segunda-feira, 8 de novembro de 2010

EM TEMPOS DE CRISE FINANCEIRA, CHEFE DE ESTADO BRASILEIRO DÁ SEU PRÓPRIO EXEMPLO

Cortar o galho onde se está sentado ou cortar a própria carne deve dar no mesmo. Há, na história do Brasil, um caso em que o chefe de estado cortou o próprio salário a fim de conter despesas e dá o bom exemplo. Estamos falando de D. Pedro I. Vamos aos fatos.

Quando seu pai, D. João VI, retornou a Portugal, o Brasil ficou economicamente falido, como era de se imaginar. O novo governo precisava tomar medidas urgentes e eficazes para sanar o problema.

D. Pedro aboliu impostos que inviabilizavam o comércio interno, cortou seu próprio salário, diminuiu o número de servidores - conseguindo, assim, concentrar as repartições públicas onde ele morava (Palácio Real).

Chegou a vender mais de noventa por cento dos animais das cavalariças reais, que foram apontadas por um cônsul inglês como uma das mais caras do mundo.

Na tentativa de reduzir despesas na compra com milho, o quintal do próprio palácio serviu para que os escravos da fazenda real de Santa Cruz ficassem incumbidos da plantação de capim. As roupas da família real também seriam lavadas nos arredores do palácio.

Em carta ao pai, que já se encontrava em Portugal, D. Pedro dizia "Comecei a fazer economias, principiando por mim". E completou: "Essas mudanças se fizeram quase que de graça, porque os escravos ... são os trabalhadores".

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário