terça-feira, 23 de novembro de 2010

HERÓI BRASILEIRO DOS LIVROS DE HISTÓRIA PROVAVELMENTE MATOU A ESPOSA E UM FILHO NO VENTRE

Abaixo serão feitas três transcrições. A última delas, a mais reveladora, traz indícios de que D. Pedro I, retratado nos livros convencionais de história como um herói, foi o responsável direto pela morte de D. Leopoldina, sua esposa e de um feto totalmente indefeso.

Escrevemos, em outro momento, que no início o casal vivia muito feliz: "Estou vivendo uma felicidade perfeita, numa quietude que amo, cuidando da minha filha e vivendo somente para meu esposo e meus estudos", chegou a escrever Leopoldina.

A loira de olhos azuis aos poucos perdeu a formosura e ainda na casa dos vinte anos já parecia uma senhora de avançada idade. À proporção que ela engordava, seu esposo namorava outras mulheres. Aos poucos ela se decepcionou com o marido. Uma carta que endereçou ao esposo revela sua tristeza e último fio de esperança:

"Confesso-lhe que tenho já muito pouca vontade de escrever-lhe, não sendo merecedor de tantas finezas. Faz oito dias que me deixou e ainda não tenho nenhuma regra sua. Ordinariamente quando se ama com ternura uma pessoa, sempre se acha momentos e ocasiões de provar-lhe a sua amizade e amor."

D. Pedro se apaixonou perdidamente pela Marquesa de Santos. Antes de partir para o Rio Grande Sul, em novembro de 1826, ele promoveu um beijão-mão de despedidas. Leopoldina, entristecida com a presença da amante de seu marido, não quis se fazer presente.

D. Pedro foi ao quarto e a arrastou pelo braço. Assim como Nero, teria dado um chute na barriga da esposa, que estava grávida e veio a abortar poucos dias depois. Em sua última carta dirigida à família na Europa, poucos dias depois do chute que recebera e do aborto involuntário, ela confidenciou o seguinte:

"Reduzida ao mais deplorável estado de saúde e tendo chegado ao último ponto de minha vida em meio aos maiores sofrimentos ... Há quase quatro anos ... que por amor de um monstro sedutor me vejo reduzida ao estado da maior escravidão e totalmente esquecida do meu adorado Pedro. Ultimamente acabou de dar-me a última prova de seu total esquecimento a meu respeito, maltratando-me na presença daquela mesma que é a causa de todas as minhas desgraças. Faltam-me forças para me lembrar de tão horroroso atentado que será sem dúvida a causa da minha morte."

O monstro a que ela se refere é a amante de seu esposo e o atentado é muito provavelmente o chute que recebera do marido. Logo após a morte de Leopoldina. D. Pedro foi enxugar as lágrimas na cama da Marquesa de Santos.

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2 comentários:

  1. Robério, Leopoldina poderia ter sido mais inteligente. Perdeu o marido para marquesa por imaturidade e orgulho. Além de não ir à luta, melindrou-se! Isso é fatal. Ela não foi capaz de seduzir seu homem ou de fazer na cama, talvez, o que a pimenta da marquesa era capaz de fazer. Raramente um homem troca a mulher pela amante, só quando a mulher realmente é inferior como amante e companheira.

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  2. Valdecy,é historicamente comprovado que houve, por parte dela, um verdadeiro descuido pessoal depois do casamento. Logo que começou a ter filhos, passou a engordar e evitou usar o espartilho, tão comum entre as mulheres da "alta sociedade" da época que desejavam apertar a cintura. Além do quê, foi retratada por europeus que a visitaram no Rio de Janeiro como uma mulher que se vestia como as ciganas. Visto que a aparência feminina é indiscutivelmente um ponto de atração para os homens, ela perdeu a chance de segurar seu esposo nesse quesito. É bem verdade que ela tentou reconquistá-lo, mas ao que tudo indica lhe faltou sabedoria, como você bem anotou. Para piorar, D. Pedro era o que podemos chamar hoje de um "galinha". Sâo cômicas as escapadinhas que ele dava para namorar. Até mesmo a Marquesa de Santos foi traída por ele.

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