quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"NÃO ADIANTA UM PÉ DE COELHO NO BOLSO TRASEIRO"

Decerto você já ouviu a música "Sorte tem quem acredita nela", interpretada por Fernando Mendes. Vamos relembrar um pouco parte de sua letra e em seguida conheça a origem de três amuletos de sorte, dois deles citados na música.

"Não adianta um pé de coelho
No bolso traseiro
Nem mesmo a tal ferradura
Suspensa atrás da porta

...
Não adianta ir a igreja rezar e
Fazer tudo errado..."


A tradição sobre a ferradura teria surgido na Idade Média, cuja crendice envolve satanás e um ferreiro inglês, que, ao receber a visita de um homem, logo percebeu tratar-se do capeta em forma de humano.

Pela lenda, satanás (em forma de homem) pediu que o ferreiro confeccionasse uma ferradura para seu cavalo. Quando percebeu o golpe, o destemido ferreiro acabou "ferrando" o próprio diabo, pois, segundo aquele, o serviço só seria possível se ele (o capeta) permitisse ser algemado na parede.

Depois de algemar o enfurecido capeta, este implorou para que fosse solto, o que teria levado o ferreiro a negociar com ele. Pelo acordo, satanás somente seria liberto se ele prometesse que não entraria em nenhuma casa onde houvesse uma ferradura atrás da porta. Daí o porquê da crença de que ferraduras suspensas em portas trazem boa sorte.

Quanto ao pé de coelho, a crença também teria surgido na Idade Média, tendo os celtas como prováveis protagonistas. Em rituais de iniciação de jovens caçadores, estes ganhavam patas de coelho caçado e morto por eles próprios, cujo objetivo era dar sorte nas próximas caçadas.

Alguns séculos depois, a crença já havia chegado à África, que difundiu a ideia de que para a sorte funcionar, o pé de coelho deveria ser a traseira esquerda do animal morto.

Embora não apareça na música de Fernando Mendes, a Joaninha dá sorte, segundo crendice surgida também na Idade Média, porque seus pontos pretos representam as sete dores da Virgem Maria.

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