segunda-feira, 4 de outubro de 2010

CÂMARA E SENADO: HÁ EXATAMENTE 100 ANOS CHARGE JÁ DENUNCIAVA A VELHA ALIANÇA EM PROL DOS BENEFÍCIOS PRÓPRIOS

No último dia 3 de outubro de 2010 houve eleições para deputados e senadores. E como é de praxe, uns vão e outros vêm. Mas a cara do Poder Legislativo parece não mudar e a opinião pública se mantém segura em afirmar que não confia nos políticos, embora sempre nos deixamos seduzir pelo calor da campanha e das disputas.

Há exatamente 100 anos (ou seja, em 1910), uma charge publicada em uma revista mostra o descrédito da Câmara e do Senado brasileiros perante a sociedade. No final desta postagem você lerá o diálogo entre as duas casas, cuja conversa revela os planos maquiavélicos, bem camuflados pelo estereótipo.

A crítica mostra a conversa entre um homem e uma mulher, que dialogam intimamente à mesa de um bar. Ela (Câmara dos Deputados), uma bela jovem, sorridente, trajando longo vestido (o objetivo era mostrar que ela era moralmente correta), longo chapéu e um guarda-chuva à parte. Em seu vestido estava escrita, bem destacado, a palavra CÂMARA.

Ele (Senado), um senhor, trajando roupa elegante, se mostra totalmente atencioso e entregue ao diálogo. Ao fundo a cena mostra um garçom sorrindo, aparentemente a única testemunha daquela conversa promissora.

Vejamos o diálogo entre Câmara e Senado. A cena chama "ele" de Senado e "ela" de Câmara.

"Ela: - Francamente, aqui entre nós, temos uma vida de vadiação!
Ele: - E para que trabalhar mais! O trabalho, como sabes, foi feito para os burros, nós só devemos ter uma preocupação: ver um meio de gastar esse cobre [dinheiro] todo que, sem resultado, está acumulado na Caixa da Conversão! Mesmo porque as acumulações não são mais permitidas!"

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