sexta-feira, 18 de junho de 2010

CONHEÇA A HISTÓRIA DO POVO QUE APRECIA PIOLHO COMO ALIMENTO E BEBIDA ALCOÓLICA PRODUZIDA COM SALIVA

Em meados do século XVI, um alemão se tornou prisioneiro dos índios tupinambá*, no Sul do Brasil. O nome dele é Hans Staden, que em 1557 publicou um livro tratando sobre as duas viagens que fez ao Brasil.

O livro é uma das primeiras fontes sobre o Brasil e a primeira que melhor retratou os costumes dos tupinambá, o que faz do seu livro um valioso registro histórico.

Staden contou que, depois de observar alguns hábitos estranhos dos índios, passou a entrevistá-los acerca daquele esquisito modo de viver.

O alemão notou que as índias gostavam de catar piolho umas das outras. O anormal disto é que, ao catarem, comiam o piolho recolhido. Perguntado por que faziam isto, disseram-lhe que o piolho era inimigo dos índios, e por este motivo eles deveriam ser comidos, uma espécie de vingança.

Outro comportamento estranho diz respeito à forma como eles preparavam suas bebidas para serem usadas nos dias festivos.

As mulheres eram as responsáveis pela confecção da bebida. Colocavam raízes de mandioca em um pote, e depois de bem fervidas, transferiam-nas para outro pote, até que esfriassem.

Depois que as raízes esfriavam, as índias as mastigavam e depois colocavam o que fora mastigado em uma vasilha à parte, que deveria estar cheia d'água, para serem fervidas novamente.

Estava pronta a bebida, através da qual costumeiramente se embreagavam.

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* Adotamos o nome tupinambá no sigular em decorrência da Convenção Internacional dos Etnólogos. Tal recomendação é seguida por Evanildo Bechara, notável gramático brasileiro e membro da Academia Brasileira de Letras.

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