quinta-feira, 24 de junho de 2010

O HOMEM PERFEITO SEGUNDO OS RENASCENTISTAS E SEGUNDO A TEOLOGIA CRISTÃ

Na Bíblia está escrito Sede santo, porque eu sou santo. Segundo o referido livro sagrado, o ser humano pecou e está destituído da glória de Deus, o que justifica a intervenção de um salvador.

O mandamento divino encontrado na frase transcrita logo acima sugere que o ser humano deve prosseguir em busca da obediência à vontade de Deus, do Deus bíblico, a fim de que atinja o grau de santificação desejado pelo criador.

Qualquer tentativa de desobediência a Deus implicará o regresso dessa escala de perfeição. Em suma, essa oscilação vertical tem por único parâmetro a obediência.

Tal pensamento durou muitos séculos, mesmo nos círculos menos religiosos. A olhos vistos, a ruptura ocorreu durante o Renascimento, cujo marco central foi o Antropocentrismo, a tentativa de colocar o homem no centro da vontade humana, das atenções humanas.

Os renascentistas acreditavam que uma pessoa poderia vir a aprender e saber tudo o que é conhecido. Esta crença foi o necessário para impulsioná-los à incessante busca pelo conhecimento.

Além de sinônimo de status, conhecer o maior número de informações era uma necessidade, uma forma de se aproximar da perfeição humana. Este modo de pensar simplesmente levou não somente o homem renascentista, mas outros que viveriam nos séculos vindouros a empreenderem esforços no sentido de estudarem o maior número possível de disciplinas.

Basta uma simples leitura da biografia de homens que passaram à história como intelectuais, do século XVI até o século atual, para constatarmos este fato.

O interesse pelas ciências humanas e ciências exatas se multiplou de forma assustadora. Direito, Filosofia, Arte, Astronomia, Física, Anatomia, Música, todos estes ramos do conhecimento eram almejados.

Atualmente ainda vigora o interesse em atingir esse ideal, talvez com a única diferença quanto à crença e à busca pela perfeição, não existentes como outrora, mas pela necessidade da interdisciplinariedade, ante a constatação desta necessidade.

Leonardo Da Vinci foi, no seu tempo, considerado o protótipo do homem perfeito, exatamente porque dominava o maior número dentre os ramos do conhecimento disponíveis. Essa rotulação mostra, por si só, como o renascentista buscava o modelo de homem ideal, perfeito.

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Um comentário:

  1. Junior Vilas Boas3 de julho de 2010 02:16

    Com certeza, a mente mais brilhante a pisar na terra.

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