segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O MAIOR VEXAME NA TRANSIÇÃO PRESIDENCIAL BRASILEIRA

No próximo dia 1º de janeiro será empossada a primeira presidenta da história brasileira. Como é de se imaginar, o ato cerimonial é cheio de ritos, todos devidamente estudados para que nada dê errado. Há, no entanto, na história brasileira, uma transição presidencial que foi o maior vexame. Abaixo, os detalhes dos sucessivos dissabores.

Trata-se da transição do governo do presidente Floriano Peixoto para o de Prudente de Moraes, que aconteceu no dia 15 de novembro de 1894. Para começar, o presidente antecessor sequer apareceu. Floriano alegou que estava doente e não deu a mínima atenção.

O presidente eleito chegou ao Rio de Janeiro (então capital) de trem a fim de ser empossado na capital federal. Não havia ninguém o esperando, nenhuma autoridade estava lá para recepcioná-lo, muito menos um carro oficial. As flores murchas que enfeitavam a estação eram a prova de que dias antes um general uruguaio havia passado por lá. As flores não eram para homenagear Prudente de Moraes.

Como naquela época ainda não havia o governo de transição (como ocorre hoje), o presidente eleito mandou um telegrama para Floriano a fim de tratar de assuntos relacionados à administração, mas nada de resposta.

Chegou o dia de tomar posse no Senado. Como nenhum carro foi enviado para buscá-lo no hotel, ele pegou carona em uma carruagem, sem escolta oficial, como era de se imaginar.

Do Senado ao Palácio do Governo teve que alugar três carros, pois também não lhe foi dada nenhuma concessão nesse sentido.

Quando chegaram à sede do Governo, outra grande decepção: encontrou os móveis destruídos, muitos a facadas. Ao ver a cena, o recém-empossado presidente deu um "sorriso doloroso", como foi registrado na época.

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