quarta-feira, 7 de julho de 2010

NO INÍCIO, NÃO SE DEVERIA CHAMAR A MÃE DE 'SENHORA'; APENAS CHAMAR O PAI DE 'SENHOR'

Crescemos aprendendo que se deve obediência ao pai, à mãe, às autoridades e aos mais velhos. Nada de errado nisso, guardadas as circunstâncias de cada caso. E o princípio da obediência é encontrado tanto na cultura oriental quanto na ocidental.

Muito da nossa cultura se deve aos gregos, aos romanos, aos medievais, aos europeus. Vem das famílias ricas e 'educadas' de Roma o hábito de se chamar o pai de 'senhor', sem menção à obediência à mãe pelo nome de 'senhora'.

Desde que o mundo é mundo é o homem (sexo masculino) quem dá as ordens, quem tem a palavra final. Na velha Roma era assim também. O pai tinha pleno poderes sobre os filhos e estes obedeciam àquele sem restrições.

Estava sedimentada na sociedade da Roma de então a ideia de que cabia ao pai educar o filho com severidade, com punições, ao passo que à mãe cabia a indulgência, o amor maternal, a predisposição para perdoar os erros dos filhos.

O verdadeiro pai era aquele que não pedia desculpas aos filhos. Este era o papel da mãe, caso houvesse a necessidade de fazê-lo.

Sêneca, filósofo e instrutor de Nero, narrou que "Os pais forçam o caráter ainda flexível dos bebês a suportar o que lhes fará bem".

Outro costume que reproduz bem esse papel do pai diz respeito às funções dos ascendentes do pai e da mãe de um bebê.

Quando o filho era criado pela avó paterna, esta poderia - e deveria - ser severa, dura, áspera com o neto. No caso a avó cumpria a função do pai. Se fosse criado pela avó materna, cabia a esta o papel de mãe: ser serena, doce, perdoadora das danadices do menino.

Tal costume era mais comum entre as famílias ricas. O imperador Vespasiano (aquele que morreu em pé, com diarreia) fora criado pela avó paterna, mesmo tendo mãe viva.

Mesmo diante de tantos princípios, mais um foi inserido no seio da família romana: sempre que se dirigisse ao pai, o filho deveria chamá-lo de 'senhor', revelando a completa relação de submissão e de domínio.

Para estimular os filhos à forma de tratamento em questão, propagou-se na velha Roma que chamar o pai de 'senhor' é típico de meninos educados, cujo costume iniciou-se nas famílias aristocráticas, logo copiado pela plebe.

Como se vê, o costume chegou aos nossos dias.

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Um comentário:

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