sábado, 6 de novembro de 2010

LUTADOR É VISTO CARREGANDO UM TOURO SOBRE SEUS OMBROS

Erasmo de Rotterdam, famoso humanista da época da Renascença, nos contou um fato realmente digno de nota, embora ele não tenha sido o primeiro a citá-lo. Ele nos trouxe o exemplo quando tratava sobre a aprendizagem gradual das crianças.

Contou Erasmo de Rotterdam que havia, na Antiguidade, uma cidade da Magna Grécia, chamada Crotona, na qual nascera um grande lutador, que teria vencido cinco competições consecutivas de luta-livre.

A sua maior notoriedade era a força, que se destacava consideravelmente em relação à dos demais competidores.

O escritor narra como ele obteve tanta força. A fim de se exercitar, Milo amarrava um pequeno bezerro sobre seus ombros e dava voltas em torno de um estádio.

Mas não termina por aí. O lutador Milo fazia o mesmo exercício todos os dias, usando sempre o mesmo bezerro, que crescia lentamente sem que o lutador percebesse diferença de um dia para o outro.

E o objetivo do atleta era exatamente este: suportar o maior peso possível e adquirir tal capacidade de forma gradual.

O resultado não deu outra: foi visto várias vezes carregando o mesmo touro sobre seus ombros, o mesmo animal que, outrora, foi aquele pequeno bezerro que o auxiliou nos primeiros passos em busca da capacidade muscular ideal, segundo se buscava na época.

Erasmo usou o exemplo para defender que o ensinamento dado à criança deve ser proporcional à sua capacidade de suportá-lo, em cujo momento o escritor afirmou que de forma lenta e imperceptível a criança chegará à condição de suportar ensinamentos mais sólidos.

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