quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A CRIANÇA DE COLO QUE SÓ PARAVA DE CHORAR QUANDO LHE ENTREGAVAM UM LIVRO

O feito extraordinário foi testemunhado pelo conhecido humanista Erasmo de Rotterdam (1466 a 1536 d.C.).

Erasmo atestou que conheceu uma criança de colo (ainda não falava) que tinha prazer em tocar e folhear livros. Sempre que estava com um livro em seu poder, a criança fazia de conta que o lia, e assim procedia por horas, sem demonstrar nenhum enfado.

Se por algum motivo a criança chorava, bastava alguém lhe entregar um livro e o choro cessava imediatamente.

Erasmo lamentou não saber qual o destino daquela criança, mas afirmou que seus pais (do bebê) se orgulhavam demasiadamente do filho que tinham, bem como se alegrou pelo fato de saber que o filho se chamava Jerônimo (pois Erasmo tinha respeito pelo dito estudioso cristão, tendo traduzido algumas de suas obras).

Erasmo de Rotterdam aproveitou para dissertar sobre a importância da educação, principalmente a dirigida aos pequenos.

Defendeu que elas aprendessem de forma espontânea (certamente o humanista se lembrou dos momentos de terror que ele mesmo testemunhou nos colégios franciscanos da época, habituados à tortura de crianças, cujo método os religiosos consideravam eficazes).

O educador era um ardente apologista do aprendizado interativo e permanente, pois estava convicto de que o estudo não é acidental. Segundo ele, a erudição não tem fim, mas se aperfeiçoa sempre, de modo que na pedagogia de Erasmo, a vida é o estudo e o estudo é a vida.

Defendeu ainda que os professores fossem cuidadosamente selecionados, atentando-se para a aptidão e para a frequência dos mestres em sala de aula. Na época era comum professores indisciplinados, poucos afeitos aos deveres que lhes eram próprios.

Erasmo chegou a escrever uma frase que se transformou numa bandeira da arte e da filosofia da educação:

"Mesmo aqueles que a natureza destinou que fossem plebeus, humildes de nascimento e até rústicos, todos aqueles deveriam compensar com o brilho dos hábitos as deficiências da sua categoria social. Ninguém pode escolher os próprios pais ou a própria pátria, mas cada qual pode modelar a sua personalidade pela educação."

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