domingo, 8 de agosto de 2010

TORNOU-SE MODA E SINÔNIMO DE ELEGÂNCIA CRIAR MENINOS FISICAMENTE BONITOS A FIM DE AGRADAR AOS VISITANTES

Os romanos gostavam de criar em casa meninos fisicamente bonitos para que fossem apresentados aos visitantes durante os longos jantares. Era uma forma de embelezar o ambiente e agradar, assim, aos visitantes.

Geralmente eram meninos escravos ou meninos encontrados na rua, sem família, sem lar. A beleza era o principal motivo da adoção (não do ponto de vista jurídico, uma vez que não havia, nestes casos - salvo raríssimas situações -, a adoção judicial).

A criança tinha uma educação liberal, digna de um homem livre. Eram mimados e os adotantes suportavam, com certo respeito, as travessuras que alguns deles poderiam aprontar quando os donos da casa recebiam os amigos, embora eram educados para que fossem obedientes.

Os meninos deveriam obedecer irrestritamente a seu senhor. Serviam de mordomos, de moleques de recado. Enquanto durasse a cerimônia eles deveriam estar por perto, prontos à servidão. A presença dos tais arrancava, muitas vezes, elogios dos convidados, que ficavam embelezados com a presença dos meninos.

O marido tinha ciúme dos meninos? Não! As esposas, sim, estas tinham ciúme, porque costumeiramente os maridos os tratavam com muita proximidade, em alguns casos com beijinhos (natural para a época).

Bruto - aquele que ajudou a matar Júlio César - amava um desses meninos (considerado muito belo) e chegou a ordenar a confecção de uma escultura representando o adolescente, havendo reprodução da escultura por toda parte.

Poetas cortesãos louvaram, também, a beleza dos meninos criados pelos imperadores Domiciano e Adriano.

Mas nem tudo eram flores: quando os meninos começavam a ter bigodes, eram substituídos por outros garotos, de preferência mais jovens e se possível mais belos ainda.

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