domingo, 17 de outubro de 2010

A IMPRENSA E OS ESCÂNDALOS EM PERÍODOS DE PRÉ-ELEIÇÃO NO BRASIL

Não é de hoje que escândalos envolvendo candidatos eleitorais em períodos próximos ao pleito são assuntos na imprensa. Aliás, a dita imprensa, que ao mesmo tempo é peça fundamental para a manutenção da democracia, historicamente parece que adora tomar partido em prol de um dos candidatos.

No pleito eleitoral deste ano (2010) a imprensa - notadamente a revista Veja - tem agido de forma áspera contra a candidata do Partido dos Trabalhores e não poupa esforços no sentido de publicar matérias que enfraqueçam a campanha da referida candidata.

Na campanha eleitoral onde tivemos Lula x Collor, a TV Globo é acusada de ser parcial e ter sido decisiva nos momentos finais.

Na campanha eleitoral para Presidente da República em 1955, eram concorrentes Juscelino Kubitschek, Ademar de Barros, Plínio Salgado e Juarez Távora.

Aproximadamente duas semanas antes das eleições, o jornal Tribuna da Imprensa divulgou o conteúdo de uma carta que teria sido enviada por um ex-deputado argentino ao político brasileiro João Goulart.

Segundo o mesmo jornal, a carta tratava de uma suposta compra clandestina de armamento pesado, a pedido de João Goulart, que era ligado ao candidato Juscelino.

A carta pretendia afirmar que os dois planejavam implantar no Brasil uma república sindicalista, ainda que para tal fosse necessário o emprego de arma de fogo.

Descobriu-se, posteriormente, que a carta era uma armação da UDN (de Juarez Távora) para enfraquecer a candidatura de Juscelino.

O mais curioso é que o dono do jornal era Carlos Lacerda, ligado ao partido da oposição do candidato vitorioso.

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