quinta-feira, 7 de outubro de 2010

POLÍTICO SUICIDA-SE E PROVOCA SUICÍDIO COLETIVO

Os fatos que iremos descrever agora são poucos conhecidos. Trata-se de um suicídio praticado por um político, cuja atitude provocou o suicídio coletivo por parte daqueles que o amavam (e até de não simpatizantes).

O fato aconteceu em abril de 69 d.C., e envolveu um imperador romano, chamado Marco Sálvio Óton (ou Otão).

Antes de tirar a própria vida o imperador participou de uma festa religiosa e se vestiu com linho, como era de costume, afinal Otão era vaidoso o suficiente para querer sempre aparecer em público o mais bonito possível, embora fosse feio, segundo fontes da época. A vaidade era tanta que ele raspava o corpo e o rosto todos os dias e esfregava a pele com pão ensopado.

Logo que foi encontrado morto em seu aposento, vários soldados que vaziam a vigilância pessoal do imperador beijaram-lhe as mãos e os pés e em seguida todos praticaram suicídio. Antes da referida morte coletiva os soldados repetiram de forma uníssona que Otão era um herói valente, imperador único.

Muitas pessoas ausentes tiraram a própria vida, tão logo souberam do suicídio do imperador. O mais interessante é que pessoas que outrora haviam detestado em vida o imperador, quando souberam do ocorrido tiveram atitude semelhante.

O suicídio do imperador aconteceu cedo da manhã, cujo ato já havia sido programado por ele no dia anterior, tanto que deixou seu quarto aberto até altas horas da madrugada, quando pela manhã, depois de experimentar o punhal em suas próprias orelhas, decidiu-se por cravá-lo em seu peito esquerdo.

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