sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A ÁGUA FOI FEITA PARA A SOBREVIVÊNCIA DOS SERES VIVOS OU APENAS É NECESSÁRIA PARA A SOBREVIVÊNCIA DOS TAIS? VOCÊ NOTOU A DIFERENÇA?

Você é uma daquelas pessoas que acreditam numa finalidade predeterminada da natureza? Ou seja, você acredita que ela foi criada para a satisfação da raça humana? Conheça, agora, um breve relato histórico de crenças ligadas ao tema.

O primeiro grande nome a defender que nada na natureza era por acaso começou com o filósofo grego Aristóteles. Ele acreditava que havia propósitos ou objetivos bem definidos na natureza. Assim, a chuva tinha a finalidade de fazer crescer as plantas e suster os homens e animais.

A crença de Aristóteles parece ter voltado com toda força nos séculos XV e XVI, quando muitos passaram a defender que a natureza tinha finalidades bem definidas.

Passou-se a crer que animais e plantas existiam para a satisfação das exigências de ordem prática ou moral da vida humana. Deste modo, os animais existem para que o ser humano possa se alimentar deles e por sua vez as plantas existem para suprir os animais. Logo, a planta tem por objetivo prolongar a vida humana na Terra.

O mesmo raciocínio valia para situações desvinculadas do tema sobrevivência. O canto dos pássaros, por exemplo, servia para gerar entretenimento aos seres humanos.

Os posicionamentos em questão estão associados diretamente à visão religiosa que sustenta a existência de um criador inteligente que, antes de criar o Universo e tudo o que nele há, não somente planejou como fez (e faz) valer, na prática, seu projeto para a raça humana.

Hoje, no entanto, diferentemente de Aristóteles, que se posicionou achando estar agindo cientificamente, a própria ciência não enxerga o problema nesses termos. Ela acredita que a água é necessária para a vida e não que ela tenha sido criada para a sobrevivência dos seres vivos.

Se repararmos bem, há notável diferença entre uma proposição e outra.

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