terça-feira, 4 de maio de 2010

AS CAÇADAS NOTURNAS FORAM CRIADAS PARA PROPORCIONAREM DIVERTIMENTO E ACABARAM SE TORNANDO UM PODEROSO SINÔNIMO DE STATUS SOCIAL

Você já assistiu ao filme Tristão e Isolda? O referido filme mostra, além de tantas outras cenas, o rei da Cornuália deixando sua bela esposa no castelo para praticar aquilo que era uma tradição entre os europeus da época (século 12): caçar à noite acompanhado de amigos.

Segundo Caio Suetônio, historiador do segundo século d.C., foi Júlio César (100 a 44 a.C.), membro do Primeiro Triunvirato romano, o criador dessa prática, que tinha por objetivo gerar divertimento para seus praticantes.

E virou moda mesmo, sinônimo de status social.

Os membros da nobreza e da realeza na Idade Média se sentiam no dever de levar o costume adiante, e faziam isso com alegria, pois convidar os amigos mais chegados para uma boa caçada noturna era um hábito bastante sedimentado.

Tais práticas, no entanto, possibilitaram alguns encontros amorosos proibidos, como aquele mostrado em Tristão e Isolda, que mostrou a esposa do rei se encontrando com seu sobrinho (do rei).

Antes de Júlio César há registros da prática de caçadas entre os gregos clássicos, mas com fins educacionais para jovens.

.

domingo, 2 de maio de 2010

BRASIL: ESCARRAR, ASSOAR O NARIZ E CUSPIR JÁ SERVIRAM DE RESPOSTA PARA PEDIDOS DE NAMORO

Já vimos que no Brasil do século XIX o periquito já serviu de sinal para encontros amorosos escondidos.

Mas outros sinais esquisitos também foram registrados no Brasil.

Quando um rapaz estava interessado em alguma jovem, ele acertava com ela que apareceria próximo de sua casa (dela) e emitiria alguns sinais como prova de que ele queria sair com ela.

Geralmente o rapaz escarrava ou assobiava. Outras vezes se passava por vendedor e passava em frente à casa da moça anunciando um determinado produto.

Há casos - acreditem - de moças que se apaixonavam pela forma como o rapaz cuspia, pois o cuspe também servia de sinal.

Outros ainda ficavam assoando o nariz, outros fungando.

Se a moça respondesse com o mesmo gesto era sinal de que o encontro daria certo. A cuspideira, as tosses e as fungadeiras poderiam durar vários minutos ou horas, até que a moça se posicionasse. O silêncio da pretendida seria um "não".

.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

PAI TINHA ATÉ CINCO DIAS DEPOIS DO NASCIMENTO DO FILHO PARA DECIDIR SE O MATARIA

Na Grécia Antiga o pai tinha plenos poderes sobre o filho (e mesmo sobre a esposa). Tanto o aborto como a exposição de filhos recém-nascidos eram meios legítimos para os genitores se livrarem dos filhos indesejados.

Depois de nascida, a criança tinha a sorte lançada nos cinco primeiros dias de vida, em cujo período o pai decidia se aceitaria o filho ou se o rejeitaria.

Se aceito, decorridos os cinco dias, era iniciado o culto da família. A cerimônia constituía de festas e de um ritual um tanto peculiar: a ama de leite segurava o bebê e os pais e convidados faziam voltas em torno do altar doméstico. Em seguida o bebê recebia uma unção de óleo e depois era levado à água lustral.

A mãe cumpria o resguardo pelo tempo de 10 dias, e, depois desse tempo, estava liberada para as práticas habituais.

.

domingo, 18 de abril de 2010

A ORIGEM DAS FÉRIAS DE JUÍZES E DOS RECESSOS FORENSES

Hoje os juízes de Direito são privilegiados porque, além de outros motivos, têm direito dois meses de férias por ano.

Até bem pouco tem atrás, no Brasil, os recessos forenses eram desfrutados em dois meses: julho e janeiro. Atualmente o recesso forense ocorre no final de dezembro e começo de janeiro, durante 15 dias.

Mas foi no governo do imperador romano, Otávio Augusto (27 a.C. — 14 d.C.), que os juízes ganharam o direito de usufruírem férias.

Ganharam um ano inteiro de férias. O motivo é porque não havia quem quisesse exercer a magistratura no início do Império. Otávio concedeu, mesmo a contragosto, tal privilégio.

Além do mais, criou o recesso forense, que deveria ocorrer nos meses de novembro e dezembro, em cujo período suspendia-se a tramitação dos processos.

Naquele tempo 30 juízes atuavam em Roma. Otávio Augusto aumentou para 40, a fim de desafogar a Justiça.

.