quarta-feira, 16 de junho de 2010

CAPITAL EUROPEIA ERA CONHECIDA POR SUAS IMUNDÍCIES E PELO FATO DE NÃO ENTERRAR SEUS MORTOS EM CEMITÉRIOS

Ela é hoje uma conhecida capital do mundo europeu. Era a mais oriental das capitais europeias. À beira da Idade Contemporânea era descrita como uma cidade suja, escura, medieval.

Era um hábito de seus moradores atirar pela janela a água suja proveniente da lavadura dos objetos da cozinha.

Também tinham o costume de jogar pela janela, a qualquer hora do dia ou da noite, urina e os excrementos de toda a família do lar.

Andar pelas ruas e principalmente passar debaixo das sacadas corria-se um sério risco de levar um banho de cocô, literalmente.

As ruas fediam. Tal fedor se devia, também, pelo fato dos cadáveres serem enterrados em covas rasas nos arredores da cidade. Não havia uma política pública para evitar esse mal.

Muitos desses cadáveres eram simplesmente jogados nos arredores da cidade, à mercê dos abutres. Muitos ainda eram cremados sem nenhuma precaução com relação ao cheiro que frequentemente invadia as ruas dessa capital.

Somente a partir de 1771 é que passou a ser obrigatório o enterro de defuntos em cemitérios. Antes disso os ricos eram enterrados nos subsolos das igrejas, cujo procedimento já estava gerando mau cheiro e causando doenças na população, ante o excessivo número de mortos e o pouco espaço para tal.

Essa cidade se chamava (e ainda se chama) Lisboa, a capital de Portugal.

.

2 comentários:

  1. Dizem que o Palácio de Versalhes, na França, nem banheiro tinha. Após as festas, o fedor era insuportável. Cristão algum conseguiria entrar embaixo de uma escada.

    ResponderExcluir
  2. Valiosa informação, Valdecy. Continue participando, sei que tem muito conhecimento a nos repassar na área de história.

    ResponderExcluir