos juraram fidelidade ao imperador.

Sabendo de tal juramento, Maximiniano deduziu que agora a ordem seria cumprida, ou seja, que os soldados matariam os cristãos da Gália, mas o efeito foi o inverso. A fidelidade ao imperador não incluiu o cumprimento da ordem de matar os cristãos, o que deixou o dirigente romano irado.

Vendo que os soldados restantes não mudariam de opinião, o imperador ordenou a outra legião (a mesma que matou à espada os soldados cristãos) que dizimasse todos os soldados cristãos. A ordem foi dada no dia 22 de setembro de 286 d.C., uma data para entrar para a história do cristianismo.

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

AS RAZÕES HISTÓRICAS PARA O USO DE INICIAIS MAIÚSCULAS EM NOMES PRÓPRIOS E EM FATOS E DATAS IMPORTANTES

Diz-nos Evanildo Bechara que "A língua portuguesa é a continuidade ininterrupta, no tempo e no espaço, do latim levado à Península Ibérica pela expansão do império romano, no início do séc. III a.C."; mas é somente no século XIII d.C. que temos os primeiros documentos históricos em língua portuguesa, daí o porquê de se afirmar que ela se originou no citado século.

No latim clássico não havia a distinção entre maiúsculas e minúsculas, porquanto somente aquelas eram utilizadas. As minúsculas, por sua vez, surgiram apenas entre os séculos IV e VI d.C. e eram vistas como uma opção à parte e não uma complementação das maiúsculas.

Desta feita, era comum ou se usar um texto completamente com as letras maiúsculas ou completamente com as minúsculas.

A ideia de mesclar os dois tipos de letras surgiu na Idade Média, principalmente quando os mosteiros passaram a ser responsáveis pela reprodução de obras literárias, em cujo período o livro passa a ser visto como uma obra de arte, de sorte que não somente o conteúdo seria observado, como também os aspectos gráficos.

Em outras palavras, a aparência do livro passou a merecer uma atenção redobrada. Foi exatamente aqui que surge a junção da inicial maiúscula com as demais letras minúsculas que formam uma palavra. Convencionou-se que um texto redigido com todas as letras maiúsculas se tornava mais difícil de ser lido (eis um fato), razão por que optaram pelas minúsculas.

Houve, no entanto, alguns saudosistas do velho latim (que adotava todas as letras maiúsculas) que reivindicaram uma volta ao passado. Embora tenham perdido a causa, ganharam em outro aspecto: teria surgido daí a explicação para a utilização das iniciais maiúsculas em fatos históricos importantes, bem como em nomes próprios.

É por esta razão que ainda hoje adotamos as iniciais maiúsculas em alguns casos, como em palavras que designam fatos importantes, visto que os medievais julgaram que os velhos tempos clássicos não deveriam ser esquecidos, assim como renascentitas idolatraram a Grécia e a Roma clássicas. Assim, escrevem-se Renascença e não renascença, Idade Média e não idade média, Dia de Finados e não dia de finados.

É depois de tais convenções que surge a pontuação na língua portuguesa. Aos poucos são incorporados alguns sinais vindos de outras línguas, como o asterisco - uma invenção alemã do século 19.

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O JURAMENTO PROFERIDO PELOS MÉDICOS RECÉM-FORMADOS SOFREU MUTAÇÃO NO DECORRER DA HISTÓRIA

Abaixo, conheça o texto integral do juramento proferido pelos médicos recém-formados. Antes, leia, na íntegra, o Juramento de Hipócrates, que serviu de inspiração para a versão atual. Só lembrando que o dito juramento foi modificado várias vezes, duas delas já no presente século.

Hipócrates é considerado o pai da medicina.


JURAMENTO DE HIPÓCRATES

"Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higéia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

ABAIXO, A ÚLTIMA VERSÃO DO JURAMENTO PROFERIDO PELOS MÉDICOS


"NO MOMENTO DE SER admitido como membro da profissão médica:

EU JURO SOLENEMENTE consagrar a minha vida a serviço da humanidade;

EU DAREI aos meus professores o respeito e a gratidão que lhes são devidos;

EU PRATICAREI a minha profissão com consciência e dignidade;

A SAÚDE DE MEU PACIENTE será minha primeira consideração;

EU RESPEITAREI os segredos confiados a mim, mesmo depois que o paciente tenha morrido;

EU MANTEREI por todos os meios ao meu alcance, a honra e as nobres tradições da profissão médica;

MEUS COLEGAS serão minhas irmãs e irmãos;

EU NÃO PERMITIREI que concepções de idade, doença ou deficiência, religião, origem étnica, sexo, nacionalidade, filiação política, raça, orientação sexual, condição social ou qualquer outro fator intervenham entre o meu dever e meus pacientes;

EU MANTEREI o máximo respeito pela vida humana;

EU NÃO USAREI meu conhecimento médico para violar direitos humanos e liberdades civis, mesmo sob ameaça;

EU FAÇO ESTAS PROMESSAS solenemente, livremente e pela minha honra."

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