quinta-feira, 1 de julho de 2010

CONHEÇA A SENTENÇA DE MALDIÇÃO LIDA EM CERIMÔNIAS DE EXCOMUNHÃO NA IGREJA CATÓLICA MEDIEVAL

Ainda hoje o instituto da excomunhão é uma realidade na Igreja Católica. Certamente não tem o mesmo peso que outrora. Abaixo será transcrita uma parte da sentença que era lida para o excomungado. Leia atentamente, e observe a presença dos elementos que geravam temor e medo, suficientemente capazes de levar o punido ao desespero emocional.

A sentença de maldição era lida pelo bispo, que se encontrava cercado pelo clero, na presença do povo. O ambiente era sombrio: teto preto, sinos badalando e tochas acesas, um prenúncio do destino do excomungado.

Diz a sentença (atente para as palavras depois das reticências):

"Que sejam malditos sempre e por toda a parte; que sejam malditos dia e noite e a toda hora; que sejam malditos quando dormem, quando comem e quando bebem; que sejam malditos quando se calam ou quando falam; que sejam malditos desde o alto da cabeça à planta dos pés. Que seus olhos tornem-se cegos, que seus ouvidos tornem-se surdos, que sua boca torne-se muda, que sua língua fique pregada à abóbada palatina, que suas mãos não toquem em nada, que seus pés não andem mais. Que todos os membros do seu corpo sejam malditos; que sejam malditos quando de pé, deitados ou sentados; que sejam enterrados com os cães e os asnos; que os lobos rapaces devorem seus cadáveres . . . E assim como se extinguem hoje estas tochas por nossas mãos, que a luz de sua vida se extinga eternamente, a menos que se arrependam."

Na Idade Média, do pobre ao rico, do plebeu ao rei, todos evitavam ao máximo se depararem com uma situação como essa. Indiscutivelmente foi um excelente recurso utilizado pela igreja para manipular o pensamento e as atitudes das grandes massas.

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

RUI BARBOSA COMETE ERRO GRAMATICAL E VÊ REJEITADA UMA DE SUAS PROPOSTAS DE EMENDA AO PRIMEIRO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

Recentemente o Brasil se deparou com um fato que deu o que falar nos meios de comunicação: o projeto Ficha Limpa foi alvo de discussão em decorrência de um suposto erro gramatical.

Há, na história do Brasil, outro fato parecido que ganhou grande relevância, cujos envolvidos são Rui Barbosa e seu ex-professor, este um renomado linguista brasileiro.

O cearense Clóvis Beviláqua fora convidado, no final do século XIX, para elaborar o primeiro Código Civil brasileiro.

Em 1902, quando o Congresso já debatia o texto do futuro código, o jurista Rui Barbosa propôs uma emenda à redação do citado código.

No texto elaborado por Beviláqua aparecia a seguinte expressão:

"A fortuna do pai passa a seu filho."

Rui Barbosa afirmou que a expressão deveria ser:

"A fortuna do pai passa-lhe ao filho."

Ocorre que a revisão gramatical do código fora feita - a pedido do Governo - por Carneiro Ribeiro, médico e, como dissemos, respeitado linguista brasileiro.

Carneiro Ribeiro insistia que Rui Barbosa estava errado, ao passo que este insistia que o erro partira daquele.

Carneiro Ribeiro tinha sido professor de Euclides da Cunha e de Rui Barbosa.

O debate rendeu. Aluno e professor prosseguiram no debate, o que resultou em duas obras produzidas posteriormente, uma de cada, através das quais trataram sobre o tema.

Evanildo Bechara, emérito professor e filólogo brasileiro, atualmente membro da Academia Brasilira de Letras, afirma categoricamente que Rui Barbosa estava errado.

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domingo, 30 de maio de 2010

A EMANCIPAÇÃO DOS HOSPITAIS

Não se sabe ao certo a origem do primeiro hospital. Comumente é aceito que ele surgiu na Idade Média.

Sidartha Gautama (Buda), criou o primeiro protótipo de um hospital. Consta que ele mandou construir instalações ao lado dos mosteiros budistas, com o fim de cuidar das pessoas que apresentavam problemas de saúde.

A invenção de Buda não vingou. Somente no começo da Idade Média, na Roma Antiga, é que teriam surgido os primeiros hospitais do Ocidente, cuja administração competia aos sacerdotes católicos.

Lentamente é que a administração dos tais estabelecimentos saiu do poder dos religiosos e passou ao domínio dos médicos.

A partir da Renascença a igreja perdeu esse monopólio para as autoridades municipais.

Enquanto estavam sob o poder dos sacerdotes, era comum rezas e rituais litúrgicos com o fim de restabelecer a saúde do doente.

Com a emancipação, não desapareceu de todo essa prática - tanto que hoje ainda se admite, inclusive por força de lei.

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sábado, 29 de maio de 2010

NERO E SUAS TENTATIVAS DE SUICÍDIO. ENFIM, SUICIDOU-SE.

Nero é retratado como um homem cruel, grande perseguidor do cristianismo, e ao mesmo tempo um amante das artes. Governou o Império Romano de 54 a 68 d.C.

Nos últimos dias de seu governo foi declarado inimigo público pelo senado romano, que deu ordens para prendê-lo, bem como julgá-lo segundo o costume dos antigos.

Foragido, Nero passou fome e sede. Para não perecer de sede, sentiu-se forçado a beber água de um lamaçal.

O imperador não sabia em que consistia a punição dos antigos. Perguntou a seu secretário a forma de tal suplício. Foi informado de que uma forquilha era atada ao pescoço do condenado.

Ao saber, pegou dois punhais que trazia consigo e tentou enfiá-los na garganta. Não teve coragem, pois sentiu que seria muito doloroso. Justificou dizendo que sua hora ainda nao havia chegado.

Quando soube que um soldado romano estava a sua procura para o entregar ao senado, pediu a seu secretário que o ajudasse a perfurar um dos punhais em sua garganta.

Assim foi feito. Antes de morrer ainda teria dito:

"Tarde demais! Isto é que é fidelidade."

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