sexta-feira, 7 de maio de 2010

UM CASO HILÁRIO DE NEPOTISMO NA HISTÓRIA DO BRASIL DO SÉCULO XX

Faustino de Albuquerque e Sousa foi governador do Ceará de 1947 a 1951. Foi também Juiz de Direito e Promotor de Justiça.

Quando promotor, um amigo lhe deu um filho para ser batizado e ainda emprestou o mesmo nome do padrinho.

Quando governador, o afilhado entrou no palácio com uma carta do compadre, na qual pedia um emprego para o filho. Faustino, não querendo negar o pedido, descobriu que somente havia uma vaga para professor de grego.

Na mesma hora o afilhado retrucou dizendo que não sabia grego. Imediatamente o governador respondeu que ele não se preocupasse, pois não havia aluno de grego.

Despediu o rapaz e disse que ele não causasse problemas. Deu ordens para que o futuro professor passasse no Liceu todo fim de mês para receber seu salário.

O improvável aconteceu: surgiu um seminarista e se matriculou no curso de grego. O professor nomeado correu à presença do padrinho e pediu para ser despedido, pois agora tinha um aluno de grego.

Novamente o governador mandou o afilhado se retirar e disse que ele não se preocupasse porque ele resolveria o problema.

No final do mês, quando foi receber seu ordenado, o medroso professor perguntou ao diretor o destino do aluno matriculado. O diretor disse que não sabia, mas que algo horrível deveria ter acontecido, pois certo dia quando se encontrava na Biblioteca, a polícia apareceu e o levou.

E nunca mais o aluno apareceu!

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