quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CACHORRO SANTO PASSOU A SER INVOCADO EM PLENA IDADE MÉDIA DEPOIS QUE FOI MORTO POR ENGANO

Na segunda década do século XIII d.C. um frade dominicano nos trouxe um relato um tanto curioso. Contou ele que um cachorro fora morto depois que foi acusado de matar uma criança, quando, na verdade, descobriu-se que ele tentou salvar a criança de uma serpente, a grande responsável pela morte do bebê.

Descoberta a verdade, o cão foi enterrado em um poço que ficava diante de um castelo. Foram plantadas algumas árvores no local em memória do cão.

Ocorre que algum tempo depois o castelo fora destruído, em cuja ocasião os camponeses teriam dito que Deus seria o responsável pela destruição do castelo, em vigança à morte do cachorro. O local ficou deserto.

Mas as pessoas não cessavam de visitar o túmulo do cão. Ano após ano aumentava o número de fiéis que se dirigiam ao local ou individualmente ou em forma de procissão a fim de pedir a intercessão do animal, principalmente quando se tratava de crianças doentes.

Somente no século XIX foi que acabou esse ritual, mesmo sabendo que os restos mortais do cão foram exumados e queimados posteriormente, assim como as árvores plantadas em homenagem ao cão santo, por ordem de Jean-Claude Schmitt, sacerdote responsável pela diocese de Lyon, famosa cidade francesa.

.

Nenhum comentário:

Postar um comentário