segunda-feira, 12 de julho de 2010

FALTA DE ETIQUETA NA SALA DE REUNIÃO DE CHEFE DE ESTADO LEVA OS PRESENTES A SENTIREM CONSTANTEMENTE MAU CHEIRO DE COCÔ E DE URINA

O patrão aqui é o próprio chefe de Estado. Ele, a autoridade máxima, costumava se recolher ao quarto por volta das 23 horas, horário em que estava habituado a dormir.

Vizinho ao quarto de dormir havia uma sala contígua onde ele gostava de despachar com os oficiais do governo. Era lá também que ele costumava receber visitas.

Ocorre que para se chegar a seu quarto, os criados tinham que atravessar a sala de reuniões, que de costume sempre tinha alguma visita ou alguma autoridade governamental.

E os tais criados tinham uma tarefa sagrada todas as manhãs: esvaziar os penicos do seu superior. Aliás, superior de todo o Brasil.

Durante a noite essa autoridade máxima fazia uso de penicos (no plural) para suprir suas necessidades fisiológicas, como é de se esperar.

Mesmo os empregados encarregados da nobre tarefa adotarem todas as precauções para evitar que o fedor se espalhasse aonde passassem os ditos penicos, o cocô e a urina que se encontravam em seu interior denunciavam o fastioso produto.

Em plena reunião os pobres súditos passavam com o penico nas mãos, coberto com uma tampa de madeira e um pano de veludo, insuficientes para a tarefa às quais foram destinadas.

Os oficiais e convidados do governo sabiam que naqueles indiscretos recipientes iam os restos alimentícios e a sobra da água deixados por D. João VI, bisavô da princesa Isabel, que habitualmente comia muitos pedaços de frango assado.

Os episódios aqui descritos aconteceram no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

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