sábado, 26 de fevereiro de 2011

TODO MUNDO EM PÂNICO

No dia 6 de fevereiro de 2011 falamos, neste mesmo blog, sobre alguns fenômenos ocorridos em uma cidade francesa no ano de 1951, quando muitos moradores locais apresentaram sucessivos comportamentos atípicos, recheados de pânico. Culparam o pão. Houve suspeitas de possessões demoníacas.

Em junho de 2010, no Ceará, dezenas de adolescentes, todos estudantes de uma mesma escola, entraram em transe durante as aulas, alegando que estavam vendo o espírito de um ex-aluno, morto há mais de sete anos.

A história da Humanidade parece estar cheia de fenômenos parecidos, não somente em relação ao que ocorreu no Ceará, como também em relação ao que aconteceu na França, em 1951.

Em 1374, na Alemanha, a população de uma cidade passou a acreditar que iria morrer e que em seguida iria para o inferno. Todos passaram a dançar de forma frenética e, segundo o testemunho de um monge, a dança se converteu em uma orgia gigantesca.

A França também foi palco de outros eventos parecidos. Em 1518, uma cidadã de Estrasburgo passou a dançar sozinha em público. Após um mês, ela foi acompanhada por centenas de pessoas, todas dançando em público sem nenhuma motivação aparente. O forte ritmo dançante e o prolongamento do ato provocaram muitas mortes por derrame e ataque cardíaco. Nas décadas seguintes outras cidades francesas viveram situações parecidas.

Em 1789, também na França, boatos que surgiram durante a Revolução Francesa davam conta de que bandidos contratados pela nobreza haviam sido mobilizados para atacar os camponeses de várias cidades. Temendo que de fato os boatos fossem concretizados, os agricultores invadiram as cidades envolvidas nos boatos e mataram, sem que fossem atacados, os transeuntes, que aparentemente não sabiam por que razão estavam sendo atacados pelos camponeses.

Em 1962, na Tanzânia, várias crianças de uma escola foram vítimas de um surto de riso, que acabou contaminando os familiares das mesmas. O fenômeno durou seis meses, e algumas delas apresentaram dificuldades para respirar por causa da intensidade dos risos. O surto cessou repentinamente, da mesma forma que teve início.

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