quinta-feira, 19 de agosto de 2010

INSCRIÇÃO REVELA O DIA A DIA DE UM TÍPICO BORDEL ROMANO

Leiamos a inscrição, que trata de uma conta de motel (asse era uma moeda romana).

" - Estalajadeiro, façamos as contas.
- Tu tomaste uma dose de vinho: um asse; uma refeição: dois asses.
- Certo.
- Pela rapariga: oito asses.
- Confere.
- A planta da mula: dois asses.
- Essa mula ainda vai me levar à ruína."

O típico cabaré romano era composto pelo térreo e pelo 1º andar. A parte de baixo era o local onde os clientes bebiam, se alimentavam e jogavam dados.

O dono do prostíbulo geralmente buscava dançarinas novas e atraentes, a fim de que pudessem distrair os fregueses, enquanto estes consumiam e aumentavam suas despesas no motel. Como vimos na inscrição acima, havia gastos até com a mula.

Quando um freguês se animava, pedia uma prostituta e se dirigia ao quarto, que ficava no cômodo superior.

Propagou-se entre os frequentadores de bordéis o hábito de registrar e de avaliar o desempenho das prostitutas. O registro acontecia, de praxe, nas paredes dos quartos. Pela inscrição transcrita acima é de se imaginar que a noite lhe trouxe algo de negativo: a despesa com a mula, o que pode ser uma forma de dizer que no fundo não valeu a pena.

Os prostíbulos situavam-se, em sua grande maioria, em ruelas da velha Roma. Nestes ambientes - considerados os mais devassos - era fácil de se ver mulheres nuas ou seminuas em frente aos ditos prostíbulos. Geralmente ficavam sobre bancos de madeira, à espera de fregueses que a analisassem.

Nos prostíbulos mais pobres, quando um casal entrava para o quarto, era comum um curioso ficar observando e ouvindo o que acontecia dentro desses quartos, que eram fechados com panos.

Todavia, um ramano considerado de bem, não deveria frequentar esses locais, além do quê eram frequentes as reclamações de doenças sexualmente transmissíveis.

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