segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CONHEÇA A DOUTRINA FILOSÓFICA QUE LEVOU O HOMEM A NÃO FAZER SEXO COM SUA ESPOSA

Já vimos que a religião foi capaz de sufocar o sexo entre marido e mulher. Mas creditar à filosofia tal postura deve ser algo estranho para muitos. Abaixo veremos alguns exemplos. Vamos à história então.

Estoicismo é o nome dessa doutrina filosófica. Nasceu na Grécia e se expandiu com o Helenismo.

No período em que durou o Império Romano a referida doutrina estava bastante em voga, tendo, inclusive, influenciado homens de grande reputação no mundo romano.

Um dos pilares do estoicismo sustenta que o ser humano deve ser indiferente aos apelos e paixões externos. Resignação e perenidade ante os desafios da vida são grandes objetivos a serem alcançados pelo estoico.

Assim, o homem sábio é aquele que consegue aceitar a lei natural da vida, ainda que para isto tenha que se desfazer do que é comumente aceito como algo bom e prazeroso para o ser humano.

O estoico passou a encarar o casamento com o fim de procriar e somente procriar. O prazer deveria ser colocado em segundo plano. Aliás, ceder às tentações sexuais era uma forma de furtar o homem da sabedoria, da racionalidade.

Catão, um famoso político romano que viveu no período republicano, evitou fazer amor com sua esposa antes de partir para a guerra. Curiosamente, ele havia emprestado a esposa temporariamente a um amigo.

Pompeu, famoso membro do Primeiro Triunvirato, embora não fosse oficialmente estoico, deixou-se influenciar pela doutrina e se negou a ter relações com a esposa antes de partir para a guerra.

Mas por que tal abstinência? Porque o homem de bem, segundo o estoicismo, deve vigiar nos menores gestos. Ceder aos desejos da carne seria uma atitude imoral.

Se um estranho perguntasse a um estoico o porquê de não fazer sexo em tais condições (antes de partir para a guerra), o estoico responderia com uma pergunta: "Mas por que fazer?"

O estoicismo chegou a mexer com a cabeça de alguns dos Pais da Igreja. O famoso Clemente de Alexandria chegou ao ponto de recopiar prescrições conjugais de um estoico chamado Musônio. O interessante é que dissimuladamente não mencionou o nome do autor, dando a entender, assim, que se tratava de uma prescrição sua.

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