quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

AS MAIS BIZARRAS PRECAUÇÕES PARA EVITAR O MAL E AS TENTAÇÕES DEMONÍACAS

Em outra ocasião, aqui mesmo no blog, tratamos de um caso ocorrido na Idade Média envolvendo uma mulher que se esqueceu de cumprir alguns rituais e acabou sendo cavalgada pelo diabo enquanto dormia. Já em outro momento vimos que a expressão "Deus te dê saúde", empregada logo que alguém espirra, também veio da Idade Média e tinha por finalidade expelir os demônios que haviam infectado o doente.

Rituais do tipo naquela época eram abundantes. A fiel crença de que o capeta estava por todo lado a importunar os viventes fez com que muitas fórmulas fossem utilizadas. Vejamos mais algumas delas.

Acreditavam que o diabo não poderia incomodar durante o dia quem fizesse o sinal da cruz pela manhã e lavasse as mãos antes de sair de casa. Por sua vez, quem não rezar antes do jantar, terá o diabo sentado, invisível, à mesa, e, juntamente com os demais presentes, comerá e beberá.

Havia, também, a crença de que, se caçarolas ferviam fora do fogo, era a prova de que não havia feiticeiras na casa.

A água-benta entregue na missa de domingo tinha o poder de proteger o agraciado (por toda a semana), das investidas dos demônios. O poder da referida água ia mais além: o capeta jamais poderia tocar na pessoa, pois ficaria a uma distância mínima de dois metros.

E por falar em água-benta, aquele que não a recebesse no domingo, teria o diabo sentado sobre seus ombros dia e noite, de forma invisível. Ela (a água), só teria eficácia se fosse entregue pelas mãos do padre. Caso contrário, não surtiria efeito.

Para espantar os lobos (comuns em um grande período medieval), bastava tirar o cinto que cingia o próprio corpo, arrastá-lo pelo chão, ao mesmo tempo que deveria recitar o seguinte texto: "Atenção, lobo, afaste-se para que a mãe de Deus não te chicoteie".

Para repreender tempestades, era suficiente atear fogo em quatro bastões cruzados de carvalho e fazer uma cruz por cima.

Sobre a tempestade, ainda é comum no Nordeste brasileiro fazer uma cruz com os dedos e proferir uma citação, a fim de que a ventania mude de rumo.

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