quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ELE ENTROU PARA A POLÍTICA E PROMETEU DEIXÁ-LA EM 3 MESES, MAS AOS 67 ANOS, MORREU COM A ESPERANÇA DE SER PRESIDENTE DO BRASIL

Recentemente pesquisas apontaram o baixo índice de credibilidade dos políticos junto da população brasileira. Afinal, por que é tão vantajoso entrar para a política? Não tentaremos responder a esta pergunta aqui, mas apenas relatar a história de um fato curioso sobre um dos políticos mais conhecidos do Brasil.

Aos 33 anos Ademar de Barros fora convidado, por um tio, a se candidatar ao cargo de deputado estadual pelo Estado de São Paulo. Ele aceitou, mas impôs uma condição: se eleito, deixaria o cargo em três meses para voltar ao curso de medicina.

Foi eleito, e passados os três meses, seu tio se dirigiu a ele a fim de cobrar a promessa feita. Ouviu como resposta o seguinte:

"Cumprirei o mandato até o fim. Tomei gosto pela danada."

Foi interventor e depois governador pelo Estado de São Paulo e aspirou à Presidência da República.

Quando Vargas instalou o Estado Novo, as Assembleias Legislativas estaduais foram dissolvidas, e, juntamente com ela, seu cargo de deputado. Ainda assim conseguiu ganhar do presidente o cargo de interventor.

O motivo que o teria levado à referida nomeação está ligado ao fato de Ademar de Barros ter denunciado ao chefe da polícia do Estado Novo nomes de supostos conspiradores. Como se vê, seu gosto pela política foi longe mesmo!

Tornou-se símbolo dos políticos populistas. Em maio de 1938 a imprensa paulista publicou uma matéria dando conta que o interventor começava a trabalhar muito cedo do dia e somente deixava o serviço altas horas da madrugada.

A fim de comprovar a versão, um repórter teria ligado para a sede do governo às 2 horas da manhã. Surpresa: o próprio Ademar de Barros atendeu o telefonema, sob a alegativa de que ainda estava trabalhando, mesmo tendo entrado no serviço às 7 horas da manhã.

Fez grandes obras: Via Anchieta, Anhanguera, Hospital das Clínicas, Aeroporto de Congonhas.

Foi denunciado por peculato e enriquecimento ilícito. Teria comprado onze automóveis e vinte caminhões de uma grande multinacional e, uma vez efetuado o pagamento, pedido à montadora que refaturasse os veículos em nome de outras empresas.

Só assim os carros e caminhões teriam sido doados aos parentes e amigos.

O velho slogan "Rouba, mas faz", foi cunhada a partir de uma frase que Ademar teria pronunciado. Velho inimigo de Jânio Quadros, ajudou a derrubar o presidente Jango e a instalar a Ditadura no país. Decepcionado com os ditadores, se afastou deles antes de morrer, em 1969.

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário