<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443</id><updated>2012-02-12T14:38:51.101-03:00</updated><category term='&apos;&apos;'/><title type='text'>HISTÓRIA E SUAS CURIOSIDADES</title><subtitle type='html'>“Grande insensatez pensar que um poder transitório tenha força para fazer calar-se a posteridade. Pelo contrário, a perseguição feita aos homens de talento aumenta-lhes a autoridade: os reis e todos aqueles que têm usado desta violência, apenas conseguiram glorificá-los a eles e desonrar-se a si próprios" [Cornélio Tácito].</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>415</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8522752876883894955</id><published>2012-02-12T14:26:00.003-03:00</published><updated>2012-02-12T14:38:51.110-03:00</updated><title type='text'>DOAÇÃO DE DINHEIRO E RESTITUIÇÃO DE ANTIGOS BENS IMÓVEIS: CARTAS DE CONSTANTINO MOSTRAM A ESTREITA RELAÇÃO ENTRE A IGREJA CRISTÃ E O IMPÉRIO ROMANO (IMPERDÍVEL)</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No mês de maio de 2010 este blog publicou trechos de uma carta do imperador Constantino ao rei persa, na qual ele dá claras demonstrações de que havia de fato se convertido ao cristianismo. Há quem duvide de sua conversão. O Edito de Milão, em 313 –  através do qual Constantino concede liberdade religiosa em todo o Império - é apontado como uma saída política, uma vez que o crescimento do número de cristãos (mesmo duramente perseguidos) era um fenômeno irreversível, de modo que já não valia a pena o Estado militar contra tal segmento religioso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ratificamos o que dissemos outrora e, por questões de ênfase, mais uma vez transcrevemos o referido trecho e, em seguida, trechos de outras cartas e de dispositivos legais, inéditos no blog, nos quais o imperador revela seu interesse em solucionar velhos problemas que envolvem os cristãos, notadamente a questão dos bens imóveis da Igreja, os quais se achavam em poder de terceiros, assim como a doação de dinheiro a líderes cristãos. Os textos abaixo transcritos são, indiscutivelmente, de grande valor histórico. Recomendamos uma leitura despreocupada, desprovida de qualquer pressa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Carta ao rei persa&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Somente pela minha fé em Cristo Jesus é que os subjuguei. Por isso, Deus foi meu ajudador, deu-me a vitória na batalha e faz-me triunfar sobre meus inimigos. Da mesma maneira me tem ampliado os limites do Império Romano, de modo que se estende desde o Oceano Ocidental até quase os confins do Oriente. E nestes domínios não tenho oferecido sacrifícios às antigas divindades, nem usado os encantamentos ou adivinhações: só tenho oferecido orações ao Deus Onipotente, e seguido a cruz de Cristo. Muito me regozijaria se o trono da Pérsia achasse também glória e abraçasse os cristãos, de modo que tu comigo, e eles contigo, pudéssemos gozar a verdadeira felicidade."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Eusébio de Cesareia registrou&lt;/b&gt;, em sua famosa História Eclesiástica (século IV d.C.), algumas cartas do imperador e dispositivos legais, nos quais ele revela a estreita relação entre Igreja e Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vale relembrar que era uma prática bastante comum em todo o Império o envio de cartas entre os imperadores e seus subordinados e entre aqueles e o Senado. De igual modo era bastante comum qualquer do povo enviar cartas ao imperador e ao Senado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Lei imperial acerca dos cristãos&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Quando eu, Constantino Augusto, e eu, Licínio Augusto, nos reunimos felizmente em Milão, e nos pusemos a discutir tudo o que importava ao proveito e utilidade públicas, entre as coisas que nos pareciam de utilidade para todos em muitos aspectos, decidimos sobretudo distribuir umas primeiras disposições em que se asseguravam o respeito e o culto à divindade, isto é, para dar, tanto aos cristãos quanto a todos em geral, livre escolha para seguir a religião que quisessem, com o fim de que tanto a nós quanto aos que vivem sob nossa autoridade nos possam ser favoráveis a divindade e os poderes celestiais que existem.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Prossegue Constantino&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Portanto, foi por um saudável e retíssimo arrazoamento que decidimos tomar esta nossa resolução: que a ninguém se negue em absoluto a faculdade de seguir e escolher a observância ou a religião dos cristãos, e que a cada um se dê a faculdade de entregar sua própria mente à religião que creia que se adapta a ele, a fim de que a divindade possa em todas as coisas outorgar-nos sua habitual solicitude e benevolência”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Continua&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Assim era natural que déssemos por decreto o que era de nosso agrado: que, suprimidas por completo as condições que se tinham em nossas primeiras cartas a tua santidade acerca dos cristãos, também se suprimisse tudo o que parecia ser inteiramente sinistro e alheio a nossa mansidão, e agora cada um dos que sustentam a mesma resolução de observar a religião dos cristãos, observe-a livre e simplesmente, sem impedimento algum. Tudo isto decidimos manifestar da maneira mais completa a tua solicitude,para que saibas que nós demos aos mesmos cristaos livre e absoluta faculdade de cultivar sua própria religião”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;No trecho abaixo&lt;/b&gt;, Constantino parece tentar convencer a elite cristã de que, uma vez já foram atendidos os interesses do cristianismo em relação à liberdade de crença, os mesmos devem respeitar outras crenças, tudo com o fim de manter a paz em todo o império.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Já que estais vendo o que precisamente lhes demos sem restrição alguma, tua santidade compreenderá que também a outros, a quem queira, da-se-lhes faculdade de prosseguir suas próprias observâncias e religiões – o que precisamente está claro que convém à tranquilidade de nossos tempos -, de sorte que cada um tenha possibilidade de escolher e dar culto à divindade que queira. Isto é o que fizemos, com o fim de que não pareça que desprezamos o mínimo a honra ou a religião de ninguém”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Logo em seguida&lt;/b&gt;, o imperador se mostra benevolente para com o cristianismo, e explica sua decisão em relação ao direito dos cristãos de receberem de volta quaisquer bens imóveis objetos de prática litúrgica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Mas, além disto, em atenção às pessoas dos cristãos, decidimos também o seguinte: que seus lugares em que anteriormente tinham por costume reunir-se e acerca dos quais já em carta anterior enviada a tua santidade havia outra regra, delimitada para tempo anterior, se parecer que alguém os tenha comprado, seja de nosso tesouro público, seja de qualquer outro, que os restitua aos mesmos cristãos, sem reclamar dinheiro nem compensação alguma, deixando de lado toda negligência e todo equívoco. E se alguns, por acaso, os receberam como doação, que estes mesmos lugares sejam restituídos o mais rapidamente possível aos mesmos cristãos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Constantino se dispôs&lt;/b&gt;, inclusive, a indenizar aqueles que se achavam - na ocasião da lei imperial – donos de bens imóveis sujeitos à restituição aos cristãos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“... guardada, evidentemente, a razão exposta acima: que aqueles, como dissemos, que os restituírem sem recompensa, esperem de nossa benevolência sua própria indenização”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;O imperador parecia&lt;/b&gt; não só ter pressa em relação ao cumprimento de tal decisão, como também interesse em se certificar de que sua ordem havia sido fielmente cumprida. Em uma carta endereçada a Anulino, governador proconsular da África, veja o que ele escreve à referida autoridade:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Daí que queiramos que, ao receber esta carta, se, em cada cidade ou inclusive em outros lugares, alguns destes bens pertenciam à Igreja católica* dos cristãos e agora os detenham cidadãos ou outras pessoas, faças com que ditos bens sejam restituídos imediatamente às mesmas igrejas, posto que decidimos que precisamente aquilo que as ditas igrejas prossuíam antes seja restituído a seu direito (...)  apressa-te para que tudo, sejam jardins, casas ou qualquer outra coisa que pertença ao direito das ditas igrejas, seja-lhes restituído o mais rapidamente possível, de sorte que chegue ao nosso conhecimento que aplicaste a esta nossa ordem a mais escrupulosa obediência...”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Havia interesse do imperador, ainda&lt;/b&gt;, de prover financeiramente a Igreja. Os trechos de uma carta mediante a qual se faz doações de dinheiro às  igrejas cristãs mostram bem tal interesse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Constantino Augusto e Ceciliano, bispo de Cartago. Posto que em todas as províncias, particularmente nas Áfricas, nas Numídias e nas Mauritânias [o uso no plural se deve à divisão da diocese da África em províncias por parte de Diocleciano], determinei que se outorgasse algo para os gastos de alguns ministros designados da legítima e santíssima religião católica*, despachei uma carta para o perfeitíssimo Urso, diretor geral das finanças da África...”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Prossegue o imperador&lt;/b&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Tu, por conseguinte, quando acusardes o recebimento da indicada quantia de dinheiro, manda que este dinheiro seja repartido a todas as pessoas acima mencionadas conforme o documento que Osio te enviou. Mas se perceberes que falta algo para o cumprimento deste meu plano relativo a eles, deverás pedir sem denoma a Heráclides, o procurador de nossos bens, o quanto saibas que é necessário, já que, achando-se aqui presente, dei-lhe ordens para que se preocupasse de pagar-te sem menor vacilação, no caso de que tua firmeza lhe pedisse algum dinheiro”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Conforme vimos, os documentos acima transcritos não deixam dúvidas de que a Igreja cristã recebeu o incondicional apoio do Império Romano, após longos e cansativos anos de perseguição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;_____&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;* &lt;b&gt;O termo “católico”&lt;/b&gt;, empregado por Eusébio de Cesareia mesmo antes do nascimento oficial da Igreja Católica Apostólica Romana em 381 d.C., não implica dizer, necessariamente, que se tratava da referida Igreja como a concebemos hoje. O citado termo passou a ser usado, muito provavelmente, no final do segundo século (depois de Cristo), e de forma não generalizada, uma vez que havia muitos segmentos cristãos, cada um com variantes diferentes em relação às próprias crenças cristãs. O termo aqui tratado passou a ser empregado, gradativamente, por um grupo de cristãos que se impuseram pelo significativo número de seguidores que guardavam as mesmas crenças (ou muito parecidas), de sorte que, aos poucos, se pôde observar o surgimento de um corpo eclesiástico distribuído hierarquicamente, matriz da atual Igreja católica. Só aos poucos a citada Igreja foi adotando dogmas que, ao que parece, foram se afastando cada vez mais da igreja primitiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8522752876883894955?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8522752876883894955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2012/02/cartas-de-constantino-mostram-estreita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8522752876883894955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8522752876883894955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2012/02/cartas-de-constantino-mostram-estreita.html' title='DOAÇÃO DE DINHEIRO E RESTITUIÇÃO DE ANTIGOS BENS IMÓVEIS: CARTAS DE CONSTANTINO MOSTRAM A ESTREITA RELAÇÃO ENTRE A IGREJA CRISTÃ E O IMPÉRIO ROMANO (IMPERDÍVEL)'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-4431753687790372965</id><published>2012-01-12T21:21:00.002-03:00</published><updated>2012-01-12T21:26:40.758-03:00</updated><title type='text'>O MASSACRE NA FURNA DOS CABOCLOS: O RELATO DE UMA JOVEM INDÍGENA QUE SOBREVIVEU COMENDO INSETOS E FOI OBRIGADA A VIVER AMARRADA EM UM CANTO DA CASA, E APÓS ANOS DE ESCRAVIDÃO, SE CASOU COM SEU ALGOZ</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que você vai ler agora não está nos livros de história do Brasil. Não está nas salas de aula, e não há quaisquer perspectivas de que o fato ganhe notoriedade ou seja trasladado para os livros didáticos em questão. A única fonte de que dispomos vem de “Na mata do sabiá, contribuições sobre a presença indígena no Ceará”, uma obra que traz vários artigos sobre a atuação dos índios em nosso estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abordaremos o relato acerca de um massacre indígena ocorrido no início do século 19, de cuja chacina restou provavelmente uma única sobrevivente, que teria sido caçada e posteriormente obrigada a viver confinada em um canto de parede. Transcreveremos, ainda, pequenos trechos do depoimento de um descendente dessa jovem, que nos conta em detalhes como se deu o referido massacre e seu desfecho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crateús, Ceará, início do século 19. Embora o Ceará já tivesso sido há muito tempo explorado pelo homem branco, os índios ainda encontravam aqui algum espaço para praticar seus rituais e viver da coleta de frutos, raízes e da caça de animais (cotias, mocós, jacus, tatus, veados, pássaros, etc.).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todo o Nordeste havia terra de sobra, sem dono, pronta para ser explorada. Vários fazendeiros se diziam proprietários de grandes extensões territoriais, onde criavam gado, ovelha, cujo bem não pretendia disputar com os indígenas, os quais já residiam anteriormente nestas terras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os índios não tinham a exata noção de propriedade. Não lhes havia claro discernimento acerca do que o homem branco chamava de “seu”, de sorte que o gado que pastava passou a ser visto pelos nativos como uma excelente opção em tempos de estiagens. O confronto era inevitável: de um lado os fazendeiros prontos para defender a ferro e fogo seus víveres e do outro o índio, acostumado à caça de todo animal vertebral que se movia ao seu redor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na cidade de Crateús (CE), há um distrito de nome Monte Nebo (hoje Montenebo), palco da tragédia em questão. Segundo a tradição oral, lá viviam vários índios, os quais tinham o hábito de dormir em uma furna de pedra, provavelmente para se protegerem das onças e do frio. Os mesmos teriam atacado, por diversas vezes, o gado e as ovelhas de um fazendeiro de nome José de Barros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentindo falta dos animais, o proprietário mandou um de seus vaqueiros investigar o motivo do sumiço, cujos culpados teriam sido prontamente apontados pelo espião. Revoltado, o fazendeiro montou um plano traiçoeiro. Ordenou que um de seus criados fizesse amizade com os índios, a fim de que fosse estudado o passo a passo de seus roteiros, principalmente o local onde eles dormiam. Dito e feito. Restava efetivar o plano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acostumado ao dia a dia dos índios e já familiarizado com os mesmos, o espião conseguiu ganhar a confiança deles, a ponto de dormir na furna acima mencionada. O papel do espião era basicamente um: cortar as linhas dos arcos, fazendo com que os indígenas ficassem desarmados. Assim foi feito e o plano só não foi completo porque uma única jovem, de 13 ou 14 anos, teria escapado na noite do massacre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A jovem arredia passou a viver na caatinga, sozinha, lutando em prol de sua sobrevivência, acompanhada da dor que a seguia pela perda de seus familiares. Diz a tradição que o vaqueiro de nome Pedro, a serviço do fazendeiro José de Barros, teria encontrado a indiazinha em pleno mato, a quem o mesmo empreendeu uma dura caçada, disposto a capturá-la ou matá-la, de acordo com a conveniência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois teriam brigado corpo a corpo, até que ela “pegou aqui nas goela dele … torou o couro... torou e comeu...” e conseguiu fugir. Insatisfeito e muito revoltado com a primeira derrota, o vaqueiro partiu em busca da índia, a quem conseguiu alcançá-la e por fim capturá-la. Em vez de matá-la, ele resolveu criá-la em casa, onde passou a viver amarrada em um canto interno da sala. Arredia, ela se negava a comer e pouco bebia água. Passou a se alimentar de baratas e outros insetos que arrodeavam seu leito. Daí o apelido dado ao senhor Mariano, “Seu Barata”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o passar dos anos, o ódio teria se convertido em afeto. Os dois se casaram, e da união uma descendência, que teria ultrapassado as décadas vindouras, o século 19, e atingiu a geração de seu Mariano, nascido em 1915, casado – segundo ele, com uma descendente dos holandeses que habitaram o Maranhão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na noite do massacre foram mortos muitos índios. Não se sabe precisar a quantidade, embora na década de 50 tenha sido encontrado elevado número de ossos humanos. Seu Mariano, descendente da única sobrevivente, afirma que em 1950, a convite de um padre, se dirigiu à gruta - sob pretexto de que lá haveria uma celebração religiosa - , onde foi assediado pelo sacerdote a cavar o local, com o fim de encontrar joias ou algo de valioso deixado pelos índios. No dizer de seu Mariano “... e nós cavemo...nós fizemo uma ruma de osso que dava mais de que o reboque dum trator hoje...”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu Mariano narrou ainda, que na seca de 1952, sustentou várias pessoas somente da caça. Segundo ele, só no referido ano, matou 60 veados, dos quais tirava um pequeno pedaço para almoçar e jantar, e o restante distribuía para os seus. O fato aqui retratado é batizado de “O massacre na furna dos caboclos”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-4431753687790372965?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/4431753687790372965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2012/01/o-massacre-na-furna-dos-caboclos-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4431753687790372965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4431753687790372965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2012/01/o-massacre-na-furna-dos-caboclos-o.html' title='O MASSACRE NA FURNA DOS CABOCLOS: O RELATO DE UMA JOVEM INDÍGENA QUE SOBREVIVEU COMENDO INSETOS E FOI OBRIGADA A VIVER AMARRADA EM UM CANTO DA CASA, E APÓS ANOS DE ESCRAVIDÃO, SE CASOU COM SEU ALGOZ'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-6602635603289739667</id><published>2011-12-11T14:31:00.001-03:00</published><updated>2011-12-11T14:35:30.946-03:00</updated><title type='text'>BRASIL: POR QUE JÁ FOMOS CHAMADOS DE CÉU, DEPOIS DE PURGATÓRIO E POR FIM DE INFERNO? UM POUCO DA IDEOLOGIA QUE SERVIU PARA “CIVILIZAR” NOSSO PAÍS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela história de que fomos descobertos por portugueses, e em seguida civilizados pelos ditos europeus, é assunto já bastante retratado nas salas de aula dos ensinos fundamental e médio no Brasil, de sorte que se dispensa qualquer comentário na tentativa de apontar os fatos em sua linha cronológica. O que é digno de nota, no entanto, é a discussão em torno de algumas ideologias que fomentaram tais acontecimentos, passagem obrigatória pelos pensamentos eclesiásticos e sociológicos da Europa de então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde a Antiguidade havia rumores de que do outro lado do Atlântico havia uma terra habitada por homens valentes, bárbaros, destemidos. Existia todo um imaginário em volta dessa crença, de modo que a Europa medieval não se desvencilhou de tal pensamento em sua trajetória histórica. Pelo contrário, o passar dos séculos só aumentou a curiosidade em torno da antiga crença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando os europeus invadiram de vez as Américas, foram muitos os relatos acerca desses povos, em cujas narrativas o índio era colocado como canibais, desprovidos de quaisquer elementos civilizatórios, totalmente afastados do Deus cristão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A colonização portuguesa carecia de uma ideologia, de uma racionalização para os fins desejados. Na visão da Igreja, tínhamos que ser urgentemente evangelizados, uma forma de barrar a contínua remessa de almas para o Inferno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pensamento religioso português de então parecia fértil: Deus havia se cansado de tentar edificar seu Reino na Terra, e acabou permitindo que Portugal descobrisse o Brasil, uma forma de trazer para o celeiro cristão os endemoniados brasileiros. Nosso país passou a ser visto como o local onde Deus habitaria, o terreno perfeito para arrebatar das mãos do inimigo espiritual almas incultas, desprovidas de leitura, de qualquer senso crítico. Fomos chamados de Céu, de Paraíso. Deus havia se mudado de mala e cuia para o Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo ainda com a visão da Igreja, Deus permitiu, na sua infinita misericórdia, que os negros africanos fossem escravizados no Brasil porque, segundo se acreditava, era aqui onde eles (os negros) alcancariam a libertação espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Igreja dizia que a África era o Inferno, onde o negro se achava na condição de escravo de corpo e alma. O Brasil seria o Purgatório, visto que proporcionaria aos mesmos, através do batismo cristão e do castigo físico, a liberdade da alma, embora o corpo continuasse escravo de seus senhores (com direito a chicotadas e tudo mais!). Somente com a morte é que haveria a completa libertação da alma, com endereço certo para o Céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, o sofrimento corporal no Brasil (agora Purgatório), seguido da conversão ao catolicismo, seria o único meio para se chegar de vez ao Paraíso celestial prometido na Bíblia. A Igreja repetia, em tais gestos, as primitivas crenças gnósticas dos primeiros séculos, bem como aquelas adotadas pelos cátaros, um claro esquecimento de que ela própria se utilizou dos meios mais cruéis para banir tais crenças do meio cristão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem religioso da Europa medieval estava convicto de que servir a Deus era o que havia de mais nobre no ser humano. No dizer do historiador Florival Cáceres, “a cultura senhorial portuguesa baseava-se nos ritos da cavalaria medieval. Valoriza apenas os feitos heroicos e a honra, ideias ligadas à nobreza. O ato honroso era um atributo da alma e deveria ser ganho nos campos de batalha, em que se lutava a serviço do rei e de Deus. Deus, na visão da Igreja portuguesa, era o suserano maior da nobreza. Servir a Deus passou a ser o critério mais importante para a honra do nobre, e era entendido  como obedecer aos preceitos da Igreja e combater os infiéis”. Em outras palavras: deveríamos ser evangelizados, quer pela palavra, quer pela espada. A segunda opção foi um marco no Brasil, pois fomos obrigados, em muitas situações, a aceitar o modo cristão de agir e pensar. Para tanto, basta relembrarmos os muitos aldeamentos indígenas existentes no período colonial, quando ocorria uma verdadeira tentativa de aculturação dos índios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não bastasse a ideologia religiosa, havia ainda a de cunho sociológico. Em suma (pois abordaremos este tema em outro momento), para o europeu, que se achava superior aos demais povos, somente eles eram devidamente civilizados, o que justificaria a necessidade de educar os demais povos, impondo sua cultura e sua forma de enxergar a vida. A aculturação, nos seus vários ângulos, era um favor que eles estavam nos fazendo, segundo entendiam seus idealizadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil, que outrora fora chamado de Céu e Purgatório, agora decrescia e acabou se tornando o Inferno, quase nos moldes descritos na visão bíblica. Aos poucos os religiosos – que haviam acreditado que o Brasil seria o local onde Deus implantaria Seu Reino – se desiludiram com o país, dadas as condições de vida e à resistência indígena oferecida aos europeus. Os mosquitos, as enormes cobras, o calor intenso, as pulgas e o canibalismo de algumas tribos fizeram com que os europeus afirmassem que, na verdade, aqui era a terra onde Satanás havia instituído seu Reino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com Frei Vicente do Salvador (1564 – 1635), o demônio havia perdido o controle da Europa e passou a habitar no Brasil, tanto que, segundo o mesmo religioso, o vocábulo Brasil lembrava brasas infernais. Acabaríamos, finalmente, rebaixados e reprovados, tanto que, séculos depois, o Papado teria afirmado que Cristo jamais deixaria a Europa para se dirigir ao Nordeste brasileiro, uma referência ao suposto milagre ocorrido em 1889, quando a hóstia ministrada por Padre Cícero teria se transformado em sangue (de Cristo) na boca da beate Maria de Araújo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-6602635603289739667?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/6602635603289739667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/12/brasil-por-que-ja-fomos-chamados-de-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6602635603289739667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6602635603289739667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/12/brasil-por-que-ja-fomos-chamados-de-ceu.html' title='BRASIL: POR QUE JÁ FOMOS CHAMADOS DE CÉU, DEPOIS DE PURGATÓRIO E POR FIM DE INFERNO? UM POUCO DA IDEOLOGIA QUE SERVIU PARA “CIVILIZAR” NOSSO PAÍS'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-885845570597367514</id><published>2011-11-26T14:26:00.009-03:00</published><updated>2011-12-11T14:38:44.999-03:00</updated><title type='text'>UMA BREVE HISTÓRIA DA CORRUPÇÃO NA ANTIGUIDADE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A corrupção ativa e passiva não é um “privilégio” da geração atual. É antiga e sem data certa de nascimento ou de naturalidade. O antigo império romano, por exemplo, está recheado de exemplos que nos mostram o quanto tal crime era praticado, de modo que não somente o governo como a própria população se adaptaram a essa realidade - que, por sinal, acompanhou o nascimento, apogeu e declínio do grande império.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rogamos a atenção dos leitores para os casos que iremos dispor logo abaixo, os quais só reforçam a ideia de que o amor pelo dinheiro e pela vida fácil acompanha a humanidade há milênios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outra ocasião falamos que a divisão setorial e hierárquica na administração pública, mais ou menos como o concebemos hoje tem origem na antiga Grécia, mais precisamente na Atenas clássica. Roma “modernizou” tal prática e pretendeu manter um serviço público eficiente, suficientemente capaz de atender à demanda social-administrativa do governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora alguns imperadores não tenham medido esforços no sentido de combater a corrupção (foi lá, por exemplo, que surgiram os livros contábeis e a obrigação do governo prestar contas de suas receitas e gastos, bem como foi na velha Roma que surgiram os diários oficiais, cuja finalidade - dentre outras - era controlar os gastos e as atitudes tirânicas dos governadores), o que se viu no vasto Império foi o crescente número de casos de corrupção, cujos protagonistas iam do mais baixo ao mais alto escalão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os militares, a quem cabia o dever legal de prender eventuais criminosos, encabeçavam, ao lado da elite imperial, a relação dos grandes protagonistas dessa mazela. Nos campos, por exemplo, eles exigiam que os povoados lhes garantissem certa quantia, de sorte que o montante fosse pago continuamente, como se fosse uma gratificação institucional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram os mesmos militares que exigiam, ainda, uma espécie de dízimo de tudo o que era produzido no campo. Assim, os trabalhadores eram obrigados a levar para celeiros públicos parte do trigo colhido para o sustento familiar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corporativismo entre os próprios militares era algo notório: para desfrutar de uma “folga”, de um repouso, bastava o subordinado comprar tal direito, ofertando ao seu chefe o que este julgasse suficiente para o caso em questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atribui-se principalmente à corrupção o fato de haver – em tempos de paz - considerável baixa no quadro de efetivos nos vários regimentos, pois, em vez de estar em serviço no horário de serviço, o soldado “dava” uma escapulida, a fim de praticar atos alheios a sua tarefa militar, dentre as quais namorar e praticar roubos. Isto mesmo: o dinheiro obtido nos roubos era utilizado, em boa parte, para comprar o próprio chefe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tornou-se, assim, um ciclo vicioso, tão vicioso que ao perceber que um soldado estava enriquecendo, seus superiores ordenavam-lhe várias tarefas, pois sabiam que, para se livrar de tais obrigações, o soldado lhes pagaria maior quantia pelo repouso, pelo não cumprimento das  exigências então impostas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A corrupção era uma prática comum, tão comum que (sem exageros) acabou se tornando um modismo, algo natural, algo esperado por quem adentrasse ou precisasse do serviço público. O funcionário romano – pasmem – estava tão habituado ao referido crime que, para praticar um simples ato institucional, exigia algo de quem estivesse precisando do serviço público. Houve, inclusive, tabelamento de preços dos atos sujeitos à corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ingressar no serviço público, o recém-servidor deveria (por costume) dar uma gorjeta ao seu chefe imediato. Era uma espécie de aviso de como a coisa funcionava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os governadores das províncias eram os mais agraciados com o corrompido sistema. Não hesitavam ao oferecerem vultosas propinas aos inspetores imperais, que, por sua vez, também não pensavam duas vezes e acabavam recebendo o fruto da corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um desses govarnadores (após ser processado por crime de corrupção - uma raridade), em uma carta endereçada à amante, exclama: “Alegria1 Alegria! Venho a ti livre de minhas dívidas, depois de colocar à venda a metade de meus administrados”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sêneca, abordando o tema, diz que pilhar as províncias como governador era “o caminho senatorial para o enriquecimento”. Do ponto de vista financeiro, era preferível ser governador ao cargo de senador. O poder central, na maioria das vezes, fazia vistas grossas, desde, é claro, que recebesse a parte que lhe tocava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A realidade visível ganhou espaço na literatura, e os poetas eróticos revelavam, em seus escritos, o esperado desejo feminino de contemplar seu marido deixar o lar por determinado tempo para enriquecer em uma província mais distante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cícero, famoso romano por sua erudição, depois de um ano como governador de província, voltou para casa milionário. E não escondeu sua façanha. Ele, que se tornou senador não pelo fato de ascender de família tradicional, mas pela enorme capacidade oratória (o que engradecia o Senado), representa, na atualidade, aqueles que, tendo um histórico de pobreza em sua vida juvenil, não pensam mais do que uma vez e sacam os cofres públicos, movidos por razões alheias à ética social e constitucional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;____&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Leia também&lt;/b&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011_07_01_archive.html"&gt;http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011_07_01_archive.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-885845570597367514?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/885845570597367514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/11/corrupcao-corrupcao-da-para-rir-e-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/885845570597367514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/885845570597367514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/11/corrupcao-corrupcao-da-para-rir-e-para.html' title='UMA BREVE HISTÓRIA DA CORRUPÇÃO NA ANTIGUIDADE'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8929707138709682521</id><published>2011-11-20T15:22:00.001-03:00</published><updated>2011-11-20T15:23:54.615-03:00</updated><title type='text'>TESTAMENTO DE PADRE CÍCERO NA ÍNTEGRA (INCLUINDO TERMO DE ABERTURA)</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O blog já havia disponibilizado o testamento de Padre Cícero em 15 postagens diferentes, mas, agora, decidimos reuni-lo em um único espaço, inclusive o termo de abertura (inédito no blog). Optamos por reproduzir o texto original, com os respectivos erros gramaticais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1934&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Juizo Municipal de Joazeiro, do Estado do Ceará O Escrivão do 2º Ofício,:interino:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Machado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Execução do Testamento do Padre Cícero Romão Batista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Testamenteiro:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Cel. Antônio Luiz Alves Pequeno&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Autoação&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aos vinte e sete dias do mês de Julho do ano de mil novecentos trinta e quatro (1934), nesta cidade do Joazeiro, na comarca do Crato, do Estado do Ceará, em meu cartório, autoei o Testamento com o termo respectivo de abertura que adiante se vê; do que fiz este termo. O 2º Escrivão Intº.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Antônio Machado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em nome de Deus Amen.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu, Padre Cícero Romão Baptista, achando-me adoentado, mas sem gravidade, e em meu perfeito juízo, e na incerteza do dia da minha morte, tomei a resolução de fazer o meu testamento e as minhas ultimas disposições, para o fim de dispôr dos meus bens, segundo me permitem as leis do meu paiz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E como, devido ao meu actual incommodo, não posso levar muito tempo apurado em escrever este longo documento, nem quero fazer um testamento publico, mas sim um testamento cerrado, de accordo com o artigo mil seicentos e trinta e oito e seus paragraphos do Codigo Civil Brasileiro, pedi ao meu amigo Luiz Theophilo Machado, segundo Tabellião de Notas desta comarca, que por mim escrevesse este meu testamento em minha presença, e por mim ditado, reservando-me para assignal-o com o meu proprio punho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Declaro que sou filho legítimo dos fallecidos Joaquim Romão Baptista e Dona Joaquina Vicencia Romana e nasci na cidade do Crato, neste Estado do Ceará, no dia vinte e quatro de março de mil oitocentos e quarenta e quatro (1844).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como profissão, adoptei o Ministério Sacerdotal, de accordo com as Ordens que me fôram conferidas pelo então Bispo do Ceará Dão Luiz Antonio dos Santos, de saudosa memoria, exercendo-o, conforme a minha vocação, com amor, dedicação e bôa vontade, e desejando assim continuar em quanto o Bom Deus, pela sua Divina Misericórdia me conceder força e consciencia dos meus actos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Declaro mais que desde minha Ordenação, mesmo durante o pouco tempo que fui Vigario da Parochia de São Pedro do Crato, nunca percebi um real sequer pelos actos religiosos que tenho praticado como Sacerdote Catholico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Declaro ainda que todos os dinheiros que me fôram e continuam a ser dados, como offertas a mim unicamente, os tenho distribuído em actos de Caridade que estão no conhecimento de todos, bem como em grandes e vantajosas obras de agricultura, cujo resultado tenho apliccado em Bens, que ora deixo, na mór parte para a Benemerita e Santa Congregação dos Salesianos, afim de que ella funde aqui, no Joazeiro, os seusCollegios de educação para crianças de ambos os sexos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Desde muito cêdo, quando comecei a ser auxiliado com esmolas, pelos romeiros de Nossa Senhora das Dores que aqui chegavam, a par do auxilio efficaz por mim feito para o desenvovimento desta terra, resolvi applicar parte das mesmas esmolas recebidas em propriedades, visando assim fazer um patrimônio para ajudar uma Instituição Pia e de Caridade que podesse aqui continuar a sua Obra Bemfazeja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E por que, dentre todas as existentes, nenhuma se me afigura mais benemerita e de acção mais efficaz e de Caridade mais accentuada do que a dos bons e santos discipulos de D. Bosco, os Benemeritos Salesianos, a elles deixarei quase tudo que possúo, conforme adiante declaro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E rogo a esses bons e verdadeiros servos de Deus, os Padres Salesianos que me façam esta grande Caridade, instituindo nesta terra uma obra completa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Estou certo, não só por que conheço a indole deste povo aqui domiciliado, assim como das populações sertanejas que aqui frequentam e que por meio de bons conselhos tenho educado na pratica do Bem e do Amor a Deus e mais ainda por que o pedido que faço, estou certo, repito, que todos os romeiros aqui domiciliados ou de pontos distantes, como prova de estima e amizade a mim e em louvor e honra a Virgem Mãe de Deus, continuação a frequentar este meu amado Joazeiro, com a mesma assiduidade, e audiliarão aos Benemeritos Padres Salesianos, como se fôsse a mim proprio, para manutenção aqui da sua Obra de Caridade Christã, isto é, dos seus collegios, cuja existência desses mesmos Collegios nesta terra para todo e sempre, será a maior tranquilidade para minha alma na outra vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Declaro, outrosim, que os dinheiros que tenho recebido para mandar celebrar Missas, conforme a intenção das pessôas que m'os tem dado, os tenho distribuido com o maior criterio, por intermedio dos Padres e Vigarios desta e de outras Dioceses e de algumas Instituições Religiosas do paiz e do extrangeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Devo accrescentar que os dinheiros que me tem sido entregues para applicar como entendesse e quizesse, na intenção, louvor e honra de Nossa Senhora das Dores, sem nenhuma outra condição, do mesmo modo os tenho applicado com muita consciencia em actos de caridade, em auxilio a Obras e Instituições Pias e em bens que ora deixo conforme vae adiante declarado para Nossa Senhora das Dores, Padroeira desta Matriz e para Santa Congreção dos Salesianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Particulariso, desta maneira, a applicação, á minha vontade, das importancias, em dinheiro, recebidas, para distribuir na inteção de Nossa Senhora das Dores, nunca me apoderei dellas; ao contrario, ordenei sempre que fossem recolhidas aos respectivos cófres da Igreja, hoje Matriz, os quaes estiveram sempre sob a guarda dos Vigarios da Parochia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Devo ainda declarar por ser para mim uma grande honra e um dosmuitos effeitos da Graça Divina sobre mim, que, em virtude de um voto por mim, feito, aos doze annos de idade, pela leitura nesse tempo que fiz da vida immaculada de São Francisco de Salles, conservei a minha virgindade e a minha castidade até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Affirmo que nunca fiz mal a ninguem, nem a ninguem votei odio, nem rancôr e que sempre perdoei,por amor de Deus e da Santíssima Virgem, a todos que me fizeram mal consciente ou inconscientemente. Preciso ainda elucidar um assumpto ao qual meu por circunstancias especiaes se acha ligado, porem no qual minha acção, aliás pacifica, conciliadora e sempre ao lado do bem, tem sido injustamente deturpada pelos que se deixaram dominar pelas paixões do momento ou não souberam interpretal-a.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nunca desejei ser político; mas em mil novecentos e onze (1911) quando foi elevado o Joazeiro, então povoado, a categoria de villa, para attender aos insistentes pedido do então Presidente do Estado o meu saudoso amigo Commendador Antonio Pinto Nogueira Accioly e, ao mesmo tempo, evitar que outro cidadão, na direcção politica deste povo, por não saber ou não poder manter o equilibrio de ordem até esse tempo por mim mantido, compromettesse a bôa marcha desta terra, vi-me forçado a collaborar na politica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Apezar das bruscas mutações da politica cearense sempre procurei conservar-me em attitude discreta, sem apaixonamentos, evitando sempre as incompatibilidades que podessem determinar choques de effeitos desastrosos. Para isso consegui muitas vezes tive de me expôr ao conceito de homens sem idéas bem definidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Após a queda do governo Accioly, por motivo de ordem moral, retrahi-me da pólitica, mantendo, entretanto, relações de cordialidade com o governo Franco Rabello sendo até eleito terceiro Vice Presidente do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E o meu amor á ordem foi tão manifesto que a despeito da má vontade do partido dominante para commigo, não hesitei em attender o pedido da população desta terra e autorisar que meu nome fosse apresentado para voltar ao cargo de prefeito deste Municipio, naquelle mesmo governo que me era sobremaneira hostil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando em Novembro de mil novecentos e treze (1913) o meu amigo Doutor Flóro Bartholomeu da Costa, actual Deputado Federal por este Estado, o director politico desta terra, de volta ao Rio de Janeiro me informou que os chefes do partido decahido haviam resolvido reunir a Assembléa Estadual aqui, por ser impossivel a reunião em Fortaleza, em virtude da pressão exercida pelo partido governante, e dar-lhe a direcção do movimento reacionario, com a máior lealdade ponderei em carta reservada ao Coronel Franco Rabello sobre a vantagem da sua renuncia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E assim procedi porque, sem de nada de mais grave propriamente saber (a não ser da reunião da Assembléa) percebi, pelos precedentes de violencia, do então governo, a possibilidade de uma lucta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não sendo porem attendido pelo então Presidente Coronel Franco Rabello, e não podendo este evitar que á sombra do seu nome fôssem commettidos actos de desatinos, entre os quaes barbaros assassinatos e espancamentos, considerei finda a aminha ardua tarefa afastando-me do campo de acção politica, deixando ao mesmo tempo que o Doutor Floro agisse segundo as ordens recebidas, já que não me era possivel poupar esta população laboriosa da triste condição de victima indefesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E no período mais agudo da lucta, cujo curso de gravidade já para mim uma surpresa, podem garantir os que a testemunharam aqui, que a minha attitude era lastimar as desastrosas consequencias dos erros politicos e jamais deixei de ser no sentido de evitar violencias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De maneira que posso affirmar, sem nenhum peso de consciencia, que não fiz revolução, nella não tomei parte, nem para ella concorri, nem tive nem tenho a menor parcella de responsabilidade directa ou indirectamente nos factos ocorridos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eleito no biennio do governo Benjamin Barroso primeiro Vice Presidente do Estado, apezar deste rompido politicamente com o Doutor Floro Bartholomeu, sempre elle mantive a maior cordialidade. Não tenho culpa é que por um despeito mal entendido e de ordem politica, houvesse e ainda exista quem me queira tornar por ella responsável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Estou certo de que quando se fizer, sem paixão, a verdadeira luz sobre estes factos meu nome realçará limpo como sempre fei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Faço estas declarações, neste documento, para que os que me sobreviverem fiquem scientes (por que perante Deus tenho a minha consciencia tranquila) que neste mundo, durante toda a minha vida, quer como homem, quer como Sacerdote nunca, graças a Deus, commeti um acto de deshonestidade, seja sob que ponto de vista se possa ou queira encarar, nem nunca commemeti, nem alimentei embuste de especie alguma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aproveito o ensejo para pedir a todos os moradores desta nossa terra, o Joazeiro, muito especialmento aos romeiros, que depois da minha morte não se retirem daqui nem o abandonem; que continuem domiciliados aqui, no Joazeiro, venerando e amando sempre a Santissima Virgem Mãe de Deus, único remedio de todas as nossas afflicções, auxiliando a manutenção do seu culto e de todas as instituições religiosas que aqui se fundarem e com especial menção a dos Benemeritos Padres Salesianos que serão os meus continuadores nas obras de Caridade que aqui iniciei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Insistindo, peço, como sempre aconselhei, que sejam bons e honestos, trabalhadores e crentes, amigos uns dos outros e obedientes e respeitadores ás leis e ás autoridades civis e da Santa Igreja Catholica Apostolica Romana, no seio da qual tão somente póde haver felicidade e salvação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Torno extensivo este meu pedido tambem a todos os meus amigos, pessôas de outros Estados e Dioceses, romeiros tambem da Santa Virgem Mãe das Dores, isto é, que continuem a visitar o Joazeiro, em romarias a Santissima Virgem como sempre o fizeram, auxiliando a manutenção de seu culto e das instituições religiosas que aqui fôrem creados e com especial menção, repito, a dos Benemeritos Padres Salesianos que serão aqui no Joazeiro os meus continuadores na Obra de Caridade que emprhendi; e que sejam sempre bons e honestos, trabalhadores e crentes, amigos uns dos outros e obedientes e respeitadores as leis e as autoridades civis e da Santa Igreja Catholica Apostolica Romana, no seio da qual tão somente poderemos encontrar felicidades e salvação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Estes conselhos, que sempre os dei em minha vida, não me canço de repetil-os aqui, para que depois da minha morte bem gravadas fiquem na lembrança deste povo, cuja felicidade e salvação sempre fôram objecto da minha maior preocupação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não tenho ascendentes vivos nem tão pouco descendentes, e assim julgo poder dispôr dos meus bens, que se acham livres e desembaraçados, de accordo com as leis do meu paiz e dee modo por que desejo e como se segue e o faço na plenitude de minhas faculdades e da mais livre e espontanea vontade:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Primeira - Deixo para Ordem dos Padres Salesianos todas as terras que possúo nos sitios Logradouro, Salgadinho, Mochilla, Carás, Pau-Secco que pertenceu ao velho Antonio Felix, neste Municipio; o sitio Conceição na Serra Araripe, Municipio do Crato, onde reside o empregado Casimiro; os terrenos que possúo na serra Araripe e mais o sitio Brejinho ao sopé da mesma serra Araripe do Municipio do mesmo nome; os predios e a Capella em construção na serra do Horto, com todas as suas bemfeitorias; o predio onde funcciona o açougue publico desta cidade, sitio á Avenida Doutor Floro, antiga Rua-Nova; os predios contiguos a casa de residencia da religiosa Joana Tertulina de Jesus, conhecida por Beata Mocinha, onde tambem resido actualmente, sitios á rua São José; o sitio Faustino, sito no Municipio do Crato; o sitio Paul tambem no Municipio do Crato, porem depois do fallecimento da antiga proprietaria Dona Ermelinda Correia de Macedo, que ainda nelle reside, salvo se antes da sua morte quizer de accordo com os Padres Salesianos ficar morando em outro lugar; o sitio Baixa Dantas, no Municipui do Crato; as fazendas Lettras, Caldeirão e Monte Alto, no Municipio do Cobrobó, no Estado de Pernambuco, com todas as bemfeitorias e gados nellas existentes; o quarteirão de predios, sitos á rua de São Pedro, os quais comprei ao Doutor Floro Bartholomeu da Costa, nesta cidade, inclusive o predio em construcção na mesma rua, contiguo a casa de morada e de negocio do meu amigo Damião Pereira da Silva; a fazenda Juiz, sita no Municipio de Aurora que comprei aos Frades do Convento de São Bento de Quixadá; o predio onde funcciona o Orphanato Jesus Maria e José, sito á rua São José; o terreno contiguo a este mesmo predio; o predio em construção junto a casa da Beata Mocinha onde resido á mesma rua São José; o sitio Fernandes no Municipio do Crato; o sitio Peripery, no pé de serra de São Pedro, no Municipio do mesmo nome, porem depois da morte da sua então proprietaria Dona Maria Souto, salvo se esta de accordo com os Padres Salesianos quizer morar em outro lugar; os sitios Santa Rosa e Tabóca, no Municipio do Crato; o sitio Rangel, sito no Municipio de Santa-Anna do Cariry, que comprei a Dona Joanna de Araujo, e todas as propriedades com todas as suas bemfeitorias igualmente a estas por mim citadas que possúo ou venha a possuir e que não constam desde testamento, bem como todos gados que possúo por toda parte e que não pertençam a outras pessôas ou herdeiros estabelecidos nas clausulas deste testamento que ora faço, repito, deixo para os Benemeritos Padres Salesianos. Supplico aos mesmos Padres Salesianos que terminem a construcção da Capella do Horto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Devo dizer para evitar conceitos inveridicos e suspeitos em torno do meu nome que comecei a construil-a para cumprir um voto que eu e os meus fallecidos collegas e amigos Padres Manoel Felix de Moura, Francisco Rodrigues Monteiro e Antonio Fernandes Tavora, então vigario do Crato, fizemos. Esse voto fizemos quando apavorados com resultados da secca de mil oitocentos e oitenta e nove (1889) receiamos, aliás, com razão justificada que o ano de mil oitocentos e noventa (1890) fosse tambem secco, com o povo desta terra ao Santissimo Coração de Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E como essa obra não pude terminar, muito a contra gosto, é verdade, tão somente para não desobedecer ás ordens prohibitorias do meu Diocesano, o então Bispo do Ceará, Dão Joaquim Vieira, peço aos Benemeritos Padres Salesianos que concluam esse templo de accordo com a planta que trouxe de Roma e a miniatura em fôlha de flandre que deixo depositada em logar seguro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Deixo mais para os Padres Salesianos, a imagem em vulto grande do Senhor Morto que me veio de Lisbôa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Segunda - Deixo para a Santissima Virgem das Dores desta Matriz de Joazeiro os seguintes bens: o sitio Porteiras onde mora meu encarregado José Ignacio Cordeiro, neste Municipio; o sobrado onde Manoel Salins tem a loja de santos, á rua Padre Cicero; o predio onde funcciona a cadeia publica desta cidade, sito á Avenida Doutor Floro, bem como os demais que se seguem contiguamente á mesma rua e na rua Padre Cicero; o predio onde mora Dona Rosa Esmeralda, á rua Padre Cicero, bem como os predios contiguos que foi o Oratorio do Senhor Morto e em que reside a Beata Solidade e mais ainda o terreno murado a este contiguo; o predio onde morou a Beata Isabel da Luz; o predio onde funccionaram as redacções do "O Rebate" e da "Gazeta do Joazeiro", todos á rua Padre Cicero, e os commodos situados ao Consistorio da Matriz onde funcciona o Collegio do Doutor Diniz, e mais ainda o sitio Palmeira do Municipio do Ceará-Merim, Estado do Rio Grande do Norte, com vinte braças de largura, sem plantio mas com agua permanente cujo meu encarregado é Pedro Vasconcellos; o sitio Petitinga do Municipio de Touros, do Rio Grande do Norte, com vinte braças de largura, com agua permanente e cerca de duzentos e trinta coqueiros; o sitio Sacco, do mesmo de Touros, com cento e vinte braças de largura, agua permanentemente e com cerca de dois mil pés de côcos entre velhos e novos, também no Rio Grandedo Norte, dos quaes é meu encarregado Alexrandre Mauricio de Macêdo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Declaro mais que esses bens que deixo para Nossa Senhora das Dores, Padroeira desta Matriz, não poderão ser vendidos nem alienados sob que pretexto fôr. E no caso de quem quer que seja encarregado da direcção do Patrimonio de Nossa Senhora das Dores entender de vendel-os ou alienal-os passarão todos esses bens a pertencer a Congregação dos Salesianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Terceira - Deixo para Maria de Jesus (vulgo Babá), para Thereza Maria de Jesus (vulgo Therezinha do Padre), para Beata Jeronyma Bezerra (vulgo Geluca) e Para Maria Eudoxia de Assumpção o predio onde residio e falleceu minha saudosa irmã Angélica Vicencia Romana, sito á rua Padre Cícero, para nelle residirem ou morarem em quanto viverem, sendo que por morte da ultima sobrevivente passará o dito predio a pertencer a Congregação dos Salesianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Entretanto poderão estas mesmas minhas herdeiras durante a vida passar o referido predio aos Padre Salesianos caso entendam e queiram ou entrem em accordo em trocar com os mesmos Padres este mesmo predio por outro onde possam morar, comtanto que por morte da ultima sobrevivente fique o mesmo predio trocado para os Padres Salesianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quarta - Deixo para Nossa Senhora do Perpetuo Socorro d'aqui do Joazeiro, cuja Capella está construída no Cemiterio desta cidade, os seguintes bens: - o sitio Porteiras que pertenceu ao Velho Raymmundo Pinto, sito neste Municipio, á estrada do Crato, e uma importancia em dinheiro conforme vae declarado mais adiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Devo declarar que esta Capella de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, que por prohibição do meu superior ainda não foi benta para ser entregue ao culto dos fiéis, fiz construir no Cemiterio publico desta cidade, para cumprir um voto feito pela virtuosa e fallecida Herminia Marques de Gouveia, quando eu tive a morte de uma molestia muito grave.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nesta Capella fiz sepultar o seu corpo, como ultima recompensa do seu grande esforço, e bem assim os corpos das bôas servas de Deus Maria Joaquina, Maria de Araujo, minha bôa mãe Joaquina Vicencia Romana e minha querida irmã Angelica Vicencia Romana. E desejo e peço que não sejam d'ali retiradas seus restos mortaes e supplico mais que nesta mesma Capella seja sepultado parasempre meu corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quinta - Deixo para Capellinha de São Miguel nesta cidade, construida no antigo Cemiterio dos variolosos pelo bom servo de Deus Manoel Cégo, sob os meus auspicios, o terreno cercado de arame que possuo no Arisco, conhecido por terreno do Seminário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sexta - Deixo para o meu amigo e compadre Conde Adolpho Van den Brule e seus legitimos herdeiros o sitio Veados, deste Municipio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Setima - Deixo para a Capellinha de Nossa Senhora do Rosario, no antigo Cemitério desta cidade, sito á Avenida Doutor Floro, antiga Rua Nova, o sitio São José que pertenceu a Gonçallo e sua mulher Dona Anna Rodrigues.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Oitava - Deixo para as duas filhas do meu primo Francisco Belmiro Maia a casa onde residem nesta cidade, á rua Padre Cícero e o sitio Carité, neste Municipio, os quaes bens por morte da ultima passarão a pertencer a Congregação dos Salesianos, salvo se durante a vida quizerem entrar em accordo com os Padres Salesianos para com elles trocarem por outros bens com a mesma condição de por morte de ambas, passarem os bens trocados aos Padres Salesianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nona - Deixo para o meu amigo José Ignacio Cordeiro, pelos bons serviços que me tem prestado, o sitio Arraial, no Municipio de Missão Velha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Decima - Deixo a casa de Caridade do Crato o sobrado onde residio José Joaquim Telles Marrocos, sito á rua Grande, na cidade do Crato, e a pequena casa encravada nos fundos do mesmo sobrado, á rua da Laranjeira, na mesma cidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Decima Primeira - Deixo a minha propriedade a fazenda Coxá encravada nos Municípios de Aurora e Milagres e comprehendendo na mesma área os sitios Coxá propriamente dito, Contendas, Escondido, Taveira e Bandeira com todas as bemfeitorias e com todos os meus direitos nas minas cobre que ditas terras possam conter bem como o sitio Lameiro sito mo municipio de Missão Velha para que sejam vendidos e com importancia adquirida pela venda dessas mesmas propriedades sejam pagas as dividas que eu possa deixar quando morrer, as despezas do meu enterramento e os sufragios de minh'alma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E o que sobrar dessa mesma importancia seja entregue a Maria das Malvas, a Maria de Jesus (vulgo Babá), a Thereza Maria de Jesus (vulgo Therezinha do Padre), a Beata Jeronyma (vulgo Geluca), Maria Eudoxia da Assumpção e a cada uma das duas filhas de meu primo Francisco Belmiro Maia quinhentos mil reis (500$000) para cada uma e o que sobrar seja entregue a Congregação Salesiana que aqui se fundar para os seus respectivos Padres celebrarem missas por minh'alma e na intensão de Nossa Senhora das Dores e das almas do Purgatorio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Decima Segunda - Deixo ainda para Maria das Malvas, Maria de Jesus (Babá), Therezinha do Padre, Beata Geluca e Maria Eudoxia de Assumpção, o sitio Barro Branco, neste Municipio, para desfructarem enquanto viverem, o qual por morte da ultima sobrevivente passará a pertencer aos Salesianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Decima Terceira - Desejo ser sepultado conforme já disse no começo deste testamento na Capella de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro no Cemiterio desta cidade e que os meus funeraes sejam feitos com simplicidade, bem como que sejam rezadas pelo eterno repouso de minha alma dôze missas em cada anno durante cinco annos igualmente o mesmo numero de missas durante o mesmo tempo pelas almas do Purgatorio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Decima Quarta - Deixo mais todos os bens que escaparam de ser citados neste testamento e os que possa adquirir desta occasião até o meu fallecimento, repito, bens moveis, immoveis e semoventes á Congregação dos Padres Salesianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Decima Quinta - Nomeio meus testamenteiros os meus amigos Doutor Floro Bartholomeu da Costa, actualmente Deputado Federal por este Estado, o CondeAdolpho Van Den Brule e o Coronel Antonio LuiAlves Pequeno, servindo um no impedimento do outro, na ordem em que se acham collocados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os meus referidos testamenteiros terão a posse e a administração da herança na ordem em que se succederem e bem assim perceberão, respeitados a mesma ordem, dez por cento (10%) em dinheiro sobre toda herança liquida como compensação dos trabalhos testamentarios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E por tal modo e fórma conclúo este meu testamento que em meu perfeito juizo e de minha livre e espontanea vontade, sem constrangimento nem tão pouco induzido por quem quer que fosse ditei ao meu amigo Luiz Teophilo Machado, segundo Tabellião desta Comarca, e assigno com o meu proprio punho, de accordo com o Codigo Civil Brasileiro em vigor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E peço a justiça de meu paiz que o cumpram e mandem cumpril-o tão inteiro e fielmente como nelle se contém, declarando mais ficar por este testamento revogado outro qualquer testamento que por ventura existir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E por tal modo conclúo e termino este meu testamento. Declaro em tempo que por uma resolução por mim tomada neste momento antes de assignar este testamento ficam sem effeito os legados que faço dos sitios Veados e Santo Antonio deste Municipio, cujas doações a quem desejo fazer as realizarei por escriptura publica bem como que não ficarei inhibido de vender os bens que deixo reservados na claúsula decima primeira antes de morrer para satisfação de quaesquer compromissos. Joaseiro 4 de outubro de 1923. Pe Cicero Romao Bapta. (Selado com 1 (uma) estampilha de 20$000; 3 (três) de 1000 reis e 1 (uma) de 300 reis)".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Saibam quantos este instrumento de auto de approvação de testamento virem que, no anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil novecentos e vinte e tres (1923), aos quatro dias do dez de Outubro, nesta cidade do Joazeiro, Estado do Ceará, em casa de residencia do Reverendissimo Padre Cicero Romão Baptista, onde eu Tabellião vim, e sendo elle ahi presente, que reconheço pelo proprio, que se acha de pé, em seu perfeito juizo e entendimento, segundo o meu parecer e dos testemunhos que presentes estavam e positivamente foram convocados, perante as quaes por elle testador das suas mãos ás minhas me foi dado este papel fechado e cosido, dizendo-me que era seu testamento, que eu mesmo á seu rogo e ditado por elle lh'o fizera, queria que eu lh'o approvasse; o qual papel eu acceitei, e achei com effeito ser o testamento do sobredito testador Reverendissimo Padre Cicero Romão Baptista, escripto em vinte e uma laudas de onze folhas de papel, e não  achando em todo elle borrão, risca ou entrelinha, nem cousa que duvida faça, lhe perguntei se aquelle effectivamente era seu testamento e queria que eu o approvasse, na presença das testemunhas abaixo assignadas, a que respondeu que este era o seu testamento e ultima vontade; que tinha por bom, firme e valioso; que por elle revogava outro qualquer; que rogava ás Justiças da Republica lhe dessem cumprimento de justiça; e que era seu desejo que ficasse fechado, cosido e lacrado e que não fosse aberto senão depois de seu fallecimento; e por não ter cousa que duvida fizesse, rubriquei as vinte e uma laudas de papel em que se acha escripto o testamento com o meu appellido de L. Machado, e lh'o approvei  e houve por approvado na fórma da lei, com todas as solennidades de direito, e ficará fechado, cosido e lacrado com sete pingos de lacre, sendo quatro por fóra e tres no centro. E para constar fiz este auto de approvação, que assigna elle testador, do que dou fé, sendo testamunhas presentes João Leolegario da Silva, natural do Estado de Pernambuco, negociante; Irineu Olympio de Oliveira, natural da Bahia, agrimensor; Abilio Gomes de Sá, natural do Estado de Pernambuco, negociante; Francisco José de Andrade, natural de Pernambuco, negociante; e José Furtado Landim, natural deste Estado, escrivão da Collectoria Estadual neste Municipio e Comarca, todos residentes nesta cidade, que reconhecem ser o dito testador o proprio, de que dou fé, e assignarão depois de lhes ser lido por mim Tabellião este auto de approvação. E eu, Luiz Theophilo Machado, segundo Tabellião, o escrevi e assigno em publico e raso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em testemunho LM da verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O 2º Tabellião Publico Luiz Theophilo Machado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pe Cicero Romão Bapta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;João Leodegario da Sa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(Selado com 1 (uma) estampilha de 300 reis).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Irineu Olympio D'Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Abilio Gomes de Sá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Francisco José de Andrade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;José Furtado Landim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Joaseiro, 27 de julho de 1934.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(Selado com 2(duas) estampilhas de 2000 reis; 1 (uma) de 300 reis e outra sem valor expresso).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Termo de abertura do testamento cerrado com que faleceu nesta cidade o Padre Cíceo Romão Batista. Aos vinte e sete dias do mês de Julho do ano de mil novecentos e trinta e quatro, ás dés horas, nesta cidade do Joaseiro, Estado do Ceará, em casa de residencia do falecido testador, aí presente o Juiz Municipal Doutor Plácido Aderaldo Castelo, comigo segundo Escrivão do seu cargo abaixo assinado por Dona Joana Tertulina de Jesus, foi apresentado ao referido Juiz, presentes varias pessôas gradas e autoridades locaes destacando-se o Reverendissmo Monsenhor Vicente Sátér de Alencar Vigario Geral da Diocese, Monsenhor Pedro Esmeraldo, Padre Juvenal Coalres Maia, Doutores Júvencio Joaquim de Santana, Manuel Belem de Figueiredo e Mozart Cardoso de Alencar e os cidadãos Antonio Luis Alves Pequeno, Jesús Rodrigues, Coletôr Estadual, Francisco Botelho Filho, José Ferreira de Meneses, José Fausto Guimarães, José Herminio Amorim, Fausto da Costa Guimarães, Francisco Neri da Costa Marato, Pedro Silvino de Alencar, João Alves da Silva Bucuráo, Francisco Edgard Lima Braga, Vicente Pereira da Silva, Primeiro Escrivão, João Bernardo da Costa, varias senhoras, foi verificado exteriormente o aludido documento que não acusava nenhum inicio de violação, devidamente lacrado, com a inscrição seguinte: “Testamento cerrado do Padre Cícero Romão Batista “ approvado na forma da Lei, aos quatro de outubro de mil novecentos (trinta e tres, digo novecentos vinte e tres, por mim segundo Tabellião desta Comarca de Joaseiro Luiz Theophilo Machado. Aberto o testamento pelo proprio Doutor Juiz Municipal foi o mesmo lido em vóz alta e ouvido por todos os presentes no dia hora acima descritos; que o mesmo testamento foi apresentado por Dona Joana Tertulina de Jesús, em poder de quem se achava o dito documento por lhe ter sido confiado pelo testador Reverendissimo Padre Cicero Romão Batista; que sempre como acaba de demonstrar guardou cuidadosamente referido documento, pessôa que áxa como é publico e notoria de absoluta confiança do testador; que desde quinze anos de idade a apresentante residio com o testador, contando hoje a idade – sessenta e nove anos de idade; que assim eram real e verdadeira a amizade e confiança do testador para com a apresentante; que o testador faleceu nesta cidade aos vinte dias do mes de Julho do ano de mil novecentos trinta e quatro e chamava-se Padre Cicero Romão batista, filho legitimo dos falecidos Joaquim Romão Batista e Dona Joaquina Vicencia Romana, solteiro, brasileiro, domiciliado e residente nesta cidade, Clerigo; nenhum vicio como já foi dito foi encontrado externamente achando-se portanto intáto. Do que para constar lavrei este termo de abertura que depois de lido será assinado pelo Juiz, apresentante, testemunhas e por Antonio Machado, segundo Escrivão interino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Plácido Aderaldo Castelo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Joana Tertulina de Jesus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mons. Vicente Sother de Alencar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mons. Pedro Esmeraldo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Padre Juvenal Colares Maia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Antonio Luis Alves Pequeno&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Manuel Belem Figueiredo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Dr Mozart de Alencar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Juvencio Joaquim de Santtana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;José Ferreira de Meneses&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pedro Silvino de Alencar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;João Alves da Silva Bacurau&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;José Fausto Guimarães&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jesus Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;José Herminio Amorim&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Francisco Edgar Lima Braga&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Francisco Neri da Costa Morato&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Francisco Botelho Filho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fausto da Costa Guimarães&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;José Armando Bezerra de Meneses&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vicente Pereira da Silva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mons. Tenorio de Assis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Antônia [ilegível] Silva&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Maria Ramos Costa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Julia Violeta Botelho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Lindalva Fernandes d'Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;José Geraldo Cruz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8929707138709682521?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8929707138709682521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/11/testamento-de-padre-cicero-na-integra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8929707138709682521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8929707138709682521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/11/testamento-de-padre-cicero-na-integra.html' title='TESTAMENTO DE PADRE CÍCERO NA ÍNTEGRA (INCLUINDO TERMO DE ABERTURA)'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-4079116031888070967</id><published>2011-11-12T13:09:00.005-03:00</published><updated>2012-02-12T12:20:09.554-03:00</updated><title type='text'>AS 95 TESES DE LUTERO NA ÍNTEGRA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo, as 95 Teses, de autoria do reformador Martinho Lutero. Elas foram afixadas no dia 31 de outubro de 1517, em  frente a um templo católico que ficava nos arredores do castelo de  Wittenberg, na Alemanha. Leia o texto na íntegra: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Com um desejo ardente de trazer a verdade à luz, as seguintes teses serão defendidas em Wittenberg sob a presidência do Rev. Frei Martinho Lutero, Mestre de Artes, Mestre de Sagrada Teologia e Professor oficial da mesma. Ele, portanto, pede que todos os que não puderem estar presentes e disputar com ele verbalmente, façam-no por escrito. Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt; Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2.&lt;/b&gt; Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3.&lt;/b&gt; No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;4.&lt;/b&gt; Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;5.&lt;/b&gt; O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;6.&lt;/b&gt; O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;7.&lt;/b&gt; Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;8.&lt;/b&gt; Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;9.&lt;/b&gt; Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;10.&lt;/b&gt; Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;11.&lt;/b&gt; Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;12.&lt;/b&gt; Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;13.&lt;/b&gt; Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;14.&lt;/b&gt; Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;15.&lt;/b&gt; Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;16.&lt;/b&gt; Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;17.&lt;/b&gt; Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;18.&lt;/b&gt; Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;19.&lt;/b&gt; Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;20.&lt;/b&gt; Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;21.&lt;/b&gt; Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;22.&lt;/b&gt; Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;23.&lt;/b&gt; Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;24.&lt;/b&gt; Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;25.&lt;/b&gt; O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;26.&lt;/b&gt; O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;27.&lt;/b&gt; Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu]. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;28.&lt;/b&gt; Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa[1], pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;29.&lt;/b&gt; E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;30.&lt;/b&gt; Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;31.&lt;/b&gt; Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;32.&lt;/b&gt; Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;33.&lt;/b&gt; Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;34.&lt;/b&gt; Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;35.&lt;/b&gt; Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;36.&lt;/b&gt; Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;37.&lt;/b&gt; Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;38.&lt;/b&gt; Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina[2]. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;39.&lt;/b&gt; Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.[3] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;40.&lt;/b&gt; A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.[4] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;41.&lt;/b&gt; Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.[5] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;42.&lt;/b&gt; Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;43.&lt;/b&gt; Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.[6] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;44.&lt;/b&gt; Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;45.&lt;/b&gt; Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;46.&lt;/b&gt; Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;47.&lt;/b&gt; Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;48.&lt;/b&gt; Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;49.&lt;/b&gt; Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;50.&lt;/b&gt; Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;51.&lt;/b&gt; Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;52.&lt;/b&gt; Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;53.&lt;/b&gt; São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;54.&lt;/b&gt; Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;55.&lt;/b&gt; A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;56.&lt;/b&gt; Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;57.&lt;/b&gt; É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;58.&lt;/b&gt; Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;59.&lt;/b&gt; S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;60.&lt;/b&gt; É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;61.&lt;/b&gt; Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.[7] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;62.&lt;/b&gt; O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;63.&lt;/b&gt; Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;64.&lt;/b&gt; Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;65.&lt;/b&gt; Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;66.&lt;/b&gt; Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;67.&lt;/b&gt; As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;68.&lt;/b&gt; Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;69.&lt;/b&gt; Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;70.&lt;/b&gt; Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;71.&lt;/b&gt; Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;72.&lt;/b&gt; Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;73.&lt;/b&gt; Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;74.&lt;/b&gt; muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;75.&lt;/b&gt; A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;76.&lt;/b&gt; Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;77.&lt;/b&gt; A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;78.&lt;/b&gt; Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;79.&lt;/b&gt; É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;80.&lt;/b&gt; Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;81.&lt;/b&gt; Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;82.&lt;/b&gt; Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;83.&lt;/b&gt; Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;84.&lt;/b&gt; Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;85.&lt;/b&gt; Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;86.&lt;/b&gt; Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;87.&lt;/b&gt; Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;88.&lt;/b&gt; Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;89.&lt;/b&gt; Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;90.&lt;/b&gt; Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;91.&lt;/b&gt; Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;92.&lt;/b&gt; Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;93.&lt;/b&gt; Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz![8] &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;94.&lt;/b&gt; Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;95.&lt;/b&gt; E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;___&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja algumas curiosidades acerca da Reforma Protestantes. Acesse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/10/494-anos-apos-reforma-protestante-fica.html"&gt;http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/10/494-anos-apos-reforma-protestante-fica.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-4079116031888070967?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/4079116031888070967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/11/as-95-teses-de-lutero-na-integra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4079116031888070967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4079116031888070967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/11/as-95-teses-de-lutero-na-integra.html' title='AS 95 TESES DE LUTERO NA ÍNTEGRA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-733666855317876527</id><published>2011-10-30T20:51:00.004-03:00</published><updated>2011-11-12T13:34:27.966-03:00</updated><title type='text'>494 ANOS APÓS A REFORMA PROTESTANTE, FICA A DÚVIDA: FOI UM PROJETO DIVINO OU PURAMENTE HUMANO?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia 31 de outubro é, oficialmente, a data em que os evangélicos comemoram a Reforma Protestante (na cidade de Boa Viagem - CE, há inclusive uma lei municipal decretando feriado). Foi, no referido dia e mês de 1517, que Lutero afixou as 95 teses em frente a um templo católico que ficava nos arredores do castelo de Wittenberg, na Alemanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publicamos, em janeiro deste ano, uma pequena matéria com o título “O Martinho Lutero que alguns protestantes evitam enxergar”, em cujo expediente tentamos mostrar, em texto bastante resumido, que existem fortes indícios para se desconfiar de que o reformador atuasse sob a direção direta de Deus, como muitos afirmam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale relembrar que o referido segmento religioso (protestantismo) acredita, piamente, que Lutero, Calvino (e outros) estavam cheios do Espírito Santo ao introduzirem a Reforma, de sorte que a terceira pessoa da Trindade teria direcionado e capacitado os ditos reformadores para tal finalidade - que estaria dentro da própria vontade de Deus. Ou seja, enquanto historiadores tentam enxergar o evento como o resultado de um processo histórico - à luz de interesses humanos, religiosos ou não -, há quem pretenda tenha sido a Reforma um projeto divino para a humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Iremos, agora, prolongar o tema, em cuja oportunidade exporemos novos dados; e começaremos falando de Calvino, um dos mais notórios nomes do protestantismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até hoje corre a má fama do reformador pelo fato dele ter tido participação direta na condenação do médico Miguel Servet (1511-1553), que não escondia sua descrença em relação à Trindade e à predestinação (conceito teológico no qual se afirma convictamente que Deus seleciona, sem critérios objetivos, as pessoas que irão se salvar e as que serão condenadas ao fogo eterno).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calvino, assim como santo Agostinho, não tinha a menor dúvida de que a predestinação era algo divino, e não estava disposto a aceitar opiniões divergentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O reformador e o médico trocaram várias correspondências teológicas, até que Calvino desistiu de debater com seu oponente: estava certo de que Servet se encontrava totalmente sob forte heretismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Miguel de Servet passou a ser alvo de católicos e protestantes. Fugindo da Inquisição da Igreja Católica na França, foi parar em Genebra (Suíça), onde Calvino presidia o Coselho de Genebra – que tinha por função, dentre outras, a de julgar casos de heresia. Os protestantes não foram menos tolerantes que os rivais católicos: Servet foi julgado à fogueira, embora conste que Calvino opinou no sentido de que o condenado fosse morto por decapitação. Vale destacar ainda que Calvino consultou outros reformadores, inclusive Lutero, e todos concordaram com a condenação de Servet à morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde estava o Espírito Santo que agia em Calvino e nos demais reformadores? Por que o mesmo Espírito não convenceu o reformador a agir segundo os ditames neotestamentários, cuja inspiração é, segundo se crê, do próprio Espírito Santo? Em vez de defender a condenação por decapitação, Calvino deveria ter dito: “Não podemos julgar esse homem só pelo fato dele pensar diferente de nós”. O certo é que ele agiu exatamente como agiram aqueles a quem tanto o protestantismo tem condenado: o catolicismo histórico, a Inquisição. E onde fica o Espírito Santo nessa história?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A intolerância religiosa de Calvino parecia ir ao extremo: expulsou de Genebra um franciscano que mendigava nas ruas, pedindo comida em nome de Deus e da Virgem Maria. O reformador autorizava invasões aos lares, com o fim de investigar os costumes dos moradores. Foi imposta uma verdadeira ditadura moral: vários foram os casos de mulheres punidas por “má conduta”. Livros foram proibidos e a moda duramente vigiada. Pode-se dizer, seguramente, que as atitudes acima mencionadas em nada devem à histórica intolerância católica, a quem o protestantismo imprime pesadas críticas, uma das quais de agirem sob possessão demoníaca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só as informações acima seriam suficientes para um sério questionamento: como entender a Reforma como um ato que vem diretamente de Deus? Como compreender o fato de que Calvino era um homem cheio do Espírito Santo quando agiu em tais situações?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos apologistas têm sustentado que Calvino agiu de acordo com o senso e o costume da época. Tal defesa traz implicações mais sérias ainda: &lt;b&gt;(1)&lt;/b&gt; Deus não é atemporal?; &lt;b&gt;(2)&lt;/b&gt; tais métodos têm a aprovação neotestamentária?; &lt;b&gt;(3)&lt;/b&gt; o Espírito Santo produziria um comportamento e conduziria o agente a métodos totalmente alheios à essência da mensagem de Deus?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma simples leitura dos Evangelhos revelará que não é assim que devem ser tratadas as pessoas que têm crenças e opiniões divergentes do cristão, daí o porquê de se acreditar que não se pode falar em atuação do Espírito Santo no cerne da Reforma, visto que as relações públicas de seus protagonistas são inseparáveis da crença proferida pelos mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para finalizarmos sobre Calvino, leiamos este texto, de autoria do próprio reformador: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Quem sustenta que é errado punir hereges e blasfemadores, pois nos tornamos cúmplices de seus crimes (…). Não se trata aqui da autoridade do homem, é Deus que fala (…). Portanto se Ele exigir de nós algo de tão extrema gravidade, para que mostremos que lhe pagamos a honra devida, estabelecendo o seu serviço acima de toda consideração humana, que não poupamos parentes, nem de qualquer sangue, e esquecemos toda a humanidade, quando o assunto é o combate pela Sua glória”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não restam dúvidas de que, mesmo agindo em desacordo com a razão e com os preceitos bíblicos para o caso em questão, Calvino crê piamente que está dentro da vontade de Deus, de modo que a condenação de quaisquer eventuais hereges é, segundo sua consciência, um dever, uma obrigação, uma tarefa sacra... quase um sacramento. Por acaso não foi a mesma justificativa dada pela Inquisição durante séculos de história? Como separar o trigo do joio? Como achar que a Reforma foi um ofício divino, se a Contrarreforma pensou e atuou semelhantemente neste aspecto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lutero, por sua vez, como já assinalamos outrora, foi um homem de seu tempo. Avocou o braço quando julgou necessário. Justificou o massacre dos camponeses, e sua consciência não o reprovou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teologicamente falando, Lutero afirmou que o Cânon não está fechado (ideia esta duramente rebatida pelos protestantes), e se insurgiu veementemente contra um dos livros bíblicos (no caso, a epístola de Tiago).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reside, aqui, a mais aparente contradição nos discursos de quem advoga a direta e constante participação divina na vida do reformador: se foi o Espírito Santo quem colocou tal livro no Cânon sagrado (e portanto, de inspiração divina), como o mesmo Espírito, em Lutero, agora diz que o mesmo livro é de autoridade duvidosa? Não é espantoso e autocontraditório?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca é demais relembrar que, nas 95 teses de Lutero, não se percebe a intenção do reformador em se desmembrar da Igreja Católica. Para ele, o papa deveria continuar sendo o papa; o Purgatório seria uma realidade. Tais fatos contrastam frontalmente com o espírito protestante; logo, é realmente muito difícil conciliar as duas realidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afirmar que a atuação do Espírito Santo na vida de Lutero foi gradativa, implica o surgimento de discrepâncias neste novo fato: ou Lutero agiu sozinho (sem intervenção divina) quando formulou as teses, ou quem o inspirou sobrenaturalmente tinha em mente que as verdades católicas ali formuladas têm autoridade divina. Seja qual for a opção escolhida, fica evidente a falta de possibilidade de uma conciliação com o pensamento protestante vigente, o que termina por comprometer a ideia de que a Reforma é fruto direto da vontade de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Concluímos esta postagem afirmando que ainda há muito o que explorar. Muito mesmo! Ao historiador certamente não interessa demasiadamente se houve inspiração divina ou não, embora é incontestável que a motivação religiosa é um fato presente na Reforma e Contrarreforma. Fica, por fim, o registro de que qualquer especulação acerca de eventual atuação sobrenatural na Reforma é matéria de fé, o que nos força a respeitar quem assim o faz, visto tratar-se de elementos meramente subjetivos, e, embora estranhos à confirmação científica, estão constitucionalmente assegurados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;______&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Leia, na íntegra, as 95 teses. Acesse:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/11/as-95-teses-de-lutero-na-integra.html"&gt;http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/11/as-95-teses-de-lutero-na-integra.html&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para ler sobre o que falamos de Lutero, acesse:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/o-martinho-lutero-que-alguns.html"&gt;http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/o-martinho-lutero-que-alguns.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nota:&lt;/b&gt; O blog adota o Acordo Ortográfico, daí o porquê de escrevermos "ideia" e "Contrarreforma".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-733666855317876527?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/733666855317876527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/10/494-anos-apos-reforma-protestante-fica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/733666855317876527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/733666855317876527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/10/494-anos-apos-reforma-protestante-fica.html' title='494 ANOS APÓS A REFORMA PROTESTANTE, FICA A DÚVIDA: FOI UM PROJETO DIVINO OU PURAMENTE HUMANO?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-3741138992065146218</id><published>2011-10-16T19:48:00.008-03:00</published><updated>2011-10-24T21:20:26.520-03:00</updated><title type='text'>EM "O ANTICRISTO", NIETZSCHE FAZ AS MAIS DURAS CRÍTICAS AO CRISTIANISMO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Há dias em que se apodera de mim um sentimento mais negro que a mais negra melancolia: o desprezo pelos homens. E, para não deixar dúvida alguma sobre o que desprezo e a quem desprezo, direi que é o homem de hoje, de quem por fatalidade sou contemporâneo.” Eis o que Nietzsche pensava de sua geração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o filósofo, a existência não pode se transformar em expiação. Não é possível julgar a existência e entendê-la a partir de um princípio de ofensa a um ser sobrenatural. Para ele, o ser humano sentiu a necessidade de inventar Deus para responder a seus próprios vazios, mas não poderia ter feito em total desvantagem para a vida como ela é aqui e agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nietzsche afirma que o cristianismo é um fardo, uma invenção sem necessidade, um obstáculo ao livre caminhar da humanidade. Para ele, Paulo, “o maior dos apóstolos da vingança” foi o grande responsável por transformar o que era inocente em religião da culpa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filósofo sustenta que os cristãos são produtos da fraqueza, do ódio, do rancor, são seres carentes e ressentidos. O filósofo defende que o cristianismo é tão perigoso que chegou a corromper homens como Pascal, a ponto de assassiná-lo lentamente com os tormentos de uma crença no além. Para ele, o cristianismo desencadeia no homem um processo de envelhecimento, de desespero e ansiedade perante este mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nietzsche questiona a necessidade da existência de Deus: “Que valeria um Deus que não conhecesse nem a cólera, nem a vingança, nem a inveja, nem o engano, nem a astúcia, nem a violência, que ignorasse até os maravilhosos ardores da vitória e da destruição? Um tal Deus não se compreenderia; então para que o ter?”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo, selecionamos vários trechos do livro &lt;i&gt;O Anticristo&lt;/i&gt;, em cuja obra Nietzsche faz duras críticas ao cristianismo, ao protestantismo, ao cristão, aos valores morais bíblicos. Alertamos para o fato de que não concordamos ou discordamos, necessariamente, do pensamento do filósofo abaixo retratado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis as palavras de Nietzsche:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A humanidade aprendeu a chamar a piedade de virtude, quando em todo o sistema moral superior ela é considerada como uma fraqueza."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tanto o bom Deus como o Diabo são produtos da decadência."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O homem religioso não pensa senão em si mesmo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O pastor protestante é o avô da filosofia alemã, e o próprio protestantismo, o pecado original. Definição de protestantismo: hemiplegia [paralisia de metade do corpo] do cristianismo – e da razão."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"(…) a espécie mais suja de cristianismo que existe, a mais incurável, a mais irrefutável, o protestantismo..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Que interessa a ciência a um padre? Ele se situa muito acima dela! - E até agora o padre tem reinado! - Era ele quem determinava os conceitos de 'verdadeiro' e de 'falso'!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É necessário que se saiba que hoje um teólogo, um sacerdote, um papa, cada frase que pronunciam não enganam apenas, mas mentem – e não lhes é dado poder para mentir por 'inocência' ou por 'ignorância'. O sacerdote também sabe, como qualquer pessoa, que já não há 'Deus', nem 'pecado', nem 'Salvador' – que o 'livre-arbítrio', a 'ordem moral universal' são mentiras (…) Todas as ideias da Igreja estão reconhecidas pelo que realmente são, como as piores falsificações existentes, inventadas para desprezar a natureza e os valores naturais; o sacerdote está reconhecido pelo que efetivamente é, a espécie mais daninha de parasita, a verdadeira aranha venenosa da criação..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O 'cristão', o que há dois mil anos até hoje é chamado cristão, não é outra coisa senão uma ilusão psicológica. Se o encararmos mais de perto, vemos que, apesar da 'fé', só reinavam nele os instintos – e que instintos! A 'fé' para Lutero, por exemplo, foi sempre uma capa, um pretexto, um véu que cobria o jogo dos instintos, uma engenhosa cegueira perante o domínio de certos instintos..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Um 'primeiro cristão' não mancha a quem ataca... pelo contrário, é uma honra ter por adversário os 'primeiros cristãos'. Não se pode ler o Novo Testamento sem notar uma preferência por tudo quanto nele é maltratado."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O cristianismo foi até o presente a maior desgraça da humanidade. (…) O cristianismo acha-se também em contradição com toda a boa constituição intelectual."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O budismo é cem vezes mais realista que o cristianismo. (…) O budismo é a única religião autenticamente positiva que a história nos mostra, também incluída aí a sua teoria do conhecimento (um fenomenalismo religioso); ela não diz 'luta contra o pecado, senão, dando total razão à realidade, diz 'luta contra o sofrimento'."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Nele [no cristianismo] se despreza o corpo, a higiene é rejeitada como sendo sensualidade; a Igreja defende-se até da limpeza. (…) o que é cristão é o ódio contra os sentidos, contra a alegria dos sentidos, contra a alegria em geral..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O cristianismo pretende dominar homens ferozes; o meio de o conseguir é torná-lo doentes - o enfraquecimento é a receita cristã para a domestificação, para a civilização."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E a própria Igreja não é a casa de doidos católicos como último ideal? Toda a Terra, uma casa de doidos? O homem religioso, tal como o quer a Igreja, é um típico decadente (…) a Igreja não canonizou senão desequilibrados ou grandes fascínoras..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Que se deduz de tudo isto? Que, para ler o Novo Testamento, é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária. Em vão procurei no Evangelho uma só manifestação simpática; não se encontra nele nada que seja livre, bom, franco, leal. A humanidade não fez ainda nele o seu começo; nele faltam os instintos de limpeza... No Novo Testamento, não existem senão maus instintos, e não há coragem, não há sequer a coragem desses maus instintos. Tudo nele é covardia, olhos fechados, engano voluntário. Qualquer livro parece limpo depois de se ler o Novo Testamento."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A salvação que há de vir não está demonstrada, mas unicamente prometida."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O reino de Deus não é algo que se espere, não tem ontem nem amanhã, não vem dentro de 'mil anos' – é uma experiência do coração; está em toda a parte e não está em parte alguma..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-3741138992065146218?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/3741138992065146218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/10/em-o-anticristo-nietzsche-faz-as-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3741138992065146218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3741138992065146218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/10/em-o-anticristo-nietzsche-faz-as-mais.html' title='EM &quot;O ANTICRISTO&quot;, NIETZSCHE FAZ AS MAIS DURAS CRÍTICAS AO CRISTIANISMO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1725660796272245006</id><published>2011-10-02T12:40:00.013-03:00</published><updated>2011-10-02T13:23:25.508-03:00</updated><title type='text'>MANUSCRITOS DE NAPOLEÃO BONAPARTE REVELAM O MODO PELO QUAL O TIRANO ENXERGAVA DEUS E A RELIGIÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Napoleão Bonaparte era um leitor assíduo: gostava de escritores famosos (Tácito e Gibbon, por exemplo) e não se continha ao lê-los: dava sua opinião acerca das obras lidas por ele. Dos autores selecionados por Napoleão, um deles era, inegavelmente, o preferido: Maquiavel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O Príncipe&lt;/i&gt; passou a ser o livro de cabeceira do tirano, tanto que o clássico em questão foi lido muitas vezes por Bonaparte, e o provam as centenas de comentários (precisamente 773) deixados por ele, feitos nas mais variadas fases de sua vida, que vão desde a época em que foi 1º Cônsul ao desterro na Ilha de Elba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratando do poder hereditário, Maquiavel afirmou que o dirigente político deve ser inteligente, e, agindo de tal modo, sempre permanecerá no poder, a menos que uma força superior o prive de tal condição. Sobre isto, Napoleão fez o seguinte comentário:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A plebe indolente receberá homilias de bispos e padres que eu ordenar, bem como catecismo aprovado pelo núncio apostólico e não resistirá a esssa magia. Não lhe falta coisa alguma, uma vez que o Papa ungiu minha fronte imperial. Sob este ângulo, pareço mais inamovível que qualquer dos Bourbons".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A impressão que temos, por este comentário, é que Napoleão, assim como Platão, acreditava que a religião era importante, pois tinha o poder de manipular e de desarmar, moral e ideologicamente, eventuais inssurretos. No entanto, em outro momento o tirano parece cair em contradição:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Festas e ofícios religiosos não poderiam servir-me. Sua extinção é compensada com maior utilidade para mim pela pompa de minhas festas civis".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mais:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Necessito apenas dos dóceis e jesuíticos, como eu os queria. De vez em quando maltratarei os "Padres da fé".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo, farei algumas transcrições, umas de Maquiavel e outras de Bonaparte, que comenta as palavras de Maquiavel: Este afirmou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não ignoro como muitos foram e são de opinião de que as coisas do mundo são governadas pelo destino e por Deus, que os homens, com sua prudência, não podem corrigi-lo, de modo que não possuem, assim, nenhum remédio".&amp;nbsp; Em resposta, diz Napoleão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É o método dos preguiçosos ou dos fracos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, para Napoleão, a história não é impulsionada nem por Deus nem pelo destino. Para ele, o homem é o único responsável por seus atos. Voltemos a Maquiavel:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Esta opinião é a mais aceita em nossos tempos, pelas grandes modificações das coisas, que foram vistas e se veem fora de qualquer conjetura humana. Pensando nisso, algumas vezes, em certas coisas, inclinei-me à opinião deles. Não obstante, para que nosso livre- -arbítrio* não seja em vão, creio poder ser verdade que o destino seja árbitro de metade de nossas ações, mas que nos deixe governar a outra metade, ou quase".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo que se depreende, havia em Maquiavel um pouco de crendices até hoje nada comprovadas: a de que Deus (ou o destino) controla parte de nossos atos, enquanto a outra parte é de livre escolha dos homens. Vejamos o que disse Napoleão acerca do que escreveu o italiano Maquiavel:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Santo Agostinho não observou melhor o livre-arbítrio*. O meu dominou a Europa e a natureza. Minha sorte, sou eu mesmo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, em &lt;i&gt;O Príncipe&lt;/i&gt;, Maquiavel cita Moisés, Ciro, Rômulo e Teseu como grandes líderes, e, sobre o primeiro deles, diz que "Embora não se deva citar Moisés, pois foi mero executor daquilo que lhe era ordenado por Deus, deve, entretanto, ser admirado apenas pela graça que o tornava digno de falar com Deus".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre este texto do italiano, Napoleão foi enfático: "Não aspiro a tais alturas, sem as quais, aliás, poderei passar muito bem". Em outras palavras, o general francês assegurava que ele não precisava de Deus para levar adiante seu projeto de conquistar o mundo. Caiu ante o capitalismo inglês!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;_________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;* Segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e o dicionário Aurélio (última edição), há hífen em "livre-arbítrio", embora comumente seja escrito sem o mesmo. Por convenção do Acordo, na translineação de vocábulos hifenizados, adotamos um hífen no final da linha e outro no início da linha seguinte. Mais detalhes sobre tal convenção, acesse meu blog que trata sobre a língua portuguesa: &lt;a href="http://portuguesdidatico.blogspot.com/2011/09/translineacao-de-palavras-hifenizadas.html"&gt;Acordo Ortográfico: Translineação de palavras hifenizadas&lt;/a&gt;. Este blog adota o novo Acordo, daí o porquê de termos escrito "veem", sem acento circunflexo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;LEIA MAIS SOBRE O QUE PUBLICAMOS DE NAPOLEÃO&lt;/b&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2010/03/napoleao-bonaparte-gostava-de-mulher.html"&gt;Napoleão gostava de mulher suja.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2009/12/as-travessuras-e-dissabores-de-napoleao.html"&gt;As travessuras de Napoleão com algumas mulheres&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2010/02/as-semelhancas-entre-o-nazismo-e.html"&gt;Algumas semelhanças entre Hitler e Napoleão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1725660796272245006?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1725660796272245006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/10/manuscritos-de-napoleao-bonaparte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1725660796272245006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1725660796272245006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/10/manuscritos-de-napoleao-bonaparte.html' title='MANUSCRITOS DE NAPOLEÃO BONAPARTE REVELAM O MODO PELO QUAL O TIRANO ENXERGAVA DEUS E A RELIGIÃO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-5138253029576984911</id><published>2011-09-18T14:48:00.006-03:00</published><updated>2011-09-18T14:58:13.046-03:00</updated><title type='text'>LÍNGUA PORTUGUESA: MANUEL BANDEIRA JURA QUE NUNCA ESCREVEU "MOBILADA" E RUI BARBOSA ESCAPA, PELO BOM USO GRAMATICAL, DA CASSAÇÃO DE SEUS DIREITOS POLÍTICOS</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em outras ocasiões, este blog fez menção ao jurista &lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2010/06/rui-barbosa-comete-erro-gramatical-e-ve.html"&gt;Rui Barbosa&lt;/a&gt; e ao poeta &lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2010/09/famosos-escritores-brasileiros-vacilam.html"&gt;Manuel Bandeira&lt;/a&gt;, quando os relacionou a temas ligados à língua portuguesa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Agora, voltamos a associá-los mais uma vez ao nosso idioma, desta vez para destacar o modo pelo qual o advogado baiano se livrou de ter seus direitos políticos cassados, bem como o esforço do poeta pernambucano em convencer os leitores de que ele, de uma vez por toda, tinha preferência pela forma "mobiliar" e não "mobilar".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Constituição Federal de 1891, em seu art. 72, § 29, dizia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;"... &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;e os que aceitarem condecoração ou títulos nobiliárquicos estrangeiros perderão todos os direitos políticos"&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Acontece que o nosso jurista, famoso por sua eloquência, por seu conhecimento jurídico, pelo domínio da língua portuguesa e por prestigiada atuação internacional, terminou por receber uma condecoração estrangeira, de modo que seus adversários políticos passaram a exigir o enquadramento de Rui Barbosa no dispositivo constitucional acima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vendo-se acuado pela pressão, Rui Barbosa valeu-se de seu conhecimento gramatical para demonstrar que ele não se enquadraria em tal dispositivo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Leiamos suas palavras:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Em face da gramática, quando temos dois adjetivos pospostos a dois substantivos, embora separados pela disjunção 'ou', ambos os adjetivos hão de se referir aos substantivos. Ora, eu aceitei uma condecoração estrangeira, mas não nobiliárquica, porque ela não imprimiu nobreza. Portanto, não incorri na sanção constitucional, não tendo perdido os meus direitos políticos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Conforme vemos, os substantivos a que Rui Barbosa faz menção são "condecoração" e "título", enquanto os adjetivos são "nobiliárquicos" e "estrangeiros".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A lógica do jurista foi a seguinte: "nobiliárquico" (de nobre) e "estrangeiro" se referem aos substantivos "condecoração" e "título". Assim, somente violaria a Constituição se a condecoração fosse estrangeira e nobiliárquica. Visto que Rui Barbosa recebera uma condecoração estrangeira, mas não de título de nobreza, ficava demonstrado que ele não se enquadraria no dispositivo em questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Rui Barbosa acabou abrindo um precedente: a partir de seu arrazoado gramatical, outros políticos se valeram das mesmas justificaticas para escaparem de punições, uma vez que recebiam condecorações estrangeiras, mas não nobiliárquicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Manuel Bandeira (que chegou a interceder junto ao poeta Mário de Andrade sobre o correto uso do pronome) parecia ser um brasileiro que zelava pelo bom nome que tinha, notoriamente em relação ao seu conhecimento de língua portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Certa vez, discorrendo sobre o uso do verbo "mobiliar", chegou a acusar um revisor de ter feito um enxerto em um de seus textos (de Manuel Bandeira). Vejamos um texto extraído de uma de suas obras (o trecho entre parênteses faz parte do original; são palavras dele), quando ele retrata a voz de um personagem feminino:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Eu vivia encantonada na sala da frente, que ia de oitão a outro, com várias sacadas para o largo, mobiliada (atenção revisor: não ponha 'mobilada', que é palavra que eu detesto) com uma cama de vento, uma cadeira e um lavatório de ferro".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Conforme se vê, Manuel Bandeira, decididamente, não admitia a forma "mobilada", que, segundo ele, é uma influência de Portugal: "Esse lusitanismo está sendo introduzido por certos revisores à revelia dos autores; já me enxertaram a antipática palavra numa tradução minha, mas eu juro que não as escrevi, nem jamais a escreverei: escreverei sempre 'mobiliada'".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;LEIA TAMBÉM&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2010/06/rui-barbosa-comete-erro-gramatical-e-ve.html"&gt;http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2010/06/rui-barbosa-comete-erro-gramatical-e-ve.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2010/09/famosos-escritores-brasileiros-vacilam.html"&gt;http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2010/09/famosos-escritores-brasileiros-vacilam.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://portuguesdidatico.blogspot.com/"&gt;http://portuguesdidatico.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-5138253029576984911?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/5138253029576984911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/09/lingua-portuguesa-manuel-bandeira-jura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5138253029576984911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5138253029576984911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/09/lingua-portuguesa-manuel-bandeira-jura.html' title='LÍNGUA PORTUGUESA: MANUEL BANDEIRA JURA QUE NUNCA ESCREVEU &quot;MOBILADA&quot; E RUI BARBOSA ESCAPA, PELO BOM USO GRAMATICAL, DA CASSAÇÃO DE SEUS DIREITOS POLÍTICOS'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-5919225133679690445</id><published>2011-09-11T11:56:00.008-03:00</published><updated>2011-11-05T14:55:33.222-03:00</updated><title type='text'>APARIÇÕES MARIANAS: UM CALO NO PÉ DA IGREJA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mês de julho passado falamos sobre os bastidores do &lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/os-bastidores-do-terceiro-segredo-de.html"&gt;Terceiro Segredo de Fátima&lt;/a&gt;, em cuja oportunidade apontamos as fragilidades em torno da "aparição" de Maria em Portugal. Agora, tentaremos expor, de forma breve, os bastidores de algumas aparições de Nossa Senhora antes de 1917, bem assim discutir o mérito de suas mensagens, quando faremos comparações entre as próprias visões, algumas das quais ocorridas há poucas décadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O leitor dar-se-á conta de que, segundo Maria, Satanás foi solto do Inferno - com a autorização de Deus - para atormentar os humanos. Deparar-se-á, ainda, com a informação de que Nossa Senhora contesta algumas de suas próprias visões. E muito mais!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estatisticamente falando, a maioria das aparições marianas se deram no século XX, embora um século antes já existam registros de que Nossa Senhora se comunicara com os seres humanos, geralmente munida de mensagens nada agradáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma delas se deu em 1830, precisamente no dia 18 de julho. Uma freira francesa fora despertada do sono por uma criança de seus cinco anos de idade, que trajava vestes brancas. A criança a teria levado a uma capela, de onde receberia a mensagem de Maria, que, na ocasião, não passou de conselhos pessoais: tinha por finalidade ajudar a freira em seu noviciado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns meses depois, porém, a Virgem teria se comunicado novamente com a mesma freira. Desta vez com mensagens assustadoras: o mundo estava prestes a passar por dias maus, e falava da constante batalha entre o bem e o mal. Fez questão ainda de mostrar as mãos de Cristo e as dela própria, ambas perfuradas por uma espada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezesseis anos depois, a Virgem voltaria à França, desta vez em busca de dois adolescentes (uma de 14 e outro e de 11 anos), destinatários de mensagens mais terríveis ainda. Como se estivesse falando a adultos alfabetizados, Maria trouxe-lhes informações de cunho político, cuja mensagem dificilmente seria assimilada por pessoas daquela idade e de pouca instrução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião, a Virgem estava chorando e aos prantos (isto mesmo, Maria teria dado a mensagem sob fortes lágrimas) disse-lhes que tinha algo muito importante para transmitir. Afirmou que Jesus estava na iminência de abandonar em definitivo a humanidade, a menos que houvesse um arrependimento geral. E continuou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Todos os governos civis terão um mesmo plano, que será abolir e acabar com todo princípio religioso, para dar lugar ao materialismo, ateísmo, ocultismo e vícios de todas as espécies".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não eram estranhas, para a época, as preocupações nesse sentido: o Iluminismo havia seduzido a muitos, de modo que o deísmo e o ateísmo haviam conquistado respeitável espaço entre várias mentes, sem falar que as ideias (que emanaram principalmente da França) acerca da substituição do monopólio da Igreja em relação ao controle de informações ligadas à vida e à morte das pessoas foram suficientes para o surgimento dos cartórios e, principalmente, para a efetivação do casamento civil, duas novidades que trouxeram sérios dissabores para a Igreja da época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Maria continuou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Os chefes, os líderes do povo de Deus, negligenciaram a prece e a penitência, e o diabo ofuscou a inteligência deles (...) Deus abandonará a humanidade a si mesma e mandará castigos que se seguirão um após o outro por mais de trinta e cinco anos (...) A humanidade deve esperar ser governada com um bastão de ferro e beber do cálice da ira de Deus. (...) No ano de 1864, Lúcifer, junto com grande número de demônios, será solto do Inferno. Eles porão fim à fé pouco a pouco (...) Livros maus serão abundantes na terra".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale relembrar que toda esta mensagem fora dirigida a duas crianças. Como assimilaram? Continuemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Pela mensagem, de 1846 a 1881 os seres humanos iriam ser vítimas da ira de Deus. Tal narrativa nos lembra a própria Bíblia, na qual há incontáveis passagens afirmando que Deus castigará a humanidade, sem levar em conta que há uma grande corrente de protestantes que, no fundo, creem que Satanás é, na prática, um agente de Deus para cumprir seu projeto na Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E muitas coisas de fato aconteceram nesse intervalo: Darwin lançou a &lt;i&gt;Origem das Espécies&lt;/i&gt; e Ernest Renan publicaria &lt;i&gt;A Vida de Jesus&lt;/i&gt;, dois livros que literalmente infernizaram a Igreja. Os dois escritores exerceram fortíssima influência entre membros de diversas classes sociais e intelectuais. Ironicamente, foi nesse intervalo que foi oficializada a infalibilidade papal e o dogma da Imaculada Conceição, duas inovações que não devem ficar à margem da história da Igreja e, portanto, da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1858, novamente a Virgem retorna à França, mas desta vez sob o título de 'Imaculada Conceição", afinal, a ascensão honorífica ocorrera havia quatro anos. Na ocasião, nada de mensagens terríveis, pois se limitou a engrandecer a penitência, a pureza e principalmente o uso do rosário, remédio infalível contra as importunações satânicas (uma típica volta às crenças medievais).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra aparição ocorreu em 1963 (portanto depois da Visão em Fátima), cujo feito se deu dentro de uma igreja católica. A mensagem era a seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"O desastre está sobre nós como nos tempos de Noé. Não pela água, mas pelo fogo virá a destruição. Uma intensa inundação de fogo destruirá nações por pecarem perante Deus. Desde o começo do mundo, jamais houve queda tal como há hoje. Este é o reino de Satanás. Roma está em perigo de ser destruída, e o Papa de ser assassinado".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Visão solidificou a crença de que o mundo iria se acabar com fogo, algo bastante ensinado em vários círculos familiares, de cuja crendice o Nordeste brasileiro foi um dos fiéis representantes por muito tempo. A narrativa da aparição parecia ser propícia: em 1959 a União Soviética havia testado sua primeira bomba nuclear, o estopim para se acreditar que a Guerra Fria iria às últimas consequências.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diferentemente do Terceiro Segredo de Fátima, que falava da morte do Papa, na aparição de 1963 o Papa apenas corria risco de morte. Difícil conciliar as duas mensagens. As possíveis contradições não se encerram aí: um ano antes (1962), uma mulher espanhola recebra a visita da Virgem, que a deixou ciente de que depois de Paulo VI, somente haveria mais dois pontífices, o que faria de João Paulo II o último Papa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há exatos trinta anos (na Croácia), em junho de 1981, a Virgem teria mais uma vez uma mensagem para a humanidade: "Venho chamar o mundo à conversão pela última vez. Após este período, não mais aparecerei nesta terra".&amp;nbsp; E foi além:&amp;nbsp; "Muitos fingem ver Jesus e a Mãe de Deus, e entender suas palavras, mas estão, na verdade, mentindo." Ironicamente, só na década de 1990 houve mais de 260 aparições da Virgem. Sem dúvida um calo pé da Igreja, que tem a espinhosa missão de separar o trigo do joio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PARA LER SOBRE O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA, ACESSE&lt;/b&gt;: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/os-bastidores-do-terceiro-segredo-de.html"&gt;http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/os-bastidores-do-terceiro-segredo-de.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-5919225133679690445?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/5919225133679690445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/09/aparicoes-marianas-um-pe-no-calo-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5919225133679690445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5919225133679690445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/09/aparicoes-marianas-um-pe-no-calo-da.html' title='APARIÇÕES MARIANAS: UM CALO NO PÉ DA IGREJA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-6064887917017421630</id><published>2011-08-28T12:51:00.012-03:00</published><updated>2011-11-12T14:04:57.274-03:00</updated><title type='text'>A EDUCAÇÃO COMO ALTERNATIVA PARA O PROGRESSO PESSOAL E SOCIAL: O PROVÁVEL BERÇO HISTÓRICO DESSA RELAÇÃO QUE AINDA ESTÁ EM VOGA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todo discurso, populista ou não, é comum ouvirmos frases mais ou menos assim: "Invista em educação, pois só assim seu filho terá a chance de crescer, de progredir, de evoluir".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "progresso" em questão é uma referência à ascensão social, àquilo que comumente chamamos de "crescer na vida"; enfim, a oportunidade de ganharmos mais dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como dizia Max Weber, o intenso desejo pelo dinheiro, pelo lucro, não está relacionado unicamente com o capitalismo: "O impulso para o ganho, a persecução do lucro, do dinheiro, da maior  quantidade possível de dinheiro, não tem, em si mesmo, nada que ver com o  capitalismo. Tal impulso existe e sempre existiu entre garçons,  médicos, cocheiros, artistas, prostitutas, funcionários desonestos,  soldados, nobres, cruzados, apostadores, mendigos, etc...Pode-se dizer  que tem sido comum a toda sorte de condições humanas em todos os tempos e  em todos os países da Terra, sempre que se tenha apresentado a  possibilidade objetiva para tanto&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;".&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Encontramos no Terceiro Concílio de Latrão, realizado em 1179, evidências de que a educação já era vista como a real possibilidade de uma ascensão social. Vejamos este texto, extraído do referido concílio (colocamos em negrito o trecho que guarda relação direta com o que estamos retratando aqui):&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;"A Igreja de Deus, como uma mãe piedosa, é obrigada a velar pela felicidade do corpo e da alma. Por esta razão, para evitar que os pobres cujos pais não podem contribuir para o seu sustento percam a oportunidade de &lt;b&gt;estudar e progredir,&lt;/b&gt; cada igreja catedral deverá estabelecer um benefício suficientemente largo para prover as necessidades de um mestre, o qual ensinará o clero da respectiva igreja e, sem pagamento, os escolares pobres, como convém".&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Notemos, no texto acima, que o progresso pessoal estava diretamente associado ao estudo. A própria Igreja já assim o concebia, e, oportunamente, estava em sintonia com o sentimento que tomava conta de alguns círculos urbanos, como Paris e Bolonha.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Os séculos XII e XIII registraram acentuado crescimento das universidades em vários centros urbanos da Europa.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Como bem está colocado nos livros de história (até mesmo nos didáticos), o crescimento urbano foi um dos fatores que levaram inevitavelmente ao surgimento das universidades, que, por sua vez, despertaram o interesse pela leitura e pelo saber.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Aos poucos, médicos e advogados iam ganhando &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; de homens diferenciados, os quais eram recompensados financeiramente por suas habilidades profissionais.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;A Universidade de Bolonha, por exemplo, berço do Direito, formava profissionais para as funções de governo, cujo fenômeno o Brasil também presenciou no século XIX, quando as duas universidades de Direito (a de Olinda e a do Rio de Janeiro) eram acusadas de formar profissionais unicamente para ingressarem no serviço público, com fins estritamente financeiros.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Curiosamente, os estudantes universitários da Idade Média passaram a compartilhar de alguns privilégios, os quais não eram desfrutados por outras classes sociais, que, por sua vez, não aceitavam tais privilégios, alcançados unicamente por quem se dedicava aos estudos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Assim, os universitários tinham isenção fiscal e militar, tabelamento de preços em locação de quartos, sem contar os privilégios eclesiásticos e judiciais, a exemplo da isenção em relação às custas processuais.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Tal condição gerou a inveja de outros grupos sociais, dentre os quais os próprios burgueses, que, em disputas judiciais, estavam obrigados ao pagamento das custas do processo. E, visto que o burguês era de fato apegado ao dinheiro, viu, na universidade, a chance de fechar mais uma saída do esvaziamento de seu capital.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Com isto, as classes mais favorecidas financeiramente perceberam as vantagens de um curso universitário para seus filhos, assim como os menos favorecidos&amp;nbsp; também enxergaram a chance de um crescimento social: a possibilidade, enfim, de ganhar dinheiro sem muitos esforços físicos. Vale lembrar que na Idade Média, o ensino universitário era gratuito para todas as classes sociais.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Podemos concluir, portanto, que a Idade Média não foi tão negra como pretenderam os renascentistas (falo da criação das universidades e de algumas de suas consequências).&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;É possível inferir, também, que a cidade e a universidade foram responsáveis por muitas revoluções na trajetória humana: ajudaram a destronar o pensamento católico vigente, reforçaram a incredulidade na Bíblia, praticamente infundiram a relação da importância da educação com o progresso pessoal e social (portanto, bem antes do evolucionismo de Darwin), expandiram o saber - humano, científico, teológico, etc. -, mas também contribuíram fortemente para a concepção de que existem classes mais evoluídas do que outras (cuja acepção é hoje duramente combatida pelos cursos de ciências humanas, como a História e a Antropologia), de tal modo que, juntamente com o capitalismo moderno, as pessoas são levadas a acreditar que a ascensão social é de fato sinônimo de evolução.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-6064887917017421630?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/6064887917017421630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/08/educacao-como-alternativa-para-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6064887917017421630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6064887917017421630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/08/educacao-como-alternativa-para-o.html' title='A EDUCAÇÃO COMO ALTERNATIVA PARA O PROGRESSO PESSOAL E SOCIAL: O PROVÁVEL BERÇO HISTÓRICO DESSA RELAÇÃO QUE AINDA ESTÁ EM VOGA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-6810119733755399245</id><published>2011-08-15T20:49:00.005-03:00</published><updated>2011-08-20T12:08:59.852-03:00</updated><title type='text'>PLATÃO FOI UM GÊNIO OU UM MENTIROSO POR EXCELÊNCIA?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é de hoje a afirmação de que Sócrates e Jesus Cristo têm muito em comum. Dentre tais coincidências, as mais conhecidas são: não deixaram nenhum registro escrito; seus ideais e história de vida foram contados por seus próprios discípulos; os dois foram condenados por suas ideias e foram vistos como inimigos potenciais do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das coincidências em questão, uma merece atenção especial, e tem relação direta com a credibilidade de suas mensagens: como seus discípulos puderam se lembrar de fatos, os quais foram contados nos mínimos detalhes?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Citemos apenas dois exemplos de cada lado: Marcos e Lucas não acompanharam Jesus, mas ainda assim puderam contar em riqueza de detalhes não só a mensagem de Cristo como também conversas das quais&amp;nbsp; Jesus teria participado. Por outro lado, Platão conta, igualmente em riqueza de detalhes, a defesa de Sócrates quando este foi processado, bem como relata suas últimas palavras (que renderam um livro, no caso &lt;i&gt;Fédon&lt;/i&gt;) antes de tomar cicuta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os cristãos, os evangelistas foram usados pelo Espírito Santo, o que justificaria a riqueza de detalhes, embora há quem aponte discrepâncias entre os próprios evangelistas - o que comprometeria a afirmação de que o Espírito Santo é, efetivamente, o grande mentor dos Evangelhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso de Platão, o problema pode ser maior do que o esperado, ainda que tais objeções tenham sido lançadas com menor força do que em relação à Bíblia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para uma melhor compreensão do que pretendemos analisar, é imprescindível a leitura integral de Fédon. Só assim o leitor terá a dimensão do que se pretende nesta matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é de praxe nos diálogos platônicos, o autor se utiliza de personagens para discorrer sobre suas ideias, por cujo meio também retrata fatos relacionados à vida de Sócrates.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No diálogo em questão (Fédon), o personagem Equécrates indaga ao personagem Fédon se este se encontrava na prisão quando Sócrates tomou cicuta. A resposta é positiva. A introdução, portanto, já nos remete a fatos ditos históricos, no caso à própria morte do filósofo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um pouco mais adiante, Fédon é questionado sobre quem se encontrava lá, e afirma seguramente que Platão se achava doente, razão por que não compareceu. Ou seja, Platão não presenciou a conversa que Sócrates teve com seus discípulos no último dia de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então temos um problema: Platão não estava presente, mas por outro lado registrou uma longa conversa (o que daria aproximadamente 60 páginas) entre Sócrates e os discípulos, nas quais fez constar fatos sequenciais, os quais sugerem tratar-se de acontecimentos reais e não meras ilustrações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia em que Sócrates bebeu o veneno, ele (Sócrates)&amp;nbsp; recebeu vários de seus discípulos, com quem teve uma demorada conversa acerca da vida pós-morte e dos meios pelos quais o ser humano poderia alcançar um destino feliz. Todo o desenrolar da conversa acontece de forma ininterrupta, tanto que o autor registrou alguns dissabores enquanto durou a preleção do filósofo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomemos como exemplo, o choro de Xantipa (esposa de Sócrates), que, ao vir os discípulos de seu marido entrarem na prisão, ficou aos prantos. Na ocasião ela estava com um filho do casal nos braços (provavelmente ainda criança), quando bradou: "Sócrates, é a última vez que teus amigos irão conversar contigo e que tu irás conversar com eles". Platão nos conta que, ao ouvir o choro de sua esposa, Sócrates se dirigiu a Críton (um dos discípulos presentes) e teria dito: "Levem-na para casa". Xantipa teria saído aos prantos, batendo no próprio peito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Platão também narra que o carrasco (aquele que levou o veneno para Sócrates) não se conteve e chorou. O autor também descreve, em detalhes, as últimas palavras do filósofo, através das quais a posteridade soube que Sócrates morreu devendo um galo, e teria rogado que um de seus discípulos (provavelmente o mais rico deles), quitasse sua dívida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Fédon&lt;/i&gt; é um livro extraordinário. Depois de &lt;i&gt;A República&lt;/i&gt;, talvez o melhor que Platão já produziu. É suficiente para compreendermos a opinião de Sócrates acerca da alma, da vida pós-morte, da relação entre o homem e os deuses gregos. É nele que encontramos a resposta para uma pergunta que ainda existe: Sócrates era ou não era ateu? Não, definitivamente Sócrates estava longe de ser ateu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, &lt;i&gt;Fédon&lt;/i&gt; é fiel à história ou mera ilustração de Platão para compor suas ideias? Se Platão inventou situações, se ele colocou palavras na boca dos discípulos, por que a historiografia tem aceito o fato de Sócrates ter morrido pelo uso de cicuta? E se Platão foi fiel aos fatos, como ele pôde reproduzir, nos mínimos detalhes, a conversa que Sócrates teve com seus discípulos, inclusive retratando diversas situações e dissabores, a exemplo do que trouxemos acima? Se Platão foi capaz de tal feito, por que não Marcos e Lucas? Há muito ainda o que se investigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-6810119733755399245?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/6810119733755399245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/08/platao-foi-um-genio-ou-um-mentiroso-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6810119733755399245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6810119733755399245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/08/platao-foi-um-genio-ou-um-mentiroso-por.html' title='PLATÃO FOI UM GÊNIO OU UM MENTIROSO POR EXCELÊNCIA?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-7677911798552867263</id><published>2011-08-05T20:36:00.007-03:00</published><updated>2011-11-05T14:51:29.236-03:00</updated><title type='text'>TEXTOS MEDIEVAIS (1) RETRATAM O DESEJO FEMININO DE SER RESPEITADA PELO MARIDO EM AMBIENTES PÚBLICOS; (2) EDUCAM A ESPOSA EM RELAÇÃO À BOA MANEIRA DE AGRADAR AO MARIDO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A concepção de que a mulher tem a obrigação de obedecer ao homem é antiga, perpassa o brio religioso e atinge, embora com menor força (bem menor mesmo), o presente século.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Europa medieval, tal visão estava bastante em voga, o que explica o fato de o homem se sentir no direito de repreender (publica ou reservadamente) sua esposa, sem se importar com a desonra moral a que elas estavam sujeitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As mulheres estavam em um "beco sem saídas": se elas se mostravam acolhedoras e corteses, corriam o risco de uma interpretação maliciosa por parte dos homens; se, ao contrário, deixam a cortesia de lado, são conceituadas de orgulhosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na igreja, deveria se manter em silêncio, e o riso, durante as missas, estava proibido. O véu deveria ser tirado com sobriedade, de modo a demonstrar piedade. O olhar, este inegável indicador de desejos contidos, deveria estar atento, pois não poderia revelar seu lado sexual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um manual francês, de 1393, retratou, num personagem fictício, a relação entre marido e esposa, no tocante à forma como aquele deveria se reportar a esta publicamente. Leiamos com atenção:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Pedistes-me humildemente em nosso leito, lembro-me, que pelo amor de Deus eu não vos repreendesse jamais de maneira desagradável diante dos estranhos ou diante de nossos criados, mas que vos fizesse observações toda noite, a cada dia, em nosso quarto, e que vos lembrasse as faltas de conduta ou as ingenuidades cometidas durante o dia ou nos dias passados, e que vos indicasse como vos comportar e vos desse conselhos a esse respeito; então não deixaríeis de mudar vossa conduta seguindo meus conselhos e faríeis o melhor possível o que eu vos pedisse".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outro trecho, o manual recomenda às mulheres:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"(...) deveis ser muito amorosa e muito íntima de vosso marido acima de todas as outras criaturas vivas, medianamente amorosa e íntima de vossos bons e próximos parentes carnais e parentes de vosso marido, manter-vos absolutamente à distância dos presunçosos e ociosos rapazes (...)".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratando sobre a felicidade do marido ao ser bem recepcionado no lar pela esposa, escreve:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"[o marido gosta] de ser descalçado com bom fogo, ter os pés lavados, ter meias e sapatos limpos, ser bem alimentado, ter boa bebida, ser bem servido, bem honrado, bem dormido em lençóis brancos, e toucas de dormir brancas, bem coberto com boas peles e saciado das outras alegrias e divertimentos, intimidades, amores e segredos sobre os quais me calo. E no dia seguinte, camisas e trajes novos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de conscientizar a esposa sobre a necessidade de seguir à risca os ensinamentos em questão, foi inserido no manual um provérbio rural "que dizia que três coisas afastam o homem prudente de sua casa, a saber, a casa aberta, chaminé fumosa e mulher briguenta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-7677911798552867263?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/7677911798552867263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/08/textos-medievais-retratam-o-desejo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7677911798552867263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7677911798552867263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/08/textos-medievais-retratam-o-desejo.html' title='TEXTOS MEDIEVAIS (1) RETRATAM O DESEJO FEMININO DE SER RESPEITADA PELO MARIDO EM AMBIENTES PÚBLICOS; (2) EDUCAM A ESPOSA EM RELAÇÃO À BOA MANEIRA DE AGRADAR AO MARIDO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-3256241206733962848</id><published>2011-07-26T20:28:00.010-03:00</published><updated>2011-11-05T14:42:16.153-03:00</updated><title type='text'>TUDO POR MUITO DINHEIRO: OBRA CONSTRUÍDA ÀS PRESSAS FOI RESPONSÁVEL POR UMA DAS MAIORES TRAGÉDIAS DA ANTIGUIDADE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que no Brasil é comum os gestores públicos roubarem os cofres públicos, principalmente em licitações, por cujo método legal contratam uma empreiteira, a quem é paga uma fortuna (pois teoricamente a dita contratada tem que usar material de primeira qualidade; mas, na prática, o material utilizado na construção é de segunda qualidade - quando não é de terceira). Eis, enfim, um método de enriquecimento ilícito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poder-se-ia pensar que artimanhas do tipo são coisas da nossa geração - ou quem sabe, no máximo da geração de nossos bisavós. Estaríamos certos se desprezássemos o desejo incontido que o ser humano tem pelo dinheiro. Com muita propriedade, o consagrado escritor alemão Max Weber nos deixou um ensinamento:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O impulso para o ganho, a persecução do lucro, do dinheiro, da maior quantidade possível de dinheiro, não tem, em si mesmo, nada que ver com o capitalismo. Tal impulso existe e sempre existiu entre garçons, médicos, cocheiros, artistas, prostitutas, funcionários desonestos, soldados, nobres, cruzados, apostadores, mendigos, etc. Pode-se dizer que tem sido comum a toda sorte de condições humanas em todos os tempos e em todos os países da Terra, sempre que se tenha apresentado a possibilidade objetiva para tanto."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvida a frase merece uma releitura - para efeito de memorização. O pesquisador alemão, autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A ética protestante e o espírito capitalista&lt;/span&gt;, não se posicionou em vão, e a história da humanidade está aí como testemunha incólume.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora não figure nos livros didáticos, no ano 27 d.C. foi registrada uma das maiores tragédias (senão a maior) envolvendo uma estrutura física utilizada para comportar seres humanos. A irresponsabilidade foi protagonizada pelo idealizador e pela mão de obra empregada na empreitada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os historiadores latinos Caio Suetônio e Cornélio Tácito não deixaram passar em branco a tragédia e, em menos de cem anos depois do ocorrido, deixaram os registros em suas famosas obras. Tácito, que foi mais detalhista, conta, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anais,&lt;/span&gt; algumas particularidades do infausto acidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existiu um liberto, chamado simplesmente de "Atílio", que decidiu construir, em Fidenas (que ficava a nordeste de Roma), um anfiteatro destinado a promover lutas entre gladiadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o mesmo autor, a construção ocorrera sobre terreno insólito, sem falar que todo o madeiramento utilizado não fora devidamente "travado" com segurança. Na opinião de Tácito, Atílio "não tinha em vista ostentar riqueza nem adquirir popularidade, mas apenas fazer um negócio lucrativo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma análise preliminar da justificativa de Tácito poderia causar estranheza:  quer dizer que o idealizador não ostentava riqueza nem poder, mas lucro, sim? Por acaso não são pretensões indissociáveis? Para o antigo romano, não necessariamente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fama (chamada por Tácito de "popularidade") era um alvo certo para muitos, e ela poderia vir com ou sem riqueza, com ou sem poder. Fama e virtude, estas sim, é que eram inseparáveis. Quanto mais famoso, mais presumível seria a virtude. A busca incansável por esta (ou seja, pela virtude), levava o romano a construir prédios públicos (e batizá-los com seu nome, assim como acontece nos prédios públicos de hoje) com o único objetivo de ser lembrado na posteridade. Atílio parecia não se importar com esta tal popularidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, Atílio não estava interessado na fama, nem pretendia ostentar riqueza (ou seja, não queria exibir-se socialmente como um homem rico), mas pretendia a riqueza, porém de forma dissimulada (assim como hoje existem políticos  que roubam e depois colocam os bens em nome dos "laranjas").&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Justificada, pois, a opinião de Tácito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois historiadores nos relatam que houve mais de 20.000 mortos, e outros 30.000 feridos. O autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anais&lt;/span&gt; justifica tantas mortes: a construção teria caído parte para dentro e parte para fora, atingindo também o aglomerado que cercava o anfiteatro. O evento atraía admiradores de toda a região, e Tácito nos lembra que "afluíram de Roma os que gostavam de tais diversões", o que se presume fossem muitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A narrativa de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anais&lt;/span&gt; nos conta que para o local foram designados médicos e houve um clamor geral. A população se mobilizou a fim de salvar os sobreviventes, e o imperador se mostrou benevolente, tanto que o Senado reconheceu publicamente a atitude governamental de Tibério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atílio fora condenado somente ao desterro. Foi criado um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;senatus-consulto&lt;/span&gt; que proibia, a partir de então, a construção de anfiteatros "senão em terreno de provada firmeza", bem como o Senado determinou que qualquer empreendedor somente estaria autorizado a empreender obras de tamanha importância caso dispusesse no mínimo de quatrocentos mil sestércios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outras palavras, o Senado entendeu que Atílio não agiu de má-fé, e sim que dispunha de pouco dinheiro para pesado investimento, tanto que fora condenado somente ao desterro. Os historiadores, no entanto, pensaram diferente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-3256241206733962848?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/3256241206733962848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/tudo-por-muito-dinheiro-obra-construida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3256241206733962848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3256241206733962848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/tudo-por-muito-dinheiro-obra-construida.html' title='TUDO POR MUITO DINHEIRO: OBRA CONSTRUÍDA ÀS PRESSAS FOI RESPONSÁVEL POR UMA DAS MAIORES TRAGÉDIAS DA ANTIGUIDADE'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-5470100766751462865</id><published>2011-07-22T18:36:00.013-03:00</published><updated>2011-09-11T20:09:08.854-03:00</updated><title type='text'>OS BASTIDORES DO TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA: UM REGRESSO À IDADE MÉDIA?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O chamado Terceiro Segredo de Fátima já foi divulgado por João Paulo II, de modo que hoje, diferentemente de outrora, o tema está em desuso, embora existam setores que contestam a autenticidade do teor revelado, alegando que o verdadeiro segredo continua guardado pelo Vaticano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Independentemente de tais acusações serem verdadeiras ou não, há muita informação de valor histórico em torno da questão que parece não ter chegado ao grande público, cuja essência pode comprometer a credibilidade das declarações feitas pelo Vaticano durante o tempo em que o segredo ainda era de fato um segredo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atentemo-nos aos fatos. Antes, vejamos a transcrição (na íntegra) do Terceiro Segredo de Fátima:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;« J.M.J.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira parte do segredo revelado a 13 de Julho de 1917 na Cova da Iria-Fátima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n'uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n'êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.&lt;br /&gt;Tuy-3-1-1944 ».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira impressão é a de que não há uma referência ao fim do mundo, a catástrofes climáticas, à fome, etc. como se pensou. De fato, a própria Igreja concordou que a Visão não faz menção a tais assuntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda impressão é a de que o texto é de difícil interpretação, tal quais os textos apocalípticos da Bíblia (tanto o canônico como os não canônicos), de modo que uma interpretação infalível é quase inacreditável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o texto fora, em enfim, interpretado e o Vaticano concluiu, em suma, que a revelação retrata a luta da Igreja contra o comunismo ateu da antiga União Soviética, bem assim o sofrimento a que se submeteram os papas do século XX em manter a fé católica de seu rebanho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que, então, a persistência no segredo por tanto tempo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira resposta vem da própria Irmã Lúcia, quando advertiu que o segredo não deveria ser contado antes de 1960. Perguntada no ano 2000 sobre o porquê de tal data, ela respondeu: "Não foi Nossa Senhora; fui eu que meti a data de 1960 porque, segundo intuição minha, antes de 1960 não se perceberia, compreender-se-ia somente depois. Agora pode-se compreender melhor. Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale lembrar que inicialmente a Irmã Lúcia afirmou que a visão era de Nossa Senhora das Dores, depois disse que se tratava, na verdade, de Nossa Senhora do Carmelo. Escreveu ainda, na Visão, que o papa seria morto. O atentado sofrido por João Paulo II em 1981 seria o retrato profético desta parte do segredo. Mas o papa não morreu! Ratzinger justificou dizendo que a sobrevivência do papa ao atentado significa que não existe um destino imutável (na prática: Nossa Senhoria falhou na profecia).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo motivo não se sabe ao certo, sendo certo que, gradativamente, a cúpula católica foi revelando a monstruosidade do segredo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora o Terceiro Segredo tenha sido escrito em janeiro de 1944, somente treze anos depois o Vaticano aceitou guardar o envelope. Até então estava sob os cuidados de um padre, visto que a Igreja havia recusado proteger o documento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi lido pela primeira vez em 1959, pelo então papa João XXIII. Um ano depois (data em que poderia ser divulgado), a Igreja decidiu que a divulgação do segredo seria adiada por tempo indeterminado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O papa seguinte leu e se recusou a divulgar. Tudo indicava que algo terrível estava registrado na carta de Lúcia. Após ser baleado em Fátima (Portugal), no dia 13 de maio de 1981, João Paulo II decidiu ler o tão protegido segredo, ato seguido pelo então cardeal Ratzinger (hoje papa Bento XVI).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em longa entrevista a um jornalista italiano em 1984, Ratzinger - que já havia lido a carta - declarou: "Uma severa advertência foi lançada daquele lugar, dirigida contra a frivolidade predominante, um chamado à seriedade de vida, de história, dos perigos que ameaçam a humanidade".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ano antes, João Paulo II declarou: "Precisamente ao fim do segundo milênio, acumulam-se no horizonte de toda a humanidade nuvens enormemente ameaçadoras, e as trevas baixam sobre as almas humanas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um de seus livros (publicado em 1994), João Paulo II é mais enfático: "Maria apareceu as três crianças de Fátima em Portugal e disse-lhes palavras que agora, no fim do século, parecem próximas do seu cumprimento".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por acaso o papa falava do comunismo russo? Impossível: a União Soviética caíra em 1989. Teria a afirmação do papa alguma relação com o Terceiro Segredo? Uma revista católica chegou a publicar que João Paulo II se preocupava diariamente com o Terceiro Segredo de Fátima. Estariam João Paulo II e Ratzinger, como no velho costume medieval, gerando medo na sociedade, com o objetivo de resgatar o rebanho católico (que, por sinal, em 1994 saía aos montes da Igreja)? Fica a indagação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA LER SOBRE MAIS APARIÇÕES MARIANAS, NOTADAMENTE ANTES DO TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA, ACESSE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/09/aparicoes-marianas-um-pe-no-calo-da.html"&gt;http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/09/aparicoes-marianas-um-pe-no-calo-da.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-5470100766751462865?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/5470100766751462865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/os-bastidores-do-terceiro-segredo-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5470100766751462865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5470100766751462865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/os-bastidores-do-terceiro-segredo-de.html' title='OS BASTIDORES DO TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA: UM REGRESSO À IDADE MÉDIA?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-6517242735484840144</id><published>2011-07-13T19:53:00.007-03:00</published><updated>2011-11-05T14:35:07.571-03:00</updated><title type='text'>MESMO COM A ADOÇÃO DO CASAMENTO CIVIL, O DIVÓRCIO NÃO SE TORNOU SIMPLES COMO SE DESEJAVA NA ÉPOCA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outras postagens já falamos sobre o processo histórico que levou à origem do casamento civil e o consequente fim do monopólio católico, bem como já tratamos sobre a origem dos cartórios de registros civis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casamento e divórcio são dois institutos jurídicos cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Recentemente a Constituição Federal brasileira foi alterada, de modo que não mais existe o intervalo de dois anos entre a separação de fato e o divórcio - sem falar que este pode se dar, em alguns casos, no próprio cartório, sem a intervenção do Judiciário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No passado (guardadas as devidas proporções e peculiaridades), mais precisamente nos primeiros séculos do cristianismo, romanos se casavam e se separavam da mesma forma que atualmente é comum jovens "ficarem" e "terminarem" no mesmo dia, embora o Estado tenha, no governo de Otávio Augusto, endurecido as leis que previam o divórcio. Não adiantou: o crescente e seguido número de casos extraconjugais levou o Estado a ceder, de sorte que o casamento havia perdido a essência (digamos assim) daquela de outrora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A legislação do casamento produzida pela Igreja se deu em 1215, mas só depois que se tornou oficialmente o sétimo sacramento, no Concílio de Florença (em 1439), o casal tinha, por obrigação, que ser submetido à benção do padre. Na ocasião, já estava firmada a crença de que o homem não poderia separar o que Deus havia unido. Um século depois, no Concílio de Trento, a Igreja exigiu que duas pessoas fossem, oficialmente, as testemunas da união. Foi no mesmo Concílio que ficou acertado que a Igreja passaria a registrar todos os casamentos (daí surgiram os famosos batistérios).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A viúva, esta sim, além de perder o marido, estava submetida a uma série de obrigações enquanto durasse o luto. Os homens deveriam cumprir o período de luto por seis meses, ao passo que elas deveriam se reservar durante um ano e meio em tal condição. Nos seis primeiros meses, ela deveria andar sob um véu, usar luvas e saias longas (não deveria estar exposta; não poderia despertar a tentação no homem), sem falar que todas as peças tinham que ser de cor preta. Nos seis meses seguintes, ela já poderia usar a seda (antes era a lã) e nos meses restantes, poderia usar o preto e o branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o advento da Revolução Francesa e a ascensão de Napoleão Bonaparte, a França se divorciou da Igreja Católica. Uma das medidas do imperador foi abolir o controle da Igreja em relação ao registro do casamento, nascimento e óbito. Outra famosa medida foi a criação do casamento civil e o controle sobre o divórcio por parte do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo com a laicização do casamento e do divórcio, este último não se tornou tão simples como pretendiam muitos. A França não permitiu o que Roma havia permitido: o divórcio não se tornou uma banalidade, embora fossem vários os motivos que poderiam suscitá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentre as causas, podem ser citadas: a falta de notícias pelo tempo de cinco anos, servícias e injúrias graves e loucura por parte de um dos cônjuges. O Estado entendeu, também, que o deliberado abandono do lar por um dos cônjuges poderia suscitar o divórcio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, é costume - inclusive entre denominações protestantes -, a afirmação de que somente é possível o casamento religioso se primeiro houver o civil, mesmo sabendo que as leis brasileiras aceitam o religioso sem o civil. O sentido histórico (e espiritual) do casamento religioso de outrora já não é o mesmo da atualidade. Tal constatação pode ter explicação no fato da Igreja, lenta e progressivamente, ter perdido campo para o Estado, de sorte que a sociedade (religiosa ou não) passou a acreditar que o verdadeiro casamento é o civil e que, sem o tal, Deus não abençoa o casal (e vice-versa).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-6517242735484840144?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/6517242735484840144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/mesmo-com-adocao-do-casamento-civil-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6517242735484840144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6517242735484840144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/mesmo-com-adocao-do-casamento-civil-o.html' title='MESMO COM A ADOÇÃO DO CASAMENTO CIVIL, O DIVÓRCIO NÃO SE TORNOU SIMPLES COMO SE DESEJAVA NA ÉPOCA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-6740747715563894122</id><published>2011-07-03T11:09:00.009-03:00</published><updated>2011-11-05T14:36:14.433-03:00</updated><title type='text'>EM CARTAS FILOSÓFICAS, VOLTAIRE REPROVA O PRESBITERIANISMO PRATICADO NA INGLATERRA NO SÉCULO 17 E FAZ DURAS CRÍTICAS AO PROTESTANTISMO DA ÉPOCA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cartas Filosóficas&lt;/span&gt;, o consagrado pensador iluminista, Voltaire (1694-1778), emite sua opinião acerca do presbiterianismo praticado na Inglaterra durante o século 17. O conteúdo não é contado nos livros didáticos e provavelmente pouco conhecido pelos atuais evangélicos. Embora seja uma opinião pessoal do filósofo, o teor nos serve para conhecer alguns elementos históricos da época, dentre os quais o próprio presbiterianismo e a relação entre as igrejas protestantes da época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltaire inicia afirmando que o referido segmento protestante "não é outra coisa senão o calvinismo puro tal como havia sido instalado na França e que subsiste em Genebra". De cara, ele acusava os presbiterianos de praticarem zelo excessivo, que iam desde a vestimenta a modos comportamentais, uma característica dos protestantes ditos puritanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filósofo traz outra grave acusação: afirma que os líderes presbiterianos recebem pouco dinheiro de suas igrejas, fato este que os impede de viver no mesmo luxo dos bispos católicos. Voltaire vai além: assegura que reside aí o motivo que leva o presbiterianismo a condenar a vida luxuosa - exatamente porque não pode (na época) se elevar financeiramente como pretendem seus membros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propósito, Voltaire sugere que, em matéria de pobreza e riqueza financeira, os presbiterianos estão para Diógenes assim como os católicos estão para Platão. Como é sabido, Diógenes (o Cínico) era extremamente pobre, ao passo que Platão, de farta riqueza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filósofo iluminista é de parecer, ainda, que os ditos protestantes foram mais deselegantes com o rei Eduardo Carlos II (deposto por um presbiteriano, Oliver Cromwell) do que o mesmo Diógenes havia sido com Alexandre, o Grande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme nos relata a história grega, Diógenes tomava banho de sol quando, inesperadamente, recebeu a visita do temido imperador. Este, que apesar da riqueza e do poder de que dispunha, demonstrava considerável admiração por Diógenes, que, de forma crítica, preferiu viver em um barril, sem os mínimos hábitos de higiene.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se aproximou do rebelde Diógenes (que tomava banho de sol), Alexandre se identificou e se mostrou pronto a atender a um pedido daquele, desde que não fosse seu trono. Como resposta, Diógenes pediu que o rei saísse de sua frente, pois havia se colocado entre o "banhista" e o sol, de modo que o lazer estaria comprometido. O feito entrou para a história como um dos atos mais deselegantes já praticados contra um rei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Voltaire, depois de deposto, o rei Carlos II foi vítima de grandes humilhações pelos presbiterianos. Uma porque o rei foi obrigado a assistir a quatro pregações evangélicas todos os dias, além de receber ordens para não jogar - e outras penitências sobre as quais o filósofo não declinou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O francês Voltaire atesta, ainda, que o puritanismo praticado pelos presbiterianos escoceses é superior ainda aquele ensinado pelo antigo romano Catão, que, de praxe, se insurgiu contra o luxo, impondo uma autera disciplina moral na administração pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As acusações vão além e chegam a afirmar que o presbiteriano "afeta um andar grave, um ar zangado, traz um enorme chapéu, um longo manto sobre um casacão curto, prega pelo nariz e chama de prostitutas da Babilônia todas as igrejas nas quais alguns eclesiásticos estão bem contentes por terem cinquenta mil libras e nas quais o povo  é muito bom para suportá-los e ainda chamá-los de Monsenhor, Vossa Grandeza, Vossa Eminência".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dado curioso retirado de Voltaire é com relação à santificação do domingo na Inglaterra. Para ele, foram os presbiterianos que impuseram tal costume, de sorte que a população ficou proibida de trabalhar e de se divertir. Assim, segundo o mesmo autor, os ingleses ficaram privados do lazer cultural no que diz respeito à ópera (bastante difundida no Renascimento) e ao teatro, sem falar que o jogo com cartas foi proibido. Em vez de divertimento no domingo, o povo deveria orar e ouvir pregações na Igrejas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mais grave das acusações trazidas por Voltaire tenha, talvez ainda hoje, amostras no cotidiano do meio protestante. O filósofo afirma que, embora o anglicanismo e o presbiterianismo fossem as duas denominações protestantes mais abundantes na Inglaterra, as demais eram bem-vindas, de modo que, do ponto de vista externo, havia comunhão entre as igrejas, "enquanto a maioria de seus pregadores se detesta reciprocamente". Embora pouco conhecido (e embora o verbo "detestar" não seja o ideal), há, na recente história do protestantismo no Brasil, muitos casos em que líderes e pregadores evangélicos se digladiam em seus sermões dominicais. Como se vê, tais "picuinhas" são históricas e não uma invenção do século XX.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltaire finaliza dizendo que se na Inglaterra existisse somente uma denominação protestante, o despotismo seria um fato. Se existissem duas, ambas lutariam entre si até a morte recíproca, mas - termina o autor -, "como há trinta, vivem em paz e felizes" (ele fala, aqui, da relação pública entre as igrejas e não das picuinhas internas do dia a dia).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-6740747715563894122?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/6740747715563894122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/em-cartas-filosoficas-voltaire-reprova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6740747715563894122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6740747715563894122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/07/em-cartas-filosoficas-voltaire-reprova.html' title='EM CARTAS FILOSÓFICAS, VOLTAIRE REPROVA O PRESBITERIANISMO PRATICADO NA INGLATERRA NO SÉCULO 17 E FAZ DURAS CRÍTICAS AO PROTESTANTISMO DA ÉPOCA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-5425079557964952575</id><published>2011-06-24T20:59:00.006-03:00</published><updated>2011-11-05T14:26:28.448-03:00</updated><title type='text'>O RITUAL DO BEIJA-MÃO NO BRASIL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ritual do beija-mão era um antigo costume monárquico, com acentuado registro entre os reis da Europa. Portugal foi o último país a aboli-lo, o que não estranha o fato do Brasil adotá-lo demasiadamente, mesmo quando tal costume estava em desuso na velha Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tão logo D. João VI chegou ao Brasil, ele instituiu a referida prática, que consistia em permitir-se que os súditos (incluindo nobres e plebeus) beijassem a mão direita do rei, como sinal de reverência, de subordinação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com depoimentos de europeus que visitaram o Brasil no período em que D. João VI governava o país, havia várias oportunidades em que ricos e pobres se misturavam no Rio de Janeiro, dentre os quais poderiam ser citados missas, procissões, concertos musicais e o ritual do beija-mão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O evento em si passou a ser um momento esperado por ricos e pobres. Era uma oportunidade de se vestir a melhor roupa e de contemplar, face a face, D. João VI - uma perfeita oportunidade para se fazer algum pedido ou reclamação ao rei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com exceção dos domingos e feriados, o ritual ocorria todas as noites, em torno das 20 horas (D. João VI tinha o hábito de dormir tarde). Toda a corte se reunia para prestigiar a solenidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o sinal era dado para a abertura do salão, a banda de música da corte começava a tocar. Em fila, os súditos caminhavam, lentamente, em direção ao salão cerimonial. Quando se aproximavam a alguns passos do trono, inclinavam-se profundamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois, o súdito se ajoelhava e beijava a mão de D. João VI. Após, repetia-se o mesmo gesto em relação aos demais membros da família real. Quando, enfim, o último membro real era reverenciado, o súdito se retirava - também em fila - por outra porta, na mesma ordem em que entrou no salão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo testemunhas da época, as estradas que davam acesso ao Rio de Janeiro eram percorridas, simultaneamente, por ricos e pobres, que se deslocavam para o palário real a fim de participarem do evento. Uns iam a pé; outros, na garupa de mulas: todos ansiosos pela chance de beijar a mão do monarca. Registrou-se, em 1816, que até um grupo de índios desejou participar da cerimônia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-5425079557964952575?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/5425079557964952575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/o-ritual-do-beijo-mao-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5425079557964952575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5425079557964952575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/o-ritual-do-beijo-mao-no-brasil.html' title='O RITUAL DO BEIJA-MÃO NO BRASIL'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-7434715478707855095</id><published>2011-06-20T20:19:00.008-03:00</published><updated>2011-11-05T14:29:03.170-03:00</updated><title type='text'>QUATRO CURIOSIDADES ACERCA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 - É sabido que "idem" procede do latim e significa "igualmente, do mesmo modo". Quando ocorre uma repetição sequencial, usa-se "ibidem", por sinal muito usado em citações bibliográficas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontrou-se, no Rio Grande do Norte, uma tabela num açougue que dizia assim: "Carne sem osso; idem, com osso; ibidem, sem idem; idem, sem ibidem". O preço ia diminuindo, de modo que o último item constava como gratuito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 - Capistrano de Abreu (1853 - 1927), que morreu quatro anos antes de nascer Chico Anísio - de quem era conterrâneo -, foi um dos primeiros grandes historiadores brasileiros. Considerado um pesquisador dado à rigorosa investigação de fontes, o cearense era também muito familiar à língua portuguesa. Prendia-se, costumeiramente, à etimologia da palavra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certa vez, tratando acerca da expressão "ter vergonha na cara", afirmou: "Eu proporia que se substituíssem todos os capítulos da Constituição por: Artigo Único - Todo brasileiro fica obrigado a ter vergonha na cara".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 - Segundo Deonísio da Silva, renomado escritor brasileiro e autor do clássico "De onde vêm as palavras", o vocábulo "fama" procede do latim e significa "o que se fala de alguém  e que resulta em perfil da pessoa cujos atos e falas são comentados, dando-lhes contornos que escapam à verdadeira essência de sua personalidade, com o triunfo das versões".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente no século 13 o referido vocábulo entrou para o português, e, na época, santos e bandidos poderiam igualmente ser considerados famosos. Dois séculos depois, o verbo "difamar" entra para a língua portuguesa, designando "ações que têm o fim de contrapor as versões sobre a vida de algum personagem conhecido", afirma o mesmo autor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje o referido vocábulo está presente no Código Penal brasileiro, mas não é endereçado somente a pessoas conhecidas e famosas. Qualquer cidadão pode ser difamado, independentemente de ser famoso ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4 - O baiano Rui Barbosa (1849 - 1923) e o cearense Clóvis Beviláqua (1859 - 1944) são dois grandes nomes brasileiros na área do Direito e também da língua portuguesa. Como já vimos em outra ocasião, o primeiro chegou a questionar em plenário - quando era deputado federal -, os aspectos gramaticais de alguns dipositivos do projeto do primeiro Código Civil brasileiro, uma obra de Clóvis Beviláqua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não obstante os desentendimentos gramaticais entre os dois, Rui assim se expressou em outra ocasião: "Meu papel, subalterno e pouco menos anônimo, limitado a corrigir, suprimir e aditar em obra alheia, não seria susceptível de comparação nenhuma com o do professor". Ele falava de Clóvis, e não abordava, necessariamente, as dissidências acerca da língua portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-7434715478707855095?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/7434715478707855095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/quatro-curiosidades-acerca-da-lingua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7434715478707855095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7434715478707855095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/quatro-curiosidades-acerca-da-lingua.html' title='QUATRO CURIOSIDADES ACERCA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-6139255609909632600</id><published>2011-06-16T20:46:00.005-03:00</published><updated>2011-11-01T19:27:36.989-03:00</updated><title type='text'>EM RELATÓRIO HISTÓRICO, GONÇALVES DIAS MOSTRA AS PRECÁRIAS CONDIÇÕES DAS BIBLIOTECAS NA REGIÃO NORTE DO PAÍS EM MEADOS DO SÉCULO 19</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meados do século 19, Gonçalves Dias (1823 - 1864), que há poucos anos havia sido nomeado professor de latim e história no Colégio D. Pedro II, no Rio de Janeiro, fez uma inspeção nas bibliotecas públicas e religiosas no Norte do país, em busca de documentos históricos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale lembrar que depois da criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1838, acentuou-se consideravelmente o interesse em preservar documentos históricos que pudessem contribuir com a "construção" da história do Brasil. Segundo o relatório, era o Maranhão quem concentrava a melhor das bibliotecas pesquisadas, embora não seja nada animador o que nos relatou o poeta e professor:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Quanto à parte literária, é o Convento de Santo Antônio, o que mais avulta, contendo uma biblioteca de quase 2.000 volumes; mas por negligência, acham-se muitos, quase todos, danificados a ponto de não poderem servir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não havendo um catálago na biblioteca, tive de percorrer os volumes um por um, para que ao menos soubesse o que eles continham, e na esperança de encontrar entre eles livros dos que faltam nas nossas principais bibliotecas, ou algum manuscrito esquecido. Nada disso: são volumes de teologia casuística, de filosofia rançosa, que ao abrir-se pareciam estranhar e queixar-se da mão, que os importunava no descanso morto em que jaziam."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dando prosseguimento ao relatório, Gonçalves Dias também comenta sua impressão acerca das bibliotecas públicas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Igualmente infrutíferas foram as minhas visitas à biblioteca pública, cuja história é a seguinte (...) Muitos dos particulares concorreram com obras de valor e somas de dinheiro, enquanto outros, disfarçando a sua má vontade, remeteram volumes traçados e estragados a ponto de que, para não danificar os outros, um dos últimos presidentes ordenou que fossem lançados à praia".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O consagrado escritor brasileiro, Wilson Martins, autor da também consagrada obra de 12 volumes, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A história da inteligência brasileira&lt;/span&gt;, comentando o relatório em questão, assinala:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Se a situação era essa em 1851, um quarto de século depois de criados os cursos jurídicos, isto é, quando já se havia tido tempo de remediar, pelo menos, as deficiências mais clamorosas (sem que, de toda evidência, nada fosse feito), pode-se imaginar o que seria no início desse período".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a lucidez que lhe era peculiar, conclui Wilson Martins:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Fica demonstrado, igualmente, que a ideia toda fantasiosa dos conventos como focos ativos de cultura e amor aos livros não passa de uma construção do espírito, o que em nada concorria para amenizar, antes instigava, a atitude anticlerical das classes dirigentes".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-6139255609909632600?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/6139255609909632600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/relatorio-de-goncalves-dias-mostra-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6139255609909632600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/6139255609909632600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/relatorio-de-goncalves-dias-mostra-as.html' title='EM RELATÓRIO HISTÓRICO, GONÇALVES DIAS MOSTRA AS PRECÁRIAS CONDIÇÕES DAS BIBLIOTECAS NA REGIÃO NORTE DO PAÍS EM MEADOS DO SÉCULO 19'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-2140939787828015111</id><published>2011-06-13T20:05:00.006-03:00</published><updated>2011-11-05T14:31:30.012-03:00</updated><title type='text'>(1) OS BASTIDORES DO GRANDE INCÊNDIO DE ROMA. (2) AFINAL, NERO TERIA SIDO O MANDANTE DE TAL CRIME?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ano 64 d.C., no governo do imperador Nero, ocorreu um dos incêndios mais marcantes da história da Antiguidade. Dos 14 bairros de Roma, somente 4 ficaram intactos, 3 foram completamente destruídos, ao passo que os 7 restantes foram parcialmente queimados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os historiadores Suetônio e Cornélio Tácito, ambos nascidos ainda no primeiro século, narram, respectivamente, em seus livros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Vida dos Doze Césares&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anais&lt;/span&gt;, detalhes de como se processou o incêndio que, na versão de Tácito, faria dos cristãos os responsáveis por tamanha tragédia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra versão, estranha aos historiadores acima mencionados, dá conta de que o fogo teria surgido acidentalmente pelos próprios moradores. No dizer de Tácito e Suetônio, Nero foi acusado de, propositadamente, ter ateado fogo na velha Roma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo deles (Suetônio), por sinal, é categórigo: "Simulando descontentamento com a feiura* dos antigos edifícios, com a estreiteza e a tortuosidade das ruas, incendiou a cidade de forma tão acintosa que...", ao passo que Tácito afirma que a calamidade fora "atribuída por uns a Nero, por outros ao acaso", bem como que "Pareceu que Nero procurava a glória de construir uma nova cidade e dar-lhe o seu nome".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelas duas versões, Nero pretendia reconstruir a cidade - sem falar que desejava rebatizá-la emprestando-lhe seu nome. É merecido lembrar que o referido imperador já pretendera rebatizar um dos meses do ano, que passaria a ter seu nome. Certamente invejava Júlio César e Otávio Augusto, homenageados com a nominação dos meses de julho e agosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro fator que pesa contra Nero diz respeito a outros registros dando conta de que ele de fato tinha claras pretensões arquitetônicas para as cidades, não somente para Roma, cujos edifícios deveriam ter galerias na frente, para que, do alto do terraço se pudesse combater os incêndios. E por falar em incêndios, afora a acusação sobre Roma, Nero também pretendeu incendiar a Gália, sem falar que planejou soltar feras para dizimar seus moradores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acusado de ser o mandante, Nero não se achava presente em Roma quando o incêndio teve início. Ele estava em Âncio, que ficava na região do Lácio (Itália). Antes do fim da calamidade - que teria durado seis ou sete dias -, Nero voltaria a Roma a fim de tomar algumas medidas governamentais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de fazê-lo, porém, foi acusado de contemplar o incêndio do alto de uma torre (Tácito afirma que ele estava em seu palácio - provalmente na torre do próprio palácio), em cujo momento teria se alegrado e cantado em honra ao feito alcançado. Quando o fogo se aproximava de seu lar, resolveu agir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As medidas governamentais para amenizar o sofrimento dos moradores se limitaram a baixar o preço de alguns alimentos e a reconstruir as casas, desta feita nos moldes arquitetônicos pretendidos. Suetônio afirma que o imperador se aproveitou da situação para roubar os pertences dos moradores que não foram dizimados pelas chamas. Para tanto, teria ordenado que o recolhimento dos cadáveres dar-se-ia pelo Estado (a oportunidade, enfim, para entrar nos lares e saquear o que lhe convinha).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vários templos foram destruídos, inclusive incontáveis obras de arte grega. Registraram-se suicídios e falência de alguns moradores. O povo, temeroso de que houvesse novos incêndios e tentando acalmar a fúria dos deuses, fizeram inúmeras honras religiosas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os préstimos de Nero no intuito de amenizar o sofrimento da população não surtiram efeito. Acusado pelo povo e vendo que os boatos não cessavam, Tácito afirma que o imperador teria posto a culpa nos cristãos, que passaram a ser vítimas de várias crueldades, uma das quais serem amarrados a postes e incendiados nos jardins do palácio de Nero durante o período noturno, promovendo, assim, o que se chamou de "espetáculos". Outra perversidade: os cristãos eram amarrados com peles de animais e em seguida eram entregues (ainda vivos) para serem dilacerados por feras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;_____&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* O blog adota as novas regras gramaticais, daí o porquê de se escrever feiura (sem acento) e não mais feiúra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-2140939787828015111?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/2140939787828015111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/1-os-bastidores-do-grande-incendio-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/2140939787828015111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/2140939787828015111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/1-os-bastidores-do-grande-incendio-de.html' title='(1) OS BASTIDORES DO GRANDE INCÊNDIO DE ROMA. (2) AFINAL, NERO TERIA SIDO O MANDANTE DE TAL CRIME?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-7335056501831710024</id><published>2011-06-09T21:32:00.003-03:00</published><updated>2011-11-02T19:56:57.033-03:00</updated><title type='text'>SEGUNDO ROUSSEAU, QUANTO MAIS O ESTADO CRESCE, MAIS A LIBERDADE DIMINUI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rousseau (1712 - 1778) é considerado, ao lado de Voltaire, um dos principais filósofos iluministas. O suíço, que é autor do clássico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O contrato social&lt;/span&gt;, discutiu, na citada obra - além de outros temas -, a questão da relação entre o crescimento do Estado e a liberdade dos cidadãos que estão sujeitos a esse Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abordando o tema, Rousseau inicia o capítulo assim: "Advirto o leitor que este capítulo deve ser lido pausadamente e que desconheço a arte de ser claro para quem não quer prestar atenção".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E prossegue: "Toda ação livre tem duas causas que concorrem para produzi-la. Uma, moral, a saber, a vontade que determina o ato; outra, física, a saber, o poder que a executa".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais adiante, Rousseau dá prosseguimento ao seu raciocínio:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Suponhamos que o Estado seja composto de dez mil cidadãos. O soberano não deve ser considerado senão coletivamente e em corpo. Cada partícula, mas cada cidadão privado, na qualidade de súdito, é considerado como indivíduo. Assim, o soberano está para o súdito na proporção de dez mil para um, isto é, cada membro do Estado possui a décima milésima parte da autoridade soberana, embora esteja todo inteiro a ele submetido."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Se o povo é constituído de cem mil homens, a situação dos súditos não muda e cada um suporta igualmente todo o império das leis, ao passo que seu sufrágio, reduzido a um centésimo-milésimo, tem dez vezes menos influência em sua redação. Então, como o súdito permanece sempre um, a relação do soberano aumenta em razão do número dos cidadãos. Disso decorre que quanto mais o Estado cresce, mais a liberdade diminui."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suma, quanto mais populoso um país, menor é a força proporcional em relação ao todo que cada indivíduo exerce.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-7335056501831710024?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/7335056501831710024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/segundo-rousseau-quanto-mais-o-estado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7335056501831710024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7335056501831710024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/segundo-rousseau-quanto-mais-o-estado.html' title='SEGUNDO ROUSSEAU, QUANTO MAIS O ESTADO CRESCE, MAIS A LIBERDADE DIMINUI'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-419798148167544891</id><published>2011-06-05T11:27:00.004-03:00</published><updated>2011-11-05T14:33:47.047-03:00</updated><title type='text'>UMA NAÇÃO SOMENTE SERÁ FORTE SE ELA ACREDITAR EM DEUS, DEFENDIA PLATÃO. MARX E NIETZSCHE DEFENDIAM O OPOSTO.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Marx, a religião é o ópio do povo. Ou seja, a religião torna o homem cego, estável (ou regressista), conformado com o mal, com a relação patrão-empregado. Para Marx, a crença em Deus é, portanto, um mal a ser evitado. Nietzsche, por sua vez, além de não crer em Deus, entendia que a esperança em um Deus já não se fazia necessária em seu tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não era assim que pensava o filósofo grego Platão, que, embora acreditasse na existência de vários deuses, difundiu a ideia da possibilidade da criação do mundo a partir de um Deus único.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Platão tivesse nascido hoje e mantivesse seus mesmos ideais, ele poderia ser rotulado de filósofo, historiador, teólogo, matemático, sociólogo e cientista social. E foi nas ciências humanas que ele encarnou sua fama. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A República&lt;/span&gt; - um de seus clássicos - que o diga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na citada obra, o autor teorizou, de forma clássica, acerca do modelo sociopolítico que o Estado deveria adotar, com fins à felicidade plena (mais social do que individual).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Platão - que defendia a necessidade do Estado ser governado por filósofos -, uma nação somente seria forte se o seu povo tivesse uma religião. Acreditar na existência de um Deus vivo, que distribuía recompensas e castigos, era algo vital para a sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal crença deveria ir mais longe: o povo tinha que acreditar numa vida pós-morte, quando então cada um seria alvo de tais recompensas ou castigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse Deus não seria, necessariamente, semelhante aos humanos (como defendem o cristianismo, o judaísmo e o islamismo). Uma força cósmica já seria suficiente, desde que essa força (Deus), fosse ativa e gerasse esperança e temor em seus fiéis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Platão, o ser humano que acredita numa vida pós-morte e em suas consequências (recompensas e punições) é uma pessoa mais preparada para modelar seus anseios antissociais, como a ganância (uma referência, talvez, ao incontido desejo de ascensão social, algo combatido por ele, o que poderia gerar descontroles na sociedade).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra vantagem para o indivíduo - membro de um corpo social -, apontava para a relação entre vida e morte de um parente. O filósofo entendia que a crença de que o indivíduo seria consolado depois da morte de um ente querido seria o melhor remédio para as dores daqueles que ficavam na Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suma, na prática não importava se Deus existia ou não, e sim a prudente solidificação da crença na existência desse Deus. Platão não foi ateu. Pelo contrário, estava convicto de uma vida depois da morte. Nesse campo, suas crenças estavam mescladas, de sorte que, a julgar pelas religiões atuais, existem elementos encontrados na fé espírita, cristã, judaica, muçulmana, dentre outras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A necessidade da crença em um Deus foi válida, provavelmente, até os idos de Maquiavel. Com o Iluminismo e o florescimento das ciências naturais do século XIX e da ciência tecnológica do século XX, a validade da crença em Deus passou a ser duramente questionada, embora existam pesquisas recentes que apontam consideráveis vantagens médicas, psicológicas e sociais em se manter o pensamento defendido por Platão, mesmo no século atual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-419798148167544891?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/419798148167544891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/uma-nacao-somente-sera-forte-se-ela.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/419798148167544891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/419798148167544891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/06/uma-nacao-somente-sera-forte-se-ela.html' title='UMA NAÇÃO SOMENTE SERÁ FORTE SE ELA ACREDITAR EM DEUS, DEFENDIA PLATÃO. MARX E NIETZSCHE DEFENDIAM O OPOSTO.'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-7792455641873720875</id><published>2011-05-31T21:42:00.006-03:00</published><updated>2011-06-01T06:51:28.202-03:00</updated><title type='text'>SE FOSSE NA ROMA ANTIGA, PALOCCI SAIRIA DO GOVERNO? TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES</title><content type='html'>Quem têm prioridade: os direitos individuais ou os direitos coletivos? A vontade pessoal ou o interesse social? Nos dias hoje, principalmente em países oficialmente democráticos, como o Brasil, é cada vez mais frequente a divulgação de ensinamentos que priorizam o interesse social em detrimento da vontade pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concomitantemente, a mídia cada vez mais tem trazido à tona escândalos políticos e, uma vez exposto o escândalo, insufla a sociedade a exigir que sejam tomadas medidas cabíveis, sejam administrativas, sejam judiciais. Um dos casos recentes aponta, por exemplo, para o ministro Antônio Palocci, alvo de pesadas acusações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palocci resistirá? Não vamos debater o mérito das acusações. Uma coisa, porém, é certa: a opinião pública é um dos fatores que pode contribuir para que ele saia do Governo. Abaixo, um breve relato do berço dessa relação entre opinião pública e a mudança de hábitos individuais e coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez vamos nos voltar à velha Roma. Já vimos que foi lá onde as tumbas passaram a ter um valor pedagógico, ou, melhor dizendo, possibilitaram a exposição ao grande público daquilo que era de notável interesse de seu titular, no caso o defunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lá também que se difundiu e se consolidou o hábito de "batizar" os prédios públicos com nomes de pessoas, uma prática ainda presente nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo não se deu da noite para o dia, e aos poucos se constatou que o grande juiz já não era o juiz de direito propriamente dito, e sim a sociedade, a opinão pública, embora o magistrado tivesse, legalmente, o poder de impor suas decisões. O romano viu-se fadado a mudar radicalmente seus hábitos caso estes não tivessem a aprovação da sociedade, da opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para se ter uma ideia, aos poucos os credores descobriram uma forma eficaz de conseguir de volta o dinheiro emprestado ou objeto de uma venda comercial. Quando o devedor se achava circulando em uma rua mais movimentada, o credor o surpreendia em público e passava a lhe cobrir de insultos, ora cobrando a dívida em voz alta, ora cantando-lhe uma canção zombeteira, na qual reclamava o débito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei de então não proibia tal comportamento, desde que não fossem proferidas palavras obscenas, visto que, para os juristas, a coletividade deveria ser poupada de palavras e gestos associados à sexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o devedor, que não pretendia ser reprovado pela opinião pública, só havia duas alternativas: pagar a dívida ou tentar comover a sociedade, em cuja situação geralmente ele, o devedor, deixava o cabelo crescer e fazia greve de fome. O objetivo, portanto, era fazer com que a sociedade o enxergasse como a grande vítima e não mais como um mau pagador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse legado foi passado ao Ocidente, e o Direito está impregnado de tais ideias, e, graças aos meios de comunicação, elas têm sido usadas em muitos casos, que, sozinhos, talvez não tivessem a relevância que alcançam depois que chegam ao conhecimento da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-7792455641873720875?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/7792455641873720875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/se-fosse-na-roma-antiga-palocci-sairia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7792455641873720875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7792455641873720875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/se-fosse-na-roma-antiga-palocci-sairia.html' title='SE FOSSE NA ROMA ANTIGA, PALOCCI SAIRIA DO GOVERNO? TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-5252367021989130786</id><published>2011-05-23T21:44:00.003-03:00</published><updated>2011-05-24T16:26:58.241-03:00</updated><title type='text'>A ORIGEM DO JARDIM DE INFÂNCIA NO BRASIL</title><content type='html'>A origem do termo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jardim de infância&lt;/span&gt; é atribuída ao protestante Friedrich Frobel (1782 - 1752), um pedagogo alemão com destacável atuação como educador infantil. Em 1837 ele pôs em prática seu primeiro jardim de infância, onde as crianças eram consideradas plantinhas de um jardim (daí o nome).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dele e das escolas infantis do século 19, a Europa já havia experimentado o uso de salas destinadas ao abrigo de crianças. Em 1816, um reformista social e empresário escocês abriu uma sala destinada a abrigar e a educar filhos de seus operários. Fenômeno parecido foi constatado na França, dez anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a criação do primeiro jardim de infância se deu em 1875, no Colégio Menezes Vieira, mesmo nome de seu fundador, o médico Joaquim José Menezes Vieira (1848 - 1897). Sua esposa, Carlota, foi cofundadora do mesmo colégio, cuja atuação em nada deixou a desejar a de seu esposo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colégio funcionava no Centro do Rio de Janeiro, que na época era a capital do país. O modelo adotado repercutiu na capital federal. O próprio imperador, D. Pedro II, visitava a escola e parecia ter as melhores impressões do recém-implantado jardim de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gazeta de Notícia&lt;/span&gt; divulgou, em 1881, que "Sua Majestade retirou-se à 1 hora da tarde, tendo antes visitado todas as dependências do estabelecimento e manifestado sua satisfação por vê-lo bem montado e em tão lisonjeiras condições". O imperador, como se sabe, era um grande leitor e incentivador da leitura, sem falar que tinha o hábito de visitar as escolas do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As salas comportavam aproximadamente 30 alunos, que eram introduzidos à ginástica, ao desenho, à pintura, à jardinagem... O professor deveria conceder extrema liberdade ao aluno. Já havia cartazes que traziam frases do tipo: "A vida da criança deve ser uma festa perpétua" e "Oh! O jardim há de dar o que os cárceres não deram".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal Menezes Vieira e Carlota, que havia se inspirado no educador alemão, logo foi copiado por outros colégios. Já na década de 80 do século 19 o Rio de Janeiro viu-se alvo do crescimento do modelo então implantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora educadores tivessem apoiado o modelo em questão, a ideia de educação infantil ainda não estava bem incorporada no país. Para muitos, as escolas para crianças "roubavam" o papel da família, uma vez que, para os tais, o papel de educador cabia ao pai e à mãe e não às tias (termo ainda hoje usado para professoras, cuja origem também se deu no citado século).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto, porém, prosseguiu, e o advento da República só aumentou o número de salas de aula nas escolas do país com tal fim pedagógico, principalmente nas grandes capitais. Na década de 20 do século XX, o país já contava com aproximadamente 50 jardins de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-5252367021989130786?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/5252367021989130786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/origem-do-jardim-de-infancia-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5252367021989130786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5252367021989130786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/origem-do-jardim-de-infancia-no-brasil.html' title='A ORIGEM DO JARDIM DE INFÂNCIA NO BRASIL'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-7111960837967840659</id><published>2011-05-18T19:02:00.007-03:00</published><updated>2011-05-18T19:50:26.913-03:00</updated><title type='text'>BENTO XVI SERÁ O PENÚLTIMO PAPA, AFIRMA SANTO CATÓLICO</title><content type='html'>Há quem afirme que o atual Papa, Bento XVI, e o então Papa, João Paulo II, tinham um bom motivo para rolar sobre o travesseiro durante as madrugadas: o Papado estaria com os dias contados e Bento XVI seria o penúltimo Pontífice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há séculos e séculos que a Igreja Católica não utiliza a Bíblia como única regra de fé. Os concílios, a "infalibilidade" papal e as visões de Maria em Fátima, por exemplo, têm seu enorme peso quando o tema é credibilidade. Aliás, quando se fala em profecias, é bom lembrar também que várias denominações protestantes, ainda nos dias atuais, as utilizam para exortarem ou confortarem algum fiel, sob a justificativa de que o profeta evangélico fala em nome de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1094 nasceu um monge irlandês, que se tornaria conhecido por São Malaquias, uma vez que fora canonizado no final do século 12. Fora amigo do conhecido São Bernardo, uma das maiores personalidades católicas de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monge irlandês, que previu o exato dia em que morreria, profetizou sobre os últimos dias do Papado. Segundo ele, a partir de suas interpretações, a sucessão papal terminaria depois que subissem ao trono 111 papas, o que faria de Bento XVI o penúltimo deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda previu o fim de Roma, cuja destruição ocorrerá com a chegada do novo papa. Para o profeta irlandês (considerado santo, pela Igreja), a Santa Sé seria perseguida e vitoriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "santo" católico conclui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na perseguição final à Santa Igreja Romana, reinará o romano Pedro, que apascentará seu rebanho por entre muitas tribulações; após o quê, a cidade das sete colinas [Roma] será destruída e o temível Juiz virá julgar o povo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-7111960837967840659?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/7111960837967840659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/bento-xvi-sera-o-penultimo-papa-afirma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7111960837967840659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7111960837967840659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/bento-xvi-sera-o-penultimo-papa-afirma.html' title='BENTO XVI SERÁ O PENÚLTIMO PAPA, AFIRMA SANTO CATÓLICO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8766480288582653481</id><published>2011-05-13T20:16:00.005-03:00</published><updated>2011-05-13T21:21:29.115-03:00</updated><title type='text'>RUI BARBOSA E SUA LUTA PELA IMPLANTAÇÃO DA DISCIPLINA DESENHO NA EDUCAÇÃO DO BRASIL</title><content type='html'>Rui Barbosa (1849 - 1923), conhecido jurista brasileiro com respeitada atuação nacional e internacional - e profundo estudioso da língua portuguesa -, não era um homem somente do Direito e do Português. Seu conhecimento era amplo e abordava outras disciplinas - bem no estilo de vários renascentista -, de sorte que ele, Rui Barbosa, se tornou um homem admirado, inclusive, por seus discursos e por suas ideias sobre a educação do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava convencido de que a educação era algo imprescindível para o país, cujo mérito por excelência dizia respeito à capacitação do indivíduo para servir à sociedade de modo proveitoso. Ele não poupou críticas acerca da qualidade do ensino reservado aos pobres, pois, segundo Rui, somente uma elite dispunha de um nível melhor (como se vê, a crítica é antiga e remonta às origens da implantação do ensino oficial pelo Estado brasileiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Rui Barbosa, o país deveria acrescentar a disciplina Desenho no rol daquelas adotadas oficialmente, visto que, de acordo com o jurista, a nova disciplina ajudaria o aluno a desenvolver outras habilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1879, criticou a reforma do ensino feita no país por D. Pedro II (embora pela primeira vez ela tenha permitido que escravos pudessem frequentar as salas de aula - algo que na prática não aconteceu), pois, no entendimento de Rui Barbosa, ela não ampliou satisfatoriamente o número de disciplinas do ensino primário e secundário (este último criado em meados do mesmo século).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, as poucas escolas continuavam ensinando o aluno a ler, a escrever e a fazer as quatro operações matemáticas, contrariando as determinações de uma lei de 1827 (então em vigor), que previa, também, o ensino de proporção e geometria na disciplina de matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Rui Barbosa, a prática do desenho é anterior à escrita. Aquela levou a esta, um retrato do processo evolutivo da própria humanidade. O desenho demonstra a espontaneidade, o instinto intuitivo, enfim, a liberdade de expressão do ser humano, entendia o jurista, tanto que planejou a construção da Escola Normal Nacional de Arte Aplicada, no Rio de Janeiro, cujo objetivo principal seria formar professores para o ensino da nova disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1882, numa conferência realizada no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, ele proferiu o seguinte discurso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que agente é esse, capaz de operar no mundo, sem a perda de uma gota de sangue, essas transformações incalculáveis, prosperar ou empobrecer Estados, vestir ou despir aos povos o manto da opulência comercial? O Desenho, senhores, unicamente, essa modesta e amável disciplina, pacificadora, comunicativa  afetuosa entre todas: o desenho professado às crianças e aos adultos, desde  jardim de infância até a universidade, como base obrigatória na educação de todas as camadas sociais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rui Barbosa escreveu vários artigos sobre o tema, muitos lidos inclusive pelo próprio D. Pedro II, que, efetivamente, optou por menosprezar as ideias do jurista brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8766480288582653481?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8766480288582653481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/rui-barbosa-e-sua-luta-pela-implantacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8766480288582653481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8766480288582653481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/rui-barbosa-e-sua-luta-pela-implantacao.html' title='RUI BARBOSA E SUA LUTA PELA IMPLANTAÇÃO DA DISCIPLINA DESENHO NA EDUCAÇÃO DO BRASIL'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1091532587372719996</id><published>2011-05-07T11:19:00.004-03:00</published><updated>2011-05-07T11:55:23.247-03:00</updated><title type='text'>ESCRITOR LATINO QUE NASCEU NO PRIMEIRO SÉCULO CONTA EM DETALHES AS INTIMIDADES SEXUAIS E ALIMENTARES DE NERO, BEM COMO OUTRAS TRAVESSURAS DO IMPERADOR</title><content type='html'>Os textos que você lerá agora são extraídos da obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Vida dos Dozes Césares&lt;/span&gt;, de Caio Suetônio, escritor latino (69 - 141 d.C.), contemporâneo de Tácito, Juvenal e Plínio, cujos nomes, acompanhados de Virgílio, Horácio, Tito Lívio, Ovídio e Cícero, marcam o apogeu dos escritores latinos que viveram na Antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as travessuras de Nero durante à noite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao anoitecer, punha um boné ou um barrete e saía a percorrer as tavernas, vagabundear pelas ruas a título de brinquedo, mas não inofensivo. De fato, surrava pessoas que retornavam do jantar e, se resistissem, as feria e as afogava nos esgotos. Chegava a arrombar as portas das pequenas bodegas e roubá-las."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegue Suetônio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Abrira, em sua casa, uma espécie de mercado onde vendia o produto do saque às porções, em leilões, para dissipar o rendimento. Muitas vezes, nas disputas e brigas, arriscou-se a perder os olhos e a vida. Um homem, cuja mulher fora por ele insultada, pensou em derrubá-lo a golpes de ferro. Depois disso, nunca mais se expôs em público a tal hora sem a proteção dos tribunos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre seus hábitos alimentares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prolongava suas refeições desde o meio-dia até a meia-noite e restaurava suas forças tomando com frequência banhos mornos, ou, se no verão, refrescando-se com a neve. Jantava, também, quase sempre, em lugar público ... ora no Circo Máximo, onde era servido pelas prostitutras de toda a cidade e tocadora de flauta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre seu apetite sexual pela própria mãe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Narra-se inclusive, que toda vez que andava em liteira com sua mãe satisfazia com ela seus apetites incestuosos e provava esse fato com as manchas apresentadas em suas vestes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre seus gastos pessoais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Jamais usou duas vezes a mesma roupa. Jogou aos dados a quatrocentos mil sestércios a partida. Pescava com anzol de ouro, cuja linha era trançada de púrpula escarlate. Em tempo algum se opôs em marcha com menos de mil carros, com mulas ferradas de prata... um grupo de mazices e cavalos ornados de braceletes e colares."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre suas relações homossexuais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sem falar das relações sexuais com homens livres e das suas libidinagens com mulheres casadas, deflorou uma virgem Vestal, Rúblia (...) Esforçou-se, mesmo, por transformar em mulher, arrancando-lhe os testículos, o jovem Esporo. Carregou-o em régia pompa, observando todos os ritos esponsálicos e o tratou como verdadeira mulher."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro texto, diz o mesmo autor sobre as fantasias sexuais de Nero:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Prostituiu seu corpo a tal ponto que, maculados quase todos os membros, imaginou, enfim, como uma espécie de divertimento, cobrir-se com uma pele de fera e fazer-se encerrar numa jaula, de onde se lançava, ao sair, às virilhas de homens e mulheres atados a um poste."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1091532587372719996?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1091532587372719996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/escritor-latino-que-nasceu-no-primeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1091532587372719996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1091532587372719996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/escritor-latino-que-nasceu-no-primeiro.html' title='ESCRITOR LATINO QUE NASCEU NO PRIMEIRO SÉCULO CONTA EM DETALHES AS INTIMIDADES SEXUAIS E ALIMENTARES DE NERO, BEM COMO OUTRAS TRAVESSURAS DO IMPERADOR'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1458483943840668715</id><published>2011-05-04T07:26:00.009-03:00</published><updated>2011-07-25T00:19:36.347-03:00</updated><title type='text'>O PONTIFICADO DE JOÃO PAULO II FOI UM PROGRESSO OU UM REGRESSO?</title><content type='html'>Dia 1º de maio entra para a história não somente como o Dia do Trabalho, mas agora pela beatificação de João Paulo II, o Papa que caiu na graça dos fiéis católicos. Esforços é o que não faltam no sentido de solidificar a versão de que ele foi um Pontífice moderno, de ter sido um grande protagonista do diálogo inter-religioso, de ter sido, enfim, uma ponte que estreitou abismos históricos que separavam a Igreja do mundo e dos demais segmentos religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é bem assim que está nos anais de seu pontificado, e o blog tentará mostrar, de forma breve, que o governo de João Paulo II foi, em alguns aspectos, um retrocesso, sendo que muitas ações "infalíveis" que emanaram do referido Papa estiveram diretamente associadas a Ratzinger (Bento XVI), então seu confidente número 1 e visto por muitos pesquisadores como um cardeal típico da Igreja histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje o atual Papa não engole o Iluminismo nem o século 19, considerados dois grandes monstros para a Igreja Católica, tanto que ele, em agosto de 1984, chegou a afirmar que estava "convencido de que o dano em que incorremos nestes vinte anos se deve ... fora da Igreja, a um confronto com uma revolução cultural no Ocidente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que tem a ver tal afirmação com o Papa (agora beato) João Paulo II, já que ela fora pronunciada por Bento XVI? Antes de tentarmos responder, vale relembrar que Bento XVI fora escolhido por João Paulo II para ser o Prefeito da Congregação para a Doutrona da Fé (a Inquisição, numa versão moderna). Os dois eram amicíssimos, e não dispensavam os encontros às portas fechadas às sextas-feiras, de sorte que as decisões do então cardeal Bento XVI tinham a aprovação de João Paulo II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Concílio Vaticano II, realizado no início da década de 60 passada, foi um marco na histórica da Igreja: acabou com a missa em latim, extinguiu o Index, e, por meio de uma encíclica publicada em 1963, o então Papa, João XXIII, abraçou e aprovou o progresso que seus antecessores do século 19 tanto condenaram. Se João XXIII (não confundir com João Paulo II) não tivesse morrido tão cedo, certamente a Igreja Católica seria outra. Karol Wojtyla não estava preparado para dar continuidade (alguns anos depois) ao que fora iniciado por João 23 e, apoiado pelo então cardeal Ratzinger, decidiu, de forma dissimulada, embargar a Contemporaneidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo do pressuposto de que o mundo moderno era um potencial inimigo da Igreja, João Paulo II atacou: percebendo que muitos sacerdotes desejavam uma Igreja mais evoluída, digna do século XX, o então Papa (hoje beato) ordenou, em 1989, que Ratzinger exigisse oficialmente que os novos nomeados para os seminários e universidades católicas – incluindo reitores e professores de teologia e filosofia -, fizessem não somente uma profissão de fé, como também um juramento de fidelidade. Isto mesmo: professores de filosofia jurando, oficialmente, que em suas aulas não deveria ser ensinado algo que viesse embargar os princípios e projetos católicos, dentre os quais a infalibilidade papal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1990, a Congregação, dirigida por Ratzinger, produziu um rascunho do que seria o novo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Catecismo Universal da Fé Católica&lt;/span&gt;, um documento que continha mais de 350 páginas. Dentre tantos outros ensinamentos, estava a confirmação de que o Papa não erra, jamais erra. Além do quê, o texto dizia: “A tarefa de dar uma interpretação autêntica da Palavra de Deus, seja em sua forma escrita ou na forma da tradição, foi confiada apenas ao departamento do ensino vivo da Igreja”. Era a confirmação, a aceitação e a imposição de valores eclesiásticos duramente combatidos por crédulos e incrédulos em quase toda a história da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rascunho fora enviado a todos os bispos católicos ao redor do Planeta e pedia sugestões; mas vazou e a imprensa não pensou duas vezes e o publicou. Um grande número de católicos e não católicos ficou chocado com o conteúdo, recheado de uma psicologia raivosa, pronta a rebater e condenar a Modernidade. Muitos se decepcionaram e viram morrer a chance de contemplar uma Igreja digna do presente século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que o documento vazou, Ratzinger (hoje Bento XVI), e com a aprovação de João Paulo II, apressou-se para evitar uma grave crise interna, uma vez que eram divergentes as opiniões dos sacerdotes que compunham a própria Igreja Católica. Assim se expressou o governo de João Paulo II, através de Ratzinger: “A liberdade do ato de fé não pode justificar o direito de dissidir. Essa liberdade não indica liberdade em relação à verdade, mas a livre determinação da pessoa em conformidade com a sua obrigação moral de aceitar a verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, somos livres para pensar, mas somente se for dentro da vontade da Igreja, caso contrário estamos usando dessa liberdade para nos insugirmos contra a Igreja e, portanto, contra a verdade. O texto era claro: que sejam combatidos os pensamentos contrários aos da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembremo-nos, também, de que João Paulo II defendeu que somente a Igreja Católica pode interpretar suficientemente a Bíblia, algo duramente combatido desde os tempos medievais. Não era o que defendia João 23. Impossível falar do governo de João Paulo II e não associá-lo à noção de regresso, pelo menos em relação ao papa que deu início ao Concílio Vaticano II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo de João Paulo II, padres foram expulsos por pensarem diferente. Uma freira brasileira foi desterrada para a Bélgica, sob o pretexto de que deveria melhor interpretar a Bíblia. Um padre alemão, que por quatro vezes foi obrigado a comparecer aos tribunais nazistas, afirmou que a Congregação dirigida por Ratzinger (quando João Paulo II era Papa) era mais ofensiva em seus interrogatórios do que os referidos tribunais de Hitler. Ele, o citado padre, experimentou de perto os dois inquisidores e certamente não falou à toa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presente matéria não tem por fim rebater ou desacreditar o “milagre” atribuído a João Paulo II, mas apenas expor, para reflexão, fatos históricos que, por conveniência católica, não chegam de forma clara ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil, também, não imaginar que Ratzinger esteja interessado em santificar João Paulo II por questões pessoais, afinal, por mais que os bastidores do pontificado de João Paulo II não lhe sejam tão favoráveis como divulgam, ele foi um papa do povo, ao contrário de Ratzinger, que durante o tempo em que esteve à frente da Congregação (antiga Inquisição), ficou marcado como um homem cruel, duro, típico representante do catolicismo histórico que marcou séculos. É, sem dúvida, uma oportunidade de amenizar um pouco sua má fama, ainda que realmente João Paulo II esteja conversando com Deus, e intercedendo por seus novos fiéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1458483943840668715?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1458483943840668715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/joao-paulo-ii-e-modernidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1458483943840668715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1458483943840668715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/05/joao-paulo-ii-e-modernidade.html' title='O PONTIFICADO DE JOÃO PAULO II FOI UM PROGRESSO OU UM REGRESSO?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8676154005485492154</id><published>2011-04-29T20:23:00.007-03:00</published><updated>2011-05-01T14:19:37.586-03:00</updated><title type='text'>INJUSTAMENTE ACUSADA DE TER INVENTADO O INFERNO, A IGREJA CATÓLICA NADA TEM A VER COM A ORIGEM DE TAL CRENÇA</title><content type='html'>Afinal, o Inferno existe ou não existe? Não é sobre esta pergunta que iremos tratar, embora certamente é uma pergunta que perturbou (e continua perturbando) os seres humanos há séculos e séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existindo ou não, ele, o Inferno, foi e continua sendo a arma central para convencer pessoas a aderirem às denominações religiosas que nele creem incondicionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No passado, a Igreja Católica se utilizou de tal crença para amedrontar e impor seus desejos não espirituais, ao passo que hoje, os protestantes apregoam, de forma viva - e assustadora - que há somente dois destinos: Céu e Inferno, de sorte que muitos se agarram a tais crenças unicamente movidos pelo medo da dor eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, enfim, criou e eficazmente divulgou tal crença? Os católicos, os protestantes, os judeus, os antigos gregos? Há, quem afirme, ter sido a Igreja Católica a criadora do "Inferno" como meio de manipulação. A referida acusação não procede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais acusações recaem sobre o referido segmento religioso porque, praticamente desde sua oficialização, a Igreja Católica usou da força e do falso discurso para impor suas pretensões. É historicamente sabido que a Igreja mentiu, manipulou e, para "tristeza" de alguns protestantes, selecionou os livros que compõem o Novo Testamento da Bíblia dos próprios protestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ficou no imaginário de leitores, estudantes e alguns professores, a ideia de que a Igreja Católica precisou criar um forte motivo para gerar medo nos fiéis, de modo que seus desejos fossem pacificamente alcançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que muitos pensam, a crença na condenação ao Inferno (nos termos bíblicos) está documentada pelos cristãos antes mesmo da Igreja ter sido institucionalizada. Não estamos falando da Bíblia, mas de outros documentos, produzidos nos primeiros séculos - alguns, inclusive, no final do primeiro século. É o caso, por exemplo, de uma obra chamada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Didachê&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal documento fora escrito ainda no final do primeiro século (há quem afirme ter sido por volta de 120d.C.) e revela, de forma clara e indiscutível, a crença no seio cristão em relação ao Inferno. Até o momento não há acusações de que ele fora adulterado pela Igreja. Ou seja, até os críticos aceitam ser um documento autêntico. Diz o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então a criação dos homens entrará no fogo do juízo e muitos tropeçarão e perecerão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Didachê&lt;/span&gt; está catalogado como um documento apócrifo pela Igreja. Católicos e protestantes não o aceitam como sendo digno de credibilidade porque há outros ensinamentos contrários aos dogmas oficiais dos citados segmentos religiosos. Ainda assim, subsiste o valor histórico em relação à crença que alguns cristãos já manifestavam no primeiro século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros documentos não bíblicos também servem para provar que a Igreja Católica não inventou a crença no Inferno. Dois deles, produzidos no segundo século (vale lembrar que a Igreja Católica fora criada no século 4), revelam que a crença no Inferno era abundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos falando de uma carta de Justino Mártir, um ex-seguidor do platonismo e estudioso do estoicismo, enderaçada ao imperador romano Antonino Pio, em meados do século II. Na citada carta, o estudioso Justino - que se converteu ao cristianismo e abandonou os princípios filosóficos gregos -, faz claras alusões ao Inferno, exatamente como o concebemos nos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do quê, o Inferno é citado ainda em outros documentos apócrifos, todos eles escritos antes mesmo da Igreja ter sido criada oficialmente. Assim, não se pode afirmar que a Igreja inventou o Inferno, embora seja correto que ela se utilizou de tal crença para alcançar seus desejos nada santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8676154005485492154?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8676154005485492154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/injustamente-acusada-de-ter-inventado-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8676154005485492154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8676154005485492154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/injustamente-acusada-de-ter-inventado-o.html' title='INJUSTAMENTE ACUSADA DE TER INVENTADO O INFERNO, A IGREJA CATÓLICA NADA TEM A VER COM A ORIGEM DE TAL CRENÇA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-2400409472521469531</id><published>2011-04-26T20:31:00.004-03:00</published><updated>2011-04-26T21:15:23.989-03:00</updated><title type='text'>O USO DE TEMPLOS PAGÃOS POR CRISTÃOS: CORRESPONDÊNCIA PRIVADA REVELA AS INTENÇÕES DA IGREJA HÁ MAIS DE 1.400 ANOS</title><content type='html'>Carta escrita no ano 601 d.C., pelo Papa Gregório I, e endereçada a um abade, revela a intenção da Igreja em utilizar os templos pagãos para a atividade litúrgica cristã. Até o final desta postagem será divulgado trecho histórico da referida carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda antes da Igreja cristã ter sido institucionalizada (século 4), ela teve que lidar com vestígios pagãos, como duendes, gnomos, fadas e deuses de chifres. As crenças cristãs e pagãs foram mescladas, de modo que várias correntes surgiram dentro da própria Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faltaram queixas, ainda nos primeiros séculos, dando conta de que o cristianismo já não era mais o mesmo daquele constatado nas primeiras décadas de seu nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja não hesitou e fez de tudo para enterrar de vez qualquer resíduo pagão: tornou-se noiva do Estado e perseguiu, a ferro e sangue, os relutantes. Vejamos, agora, as palavras do Papa Gregório (em 601) sobre a reutilização dos templos pagãos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Chegado à conclusão de que os templos dos ídolos entre esse povo não devem em hipótese alguma ser destruídos. Os ídolos devem ser destruídos, mas os próprios templos devem ser aspergidos com água-benta*, e neles instalados altares e depositadas relíquias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegue o papa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pois se esses templos são bem construídos, devem ser purificados do culto aos demônios e dedicados ao serviço do verdadeiro Deus. Dessa maneira, esperamos que o povo, vendo que seus templos não são destruídos, abandone seu erro e, acorrendo mais rapidamente a seus locais de costume, venha a conhecer e adorar o verdadeiro Deus."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui o Pontífice:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E como têm o costume de sacrificar muitos bois ao demônio, que alguma outra solenidade substitua essa, como um dia de Dedicação ou a Festa dos Santos Mártires cujas relíquias estejam ali guardadas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto, de grande valor histórico, mostra a astúcia do então papa, que, além de se utilizar dos templos pagãos - sem falar que pretendia destruir as estátuas -, ainda sugeriu que a festa dos antigos romanos fossem substituídas por outra solenidade, no caso uma festa ligada aos mártires, vistos como santos, inclusive nos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O blog adota o novo Acordo Ortográfico e se esforça por adotar os vocábulos oficializados pelo VOLP, da Academia Brasileira de Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-2400409472521469531?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/2400409472521469531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/o-uso-de-templos-pagaos-por-cristaos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/2400409472521469531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/2400409472521469531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/o-uso-de-templos-pagaos-por-cristaos.html' title='O USO DE TEMPLOS PAGÃOS POR CRISTÃOS: CORRESPONDÊNCIA PRIVADA REVELA AS INTENÇÕES DA IGREJA HÁ MAIS DE 1.400 ANOS'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-982528061142924093</id><published>2011-04-19T22:00:00.010-03:00</published><updated>2011-04-19T22:43:56.016-03:00</updated><title type='text'>TEXTO SELETO ESCRITO EM MEADOS DO SÉCULO 16 REVELA UM POUCO SOBRE O CANIBALISMO INDÍGENA BRASILEIRO</title><content type='html'>Dia 19 de abril é oficialmente o Dia do Índio, uma criação (no caso do Brasil) do governo de Getúlio Vargas, cuja data serviria, além de outras temas correlatos, para que fossem feitos estudos e discussões sobre a cultura e sobre o espaço físico a que têm direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não abordaremos a referida temática, mas nos limitaremos a expor um texto escrito em torno de 1556, por um alemão que foi feito prisioneiro pelos tupinambás, então canibalistas, assim como outras tribos da época. O livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Viagem ao Brasil&lt;/span&gt;, de Hans Staden (prisioneiro e autor do texto) foi uma das primeiras obras sobre o canibalismo dos índios brasileiros e, sem dúvida, é uma relíquia a ser preservada pelos amantes da história. Diz o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando chega o momento de se embriagarem, como é seu costume quando devoram alguma vítima, fazem de uma raiz uma bebida que chamam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kawi&lt;/span&gt;; bebem-na toda e matam o prisioneiro. No dia seguinte, ao beberem à morte do homem, cheguei-me para a vítima e lhe perguntei: 'Estás pronto para morrer?' Riu-se e me respondeu: 'Sim'."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegue mais adiante o autor-testemunha, dando continuidade ao relato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tinha comigo um livro, em língua portuguesa, que os selvagens tiraram de um navio que aprisionaram com o auxílio dos franceses; fizeram-me presente desse livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei o prisioneiro e li o livro, e tive muita dó dele. Voltei a ter com ele porque os portugueses têm estes Maracajás por amigos, e lhe disse: 'Eu também sou prisioneiro como tu e não vim aqui para devorar a tua carne, foram os outros que me trouxeram'. Então respondeu que sabia bem que a nossa gente não come carne humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-lhe mais, que não se afligisse porque, se lhe comiam a carne, sua alma ia para outro lugar, onde vão também as almas da nossa gente, e ali há muita alegria. Então perguntou-me se isso era verdade. Eu respondi que sim, e ele me disse que nunca vira a Deus. Respondi que na outra vida havia de vê-lo; e quando acabei de falar, deixei-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma noite em que com ele falei, levantou-se um forte vento, soprando tão horrorosamente que tirava pedaços das cobertas das casas. Os selvagens zangaram-se então comigo, e disseram-me (...) 'O maldito, o santo, fez agora vir o vento, porque olhou hoje no couro da trovoada', que era o livro que eu tinha. E eu alegrei-me com isso, porque o escravo era amigo dos portugueses e eu pensava que o mau tempo impedisse a festa. Orei, então, a Deus e Senhor, dizendo: 'Se tu me preservaste até agora, continua ainda porque estão zangados comigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura do livro (que será a próxima indicação deste blog para o mês de maio) revela que o alemão Hans Staden era um homem altamente católico, e em todo instante esteve certo de que Deus o guardaria da morte no Brasil. Staden esteve duas vezes no país, no referido século e, quando chegou à Europa, publicou - inclusive com desenhos -, seu testemunho acerca de sua própria prisão pelos índios brasileiros e o modo pelo qual conseguiu escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-982528061142924093?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/982528061142924093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/texto-seleto-escrito-em-meados-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/982528061142924093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/982528061142924093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/texto-seleto-escrito-em-meados-do.html' title='TEXTO SELETO ESCRITO EM MEADOS DO SÉCULO 16 REVELA UM POUCO SOBRE O CANIBALISMO INDÍGENA BRASILEIRO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-3978812865277664311</id><published>2011-04-17T15:22:00.004-03:00</published><updated>2011-04-17T16:00:06.495-03:00</updated><title type='text'>MALDIÇÕES NA FAMÍLIA REAL: FRADE FRANCISCANO TERIA SIDO O AUTOR DE TODAS ELAS</title><content type='html'>Ainda hoje há quem acredite e quem duvide de maldições; ou melhor, de seus efeitos, uma vez que para que seja proferida a maldição basta que alguém o faça por meio de palavras ou rituais especificamente direcionados para esse fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem debater o mérito de sua eficácia, falaremos sobre as informações que dão conta de que a família Bragança, da qual faziam parte os herdeiros portugueses que introduziram o Império no Brasil (D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II), fora vítima de uma maldição, feita ainda no século 17 por um frade franciscano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro membro da família Bragança ao chegar ao poder português foi D. João IV, logo após a União Ibérica - período histórico em que Espanha e Portugal foram governados por reis espanhóis, cujo fim se deu em 1640.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um frade franciscano pediu esmola ao duque de Bragança (D. João IV), e, como resposta, o monarca português deu-lhe um pontapé. Na ocasião o rei estaria de mau humor e não teria exitado ao desferir os chutes no pedinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em represália, o frade rogou contra o rei uma maldição, segundo a qual todos os primogênitos da real dinastia dos Braganças morreriam ainda na infância, de modo que não alcançariam o trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro I, que não era primogênito, parece ter sido vítima - se é que podemos falar assim -, de resquícios dessa "maldição": sofria de epilepsia, um mal que tirou seu sono por longos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os dezoito anos de idade, D. Pedro havia sofrido no mínimo de seis ataques. O primeiro foi registrado depois de completar 13 anos de idade, em outubro de 1811. Em maio de 1816, sofreria de um violento ataque, ocorrido durante uma parada militar. O príncipe se debatia em convulções, com o rosto em terra e a boca cheia de espuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maldição protagonizada pelo referido frade franciscano não era um assunto público, de modo que a família Bragança parecia evitar. Seria, na verdade, um segredo de família, em cuja crença não havia unaminidade por parte de seus membros, embora a família soubesse que foi o que de fato aconteceu: todos os primogênitos - sem exceção -,  morreram na infância, fato constatado por mais de duzentos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-3978812865277664311?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/3978812865277664311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/maldicoes-na-familia-real-frade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3978812865277664311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3978812865277664311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/maldicoes-na-familia-real-frade.html' title='MALDIÇÕES NA FAMÍLIA REAL: FRADE FRANCISCANO TERIA SIDO O AUTOR DE TODAS ELAS'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-4005504226961164014</id><published>2011-04-13T20:27:00.003-03:00</published><updated>2011-04-13T20:52:53.753-03:00</updated><title type='text'>TEXTOS HISTÓRICOS QUE COMPROVARIAM A HISTORICIDADE DE JESUS CRISTO</title><content type='html'>O blog exporá, abaixo, os principais textos (eles não fazem parte da Bíblia nem dos livros apócrifos) que favorecem a tese de que Jesus Cristo é um personagem histórico. Diversos apologistas cristãos - incluindo historiadores e pesquisadores - adotam os referidos textos para defenderem que Jesus de fato existiu. Eles foram escritos nos três primeiros séculos e são da lavra de personagens cristãos e não cristãos. Atentar para os parênteses, que indicam a provável data em que foram escritos ou publicados inicialmente.&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sanhedrim 43a - Tamulde da Babilônia&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;“Na véspera da Páscoa suspenderam a uma haste Jesus de Nazaré. Durante quarenta dias um arauto, à frente dele, clamava: 'Merece ser lapidado, porque exerceu a magia, seduziu Israel e o levou à rebelião. Quem tiver algo para o justificar venha proferí-lo! Nada, porém se encontrou que o justificasse; então suspenderam-no à haste na véspera da Páscoa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários da Enciclopédia Britânica a respeito do texto acima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A tradição judaica recolhe também notícias acerca de Jesus. Assim, no Talmude de Jerusalém e no da Babilônia incluem-se dados que, evidentemente, contradizem a visão cristã, mas que confirmam a existência histórica de Jesus de Nazaré."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto de Tallus (52 d.C.) compilado por Júlio Africano em 220 d.C.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;“Esse evento seguiu-se a cada um de seus atos, e curas do corpo e da alma, e conhecimento das coisas ocultas, e sua ressurreição da morte, tudo isso suficientemente provado aos discípulos antes de nós e aos seus apóstolos: após a mais terrível treva ter caído sobre todo o mundo, as rochas partiram-se ao meio por um terremoto e muitos da Judéia e do resto da nação foram tragados. Talus aludiu essas trevas a um eclipse do sol no terceiro livro das suas Histórias, sem justificativa, ao que me parece... Pois... como poderíamos crer que um eclipse tomou lugar quando a lua estava diametralmente oposta ao sol? De fato, deixe-se estar. Deixemos a idéia de que isso aconteceu apanhar e afastar as multidões, e deixemos o prodígio cósmico ser admitido como um eclipse do sol, segundo sua aparência.' Flegon' reporta que nos tempos de Tibério César, durante a lua cheia um eclipse total do sol aconteceu da sexta até a nona hora. Claramente se trata do nosso eclipse! O que é comum a um terremoto, eclipse, rochas partindo, um subir dos mortos, e uma ação cósmica de tais proporções? No mínimo, sobre um longo período de tempo, nenhuma conjunção dessa magnitude é lembrada. Mas se tratava de uma escuridão de autoria divina, pois o Senhor apareceu para sofrer, e a Bíblia, em Daniel, dá suporte ao fato que setenta palmos de sete anos seriam consumados até essa ocasião.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto(s) de Flávio Josefo - Escrito em 93 d.C.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;"Mas este Ananus mais jovem, que, como já dissemos, assumiu o sumo sacerdócio, era um homem temperamental e muito insolente; ele era também da seita dos Saduceus, que são muito rígidos ao julgar ofensores, mais do que todos os outros judeus, como já tinhamos dito anteriormente; quando, portanto, Ananus supôs que tinha agora uma boa oportunidade: Festus estava morto, e Albinus estava viajando; assim ele reuniu o sinédrio dos juízes, e trouxe diante dele o irmão de Jesus, o que era chamado Cristo, cujo nome era Tiago e alguns outros; e quando ele formalizou uma acusação contra eles como infratores da lei; ele os entregou para serem apedrejados (...) Albinus concordou com eles e escreveu iradamente a Ananus, e o ameaçou dizendo que ele seria punido pelo que havia feito; por causa disso, o rei Agripa tirou o sumo sacerdócio dele (de Albanus), quando ele o tinha exercido por apenas três meses, e fez Jesus, filho de Damneus, sumo sacerdote."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo Jesus não se confunde com o primeiro. São pessoas distintas. Fato pacificamente aceito na historiografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto a seguir, também do historiador Flávio Josefo (escrito em 93 d.C.), é aceito como adulterado (na parte em que se refere à divindade de Jesus), mas não se sabe ao certo com relação ao restante do texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Havia neste tempo Jesus, um homem sábio, se é lícito chama-lo de homem, porque ele foi o autor de coisas admiráveis, um professor tal que fazia os homens receberem a verdade com prazer. Ele fez seguidores tanto entre os judeus como entre os gentios. Ele era o Cristo. E quando Pilatos, seguindo a sugestão dos principais entre nós, condeno-o à cruz, os que o amaram no princípio não o esqueceram; porque ele apareceu a eles vivo novamente no terceiro dia; como os divinos profetas tinham previsto estas e milhares de outras coisas maravilhosas a respeito dele. E a tribo dos cristãos, assim chamados por causa dele, não está extinta até hoje."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Textos de Justino Mártir - Escritos em 150 d.C.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;“Mas estas palavras: ‘Transpassaram-me as mãos e os pés’ são uma descrição dos pregos com que lhe cravaram as mãos e os pés na cruz; e, após crucificado, os que o pregaram na cruz lançaram sorte para determinar quem lhe ficaria com as vestes, e as dividiram entre si; e que estas coisas foram assim, podeis vós verificar do que se contém nos ‘Atos’ que foram compilados sob Pôncio Pilatos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo texto de Justino, diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que ele realizou estes milagres é coisa que podeis facilmente concluir dos ‘Atos’ de Pôncio Pilatos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto de Plínio, o jovem - Escrito em 112 d.C.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;" . . . tinham (os cristãos) o hábito de reunir-se em um dia fixo antes de sair o sol, quando entoavam um cântico a Cristo como Deus e se comprometiam, mercê de solene juramento, a não praticar nenhum ato mau, a abster-se de toda fraudulência, furto e adultério, a jamais quebrar a palavra empenhada ou deixar de saldar um compromisso em chegando a data do vencimento, após o que era costume separarem-se e reunir-se novamente para participar do banquete comum, servindo-se de alimento de natureza ordinária e inocente."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carta de Mara Bar-Serápion (entre 73 e 180 d.C.)&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;"Para que benefícios obtiveram os atenienses pondo Sócrates à morte, enquanto vendo que eles receberam como retribuição para isto escassez e pestilência? Ou as pessoas de Samos, queimando Pitágoras, vendo isso em uma hora em que todo o país deles estava coberto com areia? Ou os judeus pelo assassinato do Sábio Rei deles, vendo isso daquele mesmo tempo que o reino deles foi dirigido longe deles? Para com justiça Deus fez concessão uma recompensa para a sabedoria de todos os três. Para os atenienses morreu através de escassez; e as pessoas de Samos estavam cobertas pelo mar sem remédio; e aos judeus, trouxe a desolação e expeliu do reino deles, é afugentado em toda terra. Não, Sócrates não morreu, por causa de Platão; nem ainda Pitágoras, por causa da estátua de Hera; nem ainda o Sábio Rei, por causa das leis novas que ele ordenou."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carta acima mencionada se encontra no Museu Britânico, em forma de manuscrito, escrito - muito provavelmente - entre os anos 73 d.C e 180 d.C. e enviada por um cidadão Sírio, chamado Mara Bar-Serápion, ao seu filho de nome Serápion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Textos de Papias - Coligidos por Eusébio&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Os textos a seguir estão coligidos na obra de Eusébio de Cesaréia, chamada&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;História Eclesiástica&lt;/span&gt;, escrita no ano 315 d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Palavras de Papias (70 d.C. - 140 d.C.):&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não vacilarei em apresentar-te ordenadamente com interpretações tudo o que um dia aprendi muito bem dos presbíteros e que recordo bem, seguro que estou de sua verdade."(...) E se por acaso chegava alguém que também havia seguido os presbíteros eu procurava discernir as palavras dos presbíteros: o que disse André, ou Pedro, ou Felipe ou Tomás, ou Tiago, ou João, ou Mateus ou qualquer outro discípulo do Senhor, porque eu pensava que não aproveitaria tanto o que tirasse dos livros como o que provêm de uma voz viva e durável."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E o presbítero diz isto: Marcos, que foi intérprete de Pedro, pôs por escrito, ainda que não em ordem, o quanto recordava do que o Senhor o havia dito e feito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Palavras de Eusébio:&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;"O próprio Papias no entanto, segundo o prólogo de seus tratados, não se apresenta de modo algum como ouvinte e testemunha ocular dos sagrados apóstolos, mas ensina-nos que recebeu o referente à fé da boca de outros que os conheceram(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Agora bem, Papias, de quem estamos falando, confessa que recebeu as palavras dos Apóstolos [por meio] de [dos] discípulos destes [apóstolos], enquanto que de Aristion e de João, o Presbítero, ele diz ter sido ouvinte direto. Efetivamente menciona-os pelo nome várias vezes em seus escritos e compila suas tradições."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pois bem, já foi explicado mais acima que o apóstolo Felipe morou em Hierápolis com suas filhas, mas agora há que se assinalar como Papias, que viveu nesse tempo, faz menção de haver recebido um relato maravilhoso da boca das filhas de Felipe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="font-weight: bold;"&gt;&lt;li&gt;Textos de Irineu (130 a 202 d.C.) - Coligidos por Eusébio. Consta também testemunho de Policarpo (70 a 157 d.C.)&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Palavras de Irineu:&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;"E também Policarpo, não somente foi instruído pelos apóstolos e conviveu com muitos que haviam visto o Senhor, mas também foi instruído bispo da Ásia pelos apóstolos, na Igreja de Esmirna. Nós inclusive o vimos em nossa juventude."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E há quem o tenham ouvido dizer que João, o discípulo do Senhor, indo banhar-se em Éfeso (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...)Estas opiniões (de Floriono) não te foram transmitidas pelos presbíteros que nos precederam, os que juntos frequentaram a companhia dos apóstolos, porque sendo eu ainda criança, te vi (Floriono) na casa de Policarpo na Ásia Inferior, quando tinhas uma brilhante atuação no Palácio Imperial e te esforçavas para ter crédito perante ele (Policarpo). E recordo-me mais dos fatos de então do que dos recentes (...) tanto que posso inclusive dizer o local em que o bem-aventurado Policarpo dialogava sentado, assim como suas saídas e e entradas, seu modo de vida e o aspecto de seu corpo, os discursos que fazia ao povo, como descrevia suas relações com João e com os demais que haviam visto o Senhor e como recordava as palavras de uns e de outros; e os que tinha ouvido deles sobre o Senhor, seus milagres e seu ensinamento; e copo Policarpo, depois de tê-lo recebido destas testemunhas oculares da vida do Verbo (Jesus), relata tudo em consonância com as Escrituras. E estas coisas, pela misericórdia que Deus teve para comigo, também eu escutava então diligentemente e as anotava, mas não em papel, mas em meu coração (...). Isto pode-se também comprovar claramente pelas cartas que escreveu (Policarpo), seja às Igrejas vizinhas, confortando-as, seja a alguns irmãos admoestando-os e exortando-os."&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Texto de Cornélio Tácito - Escrito em 115 d.C.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;"Mas nem por meios humanos; nem pelas liberalidades do Imperador nem pelas expiações religiosas se apagava o rumor infamante que atribuía o incêndio às ordens de Nero. Para destruir tais murmúrios, ele procurou pretensos culpados e fê-los sofrer as mais cruéis torturas, pobres indivíduos odiados pelas suas torpezas e vulgarmente chamados cristãos. Quem lhes dava este nome, Cristo, no tempo de Tibério, foi condenado ao suplício pelo Procurador Pôncio Pilatos. Embora reprimida no momento, esta perigosa superstição irrompia de novo, não só na Judéia, berço desse flagelo, mas até mesmo na própria Roma, para onde afluem do mundo inteiro e conquistam voga todas as coisas horríveis e vergonhosas. Logo a princípio foram presos os que se confessavam cristãos, depois pelas revelações destes, grande multidão foi convencida não do crime do incêncdio, mas de odiar o gênero humano. Ao suplício dos que morriam juntava-se o escárnio, pois envolviam as vítimas com peles de feras, e as expunham às lacerações dos cães, ou eram amarradas em cruzes ou destinadas a serem queimadas e, desde que acabava o dia, eram destruídas pelo fogo à guisa de tochas noturnas. Nero tinha cedido seus jardins para esses espetáculos e ao mesmo tempo celebrava jogos no circo, confundindo-se com a plebe, em hábitos de auriga, conduzindo carros. Então, posto que os castigos se dirigissem aos cristãos culpados e merecedores dos maiores suplícios, levantava-se por eles comovida compaixão, porque eram imolados menos por um motivo público, que pela crueldade de um só homem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-4005504226961164014?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/4005504226961164014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/textos-historicos-que-comprovariam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4005504226961164014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4005504226961164014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/textos-historicos-que-comprovariam.html' title='TEXTOS HISTÓRICOS QUE COMPROVARIAM A HISTORICIDADE DE JESUS CRISTO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-5036044133434308220</id><published>2011-04-10T17:15:00.005-03:00</published><updated>2011-04-10T18:10:06.343-03:00</updated><title type='text'>EPITÁFIO: FRUTO DA VAIDADE HUMANA?</title><content type='html'>Epitáfios são aquelas inscrições sobre lápides e túmulos. Sua origem remonta à Antiguidade e foram os romanos quem justificaram sua necessidade, além de serem os grandes responsáveis pela exportação de tal costume, até hoje em moda, embora tais inscrições estejam praticamente limitadas à publicação das datas (nascimento e falecimento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vimos em outro momento, o enterro dos mortos deixa de ser, aos poucos, um ato que tenderia a esconder não somente o corpo, como também a memória do falecido. Assim, para o antigo romano, enterrar o corpo numa cova era uma forma de sepultar, juntamento com ele, as virtudes (então constituídas das vaidades pessoais e dos valores dignos de ser copiados pelos passantes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vaidade romana precisava de holofotes. O enterro passou a ser, enfim, uma excelente oportunidade para registrar os feitos de seu titular. Como a fama estava diretamente associada à virtude, quanto mais famoso, mais virtude, como bem anotou o antigo historiador Tácito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auge deste afã foi registrado entre os séculos I e III (d.C.). Em tal período, era moda os romanos dialogarem sobre seus funerais enquanto participavam de banquetes. Embora os antigos romanos fossem altamente supersticiosos, falar sobre seus funerais em momentos tão festivos não era prova de maus presságios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorria, às vezes, de muitos deles redigirem suas próprias inscrições enquanto se divertiam com os amigos. Era um momento oportuno para se falar sobre seus feitos, suas virtudes, seus prodígios. O avançar da bebedeira concorria para que alguns lessem, para os demais, aquilo que se pretendia ficasse registrado em suas respectivas lápides.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia inscrições para todo tipo e gosto. Uns recomendavam que o transeunte aproveitasse a vida e fizesse de tudo para alcançar o maior prazer possível. Outros, recomendavam princípios ligados à filosofia grega, como o estoicismo e o epicurismo. Outros, por sua vez, aproveitavam para denunciar seus algozes em vida, enquanto não faltou quem amaldiçoasse seus desafetos, desejando-lhes as pragas do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo sucinto, a tumba e a lápide (principalmente esta) são elementos criados pela vaidade humana, notadamente pela vaidade romana, em um período em que fama e virtude se confundiam. A tumba, já há muito usada pelos egípcios, foi substituta das covas e mastabas, ambas frágeis aos projetos ambiciosos do referido povo oriental, cujo projeto estava centralizado unicamente na religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-5036044133434308220?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/5036044133434308220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/epitafio-fruto-da-vaidade-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5036044133434308220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5036044133434308220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/epitafio-fruto-da-vaidade-humana.html' title='EPITÁFIO: FRUTO DA VAIDADE HUMANA?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-5677992298397640552</id><published>2011-04-06T20:22:00.008-03:00</published><updated>2011-04-10T18:05:56.538-03:00</updated><title type='text'>MÉTODOS PARA EVITAR QUE O DEFUNTO FUJA DO TÚMULO</title><content type='html'>Recentemente o ex-vice-presidente da República do Brasil, José de Alencar, foi cremado, uma prática cada vez mais crescente no país. Tal prática, no entanto, é antiga e está associada a diversas razões. Diferentemente da cremação - e da cova -, o uso da tumba se tornou uma prova da vaidade do ser humano, não pelo aspecto ligado à beleza exterior, mas pelo desejo de revelar aos outros suas últimas vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso da cremação do corpo se deveu, além dos motivos associados à higiene, à crença no sobrenatural, notadamente no final da Idade Antiga e início da Idade Média. Acreditava-se que a alma do morto conseguia sair do túmulo e tinha ainda poderes para pecorrer diversos lugares em pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cova já não era mais suficiente para prender o defunto em seu último assento. Precisava-se destruí-la (a alma), juntamente com o corpo do morto. Assim, embora a cremação não tenha surgido com tal finalidade, os antigos romanos e muitos europeus que viveram no final da Idade Antiga e início da Idade Média vão alimentar a crença de que a cremação era a única forma de fazer com que a alma do morto não voltasse para assombrar os seres vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era costume entre os antigos europeus, o ato de se enterrar os mortos à beira das estradas. Geralmente, era comum se deparar com verdadeiros cemitérios que se prolongavam ao longo das estradas, um ambiente propício aos relatos de visão de almas que, via de regra, gostavam de assombrar os vivos. Tal crença fez com que muitos parentes plantassem arbustos espinhosos ao redor dos túmulos, cuja finalidade era prender a alma que se aventurasse a vagar por caminhos que não mais lhe pertenciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do quê, os antigos europeus eram partícipes de outra tradição, que mesclada ao cristianismo, atravessou os oceanos e chegou à América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditava-se que, isolado numa cova, o defunto sofria de uma verdadeira solidão, indigna de seus atributos enquanto fora vivo. Assim como alguns africanos já praticavam, eles - os parentes vivos -, desejavam estar mais perto do ente querido, de modo que não somente as tristezas, como também as alegrias deveriam ser compartilhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que se alimentou mais e mais o desejo de fazer oferendas e verdadeiras festas junto aos túmulos dos falecidos, sem falar que tais crenças ajudaram a justificar a necessidade de se enterrar os mortos sob o piso das igrejas cristãs, uma forma, portanto, de deixar o falecido mais próximo de Deus - que, em última instância, tinha o poder de acalmar a alma daquele que se achava imerso num mundo de solidão: a cova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-5677992298397640552?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/5677992298397640552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/metodos-para-evitar-que-o-defunto-fuja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5677992298397640552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5677992298397640552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/metodos-para-evitar-que-o-defunto-fuja.html' title='MÉTODOS PARA EVITAR QUE O DEFUNTO FUJA DO TÚMULO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-3440198652741419738</id><published>2011-04-03T16:09:00.009-03:00</published><updated>2011-04-03T16:45:57.798-03:00</updated><title type='text'>JESUS NUNCA RIU E TINHA A PELE PÁLIDA. PAULO, O APÓSTOLO, ERA CARECA E TINHA AS PERNAS TORTAS: O RETRATO FÍSICO DOS DOIS GRANDES NOMES DO NT</title><content type='html'>Afinal, qual a aparência de Jesus e do apóstolo Paulo? A Bíblia não os descreve fisicamente, embora dá a entender, em relação a Paulo, que ele não era de boa aparência. Se a Bíblia faz silêncio nesse sentido, uma carta de um senador romano - supostamente escrita quando Jesus ainda era vivo - e uma epístola do II século d.C., fazem menção aos aspectos físicos dos dois. As descrições não são aceitas pelos católicos nem pelos protestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o apóstolo, a descrição se limita a afirmar que ele era "um homem de pequena estatura, sobrancelhas sem separação, nariz avantajdo, calvo, pernas arqueadas [em forma de arco], de compleição forte...". Sendo verdadeira tal descrição e sendo verdadeiro o conteúdo das epístolas aos coríntios, explica-se a preferência dos crentes de Corinto por um outro "pregador", aparentemente bem mais bonito e ávido nas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a aparência de Jesus, veja o que diz parte da carta do senador romano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É um homem alto e de majestosa aparência; sua face, ao mesmo tempo severa e doce, inspira respeito e amor a quem a vê. Seu cabelo é da cor do vinho e desce ondulado sobre os ombros; é dividido ao meio, ao estilo nazareno. Sua testa, pura e altiva, sua pele pálida e límpida; a boca e o nariz são perfeitos; a barba é abundante e da mesma cor dos cabelos; as mãos, finas e compridas; os braços, de uma graça encantadora; os olhos, azuis, plácidos e brilhantes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegue o senador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ninguém o viu rir, mas muitos o têm visto chorar. Caminha com os pés descalços e a cabeça descoberta. Vendo-o à distância, há quem o despreze, mas em sua presença não há quem não estremeça com profundo respeito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra descrição, de autoria de um tal Nicephorus Calixtus, afirma que Jesus tinha a barba e o cabelo loiros, de modo que aquela não era longa, enquanto seus cabelos eram muito compridos, pois só haviam sido cortados por sua mãe, quando ele ainda era uma criança. Também dizia que seu rosto não era nem redondo nem comprido e, de maneira geral, afirmava que ele era fisicamente parecido com Maria, sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-3440198652741419738?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/3440198652741419738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/jesus-nunca-riu-e-tinha-pele-palida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3440198652741419738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3440198652741419738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/04/jesus-nunca-riu-e-tinha-pele-palida.html' title='JESUS NUNCA RIU E TINHA A PELE PÁLIDA. PAULO, O APÓSTOLO, ERA CARECA E TINHA AS PERNAS TORTAS: O RETRATO FÍSICO DOS DOIS GRANDES NOMES DO NT'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1211843553713756611</id><published>2011-03-31T21:34:00.006-03:00</published><updated>2011-04-01T00:18:40.512-03:00</updated><title type='text'>MENTIRAS NO DIA DA MENTIRA</title><content type='html'>Desde cedo aprendemos que 1º de abril é o Dia da Mentira, cuja data é, inclusive, esperada com ansiedade por muitos, principalmente por aqueles que costumeiramente são dados a brincadeiras do tipo. E por falar em brincalhões, veremos que dois conhecidos personagens da história do Brasil estão diretamente envolvidos com mentiras contadas no 1º de abril. Antes, um breve histórico sobre a provável origem desse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comumente se atribui à França a paternidade do Dia da Mentira, embora não o tenha feito oficialmente. Poucos antes de entrar em vigor o Calendário Gregoriano, Carlos IX, rei francês, determinou que o ano começasse a partir de 1º de janeiro e não mais no final de março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida não agradou a todos, de modo que uns continuaram comemorando as festas de fim de ano a partir de 25 de março, cujas comemorações iam até o dia 1º de abril. Aqueles que aceitaram o novo calendário resolveram, então, brincar com os relutantes, enviando-lhes presentes estranhos e convites para festas que não existiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A brincadeira se tornou uma tradição e o dia 1º de abril acabou sendo a data mais significativa dessas brincadeiras, uma vez que os presentes e os falsos convites se davam na citada data. Posteriormente as brincadeiras invadiram outros países europeus, de modo que a data em questão passou a ser conhecida como um dia de se falar mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Célebres mentiras já foram pregadas, inclusive na imprensa. Foi o caso da notícia dando conta de que uma minúscula república russa havia doado seis metros quadrados de seu território a uma república vizinha, com o objetivo de conseguir o título de menor Estado autônomo, recorde atualmemte do Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escrava Isaura&lt;/span&gt;, Bernardo Guimarães, era um costumeiro brincalhão e não deixava passar em branco o Dia da Mentira. No dia 1º de abril de 1851, aproveitou-se da doença do colega, o famoso poeta Álvares de Azevedo - que se achava pálido e já sofria de tuberculose - para montar mais uma brincadeira de mau gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinou com o colega e passaram a divulgar que Álvares de Azevedo havia morrido. Arrecadou dinheiro junto dos amigos alegando que o numerário seria para ajudar a pagar as despesas do enterro. Tudo mentira: os dois e outros colegas gastaram o dinheiro numa taberna de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando muitos já se faziam presentes na casa do suposto defunto, Álvares de Azevedo apareceu de surpresa e se fez passar por um fantasma: "Eu faço o papel de morto para vocês se banquetearem; vou também regalar-me", teria dito o poeta fanfarrão. No dia 25 de abril do ano seguinte, Álvares de Azevedo morreria, vítima de tuberculose, antes de completar 21 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo Guimarães, seu amigo, dado às brincadeiras, um dia sentiu de perto o peso de seu bom humor. Depois que tomou conhecimento de que seu filho havia tomado veneno, chamou o médico para que interviesse junto do filho. Pensando tratar-se de mais uma de suas mentiras, o médico não atendeu ao pedido do poeta, que acabou perdendo o filho, de cuja data em diante ele, o pai, passou a ser vítima de depressão, que o perseguiu até o fim de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1211843553713756611?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1211843553713756611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/mentiras-no-dia-da-mentira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1211843553713756611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1211843553713756611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/mentiras-no-dia-da-mentira.html' title='MENTIRAS NO DIA DA MENTIRA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1595859881111269654</id><published>2011-03-29T17:54:00.004-03:00</published><updated>2011-03-29T18:39:03.007-03:00</updated><title type='text'>PREFEITO MANDA CANCELAR CHUVA; SEM SABER, HISTORIADOR É ELEITO GOVERNADOR: DOIS CASOS HILÁRIOS DA POLÍTICA BRASILEIRA</title><content type='html'>Certamente o leitor já ouviu falar ou conhece muito bem aquilo que se convencionou chamar de "indústria da seca". Quantos políticos não se aproveitaram da desgraça dos outros em benefício próprio!! Decerto uma investigação séria revelaria muitos segredos, os quais nem sempre são guardados a sete chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nordeste brasileiro ficou conhecido como um lugar de grandes secas (hoje é conhecido por suas belas praias), e as grandes estiagens levaram o Governo Federal a destinar muito dinheiro para o combate aos efeitos da seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado a verba fazia aumentar o capital de giro no comércio das pequenas cidades. E por falar em comércio, não faltaram denúncias de que comerciantes se aproveitavam da oportunidade e terminavam por se cadastrar como beneficiários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1950, aconteceu um caso inusitado numa pequena cidade da Paraíba. Beneficiada com a ajuda do governo estadual, a cidade de Monteiro foi alvo de chuvas pesadas, de modo que, em tese, deveriam cessar os motivos do envio da ajuda do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada da chuva, o prefeito, aparentemente com boas intenções, cuidou de enviar um telegrama para o governador, nos seguintes dizeres: "Chuvas torrenciais cobriram todo Monteiro. População exultante. Saudações..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que souberam do teor do telegrama do prefeito, os comerciantes ficaram inquietos, com medo de perder os recursos destinados. Movido pela pressão dos comerciantes, o prefeito cedeu e enviou novo telegrama ao governador, que dizia: "Cancelo chuvas. População continua aflita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato curioso diz respeito ao falecido historiador Arthur Cézar Ferreira dos Reis, escritor e estudioso da Amazônia. Em 1964, ele se encontrava em Genebra, Suíça, a serviço do governo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após receber um telegrama da Presidência da República, retornou às pressas para o Brasil. Ao desembarcar no Rio de Janeiro, foi cercado por jornalistas. Uns indagavam: "Como é que vai ser, professor?" E o professor respondia: "Como é que vai ser o quê?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebendo que o historiador se mostrava alheio ao que estava acontecendo, os jornalistas trataram de abordar mais diretamente o tema em questão: "O Governo. O senhor foi eleito governador do Amazonas pela Assembleia Legislativa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem alternativas, o novo governador desabafou: "Ai, meu Deus! Ninguém avisa mais nada à gente". Ele governou o Estado de 1964 a 1967, graças à ditadura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1595859881111269654?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1595859881111269654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/prefeito-manda-cancelar-chuva-sem-saber.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1595859881111269654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1595859881111269654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/prefeito-manda-cancelar-chuva-sem-saber.html' title='PREFEITO MANDA CANCELAR CHUVA; SEM SABER, HISTORIADOR É ELEITO GOVERNADOR: DOIS CASOS HILÁRIOS DA POLÍTICA BRASILEIRA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8488766812070324323</id><published>2011-03-26T20:55:00.006-03:00</published><updated>2011-03-27T09:54:18.639-03:00</updated><title type='text'>INFALIBILIDADE PAPAL: CONHEÇA OS BASTIDORES QUE A IGREJA FAZ QUESTÃO DE ESCONDER DO GRANDE PÚBLICO</title><content type='html'>O Papa é infalível, correto? Quem tem mais força, um Concílio ou o próprio Papa? Quanto à primeira  pergunta, a história da Igreja tem mostrado que não havia, no decurso de sua existência, o expresso questionamento sobre a infalibilidade papal. Os próprios católicos, inclusive os bispos, não lhe davam crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi somente por meio de um papa tirano, medíocre e covarde, que a Igreja teve que aceitar - goela abaixo -, esse dogma, que, por sinal, trouxe indignação dentro da própria Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à segunda questão, já havia, durante alguns séculos, a discussão sobre o poder máximo na Igreja, se dos concílios, se do Papa, embora a infalibilidade, como vimos acima, não era questionável. Leiamos, abaixo, os bastidores de uma mediocridade, ainda desconhecida do grande público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa tirano se chamava Pio IX, que liderou o Concílio Vaticano I, nos anos 1869 e 1870. Ele queria, a todo custo, se tornar oficialmente infalível, bem como resolver uma pendência que durava havia séculos: a disputa entre o Papado e o Concílio, uma vez que os bispos buscavam uma Igreja cada vez mais descentralizada, o oposto das intenções de Pio IX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissimuladamente, o Papa não divulgou o verdadeiro propósito do Concílio. Inicialmente tratou de abordar o ateísmo, que passou a ser duramente condenado, assim como o materialismo e o panteísmo (junto com este o deísmo e o agnosticismo). Somente aos poucos é que os temas importantes para o Papa foram trazidos à discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vaticano I não foi um Concílio livre. Longe disso! O Papa impôs, gerou temores, ameaçou, demitiu, gritou! Aqueles que se opuseram aos seus insanos desejos foram perseguidos, ainda mesmo durante o Concílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bispo croata, que teve a ousadia de afirmar que até os protestantes eram capazes de amar Jesus, foi silenciado aos berros pelo Papa. Naquele momento o Papa já mantinha a maioria dos presentes, que, por adulação ou por temor, se mostravam favoráveis ao tirano. O bispo croata fora chamado de Lúcifer, anátema, um segundo Lutero. Ordenaram que ele fosse jogado fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bispo caldeu, que publicamente se opôs às pretensões absolutistas do Papa, fora convocado às pressas pelo Papa a uma reunião a portas fechadas. Tremendo de raiva, Pio IX deu duas alternativas para o bispo: ou aceitaria formalmente as propostas dele ou deveria renunciar. Daí para frente ficou difícil se opor ao papa tirano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a infalibilidade papal passou a ser tema de discussão, muitos bispos ficaram chocados, pois o assunto, além de não ter sido cotado como tema do Concílio, este já havia decorrido alguns meses sem que se desse a ideia de que seria levado à discussão, uma vez que o próprio Papa era sabedor de que os bispos não queriam a centralização do poder. Em vão! A infalibidade do Papa foi posta goela abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bispo armênio contestou ferozmente tal dogma. Na mesma hora Pio IX o condenou a um regime de exercícios espirituais obrigatórios num mosteiro local - uma espécie de prisão domiciliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos bispos aptos a votar, calcula-se que menos de 50% foram favoráveis à infalibilidade papal, mas ainda assim ela foi imposta. Dá para acreditar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o Concílio, e uma vez divulgado o resultado, muitas (muitas mesmo) igrejas de diversos países se revoltaram contra tal dogma, o que deixou o Papa furioso. Todos os bispos tiveram que assinar um documento, no qual afirmavam a aceitação do novo dogma. Muitos saíram da Igreja; outros, por medo e por conveniência, acataram a insanidade papal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De posse da infalibilidade, o Papa resolveu testar seus novos poderes: em um de seus passeios, viu um paralítico e ordenou que este se levantasse. O paralítico se levantou e caiu. Muitos passaram a afirmar que o Papa estava ficando louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis, em breve relato, os bastidores desse dogma, que, diga-se de passagem, não convence e nunca convenceu, nem mesmo os mais chegados ao próprio Papa. Pio IX morreu em 1878, e quando seu corpo percorria o último trajeto, a população gritava: "Morre o Papa", "Joguem o porco no rio". Alguns dos presentes ousaram roubar seu corpo (queriam jogá-lo no Tibre) e foram presos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8488766812070324323?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8488766812070324323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/infalibilidade-papal-conheca-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8488766812070324323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8488766812070324323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/infalibilidade-papal-conheca-os.html' title='INFALIBILIDADE PAPAL: CONHEÇA OS BASTIDORES QUE A IGREJA FAZ QUESTÃO DE ESCONDER DO GRANDE PÚBLICO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8823820298365461537</id><published>2011-03-21T20:11:00.005-03:00</published><updated>2011-03-27T18:09:38.082-03:00</updated><title type='text'>TEXTO DO HUMANISTA ERASMO DE ROTTERDAN REVELA A FORMA COMO ERAM TRATADAS ALGUMAS CRIANÇAS NA ANTIGUIDADE E INÍCIO DA IDADE MODERNA</title><content type='html'>O texto abaixo transcrito foi extraído do livro "Dos Meninos", de Erasmo de Rotterdan (1466 - 1536), humanista e autor da conhecida obra, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O elogio da loucura&lt;/span&gt;. Em outro momento postamos alguns exemplos trazidos pelo mesmo escritor, um dos quais aborda o caso em que um professor ordenou que seu aluno fosse obrigado a comer "cocô" de ser humano. Vamos ao texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As leis humanas restringem o poder senhoril e permitem aos servos moverem ações de maus-tratos contra os patrões. De onde procede tal desumanidade entre cristãos? No passado, Auxo, certo cavaleiro romano, corrigiu o filho à vara e com tamanho rigor que este veio a falecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela barbaridade comoveu o povo a ponto de pais arrastarem o algoz até o Fórum e, ali, crivaram-no de estiletes, sem a mínima consideração pelo seu prestígio de cavaleiro. Foi com muito esforço que Otávio Augusto [imperador] conseguiu libertá-lo daquele aflitivo tormento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erasmo prossegue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quantos Auxos não estamos a ver hoje [no início da Idade Moderna, que coincide com o período do Renascimento] ! Indivíduos que lesam a saúde das crianças com a sevícia da chibata, debilitando-as e até matando! Para seviciar, só as correias já não bastam mais. Batem com o cabo e desferem bofetadas e socos contra os pequenos. Agarram, mesmo qualquer objeto ao alcance das mãos e arremetem-no contra eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narram os livros judiciais que certo indivíduo deixou no occipício [parte superior da cabeça] do aprendiz o desenho do formato do tamanco de madeira, fazendo saltar para fora um dos olhos. Ainda bem que a lei puniu-o por tamanha atrocidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erasmo prossegue, mais adiante, com novos relatos. Desta vez aborda a situação dos alunos. Diz ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os iniciantes, ao ingressarem em escolas públicas, são coagidos a despirem-se da 'beca', termo bárbaro para um costume não menos rebarbativo. O jovem inexperiente é mandado para o estudo das artes liberais, mas, ao invés, a quantos ultrajes deprimentes para a sua dignidade de ente livre vai ser submetido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, empastam-lhe o rosto como para barbear. Para isso usam a urina ou outra loção mais fétida ainda [cocô humano]. O mesmo tipo de líquido é embutido pela boca adentro com a proibição de expelir. Com socos violentos quebram-lhe o brio de adolescente. Depois, fazem-no engolir farta dose de vinagre, de sal ou de qualquer outra substância que lhes der na veneta desvairada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, os promotores da brincadeira exigem juramento de obediência a todos os seus caprichos. Por fim, levantam-no pelo ar, em posição dorsal e atiram-no qual aríete contra um poste. A brutalidades tão vis, sobrevêm, frequentemente, febres e dores imedicáveis que afetam a espinha. Por último, aquelas brincadeiras descabidas findam em bacanais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8823820298365461537?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8823820298365461537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/texto-do-humanista-erasmo-de-rotterdan.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8823820298365461537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8823820298365461537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/texto-do-humanista-erasmo-de-rotterdan.html' title='TEXTO DO HUMANISTA ERASMO DE ROTTERDAN REVELA A FORMA COMO ERAM TRATADAS ALGUMAS CRIANÇAS NA ANTIGUIDADE E INÍCIO DA IDADE MODERNA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-9163207414705392770</id><published>2011-03-19T14:20:00.013-03:00</published><updated>2011-12-23T07:50:32.327-03:00</updated><title type='text'>UNÇÃO COM ESPERMA E ESPECULAÇÕES SOBRE A QUANTIDADE DE DEMÔNIOS NUMA EJACULAÇÃO MASCULINA: EIS UM BREVE RELATO SOBRE A HISTÓRIA DO SÊMEN</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata, na verdade, da história do sêmen, mas um breve relato sobre especulações acerca da existência de práticas gnósticas em relação à unção com esperma, bem como sobre o medo do demônio, durante a Idade Média, cujas consequências não deixaram de lado a relação entre o esperma e seres sobrenaturais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final da década de 40 (entre 1947 e 1956), foram encontrados, próximo ao Mar Morto, em Israel, o que se convencionou chamar de Os Manuscritos do Mar Morto, considerado o maior achado arqueológico do século, uma vez que revelou um grande volume de textos originais, escritos entre os séculos III e I a.C.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentre os vários achados, um deles - na verdade um pequeno fragmento, cuja tradução fora confiada a um poliglota polonês, especialista em assuntos bíblicos -, pareceu revelar um comportamento atípico, não somente para a época como para os dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o estudioso, que reservou para si o direito de adiar o resultado da tradução - aliás, diga-se em boa hora, o mesmo fenônemo se deu em vários outros casos -, afirmou que o motivo do adiamento se deveu porque, segundo ele, o texto revelava práticas de iniciação cristã mediante a unção com esperma (rito este supostamente praticado por Jesus).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro estudioso afirmou que o texto fazia menção a uma receita médica, através da qual este recomendava que o paciente se tratasse com a aplicação de esperma de carneiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posteriormente, depois de outras pesquisas no texto em questão, chegou-se à conclusão de que se tratava de um simples exercício de escrita, o que fez com que houvesse retratação por parte dos tradutores. O que restou foi a dúvida: o escritor do pergaminho formulou por conta própria tal prática ou, por conhecer práticas semelhantes, escreveu o que já era de seu conhecimento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já vimos que na Idade Média o medo do demônio tomou de conta da população europeia. Via-se o capeta em todos os lugares, camuflado sob as mais variadas formas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final do século 15, dois padres foram ao extremo: estavam convencidos de que ele, o demônio, estava impregnado no sêmen. Partindo de tal crença, especularam até onde parece ir a mente humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em análise detalhada, chegam a se questionar sobre quantos demônios são expulsos numa ejaculação humana. Havia outros questionamentos: de onde vem o esperma? Ele é intrinsecamente demoníaco ou é roubado de mortais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja: quer fosse a resposta, o sêmen estava intimamente ligado ao capeta; logo o ser humano nasceria recheado de pecado, até porque em sua essência seria encontrada a essência do demônio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegaram à conclusão de que seria um pecado mortal a prática do ato sexual com seres desencarnados (na época tal crença era comum entre a população).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Surgiu uma dúvida: e como o Espírito Santo engravidou Maria, a mãe de Jesus? Não se aventuraram a uma resposta. Preferiram a versão da Bíblia, que afirma considerar um pecado sem perdão (ou seja, nem Deus pode perdoar) aquele que é praticado contra o Espírito Santo. Na prática: se você duvida do que a Bíblia diz sobre o assunto, você já está condenado, sem chances de recursos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-9163207414705392770?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/9163207414705392770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/uncao-com-esperma-e-especulacoes-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/9163207414705392770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/9163207414705392770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/uncao-com-esperma-e-especulacoes-sobre.html' title='UNÇÃO COM ESPERMA E ESPECULAÇÕES SOBRE A QUANTIDADE DE DEMÔNIOS NUMA EJACULAÇÃO MASCULINA: EIS UM BREVE RELATO SOBRE A HISTÓRIA DO SÊMEN'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-4271807965272205569</id><published>2011-03-13T18:12:00.006-03:00</published><updated>2011-03-13T19:43:46.544-03:00</updated><title type='text'>ORIGEM, HISTÓRIA E CURIOSIDADES DO CASAMENTO (UMA DELAS? SOMENTE SEXO ANAL NA LUA DE MEL)</title><content type='html'>O casamento e seus rituais como o conhecemos hoje têm provável origem na Idade Média, mas não é certo afirmar que seu nascimento se deu no referido período. Como frisamos, apenas o modelo atual é que teve sua origem em tempos medievais. Abaixo, um resumo e algumas curiosidades do casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve, na Antiguidade, um rito comum às várias civilizações em relação ao casamento, de modo que se torna impreciso qualquer tentativa de afirmar onde e quando se deu o primeiro ritual. No Ocidente, partiremos dos costumes gregos e romanos, passando pela Idade Média e finalizando com os dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os gregos, a cerimônia do casamento esteve diretamente associada aos ritos religiosos. A noiva deixava o lar paterno, cujo ato marcaria seu completo desligamento do antigo lar. A noiva se dirigia à casa do noivo sob festejo religioso, e uma vez presente no novo lar, ele deveria colocá-la nos braços a fim de que ela passasse a porta sem tocar na soleira (surge, daí, a prática atual de se levar as noiva nos braços até a cama). Por fim, havia uma espécie de batismo, seguido de uma repartição de um bolo (daí a provável origem do bolo de casamento), terminando com uma oração ao deus do noivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os antigos romanos, por sua vez, não viam o casamento como um instituto público. A cerimônia era privada (assim como ocorre o noivado nos dias hoje), de modo que a figura do juiz ou de qualquer outro agente público atuando em nome do Estado não se fazia necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes não se sabia se um casal se achava casado ou se apenas os dois viviam como se maritalmente o fossem. Em caso de separação, a mulher levava seus dotes consigo, enquanto as crianças ficavam com o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato curioso, ainda entre os antigos romanos, diz respeito ao que se chama hoje de lua de mel. Por costume, o homem queria praticar com a esposa o que costumava fazer com as escravas, de modo que ela (a esposa), sofria demasiadamente com o método apressado do marido. Assim, sedimentou-se o hábito de não haver sexo vaginal na primeira noite. Em seu lugar, ocorria o anal, pois, segundo as antigas romanas, elas sofriam menos. Tal costume também foi verificado na China da mesma época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a Igreja Católica seja acusada de associar o sexo unicamente à prática de se gerar filhos, o certo é que ainda antes de seu nascimento, os romanos (segundo século d.C.) já se mostravam afeitos ao referido costume. Com a institucionalização da citada igreja, esta passou, de forma gradual, a abraçar tal pensamento, de modo que o matrimônio se constituiu, aos poucos, um instituto de alto valor no seio do catolicismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que, no século 12, o Matrimônio entrou para a relação dos sacramentos da Igreja Católica. Coincidentemente, foi no citado século que surgiu o ritual eclesiástico do casamento, embora sua obrigatoriedade se deu apenas no século 16, logo após o Concílio de Trento, em cuja época a Igreja passou a registrar todos os matrimônios, nascimentos e mortes, independentemente da classe social das pessoas envolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média, com a institucionalização do casamento, o noivado ocorria na entrada da Igreja, sob a presença de um sacerdote. Em seguida, fazia-se intensa divulgação do ato e havia um prazo de quarenta dias para eventuais impedimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento se dava junto ao altar da Igreja. Havia novas juras de amor e troca de alianças. Os dois permaneciam, às vezes, sob o mesmo véu. Em algumas regiões a noiva deveria fiar para mostrar seus dotes de uma típica mulher do lar. Iam ao altar da Virgem, acendiam uma vela, tudo presenciado por muitos padrinhos e madrinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após, dirigiam-se todos aos túmulos dos parentes falecidos, uma vez que os mesmos não poderiam ficar excluídos de evento tão importante (com este ato a Igreja fortalecia a importância do matrimônio e ao mesmo tempo repetia uma tradição do paganismo romano). Por fim, se dirigiam ao lar, cobertos de flores de trigos, jogados sobre os dois como sinal de prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente no início do século 19 a França criaria o instituto do casamento civil, o que seria posteriormente copiado por outros países, como o Brasil, que o fez, oficialmente, a partir de 1888.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-4271807965272205569?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/4271807965272205569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/origem-historia-e-curiosidades-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4271807965272205569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4271807965272205569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/origem-historia-e-curiosidades-do.html' title='ORIGEM, HISTÓRIA E CURIOSIDADES DO CASAMENTO (UMA DELAS? SOMENTE SEXO ANAL NA LUA DE MEL)'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-3705239670099495235</id><published>2011-03-10T16:10:00.006-03:00</published><updated>2011-03-10T17:25:14.876-03:00</updated><title type='text'>MÉDICO MAIS FAMOSO DA ANTIGUIDADE EXORTA DONO DE ESCRAVOS ENFURECIDO</title><content type='html'>O médico mais famoso da Antiguidade não foi Hipócrates, embora este seja considerado o pai da Medicina. Galeno, que nasceu no ano 129 d.C., foi um destacado médico e filósofo romano de origem grega, com intensa participação junto a elite imperial (principalmente Marco Aurélio), cuja fama ultrapassou os séculos, de modo que até bem pouco atrás ainda era lido por alunos de medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo fato dele ter trabalhado muito tempo como médico de gladiadores feridos em batalha, era dado aos efeitos da violência física; mas foi somente depois dele próprio ter presenciado um escravo ser açoitado por um senhor enfurecido, que o médico-filósofo proferiu um discurso moral sobre o acontecido, e o fez se dirigindo exclusivamente ao dono do escravo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma viagem que fazia de Roma a Pérgamo (sua cidade natalina), se deparou com um senhor cruel e enraivecido, dono de escravos. Estes e seu senhor viajavam no mesmo navio que Galeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certa altura da viagem, um cretense, visivelmente simples, amável e honesto, teve um acesso de fúria e passou a castigar seus escravos com as próprias mãos, em cuja ocasião lhes deferia pontapés e chicotadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo ao istmo de Corinto, na Grécia, os viajantes acharam por bem mandar parte da bagagem por via marítima, enquanto eles próprios se deslocariam até Atenas por via terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o cretense percebeu que parte da bagagem que deveria seguir por terra fora enviada por mar, ficou enfurecido, sacou do punhal que trazia consigo e passou a golpear seus escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando notou que um deles fora gravemente ferido na cabeça, o cretense tomou uma atitude extrema e se mostrou totalmente arrependido do que acabara de fazer. Em seguida, fez uso de um chicote e o entregou ao médico Galeno, a fim de que este pudesse chicoteá-lo como forma de castigo pelo feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Galeno sorriu do companheiro de viagem e percebeu a chance de proferir um discurso filosófico em função do ocorrido. Após fazê-lo, imprimiu a seguinte moral: "um senhor nunca deve castigar seus escravos com as próprias mãos e sempre deve deixar para o dia seguinte a decisão de puni-los".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, Galeno estimulava a tomada de decisões com a cabeça "fria" e o método maquiavélico de não gerar maior ódio em suas vítimas, uma vez que (segundo se depreende), sendo necessário punir, que o seja por terceiros, previamente destinados para tal fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-3705239670099495235?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/3705239670099495235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/medico-mais-famoso-da-antiguidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3705239670099495235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3705239670099495235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/medico-mais-famoso-da-antiguidade.html' title='MÉDICO MAIS FAMOSO DA ANTIGUIDADE EXORTA DONO DE ESCRAVOS ENFURECIDO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-3369373631523189359</id><published>2011-03-08T21:31:00.003-03:00</published><updated>2011-03-08T22:11:11.808-03:00</updated><title type='text'>A ORIGEM E EVOLUÇÃO DO VESTIDO DE NOIVA</title><content type='html'>Não se sabe ao certo onde e quando surgiu o vestido de noiva. Provavelmente os registros mais antigos apontam para a antiga Roma, onde as mulheres ganhavam uma roupa especial para o casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da Idade Média, o vestido era bastante bordado, cuja finalidade era exibir a riqueza da família. O vermelho é predominante, uma vez que representava a capacidade de gerar sangue novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, também na Idade Média, o verde passou a predominar. A noiva enxergava, na ocasião, a possibilidade de ser mais fértil. O ventre da mulher se revelava patente, uma forma de mostrar a possibilidade da procriação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim da Idade Média e início do Renascimento, o preto parece ter tido boa aceitação, assim como era costume ser usado em eventos religiosos. Foi também durante o Renascimento que o branco começa a se destacar como sinônimo de elegância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período entre o Barroco e o Arcadismo (séculos 17 e 18), os vestidos são confeccionados com pedrarias e babados de renda, e outras cores se destacam, como o lilás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente no século 19, mais precisamente depois de fevereiro de 1840, é que o branco passou a ser a cor oficial dos vestidos de noiva. O feito se deve principalmente à Rainha Vitória, da Inglaterra, que não poupou esforços em se mostrar elegante e até ousada, uma vez que resolveu acrescentar o véu à vestimenta, algo então proibido para uma rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A suntuosidade do casamento certamente se deveu, também, pelo fato da rainha ter sido reconhecidamente apaixonada por seu primo-noivo. A partir do evento, o papa Pio IX decretou que todas as noivas católicas deveriam usar cores claras, como sinal de castidade. A ordem papal e o desejo feminino de imitar a rainha pegaram, e o presente século ainda adota o branco como a cor preferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-3369373631523189359?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/3369373631523189359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/origem-e-evolucao-do-vestido-de-noiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3369373631523189359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3369373631523189359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/origem-e-evolucao-do-vestido-de-noiva.html' title='A ORIGEM E EVOLUÇÃO DO VESTIDO DE NOIVA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1451472033926331434</id><published>2011-03-07T09:16:00.010-03:00</published><updated>2011-03-07T09:58:25.413-03:00</updated><title type='text'>A PRÁTICA DE SE ABANDONAR CRIANÇAS NO VELHO MUNDO E SUA RELAÇÃO COM A MATANÇA DE CRIANÇAS DESCRITA NA BÍBLIA</title><content type='html'>No antigo Império Romano, era comum a prática de se abandonar crianças recém-nascidas. Dos motivos que justificavam tal prática, alguns estavam associados ao adultério e a manifestações político-religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se o pai suspeitasse que o filho não era seu, poderia abandonar a criança em um espaço público. Foi o que aconteceu com uma filha de uma princesa, deixada na porta de um palácio imperial, totalmente nua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação às manifestações político-religiosas, alguns casos curiosos de abandono de crianças ocorreram durante o Império Romano, no ano 19 d.C. No citado ano faleceu Germânico, pai de Calígula e avô de Nero. Como era um homem reconhecidamente amado pelos romanos, logo que se espalhou a notícia de sua morte, alguns pais deliberadamente rejeitaram suas crianças e as abandonaram  em sinal de protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, quando Nero assassinou Agripina, sua mãe, um desconhecido abandonou seu filho recém-nascido no Fórum da cidade, juntamente com um cartaz que dizia: "Não te crio com medo de que mates tua mãe".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dado interessante pode ter relação com a matança de crianças descrita na Bíblia, cuja informação pode ser autêntica e não mera lenda. Há informações de que correram boatos na plebe romana dando conta de que nasceria um rei, e, alertado por adivinhos, o Senado havia ordenado que o povo abandonasse todos os filhos nascidos naquele mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia casos em que a esposa conseguia dissimular o abandono do filho. Às escondidas do marido, ela confiava o filho a vizinhos ou subordinados, que o criava, muitas vezes com a ajuda financeira da própria mãe e, uma vez adulto, o filho se tornava escravo e em seguida liberto, de modo que se garantia a proximidade e o vínculo maternal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há casos, ainda, de pais que abandonavam seus filhos porque simplesmente alegavam não ter condições financeiras de mantê-los, assim como ocorre nos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino dos filhos abandonados não lhes reservava grandes sortes, não! Eram praticamente excluídos da sociedade, a menos que uma família tradicional fizesse a adoção, em cuja oportunidade a criança receberia o sobrenome do pai, e passava a desfrutar de muitos privilégios em decorrência da referida adoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1451472033926331434?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1451472033926331434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/pratica-de-se-abandonar-de-criancas-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1451472033926331434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1451472033926331434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/pratica-de-se-abandonar-de-criancas-no.html' title='A PRÁTICA DE SE ABANDONAR CRIANÇAS NO VELHO MUNDO E SUA RELAÇÃO COM A MATANÇA DE CRIANÇAS DESCRITA NA BÍBLIA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-2674404320660330101</id><published>2011-03-04T21:02:00.002-03:00</published><updated>2011-03-04T21:36:56.756-03:00</updated><title type='text'>A BRIGA DO SÉCULO 19: BISPO DE OXFORD X CÃO DE GUARDA DE CHARLES DARWIN</title><content type='html'>Não se trata, na verdade, de uma briga literal, nem de um cachorro. Estamos falando de um debate ocorrido no dia 30 de junho de 1860, cujos protagonistas foram Samuel Wilberforce (1805 - 1873), bispo de Oxford e Thomas Huxley (1825 - 1895), biólogo inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O referido debate se deu em função da Teoria da Evolução, de Charles Darwin. Na ocasião, o bispo se contrapôs às conclusões do pesquisador inglês, ao passo que Huxley se posicionou favoravelmente à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Origem das Espécies&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin era um homem tímido, e não gostava de participar de debates públicos. O cientista não dispensava uma cidade interiorana e fazia questão de ficar distante da atenção dos outros. Huxley, por sua vez, era dado aos discursos e eloquente na arte de falar, além do quê usava de recursos humorísticos enquanto debatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin e Huxley se tornaram amigos e este acabou sendo o escolhido para duelar com o bispo de Oxford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o debate, o bispo voltou-se para Huxley e lhe indagou se ele havia descendido dos macacos por parte do pai ou da mãe. A pergunta deixou o cientista furioso, cuja resposta foi a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se me fizessem a pergunta sobre se eu preferia ter por avô um humilde macaco ou um homem muito dotado intelectualmente e de grandes meios de influência, mas que não empregaria todos os seus dons e poderes senão para ridicularizar uma grande questão científica, eu diria sem hesitar que prefiro o macaco."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huxley foi longamente aplaudido depois da resposta. Posteriormente ao debate, ele teria dito: "Eu ouvira com grande atenção a intervenção do bispo, mas não pude detectar um só elemento novo, nem novo argumento, com exceção, para dizer a verdade, da questão que ele me colocou sobre minha preferência em matéria de ancestrais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huxley fazia questão de debater, e ele próprio se autodefinia como o cão de guarda de Darwin, apesar de não ter concordado com tudo o que o pai da Teoria da Evolução escreveu sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-2674404320660330101?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/2674404320660330101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/briga-do-seculo-19-bispo-de-oxford-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/2674404320660330101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/2674404320660330101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/briga-do-seculo-19-bispo-de-oxford-x.html' title='A BRIGA DO SÉCULO 19: BISPO DE OXFORD X CÃO DE GUARDA DE CHARLES DARWIN'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1820542927939677183</id><published>2011-03-01T20:11:00.003-03:00</published><updated>2011-03-01T20:43:50.409-03:00</updated><title type='text'>A IMORTALIDADE DA ALMA ESTÁ DEMONSTRADA, SEGUNDO O FILÓSOFO SÓCRATES</title><content type='html'>Sócrates, conhecido filósofo grego, não deixou sequer um texto escrito, mas ainda assim foi possível, graças a Platão - seu fiel discípulo -, conhecer parte de sua história, crenças e ideias. Em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fédon&lt;/span&gt;, diálogo de autoria platonista, o velho Sócrates nos mostra seu ponto de vista sobre a existência e a imortalidade da alma. Abaixo, o diálogo que evidencia a opinião do filósofo sobre o referido assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: Responde-me, se puderes: qual é a coisa que ao entrar num corpo o torna vivo?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: A alma.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: Então a alma, apoderando-se de uma coisa, traz consigo vida para essa coisa?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: Sempre a vida.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: Existe um contrário da vida, ou não?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: Sim, existe.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: Qual é?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: A morte.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: Não é verdade que a alma nunca aceitará o contrário do que sempre traz consigo?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: É verdade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: E como chamávamos o que não aceitava a ideia do par?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: Ímpar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: E o que não aceita o justo e ao que não admite o harmônico?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: Injusto e inarmônico.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: E ao que não admite a morte, como chamaremos?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: Imortal.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: A alma não admite a morte, não é?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: Sim.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: Então é imortal?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: Sim, é imortal.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sócrates&lt;/span&gt;: E, portanto, afirmaremos ou não que isso está demonstrado?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cebes&lt;/span&gt;: Totalmente demonstrado, meu caro Sócrates!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão de Sócrates, a razão demonstra a imortalidade da alma, como vimos acima. Adiante, no mesmo diálogo, o filósofo conclui que, diante da racionalidade demonstrada, "a alma nem aceitará a morte nem ficará morta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro trecho, Sócrates prossegue: "Existe, contudo, ao menos uma coisa em que seria justo que todos refletíssemos: se a alma é de fato imortal, se faz necessário que zelemos por ela, não só durante o tempo presente, que denominamos viver, mas ao longo de todo o tempo, pois seria grave perigo não se preocupar com ela".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegue o mesmo autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Suponhamos que a morte seja apenas uma completa dissolução de tudo. Que maravilhosa ventura estaria então reservada para os maus, que se veriam libertos de seu corpo, de sua alma e de sua própria maldade! Mas, em verdade, uma vez que se tenha demonstrado que a alma é imortal, não haverá escapatória possível para ela em face de seus males, exceto que se torne melhor e mais sábia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates jamais foi ateu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1820542927939677183?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1820542927939677183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/imortalidade-da-alma-esta-demonstrada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1820542927939677183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1820542927939677183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/03/imortalidade-da-alma-esta-demonstrada.html' title='A IMORTALIDADE DA ALMA ESTÁ DEMONSTRADA, SEGUNDO O FILÓSOFO SÓCRATES'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8930288884594404290</id><published>2011-02-28T07:31:00.007-03:00</published><updated>2011-08-09T16:35:55.716-03:00</updated><title type='text'>PRISÃO DE ATEU FOI O ESTOPIM PARA A EXPULSÃO DA INQUISIÇÃO NA ESPANHA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Inquisição nascera formalmente no início do século 13 e morrera, oficialmente, no século 19. Os seis séculos de vida ativa marcaram demasiadamente a história europeia, vítima de atrocidades indeléveis, cujos registros testificam contra seus algozes, um dos quais - considerado o mais cruel de todos -, atuou na Espanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos países assolados por aquela força insana, a Espanha foi o que mais sentiu de perto o peso e a fúria dos "donos da verdade", embora inicialmente, a Inquisição fora instituída pelo rei local, que ordenou fossem expurgados todos os mulçumanos, judeus, pagãos e hereges cristãos. A prestação de contas deveria acontecer diretamente ao monarca e não ao Papado - uma das singularidades da Inquisição na Espanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir das primeiras décadas do século 18, a Inquisição se revelou menos ativa na Espanha, e em 1808, o exército napoleônico, sob o comando do marechal Joachim Murat, invadiu e ocupou o citado país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o rei espanhol deposto, ficou acordado que o catolicismo romano seria tolerado como qualquer outra religião. Na prática, a Igreja perdia a exclusividade e deixava de ser a "menina" dos olhos do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora tenha ficado insatisfeita, a Inquisição imaginou-se salva. A sobrevida trouxe consigo o desejo de continuar praticando o que sempre foi um hábito: perseguir e matar os não católicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imprudentemente, alguns inquisidores prenderam o secretário de Murat (que comandou a invasão à Espanha). Além de estudioso dos clássicos, o braço direito de Murat era um revolucionário ateu, o que vem explicar sua prisão por parte da Igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O comandante francês despachou tropas com a finalidade de resgatar, à força, o prisioneiro francês. O próprio Napoleão Bonaparte se dirigiu a Madri (dezembro de 1808) e, chegado à capital espanhola, não hesitou e ordenou, por decreto, fosse a Inquisição expulsa da Espanha, em cuja ocasião todos os bens da Igreja foram confiscados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1814, com a volta de um rei Bourbon, a Inquisição retornou à Espanha, pelo menos nominalmente, uma vez que a Europa já não era a mesma de duzentos anos atrás. Somente em julho de 1834, ela, a Inquisição, sofrera o golpe final, e formalmente, fora extinta das terras espanholas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8930288884594404290?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8930288884594404290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/prisao-de-ateu-e-o-estopim-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8930288884594404290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8930288884594404290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/prisao-de-ateu-e-o-estopim-para.html' title='PRISÃO DE ATEU FOI O ESTOPIM PARA A EXPULSÃO DA INQUISIÇÃO NA ESPANHA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-7866009571423918007</id><published>2011-02-26T12:35:00.004-03:00</published><updated>2011-02-27T09:24:46.812-03:00</updated><title type='text'>TODO MUNDO EM PÂNICO</title><content type='html'>No dia 6 de fevereiro de 2011 falamos, neste mesmo blog, sobre alguns fenômenos ocorridos em uma cidade francesa no ano de 1951, quando muitos moradores locais apresentaram sucessivos comportamentos atípicos, recheados de pânico. Culparam o pão. Houve suspeitas de possessões demoníacas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho de 2010, no Ceará, dezenas de adolescentes, todos estudantes de uma mesma escola, entraram em transe durante as aulas, alegando que estavam vendo o espírito de um ex-aluno, morto há mais de sete anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da Humanidade parece estar cheia de fenômenos parecidos, não somente em relação ao que ocorreu no Ceará, como também em relação ao que aconteceu na França, em 1951.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1374, na Alemanha, a população de uma cidade passou a acreditar que iria morrer e que em seguida iria para o inferno. Todos passaram a dançar de forma frenética e, segundo o testemunho de um monge, a dança se converteu em uma orgia gigantesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França também foi palco de outros eventos parecidos. Em 1518, uma cidadã de Estrasburgo passou a dançar sozinha em público. Após um mês, ela foi acompanhada por centenas de pessoas, todas dançando em público sem nenhuma motivação aparente. O forte ritmo dançante e o prolongamento do ato provocaram muitas mortes por derrame e ataque cardíaco. Nas décadas seguintes outras cidades francesas viveram situações parecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1789, também na França, boatos que surgiram durante a Revolução Francesa davam conta de que bandidos contratados pela nobreza haviam sido mobilizados para atacar os camponeses de várias cidades. Temendo que de fato os boatos fossem concretizados, os agricultores invadiram as cidades envolvidas nos boatos e mataram, sem que fossem atacados, os transeuntes, que aparentemente não sabiam por que razão estavam sendo atacados pelos camponeses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1962, na Tanzânia, várias crianças de uma escola foram vítimas de um surto de riso, que acabou contaminando os familiares das mesmas. O fenômeno durou seis meses, e algumas delas apresentaram dificuldades para respirar por causa da intensidade dos risos. O surto cessou repentinamente, da mesma forma que teve início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-7866009571423918007?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/7866009571423918007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/todo-mundo-em-panico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7866009571423918007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7866009571423918007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/todo-mundo-em-panico.html' title='TODO MUNDO EM PÂNICO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8345324198250042843</id><published>2011-02-23T20:00:00.005-03:00</published><updated>2011-02-23T20:45:13.770-03:00</updated><title type='text'>"POR QUE HAVÍAMOS DE VIVER TÃO LONGE UM DO OUTRO? COMO SERIA BOM SE ESTIVÉSSEMOS JUNTOS EM SEU QUARTINHO"</title><content type='html'>O texto acima sugere uma correspondência endereçada por uma pessoa apaixonada a uma outra que se achava distante, naquele momento. Não se sabe se era um caso de paixão, mas pelo menos de uma amizade colorida. O texto em questão é da lavra do culto imperador Pedro II a uma amiga, a condessa de Barral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de cinquentas depois da morte do imperador, o neto da condessa doou ao Museu Imperial de Petrópolis as cartas que ela recebera do amigo, cujo conteúdo não deixa dúvidas sobre a proximidade dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora muito tímido quando jovem, depois de adulto D. Pedro II viveu alguns romances extraconjugais. Sobre a condessa, o que se sabe ao certo é que os dois mantinham um forte relacionamento amigável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha muitas das características que ele apreciava: gostava dos livros, de história, de poemas, de artes, de literatura. Juntos escreveram uma História de Portugal. "Estudávamos juntos, e não havia mapas que não percorrêssemos juntos, não nos escapando nem mesmo um lugarejo da Herzegovina", escreveu D. Pedro II em recordações posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois tinham o hábito de ler o mesmo livro e de participar das missas aos sábados. Ela trazia Paris para o Rio de Janeiro. Era uma mulher culta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suspeitas acerca de um relacionamento amoroso não faltaram. Uma das filhas de D. Pedro II teria flagrado algo diferente: "Mamãe, por que é que, durante as lições, papai pisa no pé da condessa?", teria indagado a filha à mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Às 9 horas apago a luz e mando todo mundo deitar, e sabe do que me lembrei quando subi a escada com a velinha na mão, sendo toda a casa no escuro? Ora se sabe!" Este texto parece revelar algo mais além de uma amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela foi embora para Paris, D. Pedro se referia aos velhos tempos como "tempos felizes". "Quem me dera poder passar um instantinho ao menos do tempo em que estudávamos juntos. Escreva-me o mais que puder, preciso de suas cartas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinaram que trocariam constantemente correspondências, que deveriam ser queimadas. Ele as queimava todas; ela, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condessa de Barral também se preocupava com o amigo, e quando ele já estava velho, escreveu-lhe: "Não passe assim a metade de sua vida deitado ... não leia depois da comida, mas faça exercícios a pé".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando D. Pedro II foi deposto, em 1889, voltou a residir na Europa, tendo morado alguns meses na casa da velha amiga, em cuja oportunidade relembraram e reviveram algumas das práticas de outrora, uma das quais as caminhadas em conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8345324198250042843?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8345324198250042843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/por-que-haviamos-de-viver-tao-longe-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8345324198250042843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8345324198250042843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/por-que-haviamos-de-viver-tao-longe-um.html' title='&quot;POR QUE HAVÍAMOS DE VIVER TÃO LONGE UM DO OUTRO? COMO SERIA BOM SE ESTIVÉSSEMOS JUNTOS EM SEU QUARTINHO&quot;'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-436086610965831469</id><published>2011-02-22T09:48:00.007-03:00</published><updated>2011-02-24T09:06:44.261-03:00</updated><title type='text'>VOLTAIRE: ATEU, TEÍSTA, AGNÓSTICO, DEÍSTA OU PANTEÍSTA?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Voltaire (1694 - 1778) é considerad&lt;/span&gt;o um dos maiores defensores da liberdade civil e religiosa de todos os tempos. Iluminista consagrado, foi referencial para grandes nomes que se envolveram com a Revolução Francesa e a independência dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em matéria de religião, o filósofo não deixou de revelar seu ponto de vista e, embora não tendo sido ateu, nem católico, pediu para que lhe fosse dada a extrema unção. Pedido não aceito, acabou assinando uma última declaração, que será publicada no fim desta postagem. Em carta a Diderot, escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Confesso que não sou, em absoluto, da mesma opinião que Saunderson, que nega um Deus porque nasceu cego.  Talvez eu esteja errado, mas no lugar dele eu reconheceria uma grande Inteligência que me deu tantos substitutos da visão; e percebendo, ao meditar, as maravilhosas relações entre todas as coisas, eu deveria ter desconfiado que existe um artífice infinitamente capaz. Se é muito presunçoso adivinhar o que Ele é e por que Ele fez tudo o que existe, parece-me também muito presunçoso negar que Ele existe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaire não acreditva em milagres. Falando sobre um caso em que uma dona de um pardal havia rezado nove ave-marias em favor de seu referido passarinho (que acabou sobrevivendo), o filósofo retrucou: "Eu acredito numa Providência geral, cara irmã, que estabeleceu desde a eternidade a lei que governa todas as coisas, como a luz do sol, mas não creio que uma Providência particular altere a economia do mundo por causa do vosso pardal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaire era deísta, embora vez por outra dava indícios de crer no panteísmo de Spinoza. Não foi ateu; pelo contrário, o achava antilógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de sua vida achou que seria um bem para a Humanidade o homem acreditar piamente na existência de Deus. "Eu quero que meu advogado, meu alfaiate e minha mulher acreditem em Deus; assim, imagino, serei menos roubado, menos enganado", dizia Voltaire. E prosseguiu: "Quando essa crença evita até mesmo dez assassinatos, dez calúnias, afirmo que o mundo inteiro deve aderir a ela".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos em um ponto Voltaire e Platão comungavam da mesma ideia: "Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo". O filósofo iluminista era prático: se o fato de se acreditar em Deus traz algum benefício, que o mundo todo creia em Deus. Voltaire falava da essência da mensagem cristã, embora soubesse que, na prática, a Igreja não se revelava como ensinava a primitiva doutrina apostólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1755, Lisboa fora sacudida por um terremoto, exatamente quando a Igreja comemorava o Dia de Todos os Santos, o que fez com que milhares de mortes ocorressem dentro dos templos. O clero francês se pronunciou dizendo que tal fato ocorrera por causa do pecado do povo. Voltaire se revoltou e escreveu: "Ou Deus pode evitar o mal, mas não quer; ou quer evitá-lo, mas não consegue".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo de sua morte, o filósofo desejou visitar pela última vez Paris. Em seu último leito, recebeu visitas ilustres, como Benjamin Franklin, que levou um de seus netos para que Voltaire o abençoasse. Depois que colocou as mãos sobre o menino, afirmou: "Dedique-se a Deus e à liberdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em seu último leito, um padre se dirigiu a ele a fim de lhe dar a extrema unção. Voltaire rejeitou e fez a seguinte indagação: "Quem vos mandou aqui, senhor padre?" Este respondeu: "O próprio Deus". Em seguida, Voltaire retrucou: "Pois onde estão as vossas credenciais?" Com este diálogo, o filósofo afirmou que não acreditava que os padres eram mensageiros de Deus aos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe se por arrependimento ou se pelo fato de Voltaire ter sido um homem de forte personalidade, ele pediu que outro padre se fizesse presente para que ouvisse sua última confissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo padre disse que só o faria se Voltaire assinasse uma profissão de plena fé na doutrina católica. Voltaire se rebelou e dispensou o padre. Em vez da confissão de fé na Igreja, terminou assinando uma declaração que diz: "Morro adorando a Deus, amando meus amigos, sem odiar meus inimigos e detestando a superstição. (Assinado) Voltaire, 20 de fevereiro de 1778". Ele morreu no dia 30 de maio do mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-436086610965831469?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/436086610965831469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/voltaire-um-ateu-teista-agnostico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/436086610965831469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/436086610965831469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/voltaire-um-ateu-teista-agnostico.html' title='VOLTAIRE: ATEU, TEÍSTA, AGNÓSTICO, DEÍSTA OU PANTEÍSTA?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-3483698798398064620</id><published>2011-02-20T16:04:00.009-03:00</published><updated>2011-02-20T17:17:24.584-03:00</updated><title type='text'>HOMENS TRAÍDOS SÃO CONVENCIDOS DE QUE SUAS ESPOSAS ESTÃO SE RELACIONANDO COM DEMÔNIOS E NÃO COM HOMENS DE CARNE E OSSO</title><content type='html'>"A mulher é um animal imperfeito, sempre engana; é mais rápida em vacilar, é mentirosa por natureza, é bonita de se olhar, contamina pelo contato, é mortal para se manter."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase acima bem que poderia vir de Aristóteles, de Schopenhauer, ou de tantos outros filósofos conhecidos, mas ela é de procedência de um livro publicado em 1487, por dois padres dominicanos, que não tardaram em chegar ao cargo de inquisidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Martelo das Bruxas&lt;/span&gt;, certamente a obra mais consultada pelos perseguidores da vida humana (embora a Igreja Católica viesse a reprová-la depois), cujo conteúdo ainda é considerado um dos mais licenciosos em termos sexuais. Foi usado inclusive por protestantes na condenação às bruxas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples banho ao sol e a masturbação feminina eram vistos como de procedência demoníaca. Veja o que diz o livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As próprias bruxas muitas vezes têm sido vistas deitadas de costas nos campos ou nas matas, nuas até o umbigo, e vê-se pela disposição dos membros que se relacionam ao venéreo e ao orgasmo, como também pela agitação das pernas e coxas, que, de maneira inteiramente invisível para quem está em volta, estão fazendo sexo com demônios."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro texto os inquisidores oferecem uma racionalização que deve ter servido para aliviar a cabeça de muitos homens traídos. Dizem os autores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É certo também que aconteceu o seguinte: Maridos viram de fato demônios fazendo sexo com suas esposas, embora pudessem pensar que não eram demônios, mas homens. E quando pegaram uma arma e tentaram trespassá-lo, o demônio desapareceu de repente, tornando-se invisível."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa linguagem mais clara: quando o homem que copulava com a esposa alheia viu a reação do marido, fugiu, enquanto o traído se consolava por achar que tratava-se de fato de seres de outro mundo. Vigorou, por séculos, a crença de que era comum a prática sexual entre seres naturais com seres sobrenaturais (íncubus e súcubes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro também afirmava que mulheres que mantinham relações com homens proibidos e em seguida eram abandonadas por estes, costumeiramente buscavam a ajuda e proteção dos demônios para que a confortassem sexualmente. Era, na verdade, uma forma implícita de afirmar que aquelas que eram flagradas com o capeta já haviam, antes, cometido pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-3483698798398064620?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/3483698798398064620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/homens-traidos-sao-convencidos-de-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3483698798398064620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3483698798398064620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/homens-traidos-sao-convencidos-de-que.html' title='HOMENS TRAÍDOS SÃO CONVENCIDOS DE QUE SUAS ESPOSAS ESTÃO SE RELACIONANDO COM DEMÔNIOS E NÃO COM HOMENS DE CARNE E OSSO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-7536717980174532064</id><published>2011-02-18T19:55:00.004-03:00</published><updated>2011-02-19T22:34:48.143-03:00</updated><title type='text'>IDADE MÉDIA E CIVILIZAÇÃO: DOIS CONCEITOS OU DOIS "PRECONCEITOS"?</title><content type='html'>Até hoje é grande o número de propagadores dando conta de que a Idade Média foi de fato a Idade das Trevas. Outros (ou os mesmos), por sua vez, costumam associar civilização a estágios de evolução das sociedades humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia-se (e ainda se diz) que a cultura humana nasceu na Idade Antiga, morreu na Idade Média e renasceu na Idade Moderna. Vejamos, resumidamente, alguns fatos históricos associados à origem de tais conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os ingleses que cunharam a expressão "Idade das Trevas", uma referência à Idade Média, e, portanto, uma forma de afirmar que foi no citado período que houve um regresso geral da cultura humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revolução Francesa acabou sancionando tal conceito e o filósofo Alemão Hegel se tornou um dos muitos nomes a formular a ideia de que a história tem movimento evolutivo, cujo centro das atenções seria a Europa. As concepções darwinistas e a forte influência do Positivismo no século 19 contribuíram sobremaneira para que houvesse a nítida separação entre superioridade e inferioridade culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por menos que ainda hoje os livros didáticos trazem a história da Europa como centro das atenções, enquanto outras culturas, como a muçulmana - muito mais rica durante a Idade Média -, ficaram de lado. Foi na Idade Moderna que as disciplinas escolares foram selecionadas na Europa, cuja influência atingiu a América, como o Brasil. Somente agora as universidades brasileiras estão inserindo em seu currículo um estudo mais denso sobre a África, uma tendência inclusive para o Ensino Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conquistador europeu passou a ideia para os povos conquistados (incluindo aí África e América) de que eles estavam fazendo um favor a nós, já que estariam civilizando o que até então eram vistos como selvagens. Vale a frase do médico indigenista Noel Nutels: "É um erro pensar que o índio prefere a civilização. Para morar numa favela? Ele está feliz tal como é, adaptado à região em que vive".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é pacífica nos círculos acadêmicos que lidam com ciências humanas (História, Antropologia, etc.) a assertiva de que não há cultura superior e inferior. Assim, no dizer do historiador Gianpaolo Dorigo, "não é possível comparar duas culturas diferentes para tentar estabelecer a superioridade de uma em relação à outra, pois nosso julgamento estaria limitado por nossos valores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próprios renascentistas nutriam fortes preconceitos pelos medievais, pois enxergavam o período como uma vítima do pensamento cristão, daí o porquê da morte cultural, segundo os tais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não levaram em conta que foi na Idade Média que surgiram as univerdades, que a filosofia aristotélica foi retomada, que os contos de origem árabe e persa se espalharam, que os alquimistas descobriram muitas propriedades de sais e de ácidos, que o papel se difundiu, que surgiu a imprensa, que as técnicas de reprodução literária se desenvolveu, que os humanistas colocaram o homem no centro da atenção humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-7536717980174532064?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/7536717980174532064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/idade-media-e-civilizacao-dois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7536717980174532064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/7536717980174532064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/idade-media-e-civilizacao-dois.html' title='IDADE MÉDIA E CIVILIZAÇÃO: DOIS CONCEITOS OU DOIS &quot;PRECONCEITOS&quot;?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-3239943121628504598</id><published>2011-02-16T13:30:00.018-03:00</published><updated>2011-08-09T17:07:14.461-03:00</updated><title type='text'>SÉCULO 4º D.C.: HISTORIADOR ECLESIÁSTICO ASSEGURA QUE CLEMENTE FOI O 3º BISPO DE ROMA. CONCLUSÃO? SÃO PEDRO NÃO FOI PAPA E A LISTA OFICIAL É FALSA</title><content type='html'>A Igreja Católica jura, de pés juntos, que Pedro foi o primeiro papa, bem como nega que Joana foi papisa. Duas tentativas frustradas da Igreja! Já vimos como a referida papisa chegou ao trono e agora vamos mostrar as razões históricas que desmentem a pretensão de se afirmar que os quatro primeiros papas foram Pedro, Lino, Anacleto e Clemente (quem desejar pode acessar a wikipedia e verificar a lista de todos os papas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrarmos no debate histórico, é importante frisar que, teologicamente falando, a Igreja se apoia em texto bíblico, no qual Cristo teria dito que as chaves do céu seriam entregues ao dito apóstolo. Por outro lado, se esquece de que o mesmo Evangelho afirma que Pedro era casado, logo seria um papa casado. Não nos limitaremos ao debate teológico, vez que tal pretensão romana já fora rebatida à altura. Vamos à história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano 269 d.C. nasceu Eusébio de Cesareia, historiador da Igreja, cuja obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;História Eclesiástica&lt;/span&gt; ainda é considerada a melhor coletânea sobre a vida da Igreja até o início do século IV (Eusébio morreu provavelmente em 323 d.C.). O citado escritor tinha acesso não somente à Biblioteca Teológica da Igreja como também à lista dos bispos de até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisemos, cuidadosamente, o que Eusébio nos deixou escrito: "Depois do martírio de Paulo e de Pedro, o primeiro a ser eleito para o episcopado da Igreja de Roma foi Lino" (Livro III, 2:1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma leitura rápida nos dá a impressão de que realmente Lino foi o substituto de Pedro. Mas percebamos que o texto afirma que Lino passou a ser líder somente com a morte de Paulo e Pedro, mas se cala sobre eventual episcopado de Pedro Roma. Ou seja, o texto não diz que Pedro foi o primeiro bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notemos, ainda, que ele não faz menção ao papado e sim ao episcopado, que é uma forma administrativa onde o líder maior é um bispo. Sumariamente poderíamos afirmar que, no início, Roma não era governada por um papa e sim por um bispo, fenômeno observado não somente em relação a Roma, como também em relação a outros centros urbanos, como Alexandria, Constantinopla e Antioquia, cujas cidades-sedes (incluindo Roma), se tornaram, em termos episcopais, as mais famosas e as mais respeitadas nos primeiros séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos à leitura de Eusébio. No mesmo Livro (4:8), o historiador registrou que "já foi demonstrado anteriormente que [Lino] foi designado para o episcopado da igreja de Roma, o primeiro depois de Pedro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Eusébio nos tivesse deixado somente este registro, era passível de conclusão que de fato Pedro foi substituído por Lino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparemos as duas citações e notemos que Lino somente foi eleito depois da morte de Paulo e de Pedro, os quais não foram rotulados de bispos (muito menos de papas, mas, pelo restante do livro, de apóstolos), o que vem justificar o fato de Lino ter sido o primeiro (e não o segundo), na condição de bispo, a administrar a igreja de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certeza de tal afirmação se vê quando lemos a continuação das palavras de Eusébio (Livro III, 4:9): "Paulo também atesta que Clemente - instituído terceiro bispo da Igreja de Roma - foi seu colaborador e companheiro de luta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão que se acha entre parênteses "instituído terceiro bispo de Roma" não é minhas, mas de Eusébio. Em outras palavras, o historiador estava afirmando que Clemente foi o terceiro líder da igreja de Roma. Por que, então, a Igreja diz que ele foi o quarto líder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos à lista oficial dos papas: Pedro, Lino, Anacleto e Clemente. Eusébio afirma que este (Clemente) foi o terceiro (exatamente depois de Lino e Anacleto), ao passo que a Igreja afirma que foi o quarto. A conclusão é uma: a Igreja inseriu, por conta própria, Pedro como o primeiro líder da Igreja de Roma e ainda o transformou em papa, cargo este inexistente até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bispos acima mencionados eram apenas líderes locais (no máximo regionais) e não tinham a chefia de toda a Igreja, cujo atribuição cabe ao Papa nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura de Eusébio não deixa dúvidas quanto à participação dos dois apóstolos (Paulo e Pedro)  em Roma, de modo que se Pedro foi líder em Roma, Paulo o foi primeiramente, daí o porquê de ser muito estranho o fato da Igreja não ter constado Paulo como primeiro papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta sabermos as razões por que Roma se transformou no centro administrativo da Igreja. Por causa do Império Romano, seria a resposta nua e crua. Ao lado de Roma - como vimos no início - outros centros se destacaram, mas pelo fato de Roma pertencer à sede do Império, acabou ganhando o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status&lt;/span&gt; de a mais importante, tanto que no final do segundo século ela já arrogava para si tal privilégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Eusébio atesta, no início do século IV, a primazia do episcopado romano, tanto que, comentanto sobre a autenticidade da autoria de Paulo em relação à epístola &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hebreus&lt;/span&gt;, assim registrou: "Contudo, não é justo ignorar que alguns rechaçaram a carta aos Hebreus, dizendo que a Igreja de Roma não a admite por crer que não é de Paulo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, para compor a lista dos papas, a Igreja do século quarto em diante (quando de fato nasceu a Igreja Católica) tinha que escolher uma sede papal e o fez olhando para Roma, que tradicional e lentamente, se impôs como sede episcopal (não papal), daí o porquê dos bispos romanos aparecerem como sendo papas, ao passo que os bispos de outros centros administrativos foram silenciados nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-3239943121628504598?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/3239943121628504598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/seculo-4-dc-historiador-eclesiastico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3239943121628504598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3239943121628504598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/seculo-4-dc-historiador-eclesiastico.html' title='SÉCULO 4º D.C.: HISTORIADOR ECLESIÁSTICO ASSEGURA QUE CLEMENTE FOI O 3º BISPO DE ROMA. CONCLUSÃO? SÃO PEDRO NÃO FOI PAPA E A LISTA OFICIAL É FALSA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-738629638521713793</id><published>2011-02-14T19:06:00.004-03:00</published><updated>2011-02-14T19:56:15.712-03:00</updated><title type='text'>DISCURSOS PARLAMENTARES BRASILEIROS PROFERIDOS POR OCASIÃO DAS TENTATIVAS INTERNACIONAIS EM PÔR FIM AO TRÁFICO NEGREIRO</title><content type='html'>Abaixo serão disponibilizados alguns discursos proferidos por deputados brasileiros durante o período em que se tentou acabar com o tráfico de escravos da África para o Brasil. Os textos revelam sua importância histórica, uma vez que demonstram o prestígio e a consequente hostilidade a que esteve sujeito o comerciante de escravos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1827, um deputado se pronunciou em plenário nos seguintes termos: "Entendo que os negociantes de escravos, isto é, aqueles que vão comprar aos portos da África, não são participantes dos crimes cometidos por aqueles chefes que se fazem uma guerra pelo mesmo modo que se fazia na mais alta Antiguidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, o parlamentar tentou inocentar o traficante. Nenhum dos ouvintes que estavam presentes pediu a palavra para contestar o colega. Valeu o ditado: "Quem cala consente!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1850, quando a Inglaterra pressionou o Brasil a colocar em prática a legislação de 1831 - que previa a punição para os traficantes de escravos - dois deputados foram protagonistas de um acirrado debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que ainda apoiava os traficantes, afirmou: "O nobre deputado sabe que esses homens são aderentes, adotam a política do governo atual". O deputado contrário rebateu: "Não são de política alguma; são piratas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disto isto, o deputado pró-traficantes retrucou: "Eu repilo inteiramente a expressão do nobre deputado. É uma expressão audaz e caluniosa. O nobre deputado não pode aventurá-la, não tem dados para isso, é uma precipitação sua". Seu oponente resistiu-lhe em seguida: "Os africanistas são piratas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era visível a atuação de parlamentares brasileiros que não só apoiavam a escravidão negra como tentavam justificá-la diante da nação. Não é estranho, portanto, que um dos maiores contrabandistas de escravos do Brasil tenha presenteado a comitiva portuguesa logo que ela chegou ao país em 1808. Em troca o governo lhe deu muitas honrarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até meados do século em questão, o Judiciário brasileiro era facilmente corrompido pelos comerciantes, embora há relatos de juízes que foram coerentes com a lei, tendo chegado ao ponto, inclusive, de apontar grandes autoridades, dentre as quais membros da Guarda Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente com a Lei Eusébio de Queirós (1850) é que se pode falar em mudanças reais no tratamento dado aos contrabandistas, principalmente porque a competência para julgar esses casos passou para um tribunal especial, uma vez que o Governo imperial tinha fortes suspeitas quanto à seriedade das decisões dos juízes municipais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-738629638521713793?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/738629638521713793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/discursos-parlamentares-brasileiros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/738629638521713793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/738629638521713793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/discursos-parlamentares-brasileiros.html' title='DISCURSOS PARLAMENTARES BRASILEIROS PROFERIDOS POR OCASIÃO DAS TENTATIVAS INTERNACIONAIS EM PÔR FIM AO TRÁFICO NEGREIRO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8729710545972512500</id><published>2011-02-13T12:36:00.004-03:00</published><updated>2011-02-13T13:14:24.440-03:00</updated><title type='text'>O ÚLTIMO SERMÃO DE MARTIN LUTHER KING</title><content type='html'>Martin Luther King (1929 -1968) foi pastor evangélico e ativista político, tendo se perpetuado como um dos grandes nomes que marcaram a luta dos negros norte-americanos contra os atos de preconceitos raciais que assolaram os Estado Unidos. Chegou a ganhar um Nobel da Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi morto, a tiro, quando estava na varanda do hotel onde estava hospedado. No dia 3 de abril (um dia antes de ser assassinado), fora convidado a participar de um culto protestante, em cuja oportunidade proferiu seu último sermão. Leiamos suas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem, eu não sei o que acontecerá agora. Temos dias difíceis pela frente. Mas, para mim, isso não importa agora, porque eu estive no topo da montanha. E não me importo. Como qualquer pessoa, gostaria de ter uma vida longa; a longevidade tem o seu lugar. Mas não estou preocupado com isso agora. Só quero fazer a vontade de Deus. E Ele permitiu que eu subisse a montanha."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua Luther King:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olhei ao redor e contemplei a terra prometida. Talvez não vos acompanhe até lá, mas quero que saibam esta noite que nós, como povo, chegaremos à terra prometida. E estou feliz esta noite; nada me preocupa. Não temo nenhum homem. Os meus olhos viram a glória da chegada do Senhor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora oficialmente um homem tenha se pronunciado como o assassino, sobraram suspeitas de que pessoas mais influentes estivessem por trás do ato que terminou na morte do ativista político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio FBI já foi rotulado como um dos interessados no silêncio de Luther King, uma vez que suspeitas apontavam que o então chefe do Escritório Federal de Investigação dos Estados Unidos supunha que o ativista fosse comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1979, o Congresso americano concluiu as investigações sobre o caso, mas o acesso ao relatório somente será possível em 2029. Quem poderia mesmo falar a verdade seria James Ray, que, embora inicialmente tenha confessado o crime, chegou a afirmar posteriormente que era inocente e que havia sido manipulado. Ele morreu em abril de 1998. Resta-nos, enfim, aguardar o relatório final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8729710545972512500?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8729710545972512500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/o-ultimo-sermao-de-martin-luther-king.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8729710545972512500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8729710545972512500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/o-ultimo-sermao-de-martin-luther-king.html' title='O ÚLTIMO SERMÃO DE MARTIN LUTHER KING'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1025526258412755656</id><published>2011-02-10T19:52:00.003-03:00</published><updated>2011-02-10T20:26:11.934-03:00</updated><title type='text'>OS PRIMEIROS PROFESSORES LAICOS NA EUROPA E NO BRASIL</title><content type='html'>Desde que a Companhia de Jesus fora criada, no século 16, a Igreja detinha o ensino, não somente na Europa como na América, com destaque para Portugal e Brasil, onde foi marcante a presença dos jesuítas nas salas de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domínio jesuítico somente foi removido quando o ministro de Estado, marquês de Pombal (que era antirreligioso), os expulsou de Portugal e de suas colônias, uma das quais o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período (1750 - 1777) em que Pombal ficou no Governo foi marcado pelo crescimento das ideias iluministas, que defendiam, dentre outras, a transferência da administração escolar da Igreja para o Estado. Assim foi feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou todas as escolas administradas pelos jesuítas, além de proibir que seus métodos fossem adotados em sala de aula. Em 1759 foram registradas as primeiras aulas de gramática latina, grego e retórica administradas pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos depois foi criado um imposto para sustentar o ensino público. Outras disciplinas passaram a compor o rol daquelas que eram ministradas pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se tornar professor, bastava o pretendente se candidatar para ser examinado por uma comissão previamente criada para esse fim. Os aprovados eram nomeados, cujo "contrato" durava de um a seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1760 começaram a chegar ao Brasil os primeiros professores pagos pelo Estado português, os quais foram enviados à Bahia e Pernambuco. Posteriormente (1772), outras capitanias foram beneficiadas, mas somente as maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil - pelo menos até 1790 -, as leis permitiam que somente os meninos assistissem às aulas e, embora a partir da referida data as leis permitissem a presença de mulheres, foi no início do século 19 que elas passaram, de fato, a entrar nas salas de aula, que funcionavam nas próprias casas dos professores. O conceito de colégio como o vemos hoje se revelou somente no século 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores deveriam mostrar boa conduta, sob pena de perderem o emprego e de não receberem o salário, que, por sinal, chegava a se atrasar por vários anos. No estado de Minas Gerais, por exemplo, houve professores que permaneceram no cargo por mais de 25 anos, mesmo recebendo salários atrasados, um mal ainda presente em muitos locais no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1025526258412755656?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1025526258412755656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/os-primeiros-professores-laicos-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1025526258412755656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1025526258412755656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/os-primeiros-professores-laicos-na.html' title='OS PRIMEIROS PROFESSORES LAICOS NA EUROPA E NO BRASIL'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1724330667132061869</id><published>2011-02-08T20:31:00.002-03:00</published><updated>2011-02-08T21:34:21.174-03:00</updated><title type='text'>A ORIGEM DOS SÍMBOLOS DO CASAMENTO</title><content type='html'>Não se sabe ao certo onde, quando e como surgiu o casamento, objeto de desejo daqueles que pretendem viver para sempre ao lado da pessoa amada. Seus símbolos, porém, estão mais bem documentados historicamente. Abaixo, uma breve história da aliança, do arroz, da dama de honra, do buquê, da trilha sonora e da tradição da noiva ficar do lado esquerdo do noivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aliança, com seu formato circular, significa que o casamento não deve ter fim, assim como Deus teria prometido uma aliança eterna com seus escolhidos. O dedo esquerdo anelar se deve graças à crença de que pelo referido dedo passa a veia do amor, que está diretamente ligada ao coração. O uso da aliança só ganhou força a partir do século 13.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arroz, que é jogado sobre o casal logo após a cerimônia, tem por fim abençoar os dois, de modo que eles sejam férteis o suficiente para que possam gerar muitos filhos. Durante muito tempo o casamento foi visto como a oportunidade para gerar filhos e não necessariamente para unir um casal que se ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dama de honra provavelmente tem origem na tradição da Antiguidade de destinar mulheres mais idosas com fim de ajudar as nubentes (que geralmente eram muito novas, ainda crianças), a se vestirem. No século 19, as damas de honra - geralmente da própria família -, viraram sinônimo de elegância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O buquê tem origem na Idade Média, quando era costume a noiva seguir a pé, acompanhada de uma comitiva, até a igreja. Durante o percurso ela recebia erva, temperos e flores, e os juntava nas mãos. Foi no século 14 que surgiu o hábito da noiva jogar o buquê para as convidadas, uma forma de compensar a sorte desejada ao casal. Outra versão diz que o buquê surgiu na antiga Grécia, com o fim de tirar o mau-olhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marcha nupcial foi composta em 1842, por um pianista, músico e compositor alemão. Ganhou fama e se perpetuou a partir de 1858, no casamento da princesa Vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra tradição no casamento diz respeito ao lado em que o casal se posiciona no altar. A noiva fica do lado esquerdo do noivo. Surgiu a partir da necessidade do homem ficar com seu lado direito livre, para eventual necessidade de puxar a espada, caso algum engraçadinho tentasse raptar a noiva. Na Antiguidade o homem se casava armado, literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1724330667132061869?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1724330667132061869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/origem-dos-simbolos-do-casamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1724330667132061869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1724330667132061869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/origem-dos-simbolos-do-casamento.html' title='A ORIGEM DOS SÍMBOLOS DO CASAMENTO'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-3383087922907114609</id><published>2011-02-06T18:56:00.003-03:00</published><updated>2011-02-06T19:40:05.421-03:00</updated><title type='text'>A CULPA É DO DEMÔNIO OU DO PÃO?</title><content type='html'>O que o leitor terá a oportunidade de ler agora não costuma ser publicado nos livros de história, salvo em raríssimas fontes, dado o próposito de uma cidade inteira em esconder o que aconteceu em 1951, em uma pequena comuna francesa, quando boa parte de seus habitantes apresentou um comportamento atípico, recheado de pânico e outros sintomas correlatos. O fenômeno durou dias e desapareceu repentinamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma hora para outra, um cidadão tirou a roupa, ficou de quatro, saiu pela rua e começou a latir como se fosse um cão. Uma mulher passou a gritar desesperadamente, afirmando que seu corpo estava sendo incendiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro homem, um operário, dizia: "Não suporto mais as serpentes em meu estômago!" Um tabelião, que se achava em sua casa, pegou a espingarda e alertou que se os monstros que estavam do lado de fora de sua casa entrassem ele os mataria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um garoto de 11 anos interpretou que sua mãe era um bicho e tentou estrangulá-la. Já um senhor, achando que estaria diante de uma plateia, cantou sozinho, esperando ser ovacionado. Um jovem pulou do terceiro andar de um prédio porque achou que fosse um avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança afirmava que era continuamente perseguida por tigres, bem como narrou que via sangue escorrendo nas paredes da casa. Já uma dona de casa atestava, desesperada, que seus filhos haviam sido esquartejados para se transformarem em linguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas após o fim dos episódios, o prefeito local afirmou para um revista dos Estados Unidos que ele próprio testemunhara homens e mulheres saudáveis "subitamente ficarem aterrorizados, escondendo-se pelos cantos para fugir de alucinações".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve mortes, algumas por suicídio. Terminado o surto, outros ficaram com problemas psicológicos. De quem foi a culpa? Inicialmente as investigações concluíram que o pão havia sido contaminado, de modo que sobrou para o padeiro, que chegou a ser preso, mas solto depois por falta de prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que testemunharam o episódio ainda hoje evitam tocar no assunto. Recentes pesquisas sugerem que a CIA, serviço de inteligência dos Estados Unidos, estava por trás de tudo: teria mandado colocar produtos alucinógenos no pão francês - logo no pão, tão apreciado pela população daquele país europeu. Até o momento não há provas da autoria, apenas especulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-3383087922907114609?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/3383087922907114609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/culpa-e-do-demonio-ou-do-pao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3383087922907114609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/3383087922907114609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/culpa-e-do-demonio-ou-do-pao.html' title='A CULPA É DO DEMÔNIO OU DO PÃO?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8434349206983320763</id><published>2011-02-05T00:23:00.007-03:00</published><updated>2011-02-05T01:35:34.998-03:00</updated><title type='text'>A ORIGEM DA PALAVRA VAGA-LUME</title><content type='html'>Decerto o leitor já se deparou com um vaga-lume ou então já teve a oportunidade de ouvir falar nas livrarias que compram e vendem livros usados, cujo comerciante é conhecido por sebista. Afinal, qual a relação entre as duas proposições aqui discutidas? O que têm em comum o sebista e o vaga-lume?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início vale ressaltar que o primeiro já fora conhecido por caga-sebo, enquanto o segundo, por caga-fogo e caga-lume. Tais nomenclaturas desapareceram, de modo que a geração atual não as tem como verdadeiras, algo diferente do que ocorrera há alguns séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra ocasião falamos que o Rio de Janeiro, no final do século 19, inventou a palavra mictório em lugar de mijadouro, uma vez que esta última tinha conotação direta com algo relacionado ao oŕgão genital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se a um sacerdote, dicionarista e lexicólogo britânico (filho de francês), chamado Rafael Bluteau, nascido em 1638 e autor do conhecido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vocabulário Português e Latino&lt;/span&gt;, a invenção da palavra vaga-lume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, o referido inseto era conhecido por pirilampo, cuja raiz etimológica está associada ao grego. Os portugueses e brasileiros relutaram em aceitar nomes derivados do latim e do grego, razão por que rejeitavam pirilampo, embora alguns nomes eminentes da língua portuguesa do século 17, como Joana Josefa de Meneses, preferissem este àquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cagafogo e cagalume (melhor se fossem, do ponto de vista gramatical, caga-fogo e caga-lume) foram os nomes preferidos, não somente pelos lusitanos, como por nós brasileiros. O erudito Rafael Bluteau se opôs aos nomes, por julgá-los imundos demais, de modo que vivia se queixando de seus pares acerca do problema em questão, em cuja oportunidade alegava que somente a língua portuguesa, entre as neolativas, adotara "cagafogo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O renomado escritor, doutor, professor da USP e autor do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De onde vêm as palavras&lt;/span&gt;, Deonísio da Silva, afirma que "a palavra fez um longo percurso para chegar a vaga-lume", nome este aprovado por Machado de Assis (séc. 19). Bluteau deixou registrado que foram propostos alguns nomes à academia, como vagolume, fuzilete, noite-luz e bicholuzente, sendo os primeiros imediatamente reprovados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma "sebista", nome atribuído aos comerciantes que trabalham comprando e vendendo livros usados, recebera, no passado, outra nomenclatura. Era conhecido por "caga-sebo", tanto que o escritor, músico e historiador Visconde de Taunnay (1843 - 1899) a registrou em seus escritos. As razões da mudança do nome de batismo estão associadas àquelas que justificam - ou tentam justificar - a substituição de outros nomes associados "a funções sexuais ou excretoras", no dizer de Deonísio da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8434349206983320763?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8434349206983320763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/origem-da-palavra-vaga-lume.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8434349206983320763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8434349206983320763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/origem-da-palavra-vaga-lume.html' title='A ORIGEM DA PALAVRA VAGA-LUME'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-5885746867342143193</id><published>2011-02-02T20:16:00.003-03:00</published><updated>2011-02-02T21:14:34.313-03:00</updated><title type='text'>CABEÇA DE REI É LEILOADA EM PARIS</title><content type='html'>A decapitação e o envenenamento têm sua marca presente na história de reis e eminentes do mundo político. Que o digam os antigos romanos, os modernos franceses (Idade Moderna) e alguns contemporâneos brasileiros, como Lampião e seus asseclas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrique IV (1553 - 1610), foi o primeiro rei francês da dinastia dos Bourbon. Protestante, depois se converteu ao catolicismo romano, provavelmente por conveniências políticas. Teve um mandato relativamente curto, quando comparado a outros reinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que se converteu ao catolicismo, praticava as liturgias de praxe, dentre as quais as procissões. Foi exatamente em uma destas festas que fora assassinado à traição, depois de ser apunhalado (provavelmente no pescoço).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a tradição da época, teve seu corpo embalsamado e depois enterrado na Catedral de Saint Denis, erguida no século VII. Após 1793, com a Revolução Francesa, teve a cabeça decapitada e roubada por vândalos, que tiveram o cuidado de desenterrar outros monarcas franceses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de então o destino do órgão decapitado do rei se tornou um mistério. Enquanto o restante de seu corpo repousava, a cabeça perambulava de mãos em mãos, alguns dos quais provavelmente colecionadores. Em 1900, ela fora adquirida em um leilão realizado em Paris e, finalmente em 1955, caiu nas mãos do último possuidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, em 2010, uma equipe de especialistas franceses comprovou, depois de nove meses de pesquisa, que a cabeça encontrada (estava em quase perfeito estado) faz parte do corpo do rei Henrique IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a equipe, duas marcas, uma no nariz e outra na orelha (ele usava brincos) foram fundamentais para a identificação. Em 2011 será realizado um pomposo funeral, com direito à missa e tudo mais, e em seguida a cabeça do rei voltará ao lugar de onde fora decapitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-5885746867342143193?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/5885746867342143193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/cabeca-de-rei-e-leiloada-em-paris.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5885746867342143193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/5885746867342143193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/cabeca-de-rei-e-leiloada-em-paris.html' title='CABEÇA DE REI É LEILOADA EM PARIS'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1284131564129871360</id><published>2011-02-01T19:59:00.004-03:00</published><updated>2011-02-01T20:48:40.723-03:00</updated><title type='text'>A ORIGEM DOS CARTÓRIOS DE REGISTROS CIVIS</title><content type='html'>A prática do registro civil remonta à Antiguidade, embora somente as pessoas consideradas importantes é que se submetiam à referida estatística. Não havia o cartório como o concebemos hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a queda do Império Romano e a ascensão da Igreja Católica, esta herdou a tarefa de proceder ao registro de nascimentos e mortes das pessoas, mas ainda assim somente de um grupo seleto, como nobres, reis, eclesiásticos e demais pessoas consideradas importantes. Na prática, a Igreja apenas deu continuidade a uma tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França detém o título de país pioneiro na prática do registro universal de nascimentos e sepulturas, cuja datação aponta para meados do século 16, uma iniciativa da Igreja Católica. Poucos anos depois, com o término do Concílio de Trento (1563), a Igreja oficializou e difundiu a prática do registro civil e do registro de mortos para ricos e pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente no início do século 19, com o Código Napoleônico, é que a França retira da Igreja a obrigação dos registros em questão e os transfere para a responsabilidade do Estado. É o início da laicização do registro de pessoas vivas e mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, somente na segunda metade do século 19 é que a Igreja perde para os municípios o privilégio/dever de proceder a tais registros. Em 1863, por meio de um decreto, o governo imperial deu efeito civil aos registros de casamentos de pessoas não católicas e em 1874, também por meio de decreto, D. Pedro II regulamentou o registro de nascimento, casamento e de óbito no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1875, somente as grandes cidades brasileiras é que deram início a essa determinação, e a partir de 1888, a Igreja deixava, oficialmente, de cumprir com essa obrigação, cujas recentes mudanças foram outorgadas pelas constituições republicanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Positivistas e republicanos foram grandes responsáveis pelo empenho de laicizar essa prática. Até a última Constituição Federal brasileira, em 1988, era tradição os cartórios serem cedidos a famílias influentes em cada município brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até bem pouco tempo juízes e promotores de Justiça despachavam nas dependências dos cartórios. Não foi por menos que sobreviveu um velho adágio popular, que diz: "Parece que fulano tem culpa no cartório", uma tentativa de dizer que alguém está em desacordo com a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1284131564129871360?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1284131564129871360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/origem-dos-cartorios-de-registros-civis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1284131564129871360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1284131564129871360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/02/origem-dos-cartorios-de-registros-civis.html' title='A ORIGEM DOS CARTÓRIOS DE REGISTROS CIVIS'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8466975661619451813</id><published>2011-01-31T20:18:00.004-03:00</published><updated>2011-01-31T21:37:21.939-03:00</updated><title type='text'>POR QUE FEVEREIRO TEM MENOS DIAS DO QUE OS DEMAIS MESES DO ANO?</title><content type='html'>Dizem que as mulheres falam mais do que os homens, principalmente quando estão em um salão de beleza. Certo dia alguém resolveu fazer uma brincadeira de mau gosto com a referida estatística e afirmou que fevereiro é o mês em que elas falam menos, porque, afinal, segundo o autor da brincadeira, fevereiro tem menos dias do que os demais meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antigo Calendário Romano tinha apenas 10 meses, uma vez que janeiro e fevereiro não constavam da relação. Outra diferença em relação ao calendário atual é que os meses de julho e agosto se chamavam, respectivamente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quintilis&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sextilis&lt;/span&gt;. Como março era o primeiro mês do ano, julho e agosto se posicionavam, em ordem sequencial, na quinta e sexta colocação, daí a explicação dos antigos nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 46 a.C., o general Júlio César substituiu o Calendário Romano pelo Calendário Juliano, em cuja ocasião colocou em prática algumas modificações, principalmente em relação à quantidade de meses e dos dias desses meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram criados os meses de janeiro e fevereiro, que passaram a ser os dois primeiros do ano, fazendo com que março e abril passassem a ser o terceiro e quarto, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra curiosidade diz respeito à alternância da quantidade dos dias mensais, cuja sequência passou a ser 31, 30, 31, 30, 31 ... de modo que os meses ímpares passaram a ter 31 dias e os pares 30, com a única ressalva para o mês de fevereiro, que de três em três anos ficava com 29 dias. Nascia, aí, o Ano Bissexto, modificado com o Calendário Gregoriano, em 1582.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano 44 a.C., o Senado fez uma homenagem a Júlio César, batizando o mês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quintilis&lt;/span&gt; de julho, que já não ocupava a quinta posição e sim a sétima, em função dos dois meses acrescentados (janeiro e fevereiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano 8 a.C., o primeiro imperador romano, Otávio Augusto, modificou o Calendário Juliano. Assim como aconteceu com Júlio César, Augusto emprestou seu nome a um dos meses do ano, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sextilis&lt;/span&gt;, que passou a se chamar agosto. Havia, no entanto, um problema: pelas regras estabelecidas por Júlio César, os meses pares tinham 30 dias, enquanto os ímpares 31, de modo que agosto perdia em 1 dia para o mês de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto, provavelmente com inveja, retirou um dia do mês de fevereiro e o acrescentou ao mês de agosto, de modo que julho e agosto se tornaram os únicos meses vizinhos com a mesma quantidade de dias. Aproveitou para modificar o número de dias dos meses, findando, assim, a sequência lógica 31, 30, 31, 30 ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão de se retirar um dia de fevereiro provavelmente está associada à nomenclatura do próprio mês, que etimologicamente está ligada à morte, ao deus da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1582, precisamente no dia 15 de outubro, morria o Calendário Juliano, com a implantação do Gregoriano, lentamente adotado no mundo católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8466975661619451813?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8466975661619451813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/por-que-fevereiro-tem-menos-dias-do-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8466975661619451813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8466975661619451813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/por-que-fevereiro-tem-menos-dias-do-que.html' title='POR QUE FEVEREIRO TEM MENOS DIAS DO QUE OS DEMAIS MESES DO ANO?'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-8704691733035837095</id><published>2011-01-30T13:21:00.008-03:00</published><updated>2011-12-23T07:56:38.980-03:00</updated><title type='text'>A ORIGEM E O FIM DOS SEPULTAMENTOS DE MORTOS SOB O PISO DAS IGREJAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A prática do sepultamento de civis sob o piso dos templos católicos foi um fato que durou mais ou menos mil e trezentos anos, embora tal fenômeno tenha variado de um continente para outro, a exemplo do que aconteceu na Europa e na América do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A origem dessa prática remonta ao século VII e coincide com a ação da Igreja voltada para aproximar os mortos dos lugares sagrados, diferentemente do cemitério, então considerado um local profano, visto que nesses espaços os pagãos eram enterrados, com todas as suas liturgias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes dos civis serem sepultados sob o piso da igreja, os santos católicos já desfrutavam desse "privilégio", e a presença do corpo de um civil próximo ao de um santo criava a expectativa de uma salvação eterna, sem falar que tal prática era uma forma de aproximar o morto de seus parentes vivos, dentro do mesmo espaço e no mesmo ato litúrgico (missas, rezas).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente com a Peste Negra, no século 14, a Igreja voltou a permitir fossem os mortos sepultados fora do templo - nos chamados campos-santos -, para onde iam principalmente os menos favorecidos socialmente, uma vez que a demanda se tornou maior que o espaço disponível, ante o grande número de mortos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir do século 17 a Europa fortalece a prática de se enterrar os defuntos em cemitérios e não mais nas igrejas, cujo empenho recebeu apoio oficial no final do século seguinte, com a Revolução Francesa. A partir de 1789 a França proibiu o controle do sepultamento de civis por parte da Igreja Católica, de sorte que os cemitérios passaram a ser administrados pelo Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As campanhas médicas tiveram um papel fundamental na mudança dos locais de sepultamento dos mortos, as quais alegavam que os corpos em estado de decomposição eram responsáveis por doenças e mortes da população, principalmente daqueles que frequentavam os templos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, por exemplo, a partir de 1850 houve intensa campanha, não somente por parte dos médicos, como também por parte da imprensa. Esta, por sua vez, empenhou-se principalmente depois de um padre católico ter proibido um protestante (que cometeu suicídio) fosse sepultado em um cemitério, cuja participação da Igreja na administração ainda era visível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o final do século 18 já havia determinação de Portugal para que o Brasil construísse cemitérios, embora somente a partir de 1820 é que se veem os primeiros construídos no país, dos quais alguns foram destruídos por fiéis que não aceitavam a mudança. Salvador, por exemplo, teve um cemitério destruído pela população, que armada de paus e machados, puseram abaixo os muros de um lugar visto como profano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lentamente, durante o século 19, é que a Igreja Católica, no Brasil, aceitou que os mortos fossem sepultados nos cemitérios, assim como permitiu que estes fossem administrados pelos municípios. A partir de 1876, por exemplo, bastaria um atestado médico para que o defundo fosse sepultado em um cemitério público.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a primeira Constituição Federal da República, promulgada em 1891, o Estado brasileiro determinou, de vez, que os civis fossem enterrados nos cemitérios, que passaram, enfim, a ser administrados unicamente pelos municípios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-8704691733035837095?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/8704691733035837095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/origem-e-o-fim-dos-sepultamentos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8704691733035837095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/8704691733035837095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/origem-e-o-fim-dos-sepultamentos-de.html' title='A ORIGEM E O FIM DOS SEPULTAMENTOS DE MORTOS SOB O PISO DAS IGREJAS'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-4880237093557158121</id><published>2011-01-28T18:57:00.004-03:00</published><updated>2011-01-28T19:47:08.492-03:00</updated><title type='text'>AULAS DE ETIQUETAS SOBRE COMO SE VESTIR ADEQUADAMENTE NO INÍCIO DA IDADE MODERNA</title><content type='html'>Texto de autoria do teólogo e humanista holandês Erasmo de Rotterdam (1466 - 1536) revela a preocupação em educar jovens, adultos e idosos em relação às formas de vestimentas, de modo que o pudor estava, sem exagero, no centro das atenções do escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atentemo-nos às palavras de Erasmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A roupa, de certo modo, é o corpo. Isso porque externa as disposições interiores do indivíduo. Não há como estabelecer, aqui, normas rígidas, já que nem todos possuem igual riqueza nem a mesma categoria social. Além do mais, a elegância varia de lugar para lugar, sem esquecer que as preferências mudam ao longo do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como em muitas outras coisas, neste particular, é mister saber adaptar-se, como diz o provérbio, aos costumes e à região e, diria eu, também ao tempo como os sábios ordenam respeitar. Com efeito, em toda diversidade há coisas que são convenientes por si e outras que não, tais como aquelas que já não têm serventia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras que arrastam longas caudas no vestido, nada mais ridículo. Igualmente é desaprovado tal costume nos homens. Deixo para outros opinarem se isso convém ou não para cardeais e bispos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso de tecidos leves não faz boa figura nem nos homens nem nas mulheres. Convém então usar com outro tecido de reforço de modo a ocultar aquelas partes que ficariam, impudicamente, expostas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erasmo prossegue, mais adiante, seus conselhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em todo caso, a veste curta demais para ocultar, quando o indivíduo se abaixa, o que deve ser protegido pelo pudor, nunca é sinal de bons modos em país algum."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso também a opinião do humanista sobre roupas rasgadas e coloridas: "Rasgar a roupa é coisa de doido. Roupa variada ou multicor evoca os saltimbancos e os símios". Erasmo defendia o uso moderado na arte de se vestir: nem desleixado nem com excesso de vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-4880237093557158121?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/4880237093557158121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/aulas-de-etiquetas-sobre-como-se-vestir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4880237093557158121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/4880237093557158121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/aulas-de-etiquetas-sobre-como-se-vestir.html' title='AULAS DE ETIQUETAS SOBRE COMO SE VESTIR ADEQUADAMENTE NO INÍCIO DA IDADE MODERNA'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-298187677184269939</id><published>2011-01-26T22:42:00.002-03:00</published><updated>2011-01-26T23:06:36.174-03:00</updated><title type='text'>A PRESENÇA DE RELIGIOSOS NO BRASIL AJUDOU A SEDIMENTAR O GOSTO PELOS DOCES NO PAÍS</title><content type='html'>Historicamente falando, pode-se afirmar que o destaque que os doces têm na mesa dos portugueses vem do século 15, quando o país deu início a uma produção de açúcar em larga escala em suas colônias do Atlântico. Três séculos depois o país ganhou ainda mais notoriedade ante a crescente produção de ovos, cujos números foram os maiores em toda a Europa daquele tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, as feiras que viviam nos mosteiros passaram a executar o processo de separação da clara e da gema, uma vez que aquela era exportada para outros países europeus com fins comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que elas se deram conta da grande importância da gema do ovo: a confecção de doces. Não é por acaso que muitos doces têm os nomes inspirados na fé católica, como o beijo de frade, farrapos do céu, orelhas de abade e vários outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram de Portugal para o Brasil alguns grupos de religiosos, como as clarissas (seguidoras de Santa Clara), primeira Ordem religiosa que praticava a clausura a vir para cá (em maio de 1677). Aos poucos crescia o número de religiosos circulando pelo país e com eles o cardápio português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se viu no Brasil, no final da Colônia e durante o Império foi uma acentuada procura pelos doces. O Nordeste, com seu potencial por causa da cana-de-açúcar, viu de perto esse fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornou-se moda e sinônimo de elegância oferecer doces. Fabiano Dalla Bona, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro declarou que "visitar uma nobre era o grande desejo das esposas dos emergentes. O modo de se comportar à mesa, a prataria, a cristaleira e as louças em que eram servidos os doces viravam o assunto das fofocas semanais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-298187677184269939?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/298187677184269939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/presenca-de-religiosos-no-brasil-ajudou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/298187677184269939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/298187677184269939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/presenca-de-religiosos-no-brasil-ajudou.html' title='A PRESENÇA DE RELIGIOSOS NO BRASIL AJUDOU A SEDIMENTAR O GOSTO PELOS DOCES NO PAÍS'/><author><name>Robério Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12475216432967927126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-j5I7KrU_IEU/Tr6hX2BLfNI/AAAAAAAAAeM/jKOdlBhzTEU/s220/DSC02310.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5522685354347906443.post-1045412323755757104</id><published>2011-01-25T19:36:00.003-03:00</published><updated>2011-01-25T20:14:19.382-03:00</updated><title type='text'>DEPUTADO QUE RECEBEU O MAIOR NÚMERO DE VOTOS SE NEGA A TOMAR POSSE</title><content type='html'>O fato se deu em 1823, um ano depois de convocada a Constituinte por D. Pedro I. O protagonista deste fato inusitado é Cipriano Barata (1762 - 1838), baiano, com formação acadêmica em Coimbra, Portugal. Foi médico, jornalista e político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cipriano Barata compôs, em 1821, as Cortes Constitucionais em Lisboa, quando era permitida a eleição de brasileiros para o Legislativo português. Depois que se indispôs com estes, retornou ao Brasil, sendo eleito pela Bahia para integrar o Legislativo brasileiro que atuaria na confecção da primeira Constituição do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleito com supremacia de votos, negou-se a tomar posse, alegando, no dizer de Laurentino Gomes, "que tudo não passava de um jogo de cartas marcadas controlado pelo imperador". Ou seja, o deputado estava dizendo que o Legislativo é,na verdade, o braço direito do Executivo e não um poder à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cipriano Barata não escondeu seu posicionamento e enfrentou D. Pedro, que terminou por prendê-lo, fato este que também não intimidou o exaltado Cipriano, uma vez que, mesmo vagando de prisão em prisão, seu jornal continuou publicando seu ponto de vista. Declarou o deputado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem presta serviços, presta-os à nação e nunca ao imperador, que é apenas uma parte da nação ... Nosso imperador é um imperador constitucional e não o nosso dono. Ele é um cidadão que é imperador por favor nosso e chefe do Poder Executivo, mas nem por isso autorizado a arrogar-se a usurpar poderes que pertencem à nação ... Os habitantes do Brasil desejam ser bem governados, mas não se submeter ao domínio arbitrário."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período de votação da primeira Constituição do Brasil muitas queixas chegaram aos constituintes: havia gente presa sem culpa formalizada, funcionários que reclamavam melhores salários..., toda espécie de busca por justiça chegava de todas as regiões. D. Pedro I acabou criando o Poder Moderador e destituindo o Legislativo. Era um Brasil que se iniciava com as características de uma ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5522685354347906443-1045412323755757104?l=historiaesuascuriosidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/feeds/1045412323755757104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/deputado-que-recebeu-o-maior-numero-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1045412323755757104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5522685354347906443/posts/default/1045412323755757104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiaesuascuriosidades.blogspot.com/2011/01/deputado-que-recebeu-o-maior
