sábado, 17 de julho de 2010

UM BREVÍSSIMO RELATO SOBRE COMO O GIGANTISMO FOI VISTO NO DECORRER DA HISTÓRIA

Homem com 1,90 metros de altura. Assim era Golias, segundo a narrativa bíblica. Embora não haja indícios de sua comprovação histórica, não é de todo descartada a sua existência.

O primeiro e o mais famoso dos gigantes foi o principal personagem na luta entre filisteus e o povo de Israel.

Até recentemente, com o avanço das pesquisas médicas, os gigantes sempre foram vistos como grandes lutadores, como homens de força e de coragem.

Em 1892, nasceu, no Brasil (Rio Grande do Sul), um dos mais notórios gigantes brasileiros. Sua notoriedade não se deveu nem tanto pelo tamanho (2,17 metros de altura e sapatos tamanho 56), mas pela repercussão na cultura e nos círculos médicos do início do século XX.

Desde cedo ele foi contratado para os trabalhos braçais porque se acreditava na proporcionalidade entre tamanho e força. Por sinal, em muitos ainda estava em voga a crença de que pais fortes dariam filhos fortes . . . e assim por diante.

O gigante gaúcho trabalhou muitos anos em vários circos brasileiros. Antes do Brasil, os Estados Unidos já requisitavam homens altos para que compusessem o elenco circense, ante a comprovação do sucesso entre seus espectadores.

Até a década de 40 passada eram comuns os grandes espetáculos nos circos dos Estados Unidos utilizando a presença de gigantes. Esses personagens eram fotografados e viravam capa de revista e de cartões-postais.

O Brasil fez o mesmo com o gigante gaúcho, que acabou chamando a atenção da imprensa e da medicina.

Em 1921 médicos estudaram o gigante gaúcho. Ficou constatado que ele sofria de mal-estar, de fraqueza e de constantes desmaios. Pesquisas posteriores confirmaram os resultados iniciais.

Ao lado de Golias, talvez seu maior concorrente - em termos de notoriedade - tenha sido um gigante paraguaio, que por volta de 1735 atormentava os fiéis católicos de Assunção, quando costumeiramente urrava nas portas da Matriz de Santa Sé daquele país, representando os pecados do povo. Diz-se que o gigante tinha pernas muito finas e muito compridas, tudo isso somado à sua pele, notoriamente estranha à pele humana, o que causava mais espanto a um povo recheado de lendas e misticismos.

Assim como no tempo dos velhos gregos e romanos, o gigantismo ainda é visto por muitos como uma anomalia física, os quais devem ser deixados à própria sorte. Somente recordando, gregos e romanos tratavam com desprezo o corpo feio e doente, daí a explicação quanto ao tratamento dado ao gigantismo.

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