segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

MULHER TEM O FILHO ARRANCADO DE SEU PRÓPRIO VENTRE POR LOBOS FAMINTOS

O fato que você lerá a seguir aconteceu perto de Paris, na França, já próximo ao final da Idade Média e retrata um período em que a Europa se viu arrasada por fome, doenças e muitas mortes.

Historicamente, o período (1347 a 1350 d.C.) foi marcado pela peste negra, que dizimou aproximadamente um terço da população europeia. Foi um tempo de agonia, de desespero, de temores sobrenaturais e sobretudo de muita fome e mortes.

Algumas décadas antes há registros do aparecimento de muitos lobos na região próxima a Paris, que se tornaram itinerantes em busca de comida. Geralmente atacavam em bando, de sorte que se tornou perigoso para o ser humano andar sozinho pelas estradas.

Um fato lamentável marcou a história da luta pela sobrevivência desses animais e envolve um bispo, um marido assassinato, uma viúva desconsolada e um feto totalmente indefeso.

Um homem havia sido enforcado em uma árvore. A viúva procurou o bispo a fim de reclamar o corpo de seu saudoso esposo e como recebeu um "não" do religioso, decidiu, por conta própria, passar a noite junto à arvore onde o mesmo havia sido enforcado.

O detalhe é que ela, a viúva, estava grávida. Para piorar, choveu intensamente naquela noite, de modo que a mulher decidiu continuar sob a árvore. O pior estava por vir: vários lobos famintos atacaram a pobre viúva, que teve seu ventre dilacerado e o bebê arrancado pelos algozes animais. Os dois foram mortos em poucos minutos.

Não somente Paris foi alvo desses temíveis felinos. Um século antes, um cronista italiano fez um registro do que ocorrera em seu país. Assim ele relatou:

"As aldeias foram incendiadas e o número de lobos vorazes aumentou. Eles não encontram cordeiros nem carneiros para comer, como de costume. Os lobos também se reuniam ao redor dos fossos exteriores das cidades e lançavam uivos por causa da fome que os atormentava. E, de noite, entravam nas cidades, devoravam os homens que dormiam sob os pórticos, assim como as mulheres e as crianças. Às vezes, abriam buracos nas paredes das casas e matavam os bebês nos berços."

Por muito tempo esses animais foram vistos como a própria encarnação do capeta e foram duramente perseguidos em várias cidades da Europa

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2 comentários:

  1. A diferença entre os lobos do passado e os atuais, sobretudo no Brasil, é que estes, agora, são a grande maioria dos parlamentares.

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