segunda-feira, 17 de maio de 2010

BRASIL: ASSINATURA FALSIFICADA CONTRIBUIU PARA QUE PRESIDENTE DECRETASSE A PRISÃO DE EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA

O fato aconteceu em 1922 e envolveu Epitácio Pessoa, Artur Bernardes e Hermes da Fonseca, três nomes que já passaram pela Presidência da República.

O referido ano foi o último em que Epitácio Pessoa esteve na presidência, tendo sido sucedido por Artur Bernardes, a quem apoiou como candidado ao governo.

Naquele tempo, o ex-presidente Hermes da Fonseca (que governou de 1910 a 1914) era presidente do Clube Militar.

Tentanto colocar os militares contra Artur Bernardes (candidado da situação), um político opositor falsificou a assinatura do referido candidato em uma nota publicada no jornal O Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, em cuja nota chamava Hermes da Fonseca de "sargentão grosso e ignorante", sem falar que chamava outros militares de "canalhas e corruptos".

Em reação, os tenentes passaram a pregar abertamente o golpe, caso o candidato da situação fosse eleito. O próprio presidente Epitácio Pessoa foi chamado de ladrão e de bandido pelos tenentes.

Com a vitória do candidado da situação, Artur Bernardes, os tenentes se revoltaram.

Resultado: Epitácio Pessoa mandou prender o ex-presidente da República, Hermes da Fonseca e ainda mandou fechar o Clube Militar.

Esse é o único caso de que se tem notícia de falsificação de assinatura, cuja consequência (mesmo indireta) tenha resultado na prisão de um ex-presidente de República.

O caso mostra, ainda, o enorme poder que têm os meios de comunicação.

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