quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A GULA E A BARRIGA GRANDE JÁ FORAM ASSOCIADAS À NOBREZA E À PROSPERIDADE

A fotografia foi inventada e se desenvolveu no século 19. E virou moda. Todo mundo queria ser fotografado e o jeito era se embelezar da maneira que podia.

Os homens, no entanto, já sabiam o que eles consideravam ser o mais atrativo: a barriga.

Era comum os homens serem fotografados esticando a barriga para frente, uma vez que o desejo era passar a impressão de que estava gordo, muito gordo. Alguns, até, faziam questão de ser fotografados de perfil, porque só assim a barriga parecia maior.

A explicação estava no fato de a gordura ter sido associada à fartura, à prosperidade, à riqueza. E os empresários mandavam ver mesmo!

Um dos empresários que não tinha cerimônia na hora de comer era Diamond Jim, atuante na rede de ferrovias. Além de crescer rápido financeiramente, defendia que uma boa refeição era aquela que somente deveria terminar quando sua barriga encostasse na parede.

Luís XIV, da França, considerava a si próprio o inventor da culinária francesa. Seus banquetes duravam muitos dias, cuja variedade de pratos chegava a mais de vinte por refeição.

Mas num passado mais distante a gula estava associada a muitas coisas ruins. Ainda no primeiro milênio de nossa era surgiu uma lenda que associava a gula ao capeta.

Eis a lenda: depois do acordo com o diabo, um homem deve optar entre cometer estupro, se tornar assassino ou ser guloso, cuja bebida preferida deve ser o álcool.

Depois de algum instante de muita comida e bebida, um homem matou o pai e estuprou a mãe.

Ou seja: deveria fazer apenas uma das três opções, mas acabou comendo muito, matando e estuprando. Moral da história: a gula é a porta de entrada para muitos pecados.

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