sexta-feira, 27 de agosto de 2010

BRASILEIROS FORAM ROTULADOS DE PREGUIÇOSOS E IGNORANTES

Estima-se que, até meados do século passado, centenas de estrangeiros haviam escrito algo sobre o Brasil, cujas narrativas abordavam a sociedade, a cultura, as paisagens, a geografia, a riqueza, a pobreza . . .

Grande parte deles registraram seus feitos nas primeiras décadas após a chegada da corte portuguesa ao Brasil. Abaixo leremos duas transcrições sobre como o país foi visto aos olhos desses estrangeiros nas primeiras décadas do século 19.

"O Brasil não é um lugar de literatura. Na verdade, a sua total ausência é marca pela proibição geral de livros e a falta dos mais elementares meios pelos quais seus habitantes possam tomar conhecimento do mundo e do que se passa nele. Os habitantes estão mergulhados em grande ignorância e sua consequência natural: orgulho."

Outro, por sua vez, assim retratou sua impressão sobre nós:

"Neste país de analfabetismo, não se encontra ninguém que tenha intimidade com a noção de ciência. Aqui, a natureza tem feito muita coisa - o homem, nada. Aqui, a natureza nos oferece inumeráveis temas de estudo e admiração, enquanto os homens continuam a vegetar na escuridão da ignorância e na extrema pobreza, consequência apenas da preguiça."

Enquanto o Brasil ainda estava entregue à falta de leitura, a Europa já dispunha de vasta literatura, não somente de grandes nomes ligados àquele passado como de autores gregos e romanos.

Tanto na Europa como nos Estados Unidos já havia a cultura de que a leitura pode mudar os destinos de uma sociedade.

Somente de forma gradativa é que o Brasil foi se conscientizando da necessidade de promover a leitura, bem como de obter uma própria identidade, a exemplo da fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1838.

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