domingo, 30 de maio de 2010

A EMANCIPAÇÃO DOS HOSPITAIS

Não se sabe ao certo a origem do primeiro hospital. Comumente é aceito que ele surgiu na Idade Média.

Sidartha Gautama (Buda), criou o primeiro protótipo de um hospital. Consta que ele mandou construir instalações ao lado dos mosteiros budistas, com o fim de cuidar das pessoas que apresentavam problemas de saúde.

A invenção de Buda não vingou. Somente no começo da Idade Média, na Roma Antiga, é que teriam surgido os primeiros hospitais do Ocidente, cuja administração competia aos sacerdotes católicos.

Lentamente é que a administração dos tais estabelecimentos saiu do poder dos religiosos e passou ao domínio dos médicos.

A partir da Renascença a igreja perdeu esse monopólio para as autoridades municipais.

Enquanto estavam sob o poder dos sacerdotes, era comum rezas e rituais litúrgicos com o fim de restabelecer a saúde do doente.

Com a emancipação, não desapareceu de todo essa prática - tanto que hoje ainda se admite, inclusive por força de lei.

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sábado, 29 de maio de 2010

NERO E SUAS TENTATIVAS DE SUICÍDIO. ENFIM, SUICIDOU-SE.

Nero é retratado como um homem cruel, grande perseguidor do cristianismo, e ao mesmo tempo um amante das artes. Governou o Império Romano de 54 a 68 d.C.

Nos últimos dias de seu governo foi declarado inimigo público pelo senado romano, que deu ordens para prendê-lo, bem como julgá-lo segundo o costume dos antigos.

Foragido, Nero passou fome e sede. Para não perecer de sede, sentiu-se forçado a beber água de um lamaçal.

O imperador não sabia em que consistia a punição dos antigos. Perguntou a seu secretário a forma de tal suplício. Foi informado de que uma forquilha era atada ao pescoço do condenado.

Ao saber, pegou dois punhais que trazia consigo e tentou enfiá-los na garganta. Não teve coragem, pois sentiu que seria muito doloroso. Justificou dizendo que sua hora ainda nao havia chegado.

Quando soube que um soldado romano estava a sua procura para o entregar ao senado, pediu a seu secretário que o ajudasse a perfurar um dos punhais em sua garganta.

Assim foi feito. Antes de morrer ainda teria dito:

"Tarde demais! Isto é que é fidelidade."

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

PROFESSOR OBRIGA ALUNO DE 12 ANOS DE IDADE A COMER FEZES HUMANAS COMO FORMA DE CASTIGO

O fato foi presenciado por ninguém menos do que Erasmo de Rotterdam, famoso humanista.

Em outra ocasião relatamos a forma cruel como alunos eram tratados por padres no início da Idade Moderna, sendo que o próprio Rotterdam serviu de testemunha.

Relatou o dito humanista que testemunhou um aluno de 12 anos de idade, filho de pais de elevado padrão social, ser submetido a mais degradante humilhação que se possa imaginar.

A fim de castigar o aluno, seu professor deu ordens a um carrasco para que colocasse fezes humanas na boca da criança. Assim foi feito.

Consta que, não podendo mais expelir as fezes, o garoto foi obrigado a engoli-las.

Depois, totalmente despido, foi suspenso com cordas pelas axilas, quando passou a sofrer outras formas de castigos físicos e psicológicos.

Quanto mais o garoto se dizia inocente, mais eram aumentados tais castigos.

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terça-feira, 25 de maio de 2010

O FILÓSOFO BRIGÃO, MENTIROSO E ESPERTALHÃO

Muito provavelmente você já ouviu falar de Voltaire (1694 - 1778), conhecido filósofo iluminista francês.

Poucos devem saber, no entanto, que ele era dado à estupidez, à arrogância, do tipo que partia para a briga.

Tinha uma "língua afiada", e não gostava de levar desaforo para casa. Certa vez foi chantageado por um corretor e como resposta o agarrou pela garganta e o jogou no chão.

Candidatou-se para a Academia Francesa, em cuja oportunidade ele se disse católico (quando na verdade era deísta), elogiou vários jesuítas poderosos, enfim, mentiu como se faz hoje para angariar altos cargos.

Voltaire devia uma conta a um livreiro, e, ao que tudo indica, não tinha a pretensão de pagar a dívida. Certa vez o tal livreiro o encontrou e cobrou a conta atrasada. Voltaire ficou furioso e acabou dando um soco no ouvido do livreiro. O secretário do filósofo tentou consolar o pobre cobrador: "Senhor, acabais de receber no ouvido um soco de um dos maiores homens do mundo."

Foi convidado por Frederico II, rei da Prússia, a residir no palácio real, tamanha era a admiração do monarca pelo filósofo.

No palácio, entrou em muitos atritos com o rei. Certa vez Frederico II convidou um grande matemático conterrâneo de Voltaire a residir na corte (pois Frederico II foi um grande amante das letras e da ciência).

Num certo dia tal matemático entrou em atrito com um matemático subordinado acerca de uma interpretação sobre Newton. Frederico puniu pelo matemático "superior", ao passo que na mesma hora Voltaire correu em favor do "inferior".

Outra vez o filósofo compôs um poema sobre Frederico. Lendo o rascunho, o rei passou a noite rindo. Não sabia ele que o poema já havia sido enviado para ser publicado. Depois que soube, Frederico ficou furioso e mandou prender Voltaire.

Inegavelmente foi um grande pensador.

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