quarta-feira, 30 de junho de 2010

MÉDICOS AFIRMAVAM QUE AS MULHERES SENTIAM-SE EXCITADAS AO ANDAREM DE BICICLETA

A bicicleta que conhecemos hoje surgiu na Europa, na segunda metade do século XIX. Era coisa de homem, exclusivamente de homem.

As poucas mulheres que se aventuraram a pedalar sobre uma bicicleta eram malvistas pela sociedade, então altamente machista.

Havia muitos motivos para desestimular o uso da bicicleta pela mulher. Vários médicos asseguravam que a atividade de pedalar causava sérios riscos à saúde feminina, como o aborto e a falta de esterilidade.

Uma parcela menor dos médicos do século XIX dizia ainda que, enquanto pedalava, a mulher poderia se sentir excitada ao se esfregar sobre a sela da bicicleta. Tal fricção - segundo a opinião corrente da época - poderia despertar a mulher para a vida sexual, mesmo as casadas (propensas ao adultério) e poderia despertar as moças solteiras à atividade prematura da vida sexual.

Por outro lado - embora em menor número - havia médicos que diziam ser a bicicleta um ótimo instrumento para melhorar a saúde da mulher, pois alegavam que os passeios sobre as referidas bicicletas proporcionavam bem-estar. Estes mesmos médicos rebatiam as ideias de que a mulher perderia a esterilidade, bem como de que estaria mais propensa ao aborto.

A vida feminina sobre a bicicleta (no século XIX e começo do século XX) é apontada, hoje, como um dos recursos que em muito contribuíram para a independência feminina.

Houve, mesmo no século XIX, mulheres que participaram de corridas ciclísticas, atividade exclusivamente masculina. Algumas feministas se engajaram publicamente na defesa do uso da bicicleta pelo "sexo frágil".

Ela chegou ao Brasil no final da última década do século XIX. O preço de custo era altíssimo, de modo que somente um grupo elitizado - principalmente do Rio de Janeiro e de São Paulo - poderia desfrutar deste transporte revolucionário para a época.

A bicicleta ainda foi responsável por modificar - aos poucos - o modelo das roupas femininas, cuidadosamente adaptadas à nova realidade.

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