terça-feira, 22 de junho de 2010

FAMOSO CIENTISTA QUE FORA EXILADO POR PRESSÃO DA IGREJA CATÓLICA QUASE ABANDONA A FÉ DEPOIS QUE FEZ SURPREENDENTES DESCOBERTAS CIENTÍFICAS

Ele nasceu na Alemanha, em 1571 e morreu em 1630. Numa época em que Astrologia e Astronomia não eram bem distinguidas uma da outra, ele se pronunciou muitas fezes em defesa daquela.

Protestante convicto, logo chamou a atenção da Igreja Católica, exatamente numa época em que católicos e protestantes estavam em pé de guerra (pois havia poucas décadas que a Reforma Protestante e a Contrarreforma tinham sido deflagradas).

Ele fora convidado a ensinar matemática e astronomia na Áustria. A igreja romana pressionou e o cientista foi exilado para a cidade de Praga, capital da República Checa (antiga Thecoslováquia).

Lá conheceu outro cientista, que havia muitos anos que pesquisava sobre os movimentos dos planetas. Quando esse cientista morreu, seu aluno exilado herdou todo o material de pesquisa.

Apegado às crenças religiosas da época, acreditava que o movimento dos astros era circular, porque se imaginava o círculo como o desenho geométrico perfeito, criado por Deus como símbolo da perfeição (o desenho da aliança e as crenças ao redor dela não são meras coincidências).

Como se acreditava que Deus era perfeito, imaginar que os astros poderiam ter outro movimento senão o circular seria colocar em xeque a perfeição de Deus. Em outras palavras, para seguir adiante ele precisaria de muita coragem e de muita segurança naquilo que estava investindo.

O tal cientista relutou e passou muitos anos para desistir de encontrar o movimento circular dos astros. Anos de pesquisas acabaram demonstrando que os astros tinham o movimento elíptico.

Tal descoberta proporcionou, mais adiante, que Newton elaborasse suas leis gravitacionais. O nome desse cientista é Johannes Kepler, autor da Lei das Órbitas Elípticas.

Ele não abandonou a fé e descobriu que não era a Bíblia que ensinava tal crença, e sim que tudo aquilo não passava de uma tradição, cuja origem remonta desde Aristóteles, bem sancionada pelos religiosos da Idade Média e do começo da Idade Moderna.

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