domingo, 23 de maio de 2010

SAIBA QUEM FORAM AS ACUSADAS DE CRIMES QUE DEVERIAM SER CONDUZIDAS AO TRIBUNAL SUSPENSAS EM TÁBUAS PARA EVITAR O CONTATO COM O INFERNO

Estamos falando das bruxas da Idade Média. Ou melhor: das mulheres acusadas de bruxaria.

Provavelmente você vai se surpreender.

Quando uma mulher acusada de bruxaria era capturada, havia uma série de cuidados especiais para neutralizar seus poderes satânicos.

Temendo que elas mantivessem contato com o solo - e através dele tivessem contato com as regiões infernais - elas deveriam ser conduzidas em tábuas ou em cestas até os tribunais e até a prisão.

As bruxas estavam proibidas, ainda, de se apresentarem de frente perante o juiz, pois o olhar delas poderia enfeitiçar o magistrado. Assim, ficavam de costas para o julgador.

Tanto o juiz como aqueles que a conduziam para o tribunal não deveriam deixar-se tocar pela bruxa, sob pena de serem enfeitiçados.

Os juízes ainda usavam correntes no pescoço, uma espécie de amuleto, bem como ervas bentas e sal consagrado no Domingo de Ramos, a fim de se protegerem das forças do inferno que emanavam das bruxas.

Apesar dos inquisitores desfrutarem de imunidade contra os ataques das referidas bruxas, os tais não queriam correr o risco de uma possível exceção.

Tal comportamento mostra o quanto a Idade Média valorizou a crença divulgada pela Igreja Católica - e hoje pelas igrejas evangélicas - de que o capeta está à solta, agindo a todo instante.

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