sábado, 19 de março de 2011

UNÇÃO COM ESPERMA E ESPECULAÇÕES SOBRE A QUANTIDADE DE DEMÔNIOS NUMA EJACULAÇÃO MASCULINA: EIS UM BREVE RELATO SOBRE A HISTÓRIA DO SÊMEN

Não se trata, na verdade, da história do sêmen, mas um breve relato sobre especulações acerca da existência de práticas gnósticas em relação à unção com esperma, bem como sobre o medo do demônio, durante a Idade Média, cujas consequências não deixaram de lado a relação entre o esperma e seres sobrenaturais.

No final da década de 40 (entre 1947 e 1956), foram encontrados, próximo ao Mar Morto, em Israel, o que se convencionou chamar de Os Manuscritos do Mar Morto, considerado o maior achado arqueológico do século, uma vez que revelou um grande volume de textos originais, escritos entre os séculos III e I a.C.

Dentre os vários achados, um deles - na verdade um pequeno fragmento, cuja tradução fora confiada a um poliglota polonês, especialista em assuntos bíblicos -, pareceu revelar um comportamento atípico, não somente para a época como para os dias de hoje.

Segundo o estudioso, que reservou para si o direito de adiar o resultado da tradução - aliás, diga-se em boa hora, o mesmo fenônemo se deu em vários outros casos -, afirmou que o motivo do adiamento se deveu porque, segundo ele, o texto revelava práticas de iniciação cristã mediante a unção com esperma (rito este supostamente praticado por Jesus).

Outro estudioso afirmou que o texto fazia menção a uma receita médica, através da qual este recomendava que o paciente se tratasse com a aplicação de esperma de carneiro.

Posteriormente, depois de outras pesquisas no texto em questão, chegou-se à conclusão de que se tratava de um simples exercício de escrita, o que fez com que houvesse retratação por parte dos tradutores. O que restou foi a dúvida: o escritor do pergaminho formulou por conta própria tal prática ou, por conhecer práticas semelhantes, escreveu o que já era de seu conhecimento?

Já vimos que na Idade Média o medo do demônio tomou de conta da população europeia. Via-se o capeta em todos os lugares, camuflado sob as mais variadas formas.

No final do século 15, dois padres foram ao extremo: estavam convencidos de que ele, o demônio, estava impregnado no sêmen. Partindo de tal crença, especularam até onde parece ir a mente humana.

Em análise detalhada, chegam a se questionar sobre quantos demônios são expulsos numa ejaculação humana. Havia outros questionamentos: de onde vem o esperma? Ele é intrinsecamente demoníaco ou é roubado de mortais?

Ou seja: quer fosse a resposta, o sêmen estava intimamente ligado ao capeta; logo o ser humano nasceria recheado de pecado, até porque em sua essência seria encontrada a essência do demônio.

Chegaram à conclusão de que seria um pecado mortal a prática do ato sexual com seres desencarnados (na época tal crença era comum entre a população).

Surgiu uma dúvida: e como o Espírito Santo engravidou Maria, a mãe de Jesus? Não se aventuraram a uma resposta. Preferiram a versão da Bíblia, que afirma considerar um pecado sem perdão (ou seja, nem Deus pode perdoar) aquele que é praticado contra o Espírito Santo. Na prática: se você duvida do que a Bíblia diz sobre o assunto, você já está condenado, sem chances de recursos.

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