Muito provavelmente você já ouviu falar de Voltaire (1694 - 1778), conhecido filósofo iluminista francês.
Poucos devem saber, no entanto, que ele era dado à estupidez, à arrogância, do tipo que partia para a briga.
Tinha uma "língua afiada", e não gostava de levar desaforo para casa. Certa vez foi chantageado por um corretor e como resposta o agarrou pela garganta e o jogou no chão.
Candidatou-se para a Academia Francesa, em cuja oportunidade ele se disse católico (quando na verdade era deísta), elogiou vários jesuítas poderosos, enfim, mentiu como se faz hoje para angariar altos cargos.
Voltaire devia uma conta a um livreiro, e, ao que tudo indica, não tinha a pretensão de pagar a dívida. Certa vez o tal livreiro o encontrou e cobrou a conta atrasada. Voltaire ficou furioso e acabou dando um soco no ouvido do livreiro. O secretário do filósofo tentou consolar o pobre cobrador: "Senhor, acabais de receber no ouvido um soco de um dos maiores homens do mundo."
Foi convidado por Frederico II, rei da Prússia, a residir no palácio real, tamanha era a admiração do monarca pelo filósofo.
No palácio, entrou em muitos atritos com o rei. Certa vez Frederico II convidou um grande matemático conterrâneo de Voltaire a residir na corte (pois Frederico II foi um grande amante das letras e da ciência).
Num certo dia tal matemático entrou em atrito com um matemático subordinado acerca de uma interpretação sobre Newton. Frederico puniu pelo matemático "superior", ao passo que na mesma hora Voltaire correu em favor do "inferior".
Outra vez o filósofo compôs um poema sobre Frederico. Lendo o rascunho, o rei passou a noite rindo. Não sabia ele que o poema já havia sido enviado para ser publicado. Depois que soube, Frederico ficou furioso e mandou prender Voltaire.
Inegavelmente foi um grande pensador.
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“Porque não vos fizemos saber o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade, porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: 'Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo'. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo" (Apóstolo Pedro).
VOLTAIRE ERA ATEU, DEÍSTA OU AGNÓSTICO?
terça-feira, 25 de maio de 2010
O FILÓSOFO BRIGÃO, MENTIROSO E ESPERTALHÃO
Sou evangélico, membro da Assembleia de Deus. Graduado em história e pós-graduado em Direito Constitucional (especialização)
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O TERREMOTO QUE DEU O QUE FALAR: IGREJA ACUSA PECADO DO POVO COMO CAUSA E DOIS RENOMADOS FILÓSOFOS TROCAM INSULTOS ENTRE SI
A culpa foi do terremoto ocorrido em novembro de 1755, mais precisamente no Dia de Todos os Santos. . . logo nesse dia.
Tal desastre é elencado como um dos maiores já ocorridos em Lisboa e deu o que falar na época.
A estimativa de mortos varia de 15.000 a 30.000 mortos. 85% das casas desabaram. 35 das 40 igrejas de Lisboa foram ao chão e 54 dos 66 conventos desmoronaram.
Naquela manhã as igrejas estavam lotadas, o que aumentou o número das vítimas. Depois do ocorrido, o clero francês se pronunciou oficialmente: a culpa é do povo de Lisboa, porque eles estavam cheios de pecado.
Ou seja, as igrejas caíram por causa do pecado dos fiéis.
Indignado com a resposta dada pelo clero francês, o famoso iluminista Voltaire compôs um dos seus mais célebres poemas, através do qual expressava um velho dilema: ou Deus pode evitar o mal e não quer, ou deseja evitá-lo e não consegue.
O poema se espalhou e chegou ao conhecimento de outro conhecido filósofo: Rousseau, que rebateu as críticas de Voltaire em uma nota pública, na qual fazia constar que o próprio homem (e não seus pecados) devia ser culpado pelo grande número de mortos, porque, segundo ele, se os homens vivessem nos campos, a céu aberto, o desastre teria sido bem menor, exemplificou.
Tal atitude de Rousseau levou Voltaire a chamá-lo de "o escárnio de Voltaire".
Pois é, pouca gente sabe, mas os dois grandes iluministas andaram se desentendendo por causa de um terremoto.
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Tal desastre é elencado como um dos maiores já ocorridos em Lisboa e deu o que falar na época.
A estimativa de mortos varia de 15.000 a 30.000 mortos. 85% das casas desabaram. 35 das 40 igrejas de Lisboa foram ao chão e 54 dos 66 conventos desmoronaram.
Naquela manhã as igrejas estavam lotadas, o que aumentou o número das vítimas. Depois do ocorrido, o clero francês se pronunciou oficialmente: a culpa é do povo de Lisboa, porque eles estavam cheios de pecado.
Ou seja, as igrejas caíram por causa do pecado dos fiéis.
Indignado com a resposta dada pelo clero francês, o famoso iluminista Voltaire compôs um dos seus mais célebres poemas, através do qual expressava um velho dilema: ou Deus pode evitar o mal e não quer, ou deseja evitá-lo e não consegue.
O poema se espalhou e chegou ao conhecimento de outro conhecido filósofo: Rousseau, que rebateu as críticas de Voltaire em uma nota pública, na qual fazia constar que o próprio homem (e não seus pecados) devia ser culpado pelo grande número de mortos, porque, segundo ele, se os homens vivessem nos campos, a céu aberto, o desastre teria sido bem menor, exemplificou.
Tal atitude de Rousseau levou Voltaire a chamá-lo de "o escárnio de Voltaire".
Pois é, pouca gente sabe, mas os dois grandes iluministas andaram se desentendendo por causa de um terremoto.
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Sou evangélico, membro da Assembleia de Deus. Graduado em história e pós-graduado em Direito Constitucional (especialização)
quarta-feira, 12 de maio de 2010
CARTA DE CONSTANTINO AO REI PERSA
John Fox (1517-1587), escritor do período da Reforma Protestante, trouxe à tona uma carta* que o imperador Constantino enviou ao rei persa, com os seguintes dizeres:
"Somente pela minha fé em Cristo Jesus é que os subjuguei. Por isso, Deus foi meu ajudador, deu-me a vitória na batalha e faz-me triunfar sobre meus inimigos. Da mesma maneira me tem ampliado os limites do Império Romano, de modo que se estende desde o Oceano Ocidental até quase os confins do Oriente. E nestes domínios não tenho oferecido sacrifícios às antigas divindades, nem usado os encantamentos ou adivinhações: só tenho oferecido orações ao Deus Onipotente, e seguido a cruz de Cristo. Muito me regozijaria se o trono da Pérsia achasse também glória e abraçasse os cristãos, de modo que tu comigo, e eles contigo, pudéssemos gozar a verdadeira felicidade".
Em nossa opinião, Constantino não foi um cristão genuíno, apesar da carta.
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*A carta fora publicada pelo dito escritor (John Fox) em sua preciosa obra O livro dos mártires, cuja primeira publicação se deu em latim, em 1554. A publicação em inglês se deu nove anos depois.
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Sou evangélico, membro da Assembleia de Deus. Graduado em história e pós-graduado em Direito Constitucional (especialização)
terça-feira, 4 de maio de 2010
AS CAÇADAS NOTURNAS FORAM CRIADAS PARA PROPORCIONAREM DIVERTIMENTO E ACABARAM SE TORNANDO UM PODEROSO SINÔNIMO DE STATUS SOCIAL
Você já assistiu ao filme Tristão e Isolda? O referido filme mostra, além de tantas outras cenas, o rei da Cornuália deixando sua bela esposa no castelo para praticar aquilo que era uma tradição entre os europeus da época (século 12): caçar à noite acompanhado de amigos.
Segundo Caio Suetônio, historiador do segundo século d.C., foi Júlio César (100 a 44 a.C.), membro do Primeiro Triunvirato romano, o criador dessa prática, que tinha por objetivo gerar divertimento para seus praticantes.
E virou moda mesmo, sinônimo de status social.
Os membros da nobreza e da realeza na Idade Média se sentiam no dever de levar o costume adiante, e faziam isso com alegria, pois convidar os amigos mais chegados para uma boa caçada noturna era um hábito bastante sedimentado.
Tais práticas, no entanto, possibilitaram alguns encontros amorosos proibidos, como aquele mostrado em Tristão e Isolda, que mostrou a esposa do rei se encontrando com seu sobrinho (do rei).
Antes de Júlio César há registros da prática de caçadas entre os gregos clássicos, mas com fins educacionais para jovens.
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Segundo Caio Suetônio, historiador do segundo século d.C., foi Júlio César (100 a 44 a.C.), membro do Primeiro Triunvirato romano, o criador dessa prática, que tinha por objetivo gerar divertimento para seus praticantes.
E virou moda mesmo, sinônimo de status social.
Os membros da nobreza e da realeza na Idade Média se sentiam no dever de levar o costume adiante, e faziam isso com alegria, pois convidar os amigos mais chegados para uma boa caçada noturna era um hábito bastante sedimentado.
Tais práticas, no entanto, possibilitaram alguns encontros amorosos proibidos, como aquele mostrado em Tristão e Isolda, que mostrou a esposa do rei se encontrando com seu sobrinho (do rei).
Antes de Júlio César há registros da prática de caçadas entre os gregos clássicos, mas com fins educacionais para jovens.
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Sou evangélico, membro da Assembleia de Deus. Graduado em história e pós-graduado em Direito Constitucional (especialização)
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