domingo, 18 de julho de 2010

SOBRINHA ANÔNIMA FAZ CARINHO EM TIO FAMOSO A FIM DE SE CASAR COM ELE E SE TORNAR CÉLEBRE E PODEROSA

Hoje é comum ouvir de uma jovem o desejo de se tornar atriz, cantora, enfim: virar celebridade. Não somente as novelas mas também revistas especializadas insuflam os jovens em busca da fama, do prestígio, do poder.

Fama e poder não são novidades para o mundo atual. É seguro dizer que os dois objetivos em questão são encontrados em relatos históricos desde que o mundo é mundo.

Na Idade Antiga o incesto, o homossexualismo e a pedofilia eram comuns, comportamentos estes duramente combatidos nos círculos atuais.

Existiu um homem muito conhecido em seu tempo que chegou a se casar quatro vezes (algo natural para a época e o país em que viveu).

Chegou a ter duas noivas. Repudiou a primeira (que era virgem) por razões políticas. Perdeu a segunda, pois a pretendida faleceu no dia do casamento.

Casou em seguida. Separou-se por questões de adultério (fora traído). Casou-se novamente, mas se separou logo, por pequenas ofensas (a legislação o permitia).

Seu terceiro casamento se deu com uma prima, de 15 anos, que o traiu inúmeras vezes, o que resultou no assassinato dela, a mando dele.

Ele havia prometido que não mais se casaria e pediu a seus subordinados que o matassem, caso ele voltasse a se casar novamente, pois estava convicto de que não nascera para o casamento.

Três pretendentes se aproximaram dele. Sua sobrinha ganhou das concorrentes. Costumeiramente ela o acariciava intimamente, a fim de se casar com o poderoso tio. E conseguiu.

Habilidosa, ela o convenceu a corromper o Senado para que dissimuladamente o obrigasse a se casar com a sobrinha. Assim foi feito. O Senado fora subordinado e cumpriu fielmente com o acordo.

Na verdade o Senado foi além: aprovou uma lei que autorizava o matrimônio incestuoso. Não prosperou, pois teve a adesão de poucos cidadãos.

O nome dele é Tibério Cláudio (imperador Cláudio), que reinou de 41 a 54 d.C. Sua sobrinha era a desconhecida Agripina, a Menor, filha do conhecido Germânico, homem muito amado pelos romanos.

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