domingo, 10 de outubro de 2010

ESCRAVOS CARREGAVAM URINA E FEZES HUMANAS PARA QUE FOSSEM JOGADAS NO MAR

Muitos viajantes europeus que estiveram no século 19 aqui no Brasil deixaram registros dando conta da completa falta de higiene dos habitantes em nosso país.

Era frequente a presença de ratos transitando na sala de jantar enquanto os moradores faziam as refeições. E o curioso é que essa constatação era feita nas melhores casas, que dirá naquelas menos higiênicias!

No Rio de Janeiro, por exemplo, onde o lençol freático é pouco profundo, proibiu-se a construção de fossas sanitárias, de modo que a urina e as fezes humanas eram jogadas dentro do mar.

Os responsáveis pela condução das fezes e urinas resultantes das necessidades fisiológicas eram os escravos.

Tão logo o dia amanhecia iniciava-se o movimento de escravos conduzindo tonéis de dejetos sobre os ombros, a fim de que os mesmos fossem lançados dentro mar.

Para variar, parte do conteúdo destes tonéis caía sobre a pele do escravo, de modo que as costas dos mesmos passaram a receber, aos poucos, manchas semelhantes a dos tigres, daí o apelido que se tornou conhecido: "os tigres."

O ofício dos "tigres" provavelmente contribuiu sobremaneira para que fossem retardados os empreendimentos na área de saneamento básico, um fato semelhante também na histórica Recife.

.

2 comentários:

  1. Na materia E SE... NAO EXISTISSE ESGOTO a Super Interessante Julho 2013 pg 30 atribui a eles as mazelas por uma nao urbanizaçao citando:...jogavam toneis com dejetos nas ruas sem a menor preocupaçao

    ResponderExcluir
  2. Bem, esse registro da Superinteressante desconsidera a mentalidade da época, quando não havia conhecimento suficiente para que se tivessem as mesmas preocupações que se tem hoje.

    ResponderExcluir