terça-feira, 8 de junho de 2010

FILHO MORRE POR CAUSA DE FANATISMO RELIGIOSO PRATICADO POR SUA MÃE, QUE ACABA ENLOUQUECENDO DEPOIS DA MORTE DO FILHO

O fato aconteceu em 1788, em Portugal. Depois que D. José I, então rei do referido país, morreu em 1777, D. Maria ascendeu ao poder.

D. Maria (bisavó de D. Pedro II) era uma mulher muito religiosa. Foi ela a responsável por retirar o cargo do Marquês de Pombal (que expulsou os jesuítas do Brasil) porque, segunda a rainha - que era muito católica - Marquês fora um perseguidor do catolicismo.

A religiosidade da rainha ia além do esperado. Em 1788 seu filho mais velho adoeceu de
varíola.

Por ela ser muito católica, acreditava que Deus poderia curar seu filho sem a intervenção da ciência.

Resultado: D. José, seu primogênito, morreu por consequência da referida doença, cuja vacina já estava disponível em alguns países europeus.

Ainda hoje há segmentos religiosos, principalmente do meio evangélico, que acreditam que a prioridade do apego à ciência em detrimento do apego às vias religiosas é uma forma de mostrar a pouca fé do membro.

Foi isso que levou a rainha a não autorizar a vacinação em seu filho. Logo após a morte do filho, ela enlouqueceu. Morreu no Brasil, louca, em 1816.

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